Month: October 2015 (Page 1 of 2)

Boozer não teve a melhor ideia para disfarçar a careca

Entendo que pode ser chato para algumas pessoas. Entendo, também, que se você é um cara milionário, deve ser frustrante querer um dia mudar o visual e não ter muitas opções. Mas obviamente que usar aquele spray que PINTA A PELE IMITANDO CABELO seria a pior das ideias possíveis.

Há uns três anos, o ala-pivô Carlos Boozer apareceu no jogo com a careca pintada e, OBVIO E ACERTADAMENTE, foi absolutamente execrado por isso. O mais estranho é que Boozer sempre jogou com a cabeça raspada. As pessoas sequer sabiam que ele era careca até aparecer com a graxa de sapato na moleira.

Ficou bem natural

Ficou bem natural

Esta semana, ele veio a público contar o que aconteceu. Segundo Boozer, um camarada sabia que que Boozer estava afim de deixar o cabelo crescer, mas estava triste com algumas entradas que denunciavam a calvíce. Para solucionar o caso, o muy amigo recomendou um spray que completava os espaços carecas entre os cabelos. O jogador experimentou e viu que o resultado não era, digamos, muito natural. “Até tentei lavar a cabeça umas sete ou oito vezes, mas não conseguia tirar a tinta”. Esforço em vão: Boozer teve que entrar em quadra daquele jeito.

Boozer não está sozinho nessa. Vários jogadores viraram piada por tentar algumas artimanhas para disfarçar a careca. O mais famoso deles é Lebron James. Quando entrou na liga, ainda adolescente, Lebron já tinha uma leve entrada na testa, disfarçada pela faixinha na cabeça. Acontece que o hairline foi subindo e a faixa também – até o dia que subiu demais a ponto de todos notarem.

A técnica é manjada, na verdade – eu até duvido que ps jogadores usem a faixinha para o seu propósito básico de impedir que o suor escorra na cara. Richard Hamilton, Joel Anthony e uma série de outros atletas tentaram esconder o ‘crescimento da testa’ com o acessório.

Outros tentaram, por algum tempo, métodos diferentes e mais comuns, como o estilo do careca-cabeludo Chris Kaman. Até que raspasse a cabeça pela primeira vez, todos ainda acreditavam que Kaman tinha cachos volumosos e imponentes. Depois, ficou claro os espaços vazios eram mais frequentes do que se imaginava debaixo daqueles caracóis.

Apesar dos FAILS, a NBA é um ambiente simpático aos carecas. Além de existirem alguns calvos convictos, como Manu Ginóbili, por exemplo, o visual da cabeça raspada a lá bola de bilhar não deve sair de moda tão cedo.

Reencontros desagradáveis

Ontem a rodada foi breve, com apenas três jogos, mas com uma alta dosagem de TRETA™.

A primeira foi a que levou o ala-armador suíço Thabo Sefolosha a Nova York, no jogo contra o Knicks. Em abril do ano passado, o jogador do Atlanta Hawks estava em uma casa noturna com o companheiro de time Pero Antic. Já de madrugada, uma discussão rolou fora do bar entre outro jogador da NBA que estava no local, Chris Copeland, e sua mulher. Aparentemente um outro cara se meteu na briga e esfaqueou Copeland. A polícia foi chamada e começou a evacuar o local. No entanto, os ‘cops’ não foram lá muito gentis e meio que o pau quebrou entre os ~tiras e os dois jogadores. Um vídeo mostra os policiais tentando imobilizar Sefolosha que, no confronto, quebrou a perna e ficou de fora dos playoffs. Além da lesão, Thabo ficou preso por dez dias.


Logo depois do episódio, o suíço rejeitou um acordo no qual ele prestaria serviços comunitários. Ele queria mesmo é que o caso fosse solucionado. Mês passado o caso foi a julgamento e os jogadores foram declarados inocentes no caso.

Esta semana, com a iminência da sua volta a NYC – mesmo sem jogar por conta da recuperação da lesão, mas só para acompanhar a equipe – Thabo concedeu uma entrevista à GQ Magazine contando sua versão sobre o caso. Ele admitiu que, diante da truculência dos policias, respondeu ~desrespeitosamente chamando os caras de anões. “Não é porque você é um policial que tem que ser o cara mais estúpido da terra”, falou. Apesar disso, obviamente que os oficiais não poderiam ter decido o cacete em geral, como fizeram.

Rolou uma BAD TRIP depois da balada

Rolou uma BAD TRIP depois da balada

Enfim, não bastasse ter sido inocentado, agora Sefolosha processa a NYPD, pedindo CINQUENTA MILHÕES de indenização. Ah, para completar, o Atlanta passeou em quadra e ganhou do New York Knicks.

DeAndre > Mavs, mais uma vez
No contronto que fechou a rodada, DeAndre Jordan, pivô do Clippers, reencontrou o Dallas Mavericks, time que rejeitou na offseason. Contei essa semana parte da história: Jordan estava sem contrato e tinha chegado a um acordo verbal com o time do Texas. Um dia antes de assinar, ligou para Doc Rivers, técnico do Clippers, dizendo que ainda estava confuso com a ideia de sair de LA. Doc mobilizou seus jogadores, que foram para a casa de Jordan convencê-lo a ficar.

O bizarro da treta toda foi que os atletas ficaram trancados na casa do pivô a madrugada toda, até que acabasse o período de moratória e Jordan pudesse efetivamente assinar com algum time. Durante a noite, os jogadores do Clippers e do Mavs começaram uma discussão via twitter. QUASE NADA NERD, a treta rolou com emojis que sugeriam que o jogador estava viajando de um lugar para outro para acertar com a nova equipe. Durante a madrugada, o dono do Dallas Mavericks, Mark Cuban, teria dirigido pelo bairro do jogador em busca da sua casa para tentar convencer o atleta a manter sua palavra. Em vão. No dia seguinte Jordan assinou a renovação com o Clippers e esnobou o Dallas.

Guerra de tweets

Ontem as duas equipes entraram em quadra e o Clippers também ganhou com facilidade. Jordan contiunou fazendo aquilo que mais sabe: distribuiu quatro tocos e pegou 15 rebotes. No começo do jogo, Jordan deu uma cotovelada no ídolo do Dallas, Dirk Nowitzki. O alemão respondeu com uma falta dura logo depois.

Apesar da confusão, aparentemente as coisas estão liquidadas para as duas partes. Aquela KISS CAM, que foca em casais na arquibancada até que eles se beijem, filmou os donos dos dois times. E a conciliação foi mais do que amigável:

O AMOR É LINDO!

Esqueça o espetáculo: a NBA também tem sua dose de cretinice

É muito comum ouvir das pessoas que passam um período nos EUA e vão a uma partida de basquete que o programa é mais do que um jogo, é na verdade um espetáculo. De fato, a família toda vai ao ginásio e pode se entreter com as inúmeras atrações, dancinhas e piruetas dos intervalos, mesmo que nem curta o esporte. Mesmo assim, PARA A SORTE DOS TORCEDORES CRETINOS, o jogo de basquete está longe de ser exclusivamente aquele programa da ‘família de bem’.

Ontem tivemos uma amostra da hostilidade ~deliciosa que muitas vezes pensamos ser uma particularidade dos esportes daqui do terceiro mundo. Era final do terceiro quarto e o Indiana Pacers perdia por quase dez pontos para o Memphis Grizzlies quando o ala Matt Barnes, um tremendo mal carater do esporte, foi bater os lances-livres. Ao receber a bola do árbitro, a galera não perdoou: o canto “Derek Fisher! Derek Fisher!” ecoou no ginásio. O grito é uma versão menos elaborada da famosa “ô Júlio César, como é que é? O Ronaldinho já comeu sua mulher” e faz referência a história de que a mulher do jogador teve um caso com Fisher, ex colega de Barnes no Lakers e atual técnico do Knicks. O que pega ainda mais nessa história é que circula um papo que há algumas semanas Barnes dirigiu por 100km para encontrar Fisher e sair na mão com o ex-jogador quando soube que ele estava saindo com a sua ex-mulher.

À distância e na frieza da transmissão da tevê não parece, mas os torcedores de basquete pegam realmente pesado. O próprio Fisher já sofreu com manifestações mais cretinas do que esta. Há quase dez anos, o armador jogou por uma temporada pelo Utah Jazz. Ao longo do ano, a filha de 11 meses de Derek foi diagnosticada com uma rara doença no olho. Fisher ainda segurou as pontas e continuou jogando mesmo com ela fazendo tratamento em Los Angeles. Nas finais, no entanto, ele não aguentou e se mudou para a California para acompanhar a evolução da menina. Na oportunidade parecia que a torcida do Jazz tinha entendido a decisão dele e Fisher até foi ovacionado quando apareceu no ginásio para acompanhar um jogo do time na rodada seguinte dos playoffs. No ano seguinte, porém, Fisher assinou com o Lakers para poder ficar ao lado da filha ao longo do ano e quando foi a Utah jogar contra o ex-time, foi hostilizado por alguns torcedores. Uns caras até protestaram tapando um dos olhos com a mão, em alusão a doença da menina. Pesado.

Aparentemente o pessoal pegou meio pesado

Aparentemente o pessoal pegou meio pesado

A torcida do Sixers é outra que ‘não sabe brincar’. Além de encher o saco dos seus próprios jogadores num grau que supera o limite do que é suportável, os torcedores de Philadelphia reagem, digamos, sem muita classe quando um atleta do time rival se machuca seriamente. Nos playoffs de 2012, a galera foi ao delírio quando Noah, do Chicago Bulls, caiu no chão com o tornozelo arrebentado.

Por último, para lembrar como o ambiente dos jogos pode ser animado, as vezes até rola um quebra pau nas arquibancadas. A mais sem-noção aconteceu num jogo entre Detroit e Indiana, quando os juízes marcaram uma falta técnica contra Ron Artest e o jogador protestou se deitando na mesa que fica ao lado da quadra. Um torcedor mais alterado resolveu tacar um copo na cara de Artest, que, revoltado, saiu à caça do engraçadão pelas cadeiras do ginásio. O resultado foi uma pancadaria generalizada entre os dois times e torcedores.

http://https://www.youtube.com/watch?v=RO-8Tz5QGFw

SÓ GENTE DE BEM!

Todos amam odiar o Clippers

Na noite de terça-feira, o Golden State Warriors entrou em quadra para estrear na temporada e para festejar o título do ano passado. Antes da partida, aconteceu a cerimônia de entrega dos anéis de campeão aos jogadores. O pivô da equipe, o australiano Andrew Bogut, pediu para que o anel fosse colocado no seu DELICADO dedo do meio. “Eu queria o anel neste dedo para que eles pudessem beija-lo”, disse, muy amigavelmente. “Eles” são os Clippers: time mais odiado da atualidade.

Entre outras utilidades não ortodoxas, o dedo médio é usado para se colocar anéis da NBA

O Los Angeles Clippers é possivelmente o time mais detestado desde os Bad Boys do Detroit Pistons, da virada da década de 80 para 90. Desde então, as pessoas até odiaram o Bulls da Era Jordan e o Lakers da dupla Kobe e Shaq, mas, especialmente, como um sinal de respeito: eram equipes quase imbatíveis. Recentemente, o Miami Heat atraiu a atenção dos ~haters, mas era mais um sentimento de revolta dos fãs por causa do circo armado por Lebron quando mudou de time do que propriamente um ódio generalizado.

Diferente destes times, o Clippers nunca ganhou absolutamente nada. Historicamente, a franquia sempre foi um eterno pão com bosta. O time sempre foi tão ruim, aliás, que atraia aquela simpatia que só os grandes perdedores conseguem ter. É, até hoje, a equipe com o pior aproveitamento de vitórias na história, com 38,9%. O time também é o que menos vezes, proporcionalmente, conseguiu chegar aos playoffs: em 46 anos de existência, só 11 vezes o time se classificou para as partidas eliminatórias.

As coisas começaram a mudar lá por 2010, quando Blake Griffin estreou pelo time. No seu primeiro ano em quadra, o time continuou sendo a mesma merda de sempre, com apenas 32 vitórias. A diferença era que, perdendo ou ganhando, Blake emplacava no top10 de jogadas da semana uma ou outra enterrada na cara dos rivais. Uma tiração de onda que alguns rivais não conseguiam engolir. Mesmo assim, os fãs ainda estavam fascinados com o atleticismo do calouro, e o ódio pelo Clippers ainda estava restrito a alguns jogadores.


Blake Griffin é um cara delicado

A coisa ficou preta no ano seguinte, com a chegada de Chris Paul. Além do atleta ser conhecido pelas encenações em quadra, com muitas faltas cavadas e reclamações espalhafatosas com os juízes, a forma como o atleta assinou com o time foi muito polêmica. Dias antes do jogador ser trocado para o Clippers, o manda-chuva da NBA, David Stern, vetou uma troca que mandaria o jogador para o outro time de Los Angeles, o Lakers. O argumento para a canetada foi um simples “basketball reasons” – um eufemismo para não reforçar o já forte time do Lakers. No entanto, a recusa foi inédita e pegou muito mal. Stern e o Clippers, mesmo sem muita culpa, ficaram queimados com boa parte da imprensa e torcedores.

Os caras curtem o Chris Paul pra caralho

Não bastasse tudo isso, para este ano as coisas devem ficar um pouco mais ACALORADAS. Primeiro pelo episódio patético da renovação do pivô DeAndre Jordan. O jogador estava com tudo certo para assinar com o Dallas Mavericks e, no dia em que ia formalizar a mudança de time, teve uma reunião em sua casa para ouvir uma última proposta do Clippers. Jogadores e executivos do time estiveram presentes na casa de DeAndre e ouviram do jogador que ia voltar atrás e assinar uma renovação. Acontece que os contratos só poderiam ser formalizados no dia seguinte e, instável emocionalmente, colegas de Clippes temiam que o pivô caísse na pressão e voltasse a se comprometer com outra equipe. Para não arriscar, o time passou a madrugada trancado na casa de Jordan, até que amanhecesse e o jogador pudesse assinar o contrato em definitivo. Paralelamente, jogadores do Clippers e Mavericks fizeram uma batalha de tuítes, tentando convencer o pivô.


Casa de DeAndre Jordan trancada pra ele não assinar com outro time

Como uma cereja do bolo, a equipe também contratou alguns jogadores que todos amam odiar. O veterano Paul Pierce é um trash talker de primeira e o armador Lance Stephenson ficou famoso por algumas jogadas sujas, como esta:

Lance Stephenson é a cara do Clippers

Só falta mesmo um título.

O que há de novo – uniformes e quadras

Ontem seis times entraram em quadra e hoje temos outros 14 jogos envolvendo 28 dos 30 times da liga. No que diz respeito ao JOGO JOGADO, você já viu os prognósticos mais importantes (ou não) neste mesmo blog no começo da semana, mas talvez precise de um guia sobre o que mudou no estilo dos times: de uniformes aos desenhos das quadras. Então, vamos lá.

Primeiro vamos ver o que mudou nos times que já entraram em quadra ontem. Contrariando a tendência das franquias em deixar o uniforme mais limpo, numa vibe meio college, o Atlanta Hawks estreou com seu uniforme preto com detalhes em caneta marca texto. Eu tinha odiado a aparência na apresentação da offseason, mas no jogo eu até que gostei. O assoalho da quadra também mudou – nesse caso, acho que para pior, ainda que não tenha ficado propriamente ruim.

Atlanta apostando numa ~tendência GEOMÉTRICA na nova identidade visual. Para uma ~tendência GEOMÉTRICA até que ficou bacana.

Atlanta apostando numa ~tendência GEOMÉTRICA na nova identidade visual. Para uma ~tendência GEOMÉTRICA até que ficou bacana.

No outro jogo que abriu a rodada, o Chicago estreou um novo desenho da sua quadra. Nada muito radical, mas tiraram a clássica-porém-medonha bola de basquete que tinha desenhada no meio da quadra, ao fundo da logo do Bulls. Ficou ligeiramente melhor, mas possivelmente eu não ia notar isso se ninguém tivesse me falado que a quadra mudou.

Nova quadra x antiga: grandes merda.

Nova quadra x antiga: grandes merda.

No último jogo da noite, entre Pelicans e Warriors, nada de novo – inclusive, o time da California defendeu o título muito bem e derrotou a equipe de Anthony Davis, como era de se esperar, com uma atuação sensacional do MVP Stephen Curry.

Já nos jogos de hoje, teremos uma série de novidades. A principal mudança de estilo está no confronto entre New York Knicks e Milwaukee Bucks. O time de Winscosin vai estrear seus novos uniformes e seu novo desenho de quadra. Há um consenso de que a nova identidade visual da equipe melhorou bastante e condiz com o novo patamar que a franquia pretende alcançar, com um time reformulado e promissor.

Encomendando os meus no AliExpress em 10, 9, 8...

Encomendando os meus no AliExpress em 10, 9, 8…

O Toronto Raptors também vem na mesma linha ~clean com novos uniformes bacanas. Apesar de simples, devem ser os melhores já feitos pela franquia desde o clássico e insuperável uniforme roxo do velociraptor. O time também abriu mão de uma logo maneira, com o dinossauro, e adotou um selo com a pegada do animal.

Uniforme do dinossauro=ápice dos anos 90. Mas os novos até que ficaram legais...

Uniforme do dinossauro=ápice dos anos 90. Mas os novos até que ficaram legais…

Outra mudança legal foi a do uniforme do Philadelphia 76ers. O time continua uma desgraça, mas os uniformes resgataram alguns elementos das camisas dos anos 70 e ficaram bem legais. Parece que a franquia enterrou de vez qualquer resquício daqueles uniformes hiphop do início dos anos 2000, que tinha muito de Allen Iverson e pouco de Sixers…

Novo uniforme vai ser a única alegria dos torcedores do Sixers na temporada

Novo uniforme vai ser a única alegria dos torcedores do Sixers na temporada

Como muita gente ainda tem uma predileção inexplicável pelo mau gosto, tem muito lixo que vai fazer arder nossos olhos nessa noite de estreia para a maioria dos times. Basicamente, os principais destaques negativos são os uniformes alternate do Clippers e Spurs, que lembram mais um conjunto de summer league do que um uniforme profissional. Por sorte, os times devem usar poucas vezes estas ‘obras de arte’. Mas fica a dica para presente de INIMIGO SECRETO de final de ano.

Herói ou mascarado: o dilema de Derrick Rose

Hoje a noite, Derrick Rose entra em quadra na abertura da temporada regular da NBA com uma máscara para proteger seu rosto. Há algumas semanas, ele fraturou o osso da face que fica ao redor do olho durante as preparações do Chicago Bulls para o campeonato. Ele começa jogando hoje, mesmo sem estar 100% recuperado – e admitindo que está com a vista um pouco embaçada.

Rose completamente desconfortável com a máscara protetora

Rose completamente desconfortável com a máscara protetora

A atitude parece uma forma de Rose tentar ganhar moral com seus colegas, imprensa e, principalmente, os torcedores do Bulls. O jogador, que sofre há pelo menos cinco anos com graves lesões nos joelhos, é um dos mais cobrados da NBA por uma suposta falta de esforço pelo time.

O auge da revolta dos fãs aconteceu ano passado, quando Rose deixou de entrar em quadra em uma noite alegando que queria se preservar para o futuro. “Muitas pessoas não entendem quando eu não entro em quadra, mas eu estou pensando no longo prazo. Eu estou planejando para depois da minha carreira… Eu não quero estar todo dolorido na formatura do meu filho, nas reuniões que eu tiver para ir”, disse.

Um ano sentado e muita gente enchendo o saco

Um ano sentado e muita gente enchendo o saco

A justificativa causou muita polêmica no meio. Segundo LEAGUE SOURCES~~, o colega de time Jimmy Butler não respeita mais a ética de trabalho de Rose. O comentarista e ex jogador Charles Barkley não poupou críticas também: “Há prós e contras em fazer o que nós escolhemos. Derrick Rose ganha 20 milhões de dólares ao ano para isso. [Dizer isso] é desrespeitoso com empregadas domésticas, militares...”.

Pior, a declaração fez evaporar qualquer resquício de paciência que o torcedor do Bulls ainda tinha com Rose. O ódio, basicamente, é uma revolta com o craque que Rose poderia ser e não foi. Em 2010/2011, o armador foi eleito o MVP mais novo da história da liga e levou o Chicago Bulls à melhor campanha da temporada regular – algo que não acontecia desde a Era Jordan. No ano seguinte, teve uma gravíssima lesão no joelho esquerdo, que o tirou de ação pelo resto da temporada. Com a cirurgia feita, os médicos disseram que Rose poderia voltar às atividades em dez meses. Rose preferiu ficar o ano todo fora. Clinicamente recuperado, o jogador disse que não estava pronto para voltar a jogar.

A primeira lesão mais séria

De volta no ano seguinte, claramente sem confiança, Rose só conseguiu jogar dez jogos. Numa partida contra o Portland, lesionou o outro joelho e perdeu o restante da temporada. Nos dois anos seguintes, Rose jogou 46 e 51 partidas, respectivamente. Nunca mais naquele nível do período pré-lesão e sempre alternando uma sequência de jogos com partidas off.

Ao entrar em quadra com uma máscara hoje, claramente desconfortável, Rose parece querer reverter um código do esporte que quebrou das outras vezes, em que é melhor ser um herói morto do que um covarde vivo.

Há uns dez anos, eu vi uma declaração do ala alemão Dirk Nowitzki que sugeria um dilema parecido com o de Rose. “Ser atleta profissional é nunca mais descer uma escada sem sentir dor”, disse. Apesar de ser uma lógica estúpida, alimentada por boa parte das pessoas que acompanham esporte e que com certeza não vale a pena para ninguém, Rose hoje parece não querer entrar na história como covarde.

Título do Lakers paga 300 pra 1 em Las Vegas e é o preferido dos apostadores

Saiu o levantamento das apostas em Las Vegas para a temporada deste ano e realmente tem muita gente querendo jogar dinheiro no lixo: o Los Angeles Lakers atraiu mais apostas para campeão da NBA do que no atual defensor do título Golden State Warriors ou no vice Cleveland Cavaliers. Os números são do Westgate Casino e foram publicados no site da ESPN americana.

Retorno: 300-1 Chance de vitória: 0%

Retorno: 300-1
Chance de vitória: 0%

A aposta azarona no Lakers se dá pelo olho gordo do pessoal que está em Vegas: a casa pagará 300 dólares para cada verdinha apostada em caso de título do time californiano. A estratégia deu certo e o casino vai abocanhar uma boa bolada com os ‘malandrões’ que apostaram no Lakers – o time teve 21 vitórias e 61 derrotas ano passado e com certeza não vai ganhar absolutamente nada. Uma aposta no Cavs, por outro lado, paga 2 para 1.

Nas outras casas de apostas, o Lakers também tem sido uma aposta popular, apesar dos casinos pagarem menos. No MGM e Williams Hills, o retorno de um eventual título dos angelinos paga 50-1 e 60-1, respectivamente.

As casas têm um sucesso considerável nas odds – o que reforça a besteira que é apostar no LAL. No ano passado, para se ter uma ideia, o Westgate acertou o número de vitórias que Los Angeles Clippers, San Antonio, Toronto Raptors, Dallas Mavericks e Sacramento Kings teriam.

Ah, neste ano, a projeção do casino é que o Lakers ganhe 29 dos seus 82 jogos. Acho que só isso basta…

Previsões e palpites fundamentais para a temporada 2015/2016

Temporada vai, temporada vem, algumas coisas não mudam. Outros FUN FACTS são meros palpites. Aqui vão as previsões fundamentais para a temporada 2015/2016 da NBA, que começa nesta terça-feira:

– O New York Knicks vai continuar sendo um time ruim, com menos de 30 vitórias na temporada.

Saco de pão vai continuar sendo peça obrigatória para os torcedores do Knicks

Saco de pão vai continuar sendo peça obrigatória para os torcedores do Knicks

– O Lakers também.

– Kobe vai meter pelo menos um jogo com mais de 55 pontos.

– Mesmo não sendo lá essas coisas em quadra, Kobe e Derrick Rose estarão no top 5 de camisas mais vendidas.

– Brad Stevens vai tirar leite de pedra do Boston, mas não vai ganhar o prêmio de melhor técnico.

– Anthony Davis vai ser um monstro em quadra, com o melhor desempenho estatístico, mas Durant, Lebron, Harden e Curry vão acabar na frente dele na corrida pelo título de MVP.

– Utah Jazz e Phoenix Suns vão fechar o ano com pelo menos 40 vitórias, com campanha melhor que alguns times classificados do Leste, mas vão ficar fora dos playoffs do Oeste.

– Clippers contratou um monte de gente, mas o sexto homem do time ainda vai ser o Jamal Crawford.

– DeMarcus Cousins e George Karl vão se matar fora de quadra, mas os dois ficam até o final da temporada no time.

– Orlando Magic vai ser o time da moda, mas não vai a lugar algum.

– Stephen Curry vai fazer mais de 300 cestas de três na temporada, mais uma vez.

– Toronto Raptors vai ser campeão de divisão, mesmo sendo um time meia boca.

– Russell Westbrook vai ser o líder em triples-doubles na temporada. Mesmo assim, Durant vai voltar a ser o dono do Thunder.

– Drake vai se apresentar no All Star Game.

MELHOR. TERNO. DA. HISTÓRIA.

MELHOR. PALETÓ. DA. HISTÓRIA.

– Zach Lavine vai ganhar de volta o campeonato de enterradas.

– Houston Rockets vai chegar na final de conferência.

– Lebron vai chegar a mais uma final da NBA. Todos vão torcer contra ele.

No próximo post eu mando os números da mega-sena.

Marcelinho Huertas não vai ser o novo Steve Nash

Com altos e baixos, a presença brasileira na NBA não é mais notícia. Nene, Varejão, Splitter e Leandrinho já fizeram seus nomes na liga como bons coadjuvantes e hoje desfrutam de status parecidos nos seus times, como veteranos úteis. Os quatro, inclusive, muito provavelmente devem figurar nos playoffs ao final desta temporada – a menos que sejam trocados ao longo do ano: Cleveland e Golden State são francos favoritos nas suas conferências; Atlanta Hawks e Washington Wizards estão no top 4 do Leste.

A única novidade – e incógnita – é a presença do armador Marcelinho Huertas, que assinou contrato com o Los Angeles Lakers para a temporada. Depois de dez anos de uma carreira sólida na Europa, o jogador topou tentar o mundo cão da NBA. Em dois jogos de pré-temporada, Marcelinho (ou MarceliHNo, como dizem alguns sites de notícias dos EUA numa grafia a lá Winning Eleven) se saiu bem. Em 30 minutos em quadra, foram 12 pontos, 14 assistências e apenas dois desperdícios de bola.

Mais do que os números, que são bons, algumas jogadas do brasileiro já chamaram a atenção dos torcedores do Lakers:

https://www.youtube.com/watch?v=IX2qEyCq7Ko

Os lances mostram a visão de jogo acima da média do armador e um perfil ‘pass-first’ que é não é lá muito comum para estreantes na liga – que, acima de tudo, querem aparecer, garantir contratos e figurar nos highlights. Com o bom debute, já vi pipocar nas REDES SOCIAIS algumas comparações de Huertas com Steve Nash, armador duas vezes considerado o melhor jogador da liga e que se aposentou no Lakers no ano passado. Na boa, é uma heresia monstruosa comparar alguém que sequer entrou em quadra em jogo oficial da NBA com um dos melhores jogadores da sua geração.

Calma cara

Calma cara

A comparação é equivocada também porque Marcelinho não vai ter vida fácil no time californiano. Primeiro por falta de segurança contratual, já que tem assinado um vínculo de um ano, não garantido. Segundo porque o Lakers de hoje é uma desgraça: o time vem de uma temporada péssima, Kobe Bryant tem se mostrado um companheiro de time insuportável e a torcida é mal acostumada com campanhas fracas.

Por último, e mais importante, o time está muito carregado na armação. Além de Kobe dominar a bola enquanto está em quadra, a concorrência no time titular é imensa. Byron Scott, técnico da equipe, sempre teve uma predileção pelo desenvolvimento de jovens point guards e o elenco angelino é um prato cheio para isso, com o recém escolhido no draft D’Angelo Russell e um dos melhores calouros do ano passado Jordan Clarkson.

Contra Huertas também há o histórico de outros armadores que fizeram carreira na europa e tentaram a sorte na NBA nos últimos anos. Prigioni, Sérgio Rodriguez e Rúbio não repetiram o sucesso das quadras europeias em solo americano. Não quer dizer que o brasileiro terá o mesmo destino dos demais, mas é uma coninciência curiosa que pode dar algumas pistas sobre a dificuldade de adaptação ao jogo da NBA.

kkkkkkkkkkkkkkkkk... NAO!

kkkkkkkkkkkkkkkkk… NAO!

Em uma perspectiva mais realista, Marcelinho pode figurar como um reserva importante na equipe, sendo o fio de sobriedade na segunda rotação da equipe – que conta com muitos peladeiros (aka Nick Young aka marido da Iggy Azalea). Com sorte, pode assumir a titularidade quando os jovens armadores vacilarem.

De esperança para reverter o cenário um pouco adverso está a vontade do jogador, que reduziu em dez vezes seu salário para jogar na NBA, e um estilo que combina com o jogo na liga americana.

Mesmo assim, ainda muito longe de ser um Steve Nash.

Don’t believe the hype

O site da NBA faz uma pesquisa de opinião anual (edit: aqui com os resultados de 2016/2017) com os General Managers das 30 equipes da NBA. A ideia é sondar quem eles acham que vai ganhar o título, quem vai ser MVP, qual foi a melhor troca da offseason e etc. Além destas perguntas, o questionário também pergunta qual calouro será o melhor jogador da liga em cinco temporadas, qual atleta vai ter o ‘breakout year’, qual troca vai dar mais certo. Um prato cheio para as gafes.

A classe dos cartolas do basquete americano não é muito superior a dos dirigentes do futebol brasileiro, então é natural que eles errem brutalmente boa parte das previsões. Isso é normal, até porque existem fatores imponderáveis que mudam o curso natural das coisas. No entanto, uma boa parte dos palpites errados escancara o quanto dirigentes, imprensa e fãs são entorpecidos pelo hype. Aquele jogador que tem tudo para decolar, aquele time que acabou de ser montado… É sempre muito fascinante acreditar nestas modinhas. No entanto, é implacável olhar para trás e ver como é ingênuo fazer determinadas apostas.

Por isso, mais a fundo, acho que olhar para as pesquisas antigas e ver o quantidade brutal de erros serve como um exercício de auto-controle para não se deixar seduzir por alguns exageros.

A primeira pesquisa mais elaborada foi a de 2008/2009. Naquele ano, os GMs acertaram que o Lakers seria o campeão, mas acharam, entre as maiores bizarrices, que Michael Beasley, Greg Oden, Derrick Rose e Antonhy Randolph, seriam, nesta ordem, os melhores da liga em cinco anos entre os calouros daquela temporada. Melhores que Westbrook, que Kevin Love. Hoje, três deles não tem mais espaço na NBA e Rose já pinta como um dos maiores busts da história – enquanto Westbook e Love já têm quarto e três All Star Games, respectivamente, no currículo.

Flagra do auge da carreira de Anthony Randolph

Flagra do auge da carreira de Anthony Randolph

No ano seguinte, fora Blake Griffin, que se machucou antes do início da temporada e adiou sua estréia na liga, Jonny Flynn era o mais votado para receber o prêmio de Calouro do Ano – na frente do atual MVP Stephen Curry, de James Harden e do eleito naquele ano como melhor rookye, Tyreke Evans. O palpite foi tão bom que Flynn não pisa em uma quadra da NBA há três anos.

Na mesma pesquisa, o Washington Wizards foi eleito como o time que teria a maior evolução no ano – e realmente evoluiu de uma campanha medonha (19v e 63d) para uma campanha sofrível (26v e 56d). No ano seguinte, ainda tinha gente achando que Javale McGee e Darren Collison iam estourar como craques na liga. Enfim, coisas que na época já pintavam como exageros, mas que hoje parecem mentiras absurdas.

Claro que analisar com o filtro do tempo é bem cretino, mas serve de lição: hype não entra em quadra e não mete bolas. Hype, na melhor das hipóteses, gera piada.

DeShawn Stevenson (7 pontos por jogo) x Michael Jordan (30 pontos por jogo) : comparação justa

DeShawn Stevenson (7 pontos por jogo) x Michael Jordan (30 pontos por jogo) : comparação justa

Page 1 of 2

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén