Na noite de terça-feira, o Golden State Warriors entrou em quadra para estrear na temporada e para festejar o título do ano passado. Antes da partida, aconteceu a cerimônia de entrega dos anéis de campeão aos jogadores. O pivô da equipe, o australiano Andrew Bogut, pediu para que o anel fosse colocado no seu DELICADO dedo do meio. “Eu queria o anel neste dedo para que eles pudessem beija-lo”, disse, muy amigavelmente. “Eles” são os Clippers: time mais odiado da atualidade.

Entre outras utilidades não ortodoxas, o dedo médio é usado para se colocar anéis da NBA

O Los Angeles Clippers é possivelmente o time mais detestado desde os Bad Boys do Detroit Pistons, da virada da década de 80 para 90. Desde então, as pessoas até odiaram o Bulls da Era Jordan e o Lakers da dupla Kobe e Shaq, mas, especialmente, como um sinal de respeito: eram equipes quase imbatíveis. Recentemente, o Miami Heat atraiu a atenção dos ~haters, mas era mais um sentimento de revolta dos fãs por causa do circo armado por Lebron quando mudou de time do que propriamente um ódio generalizado.

Diferente destes times, o Clippers nunca ganhou absolutamente nada. Historicamente, a franquia sempre foi um eterno pão com bosta. O time sempre foi tão ruim, aliás, que atraia aquela simpatia que só os grandes perdedores conseguem ter. É, até hoje, a equipe com o pior aproveitamento de vitórias na história, com 38,9%. O time também é o que menos vezes, proporcionalmente, conseguiu chegar aos playoffs: em 46 anos de existência, só 11 vezes o time se classificou para as partidas eliminatórias.

As coisas começaram a mudar lá por 2010, quando Blake Griffin estreou pelo time. No seu primeiro ano em quadra, o time continuou sendo a mesma merda de sempre, com apenas 32 vitórias. A diferença era que, perdendo ou ganhando, Blake emplacava no top10 de jogadas da semana uma ou outra enterrada na cara dos rivais. Uma tiração de onda que alguns rivais não conseguiam engolir. Mesmo assim, os fãs ainda estavam fascinados com o atleticismo do calouro, e o ódio pelo Clippers ainda estava restrito a alguns jogadores.


Blake Griffin é um cara delicado

A coisa ficou preta no ano seguinte, com a chegada de Chris Paul. Além do atleta ser conhecido pelas encenações em quadra, com muitas faltas cavadas e reclamações espalhafatosas com os juízes, a forma como o atleta assinou com o time foi muito polêmica. Dias antes do jogador ser trocado para o Clippers, o manda-chuva da NBA, David Stern, vetou uma troca que mandaria o jogador para o outro time de Los Angeles, o Lakers. O argumento para a canetada foi um simples “basketball reasons” – um eufemismo para não reforçar o já forte time do Lakers. No entanto, a recusa foi inédita e pegou muito mal. Stern e o Clippers, mesmo sem muita culpa, ficaram queimados com boa parte da imprensa e torcedores.

Os caras curtem o Chris Paul pra caralho

Não bastasse tudo isso, para este ano as coisas devem ficar um pouco mais ACALORADAS. Primeiro pelo episódio patético da renovação do pivô DeAndre Jordan. O jogador estava com tudo certo para assinar com o Dallas Mavericks e, no dia em que ia formalizar a mudança de time, teve uma reunião em sua casa para ouvir uma última proposta do Clippers. Jogadores e executivos do time estiveram presentes na casa de DeAndre e ouviram do jogador que ia voltar atrás e assinar uma renovação. Acontece que os contratos só poderiam ser formalizados no dia seguinte e, instável emocionalmente, colegas de Clippes temiam que o pivô caísse na pressão e voltasse a se comprometer com outra equipe. Para não arriscar, o time passou a madrugada trancado na casa de Jordan, até que amanhecesse e o jogador pudesse assinar o contrato em definitivo. Paralelamente, jogadores do Clippers e Mavericks fizeram uma batalha de tuítes, tentando convencer o pivô.


Casa de DeAndre Jordan trancada pra ele não assinar com outro time

Como uma cereja do bolo, a equipe também contratou alguns jogadores que todos amam odiar. O veterano Paul Pierce é um trash talker de primeira e o armador Lance Stephenson ficou famoso por algumas jogadas sujas, como esta:

Lance Stephenson é a cara do Clippers

Só falta mesmo um título.

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