Month: October 2015 (Page 2 of 2)

O maior motorista do Uber – literalmente

Enquanto no Brasil você pode ser gentilmente retirado de um carro durante uma carona do Uber, nos EUA pode acontecer de você chamar uma corrida e ser atendido por um jogador de basquete. É isso aí, no começo do ano um camarada ficou famoso por aliar as funções de estrela do seu time universitário de basquete e oferecer caronas pelo aplicativo.

Hino dos taxistas contra o Uber:

Hino dos taxistas contra o Uber: “They see me rollin / They hatin”

A competição universitária americana entra na sua reta final em março e o país meio que para para acompanhar o mata-mata. Naquele mês, os EUA conheceram Matt Stainbrook, pivô da Xavier University com 2,08 metros de altura, que liderava seu time para o Sweet 16 (oitavas de final da NCAA). Com o time indo adiante, Matt começou a atrair os holofotes. Além de ser o melhor jogador do time, o pivô ostentava um shape de ex-atleta e um óculos old school durante os jogos.  Mas o mais curioso: o pivô levantava uma grana com caronas de Uber em Cincinnati nas horas vagas.

A história é um pouco piegas: Matt começou a fazer corridas pelo Uber para pagar a faculdade. Ele entrou na Xavier University com uma bolsa de estudos, mas entrou em um acordo com o técnico do time de basquete para que seu irmão mais novo usufruísse do seu benefício. Em uma entrevista para a ESPN, ele contou que os custos do seu curso eram de 14 mil dólares por ano, enquanto a graduação do caçula custava 43 mil dólares.

O amor fraternal é lindo

O amor fraternal é lindo

A troca da bolsa deu certo e as corridas de Uber renderam popularidade ao jogador. Matt é o típico nerd-estranho-porém-simpático (nascido em Oregon e inato adepto do Keep Portland Weird). O possante era um Buick Rendezvous dourado modelo 2004, um legítimo carro de tiozão. O figurino mais frequente usado por ele nas caronas era um moletom surrado da universidade. Para piorar/melhorar, o jogador admitiu uma série de vezes que não tinha aquela lábia essencial dos taxistas.

Encerrado seu período no basquete universitário, o pivô não foi escolhido no draft e jogou mal na Summer League de Las Vegas, junto com uma porrada de Free Agents, com médias fracas de 5 pontos, 4 rebotes por jogo e com pífios 32% de aproveitamento nos arremessos.

Agora, Matt Sainbrook aparentemente se aposentou na sua empreitada como motorista. São dois os motivos: o primeiro é que agora o pivô tem um contrato profissional com o Crailsheim Merlins, da Alemanha. O segundo é que o Uber é proibido por lá…

Mais do que um ex-Kardashian

É o assunto da semana no mundo do basquete: Lamar Odom, EX DE UMA DAS IRMÃS KARDASHIAN, foi encontrado entre a vida e a morte depois de dias chapadaço e abusando de remédios em um ~bordel de Las Vegas. Encaminhado para um hospital, o jogador está em estado grave respirando com a ajuda de aparelhos.

Para quem não é da comunidade basqueteira (ahn?), é só o cunhado da Kim Kardashian que teve uma overdose pesada e agora tenta se recuperar. No entanto, É UM DEVER esclarecer que o divino Odom é um cara relevante pro basquete – que melhores predicados do que um simples participante de um reality show.

Odom PROTAGONISTA no famoso cartão de natal dos Kardashian

Odom PROTAGONISTA no famoso cartão de natal dos Kardashian

Primeiramente, ele protagonizou um dos vídeos mais compartilhados do basquete. Parte de um elenco do Clippers que não ganhou nada, mas que rendeu uma série de highlights, Odom é o camarada que dá o no-look pass a assistência de costas para Darius Miles cravar no contra-ataque. O vídeo viralizou –  numa época em que não existia a palavra viralizar –  pela plástica do lance, remanescente do basquete SHOW TIME dos anos 90.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Fpa-AajVmcI&w=420&h=315]

Todo mundo já viu esse vídeo nos primórdios do Youtube

Depois dessa fase no Clippers, Odom jogou uma temporada num Miami Heat promissor, mas logo foi trocado pro Lakers na negociação que mandou Shaquille Oneall pra Florida. De volta em Los Angeles, teve o melhor momento da sua carreira: foi campeão duas vezes e eleito o melhor reserva da NBA em 2011/2012. Nesta passagem, se sagrou como um excelente coadjuvante, que tinha o tamanho de um pivô, a habilidade de um armador e um altruísmo ímpar dentro de quadra.

Lá, virou amigo de Kobe Bryant, um dos maiores jogadores da liga. Kobe estava em quadra quando encontraram Odom agonizando nesta semana. Assim que terminou a partida, Bryant voou direto para Las Vegas para visitar o ex-companheiro – uma atitude surpreendente vinda de um dos caras mais boçais da NBA. Nos últimos dois dias uma série de jogadores e técnicos se pronunciaram desejando melhoras para o ex-atleta. Dizem que Odom sempre foi uma espécie rara no mundo dos boleiros, que sempre foi muito solidário e preocupado com todos. Segundo o técnico Alvin Gentry, foi o único jogador, em 27 anos de carreira, que ligou para ele depois de ter sido demitido de sua equipe.

Troféu Larry O'Brian feito de doces especialmente para Odom

Troféu Larry O’Brian feito de doces especialmente para ele

Foi em LA, também, que Odom virou uma estrela do ~showbizz, quando começou a namorar Khloe Kardashian e participou do programa de TV que a família trilhardária protagoniza. Lá, o papel dele se resumia a um marido camarada, com um vício quase infantil por doces.

Com o tempo ele foi largando mão do basquete e acabou ficando famoso para uma parcela das pessoas como mais um dos parceiros excêntricos das três irmãs. Mesmo assim, é mais do que um ex-Kardashian.

Trollagem nervosa: disseram que o troféu da NBA era recheado de Skittles, mas na real era alface.

Trollagem: disseram pra ele que o troféu da NBA era recheado de Skittles, mas na real era alface.

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