Month: November 2015 (Page 1 of 6)

Mascote do Raptors ‘interdita’ quadra para trollar jogadores do Cavs

Lembram na semana passada, quando os jogadores do Cleveland Cavaliers entraram em quadra muito cedo e ficaram posicionados para o início da partida enquanto as dançarinas do Toronto Raptors ainda dançavam em quadra?

No jogo do ontem, para das aquela trollada básica no rival – que protagonizou uma das cenas mais hilárias do ano -, o mascote do time de Toronto ‘interditou’ a quadra enquanto as garotas faziam a performance.

A conta oficial do Raptors nas redes sociais ainda publicou o vídeo direcionando para os perfis do Cavs, dizendo para eles prestarem atenção e não cometerem a gafe da próxima vez.

Kobe tem que se desapegar da bola para se aposentar

Na noite de ontem, poucas horas antes do Lakers entrar em quadra para enfrentar o Indiana Pacers, Kobe Bryant anunciou a sua aposentadoria. O jogador vai disputar somente as partidas restantes desta temporada e, então, parar de jogar. Ele se despediu tipo com um texto bem piegas, até meio brega – faz parte, nessas horas tá permitido ser assim.

Veja o original:

“Dear Basketball,

From the moment
I started rolling my dad’s tube socks
And shooting imaginary
Game-winning shots
In the Great Western Forum
I knew one thing was real:

I fell in love with you.

A love so deep I gave you my all —
From my mind & body
To my spirit & soul.

As a six-year-old boy
Deeply in love with you
I never saw the end of the tunnel.
I only saw myself
Running out of one.

And so I ran.
I ran up and down every court
After every loose ball for you.
You asked for my hustle
I gave you my heart
Because it came with so much more.

I played through the sweat and hurt
Not because challenge called me
But because YOU called me.
I did everything for YOU
Because that’s what you do
When someone makes you feel as
Alive as you’ve made me feel.

You gave a six-year-old boy his Laker dream
And I’ll always love you for it.
But I can’t love you obsessively for much longer.
This season is all I have left to give.
My heart can take the pounding
My mind can handle the grind
But my body knows it’s time to say goodbye.

And that’s OK.
I’m ready to let you go.
I want you to know now
So we both can savor every moment we have left together.
The good and the bad.
We have given each other
All that we have.

And we both know, no matter what I do next
I’ll always be that kid
With the rolled up socks
Garbage can in the corner
:05 seconds on the clock
Ball in my hands.
5 … 4 … 3 … 2 … 1

Love you always,
Kobe”

Não curti muito o modelo por se basear na carta que Jordan escreveu quando se aposentou (MJ também escreveu para o “querido basketball…”). Mas enfim, Kobe tem essa noia de querer superar/ser Jordan…

Pra quem não tem saco para isso, ele justifica que o corpo não aguenta mais jogar. Nenhuma novidade, é claro, mas ninguém sabia ao certo se ele jogaria mais uma temporada ou não.

a carta foi entregue para os torcedores na entrada do ginásio

É um mero palpite, mas imagino que o péssimo começo dele nesta temporada tenha influenciado muito na decisão. Do jeito que ele é obcecado em títulos e recordes, eu tenho certeza que continuaria por mais um tempo caso estivesse em melhor forma. Não só fisicamente, mas Kobe está esgotado tecnicamente.

Não tiro nenhum mérito da sua carreira – ele foi meu primeiro grande ídolo no jogo, a homenagem feita a ele  quando entrou em quadra ontem foi linda e etc-, mas deixo as homenagens para os zílhões de outros sites que tratarão disso com muito mais competência.

O que resta saber agora é qual Kobe vai jogar nos próximos meses. Aquele que estava chutando muito e mal, atrapalhando o time e se frustrando ou um veterano mais consciente do seu papel, liderando um time em desenvolvimento e se despedindo, com calma, de cada uma das quadras e torcidas da liga, com boas apresentações aqui e ali?

Eu espero muito que seja a segunda opção. Tenho a esperança que, agora que admitiu que é o fim, jogue mais leve e sem responsabilidade. Tente muito menos e acabe acertando um pouco mais.

Kobe sempre foi um monstro e sempre foi individualista, mas nesta temporada ele estava mostrando apenas a sua pior face. Acho que o peso de más atuações seguidas com o declínio físico e técnico fez  Bryant jogar muito abaixo do que ainda pode. Se deixar a responsabilidade para os garotos, com certeza uma noite ou outra ele vai acabar metendo bons números e se despedir com mais dignidade.

No final das contas, o melhor para ele é tentar parar de dominar o jogo por completo – é uma bela forma de se despedir aos poucos e se acostumar a viver sem a bola na mão.

Parceria da NBA no Brasil com Sportv não é o fim do mundo

Tem muita gente reclamando da migração do site da NBA no Brasil para o site do Sportv. Pra quem não sabe, a NBA tinha uma versão da sua página em português e, nesta semana, anunciou que agora ela seria migrada para a página da NBA no site do Sportv.

A rapaziada caiu de pau nos comentários do facebook, principalmente. Existem duas grandes reclamações. A primeira é que os fãs perderam conteúdo. Que dava para ver a classificação, resultado dos jogos e etc, coisa que não tem no novo site. Segundo que a galera claramente ficou ressentida com a escolha pelo canal pago da Globo em detrimento da ESPN, que transmite os jogos da liga no Brasil há muito mais tempo.

reclamacao

Comentários em redes sociais são sempre muito construtivos…

Vá lá, as duas reclamações fazem um certo sentido. Eu já acompanhei muito pelo site da NBA, mas de uns muitos anos para cá (desde a época que não existia essa versão brasileira), eu acho o portal oficial da liga uma bela duma bosta, com visual feio pra cacete e funcionalidade péssima. Mesmo assim, não descarto que muita gente curtia acessar por lá, especialmente porque era o único site do tipo em português.

A outra reclamação também é compreensível. Se alguém tem mérito pela popularização deste esporte no Brasil, é a ESPN. A Band teve seu momento quando transmitiu jogos lá na década de 90, claro, mas a ESPN que abraçou a liga no Brasil nos últimos, sei lá, 20 anos.

Porém, nos dois casos, eu acho que não há motivos para a choradeira. Eu confio que o novo site ainda vai ter uma área para visualizar os placares e a classificação. Sem contar que os textos, matérias e etc já estão melhores sob a tutela do site do Sportv do que estavam no portal da NBA. Os melhores momentos, compactos dos jogos continuam lá. Não há perda significativa de informação. Se alguém não curtiu, acho que é uma boa chance de abrir a cabeça e começar a visitar outros grandes sites. Com certeza sua ~NBA EXPERIENCE vai  melhorar…

Sobre a escolha de um canal ao invés do outro: a NBA firmou há algum tempo uma parceria com a Globo e a LNB. Então a escolha pelo Sportv é muito natural. Além do mais, a ESPN no Brasil tem um perfil de independência. Acharia muito mais estranho uma parceria institucional nestes moldes acontecer com eles. O canal vai continuar produzindo conteúdo, transmitindo jogos e etc – o anúncio no facebook da parceria teve que ser editado para deixar claro que a ESPN continuaria com as transmissões para acalmar os reclamões.

anuncio facebook

Estagiário trabalhando

Institucionalmente eu acho que o saldo também é positivo. Eu entendo o receio que possa existir já que a ESPN tem os direitos de transmissão da final (o site da concorrente vai noticiar com tanto vigor os resultados das finais? espero que sim) e que não deva existir qualquer tipo de privilégio. Por outro lado, e acho que é o que compensa este risco, só um canal da Globo – ou a própria emissora, em um outro momento – tem a capacidade de fazer o basquete se popularizar ainda mais, crescer e se desenvolver no Brasil. No final das contas, isso é que importa: que mais gente que queira ver NBA tenha condições disso.

Portanto galera: CALMA CARA.

Brandon Knight não é aquele otário dos highlights

“Em 10 de março de 2013, Brandon Knight morreu durante o jogo contra o Los Angeles Clippers. A causa diagnosticada foi Deandre Jordan”. Algum TROLL atualizou assim a página do Wikipédia sobre o jovem armador há dois anos e meio quando o pivô do Clippers deu uma enterrada monstruosa na sua cabeça. No lance, Jordan crava violentamente ao receber a bola de uma ponte-aérea. Knight ingenuamente tenta bloquear a bola, mas falha miseravelmente, e cai quase que em estado vegetativo de tanta humilhação.

Brandon-Knight-Wikipedia

O armador, na época ainda no Detroit Pistons, ainda se recuperava de outra vez que foi completamente destruído em quadra. No final de semana do All Star Game, Knight jogava na partida comemorativa entre calouros e jogadores do segundo ano na liga, quando Kyrie Irving, provavelmente o melhor ball handler da liga, meteu dois dribles desconcertantes nele. O primeiro ainda foi leve e Knight ‘só’ ficou de quatro depois da passada. O segundo, caralho, o segundo foi foda…

Os dois vídeos correram o mundo, como é de se esperar, e possivelmente qualquer pessoa que reconheceu o armador nas duas jogadas pensou: esse aí deve ser o jogador mais otário da história.

Coitado… O fato é que Brandon Knight nunca foi um mau jogador e de dois anos para cá ele tem se mostrado um dos armadores mais promissores da liga. O cara tem um perfil completamente low profile e sempre jogou por cidades com mercados mais discretos, o que o tira um pouco dos holofotes, mas é um dos poucos guards que consegue ter um bom arsenal ofensivo com arremessos, infiltrações e visão de jogo. É um combo guard que pensa antes em chutar a bola do que passar, mas mesmo assim consegue notar quando seus companheiros estão em boas condições para arremessar.

Além disso, tem uma envergadura gigantesca, que o ajuda nos rebotes (tem a excelente média para um armador de 4,5 por jogo). Não é um espetacular defensor, mas é voluntarioso. O ‘excesso de vontade’, inclusive, lhe rendeu aqueles dois highlights humilhantes – um risco que os maus marcadores ou defensores relaxados não correm.

BK31113

RASTEJA, SEU VERME

Uma medida do seu impacto positivo nas equipes: ano passado, o Milwaukee estava com 30v-23d antes da sua troca, com Knight. Depois de ser mandado para o Phoenix Suns, o Bucks teve uma campanha de 11v-18d.

Neste ano Jason Kidd, técnico do Bucks, disse que trocou Knight porque sabia que seria necessário oferecer um contrato máximo para ele e para o shooting guard Khris Middleton ao final da temporada, mas a equipe só tinha condições de apostar em um e decidiu pelo segundo.

No Suns, Knight formou uma dobradinha com o ‘mini Lebron’ Eric Bledsoe. Com um time discreto, mais uma vez a equipe do Arizona tem chances de beliscar uma vaga nos playoffs e o armador tem uma boa dose de responsabilidade nisso.

Mais do que isso: Knight começou a se redimir das vezes que foi trucidado. Semana passada deu uma entortada absurda em Marcelinho Huertas (SEMPRE ELE!).

Pela forma que vem jogando, é de se esperar mais highlights estrelados por Knight – sem ser o otário da vez.

Até quando o Warriors vai ganhar?

Vendo o Golden State Warriors ganhar de todo mundo, de todas as formas, é de se perguntar se um dia eles vão perder pra alguém. O time a cada dia se confirma como franco favorito para o título e com boas chances de bater recordes de vitórias seguidas.

O time já tem o melhor começo da história da liga, com 16 jogos vencidos consecutivamente. Esta sequência tem uma boa chance de aumentar, uma vez que o calendário do time, nos jogos mais próximos, não conta com nenhum grande desafio. Enfrenta o Phoenix Suns na sexta e Sacramento Kings no sábado. Pode dar alguma zebra, os times não são ruins, mas a lógica é o Warriors sapecar pra cima dos rivais.

Depois, o time californiano embarca para uma temporada de sete jogos fora de casa. Apesar disso, boa parte dos times não estão lá muito ajeitados. As maiores ameaças são o Raptors, Pacers e Celtics. Lógico que não é fácil sair toda noite com a vitória e o acúmulo de jogos pode fazer com que o Warriors cometa algum deslize (o Power Index da ESPN diz que o time tem apenas 7% de sair da série de jogos fora de casa invicto).

stephen-curry-esq-do-golden-state-warriors-e-lebron-james-do-cleveland-cavaliers-conversam-durante-jogo-3-das-finais-da-nba-neste-terca-feira-9-1433903540325_956x500

Para igualar recorde de vitórias seguidas, Warriors precisa bater o Cavs na rodada de Natal

O próximo recorde que a franquia busca, antes do total de vitórias em uma temporada, é o de maior sequência invicta. O atual detentor da marca é o Los Angeles Lakers de 71/72, com 33 triunfos consecutivos. Contando os jogos deste começo de temporada e os últimos jogos do campeonato passado, o Golden State já contabiliza 20 vitórias em sequência – o que rende a eles a quarta melhor marca da história.

Para conseguir esta marca, o Warriors teria que se manter sem perder até a rodada do natal – a mais nobre do calendário da NBA -, justamente quando reedita a final do ano passado contra o Cleveland Cavaliers. Uma vitória contra o time de Lebron levaria o GSW a empatar a maior sequencia de partidas ganhas.

Desafio dificílimo, mas possível, vai saber… Torço para esse roteiro perfeito até lá. Seria o jogo da década.

Cavs entrou em quadra muito cedo e teve que ‘dançar’ com as cheerleaders

Eu to me peidando de rir disso aqui. Ontem, na tão aguardada Drake Night, o time do Cleveland Cavaliers terminou aquele bate-papo pré-jogo muito cedo e acabou se posicionando para o começo da partida antes do normal. Resultado: a formação estava montada para o jogo enquanto as dançarinas do Raptors começaram alguma performance no meio do ginásio, causando uma situação bem inusitada.

CUs2bU4UYAAo93x.jpg large

Lebron esqueceu a coreografia

Cara, o mais sensacional dessa cena são os jogadores afundados no meio da mulherada, meio se alongando, meio imóveis, incomodados, enquanto elas dão uns giroplays e chutes no ar. Épico.

Não sei se foi de propósito, mas que foi maravilhoso, foi.

‘Drake Night’ terá cabine de Hotline Bling para torcedores do Raptors

Drake é mais do que um célebre torcedor do Toronto Raptors. Ele tem uma cadeira do lado do banco de reservas do time. Ele é o embaixador mundial do Raptors. Ele é tipo um mascote do time. ELE TEM UMA RODADA DEDICADA A ELE.

Sim e hoje chegou o dia da já tradicional Drake Night. Já na sua terceira edição, o jogo geralmente é contra uma equipe de peso (neste ano é contra o Cavs, de Lebron) e Drake faz todas as honras: protagoniza uma t-shirt especial entregue aos torcedores, anuncia o time, comenta o jogo na TV e etc.

Para este ano, a parada vai alcançar novos patamares: uma cabine simulando o cenário do EXCÊNTRICO clipe ‘Hotline Bling’ estará à disposição dos torcedores.A rapaziada vai poder reproduzir os passos de Drake que viraram meme há algumas semanas.

Além da atração fora das quadras, o time também vai estrear uma nova camisa preta, com todo o SWAG que se espera de um uniforme usado na Drake Night. A camisa é muito bacana, assim como toda a nova linha do Raptors para este ano.

O Atlanta Hawks ano passado se inspirou na ideia do Raptors e fez uma “2 Chainz Night”, inspirada no rapper nascido na cidade. Muito mais tr00, com certeza, mas com uma produção que não chega aos pés da noite em homenagem a Drizzy.

Tudo isso, no final das contas, só me faz lembrar do meu maior desejo de consumo, que é este paletó dupla face:

Drake

MELHOR. TERNO. DA. HISTÓRIA.

ME COMPRA PFV!

0-15 é meio caminho andado para pior campanha da história

Muito se fala sobre a campanha do Golden State Warriors e as chances de bater o recorde histórico de vitórias. Se continuar assim, o time californiano tem boas chances de superar a campanha de 72 vitórias que o Chicago Bulls teve em 95/96.

Da mesma forma, só que completamente ao contrário, o Philadelphia 76ers também pode marcar seu nome mais uma vez na história. O time é o detentor da pior campanha da história, com 9v-73d em 72/73. Na oportunidade, assim como neste ano, o time começou com 15 derrotas seguidas no início da temporada.

É difícil dizer se o time atual é ruim o suficiente para conseguir perder tantos jogos. Os dois são desgraçados de ruins, mas parece que a equipe daquele tempo conseguia ser ainda pior. O time da década de 70, por exemplo, teve um déficit de  265 nas quinze primeiras partidas. O time deste ano tem uma diferença acumulada de ‘só’ 203 pontos.

pioritme

Íbis da NBA: Sixers de 72/73 perdeu 73 jogos e virou livro

Em tempo, estas não são as piores sequências corridas de derrotas. O time de 70 perdeu 20 jogos seguidos ao longo da temporada. Já o Sixers do ano passado perdeu os primeiros 17 jogos – e mesmo assim ainda terminou o ano com 18 vitórias, na frente de Timberwolvers e Knicks.

Particularmente, eu acho que o time é muito ruim, mas precisaria se esforçar muito para perder tantas vezes. Mais para o final da temporada, a equipe vai encontrar outros times baleados ou se esforçando para perder em busca de boas escolhas do draft, o que deve render uma dúzia de vitórias para o 76ers.

Em todo caso, é uma chance única de entrar para a história.

Rapaziada do Replay Center estava assistindo “Clube dos Cafajestes” durante jogo

Era final do jogo entre Minnesota Timberwolves e Philadelphia 76ers. O placar estava surpreendentemente empatado, 91×91. O Sixers estava ali lutando para conseguir sua primeira vitória na temporada, mesmo jogando contra um dos times sensação da liga, na casa do adversário. Dois jogadores disputam o rebote e a bola sai pela linha de lado. Em dúvida, os juízes param a partida e assistem ao replay. Eis que a transmissão flagra o épico momento:

Sim, uma pá de monitores do Replay Center da NBA, que revisa as jogadas de todas as partidas da rodada, estava sintonizada no “Clube dos Cafajestes”, a clássica comédia da década de 70.

O que me espanta é que eles tenham revisado a jogada corretamente, mesmo que naquele momento estivesse passando bem a cena da Toga Party. Para o azar da rapaziada, alguém deve ter notado que a TV flagrou a cena toda e os monitores são desligados no segundo final do take.

Francamente, não dá pra condenar ninguém né? Clube dos Cafajestes > Wolves x Sixers, não?

Quais as chances do Lakers vencer o Warriors hoje?

O Golden State Warriors enfrenta o Los Angeles Lakers na noite de hoje para bater o recorde histórico de vitórias seguidas em um início de temporada. O cenário é completamente favorável para o atual campeão: o time está mais redondo do que nunca, já mostrou ser capaz tanto de passear em quadra como de reverter placares adversos contra equipes cascudas. Do outro lado, ainda por cima, tem um Lakers destroçado, com Kobe queimando todas as bolas e com uma porrada de jogadores que nem sabem o que têm que fazer em quadra. Basicamente, não há qualquer chance de zebra.

Mas vamos fazer um exercício de imaginação: qual a chance do Lakers sair vencedor deste jogo? Bom, primeiramente, é preciso que Bryant tenha uma atuação de gala, daquelas que, em algum momento, fizeram que a comparação com Jordan parecesse aceitável. Neste ano, ele está com a pior seleção de arremessos da sua carreira inteira. Para piorar, o técnico Byron Scott, que cai de conceito a cada vez que abre a boca, deu carta branca para o veterano fazer o que quiser. Mas digamos que hoje Kobe repetisse o recorde de 12 bolas de três em um único jogo, seria possível? Acho que ainda não seria o suficiente.

https://www.youtube.com/watch?v=XmkBG31vbgI

Aliada a uma exibição de gala no ataque, o backcourt do Lakers teria que defender muito. Russell, Clarkson e Bryant teriam que anular as ações de Stephen Curry e Klay Thompson. Outra missão impossível. Além dos jogadores do GSW serem imparáveis, o trio do Lakers não tem sido muito eficiente para segurar os armadores alheios.

Neste meio tempo, a segunda unidade do time de Los Angeles teria que jogar tudo e mais um pouco. Essa até que é a parte menos difícil. Em uma noite inspirada, Lou Williams e Nick Young podem até fazer chover, ainda que neste ano isso tenha sido bastante raro.

Para completar, Roy Hibbert e Julius Randle teriam que contrariar o small ball do Golden State – simplesmente a tarefa mais desafiadora até então. Desde as finais do ano passado, ninguém tem conseguido superar o estilo envolvente do Warriors e boa parte disso se deve ao fato do time ter deixado de lado o jogo de garrafão com jogadores grandes e pesados. Mais do que isso, o estilo de chutes de fora com passes rápidos no perímetro tem feito os pivôs dos outros times se transformarem em jogadores praticamente inúteis na tentativa de parar o time da Bay Area.

NEW-BLOG-FEATURED-PHOTO-5

Randle teria que jogar muito para desacelerar o jogo do Warriors

Como Randle e Hibbert conseguiriam fazer isso? Não faço a menor ideia. Ninguém sabe. Tanto é que ninguém para o Warriors. Um palpite é que os dois consigam ter um jogo dominante dentro do garrafão alheio, obrigando o Golden State a usar seus grandes por mais tempo – o que diminui, em parte, o poder de de fogo do atual campeão.

É possível que tudo isso aconteça? Seria necessária uma atuação impecável por parte do Lakers – algo que não aconteceu ainda neste ano -, além de um apagão do Warriors. Não. Não é possível que isso aconteça.

Page 1 of 6

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén