Month: November 2015 (Page 2 of 6)

Briga pelo segundo lugar

Ano passado, a briga pelo título de MVP foi acirrada. Curry foi o eleito, mas muita gente contestava que Harden era o real merecedor do prêmio – tanto é que o barbudo venceu o título de “MVP dos jogadores”, numa cerimônia feita pela associação dos atletas.

Nada como o tempo para nos mostrar o quanto somos ingênuos e precipitados. Olhando em retrospectiva, completamente influenciado pela campanha deste ano, parece ser difícil dizer que Curry não merecia o prêmio. Era o melhor jogador no melhor time – premissa quase que básica na escolha de MVP.

Sendo assim, neste ano existe alguma chance de Curry não repetir o feito? Com uma campanha avassaladora do Warriors e com uma performance individual sem precedentes em alguns aspectos, parece que não há disputa.

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As chances de Curry não repetir o feito são mínimas

Quem faria frente a ele? Westbrook tem colocado excelentes números no box score, quase tão bons quanto os de Curry, mas seu time está com uma campanha de quase 50% e Russell vive na sombra de jogar com Durant, MVP do ano retrasado – mesmo que o armador já pareça ser o dono do time.

Lebron é outra eterna ameaça. Nunca se sabe e por mais difícil que pareça prever isso agora, ainda existe alguma chance do Cavs manter uma campanha tão boa quanto o Warriors ao longo de toda a temporada. Contra ele acho que pesa o fato de já ter sido eleito várias vezes o melhor jogador do campeonato. É meio que um sentimento de justiça na tentativa de enaltecer outros grandes da sua mesma geração – que diferença faz Lebron vencer 5 ou 6 MVPs? E se um desses ficar com outro excelente jogador da sua época? Enfim, acho que isso pesa na hora do júri se decidir.

Harden, runner-up do ano passado, precisa começar a vencer e acertar seus chutes. Depois disso, quem sabe, se fizer uma grande recuperação, pode até ser cogitado. Hoje não teria a mínima chance. Kevin Durant e Anthony Davis também. Chris Paul idem.

Segundo o site do Basketball-Reference, hoje Curry tem 90% de chances de ser eleito o jogador mais valioso do campeonato. Eles usam como base as estatísticas do jogador na temporada e o histórico de eleições de MVP. Cruzando as informações, eles afirmam que o armador do GSW é a barbada do ano.

Salvo alguma lesão, abdução extraterrestre, transplante de cérebro ou algo muito inusitado do gênero, não existe disputa pelo título de MVP. Só pelo segundo lugar.

Do hype à discrição, Rubio é a chave do sucesso do T-Wolves

Quando alguém fala sobre Minnesota Timberwolves, o começo sensacional de Karl-Anthony Towns ou de como Andrew Wiggins está se tornando uma estrela dominam os tópicos de conversa. Não chega a ser surpreendente, já que o time era uma bela merda no ano passado e, gradualmente, nesta temporada tem se mostrado uma força intermediária no Oeste, com um futuro brilhante pela frente.

O que a gente não se dá conta é como o futuro da franquia já teve outro nome, que não o de Wiggins e Towns, mas que aos poucos foi sendo deixado de lado. Discretamente, Ricky Rubio deixou de ser uma eterna promessa e se tornou no maestro do presente do Wolves. Ainda pesam contra ele a expectativa de que seria o melhor point guard de uma geração e uma porrada de lesões que o tiram de metade da temporada todos os anos, mas ele se transformou em um excelente jogador, essencial para uma equipe promissora.

https://vine.co/v/iuJH3Ab2Uqb

Temos que lembrar que ele tem ‘somente’ 25 anos. Se não é mais um iniciante, ele também ainda tem muita lenha para queimar. Para começar, ele tem o melhor índice de toda a liga em assistências por turnover. São quatro passes para cestas por desperdício de bola. Isto mostra o quão eficiente ele tem sido com a bola nas mãos e o quanto é possível dizer que ele tem uma das melhores – senão a melhor 0 visão de jogo da liga.

O time do Minnesota também é muito melhor com ele em quadra. Quando o espanhol joga, o Wolves tem um saldo positivo de sete pontos em comparação quando ele não joga. O time também está com uma campanha muito melhor com ele jogando do que quando ele esteve afastado por lesão: 5v-4d contra 0v-4d.

Para completar, ele desempenha um papel de veterano na equipe. Possivelmente por ter sido protagonista desde a juventude, Rubio sabe ser um tutor dos seus colegas mesmo tendo vinte e poucos anos de idade. Lidera o cenário ideal de uma franquia recheada de jovens talentos.

Seu grande desafio é manter-se saudável. Isso não depende muito dele. Mas no que depende de Rubio, o Wolver parece ter bons anos pela frente.

Sixers não cuida da bola

Nos últimos dez anos, somente em duas oportunidades um time fez 29 turnovers ou mais em uma única partida. Sixers e sixers – e as duas vezes foram este ano.

O time é péssimo, os jogadores são fracos, mas esta estatística mostra que na verdade não existe uma equipe ali, mas um amontoado de jogadores que, na sua maioria, não estão aptos a jogar na NBA.

Também fica evidente a lacuna que o time tem no backcourt – sem contar o fato de ter escolhido trezentos pivôs nos drafts passados.

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mais uma bola perdida pelo Philadelphia

No ano passado, o time já sofreu com isso. Foi a equipe, disparada, que mais perdeu bolas, com uma frequência 30% superior à média da liga.

Com a pior campanha da liga, a equipe certamente terá uma boa escolha de draft no ano que vem. Chegou a hora de pegar alguém que saiba cuidar bem da bola.

Torçam pela saúde de Lebron

Na quinta-feira saiu no Bleacher Report uma matéria muito interessante projetando a possibilidade de Lebron, ao final da carreira, se tornar o maior cestinha da história da NBA. O recorde atual é do ex-pivô do Lakers Kareem Abdul-Jabbar, com 38.387 pontos.

Vale a pena ler o texto e ver as projeções feitas, mas basicamente eles afirmam que Lebron pode passar Kareem, mas precisaria manter um nível alto de pontuação nos últimos anos da sua carreira e que uma projeção mais realista é que James acabe sendo o segundo maior pontuador de toda a história da NBA.

Vou tratar aqui somente dos méritos estatísticos da coisa toda, sem discutir se ele será melhor ou pior que Jordan e etc, mas, ao final da carreira, Lebron James deve ser o maior recordista em recordes da história da NBA.

Para começar, Lebron tem médias ignorantes de 27 pontos, 7 rebotes e 7 assistências por jogo. É a terceira maior média de pontos da história e a maior média de passes para cesta de para um jogador da sua posição.

Lebron também começou a carreira ainda como um adolescente. Foi o mais novo jogador escolhido na primeira posição do draft e o mais novo a conquistar o prêmio de calouro do ano. Quanto à pontuação, ele foi o mais novo a atingir TODAS as marcas – o mais novo a fazer mil, 2 mil, 5 mil, 10 mil, 20 mil e 25 mil pontos.

Lebron deve ser o maior recordista em recordes da NBA

Lebron deve ser o maior recordista em recordes da NBA

Até o momento, Lebron também não deu sinais de queda no seu rendimento. Ele se mantém absolutamente regular desde a sua segunda temporada até hoje – não importando a campanha do seu time, mudança de elenco ou qualquer outro fator. Seu físico também não o deixou na mão e Lebron teve poucas lesões na carreira.

Impossível saber como serão os próximos anos, mas não é difícil imaginar que ele jogue na mesma pegada por, pelo menos, mais umas três ou quatro temporadas. E que, depois disso, jogue com um ritmo de veterano mais outros, sei lá, cinco anos.

É tempo suficiente para Lebron ser, talvez, o maior pontuador de todos os tempos, o cara que mais arremessou, que mais cestas fez, que mais minutos jogou, que mais partidas entrou em quadra e que mais vezes foi titular. Também não é impossível ele se tornar o segundo maior ladrão de bolas e um dos dez maiores passadores de todos os tempos.

Basta que ele não perca muitos jogos por lesão. Isso não depende de ninguém, só da sorte. Rezem por isso.

 

Clube dos piores arremessadores do basquete

A premissa básica do basquete é meter a bola dentro da cesta. O resto (defesa, rebote, drible e o diabo…) é resto. Ano passado quase vimos uma das raras performances de excelência nos aproveitamentos de arremesso, com Korver prestes a fechar uma temporada no clube dos 40-50-90. Se trata de ter pelo menos 40% de aproveitamento nos arremessos de três, 50% nos arremessos gerais de quadra e 90% da linha do lance-livre.

Pois bem, por outro lado, temos o clube do 30-40-60, com jogadores que conseguem a proeza de ganhar a vida jogando basquete MESMO com aproveitamentos inferiores a 30% da linha dos três, 40% dos arremessos de quadra e 60% do lance-livre.

Temos dois heróis que estão numa disputa acirrada para ver quem é mais medíocre: Anthony Tolliver e Trey Lyles. O justo nesta disputa de ruindade é que não importa o quanto eles jogam (graças a deus é pouco tempo de quadra). É uma métrica de aproveitamento.

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só falta o Lyler ter errado ESSA

Nos 20 minutos por jogo que o veteranos Tolliver tem ficado em quadra, ele acertou menos de 30% dos seus arremessos, sejam de três ou de dois pontos. Da ‘linha de caridade’, ele conseguiu ser um pouco menos lixo: 43%. É de se esperar que ele melhore, já que historicamente acerta uns 50% dos chutes de quadra e perto de 80% do lance-livre. Uma média até que boa.

Já não sei se dá para dizer o mesmo do calouro Trey Lyles, do Utah Jazz. Em seus primeiros jogos como profissional ele tem sido um desastre na hora de arremessar, com aproveitamento de 20% dos três pontos, 28% dos chutes de dois pontos e 50% do lance-livre. Na universidade ele não era tão terrível, mas sabe lá a tremedeira que dá no cara quando joga numa liga de verdade.

Caboclo, o projeto de Durant da D-League

O brasileiro Bruno Caboclo começou quente na D-League, liga de desenvolvimento dos times da NBA. Com duas partidas disputadas pela filial do Toronto Raptors, o Raptors 905, Caboclo está preenchendo bem o box score.

Na soma das três partidas, Caboclo já contabilizou 50 pontos e 23 rebotes. Mesmo sendo um small-foward, ele está com um dos maiores índices de porcentagem nos rebotes, além de ser um dos cestinhas da competição. Ele está na companhia de Lucas ‘Bebe’ Nogueira, que também tem conseguido bons números na liga.

Bruno é um cara novo, atlético e sinceramente não sei exatamente quais são as suas chances de vingar ou não na NBA. Ele foi draftado pelo Toronto sob a alcunha de ‘Brazilian Durant’. Óbvio que é uma péssima comparação: além de estar anos-luz de KD35, ser o ‘fulano brasileiro’ já mostra que ele é uma versão piorada de alguém. E ser ‘fulano brasileiro’ na NBA não quer dizer nada, também.

No ano passado ele não conseguiu fazer nada na liga. O seu maior feito foi dar uma entrevista para O Dia e o jornal publicar uma imagem dele no game NBA2k15 ao invés de uma foto – era a única maneira de colocá-lo em quadra.

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que recurso jornalístico fantástico, este de colocar uma imagem de videogame, usado pelo jornal O Dia

Vamos ver se este ano as coisas vão diferentes. Ir bem na D-League não quer dizer nada também. O nível é fraco e os caras não estão lá para jogar, mas sim para aparecer. Ao menos isso Caboclo está fazendo bem. Resta pintar uma oportunidade.

Graças ao Nets, Celtics tem um futuro brilhante

O Brooklyn Nets tinha que ser uma franquia vitoriosa. O time tinha mudado de endereço, cores e tudo mais em busca de um título. Nada mais lógico do que ir atrás de uma dupla talentosa e vitoriosa. Foi então que o Nets despachou uma meia dúzia de escolhas futuras do draft e alguns contratos ruins para Boston em troca dos veteranos Kevin Garnett e Paul Pierce. Nets montava um time cascudo para a temporada, enquanto o Boston abria mão de qualquer pretensão para os anos seguintes.

Três anos se passaram e hoje nós podemos garantir que o time nova-iorquino fracassou na tentativa do título, enquanto o Celtics conduz uma das reconstruções de elenco mais eficientes dos últimos tempos.

Diferente do que acontece geralmente, o Celtics não chegou a ficar muitas temporadas agonizando com um time medíocre enquanto esperava que a sorte o presenteasse com uma excelente escolha de draft. Quando abriu mão dos seus veteranos, o time até poderia estar pensando nisso: pegou quatro escolhas de primeiro round, na esperança de um dia escolher um craque. No entanto, o time só foi realmente mal por uma temporada. No ano passado e neste, já mostrou ter time para se classificar para os playoffs.

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O armador Marcus Smart e o técnico Brad Stevens: futuro da franquia

Bom, a verdade é que o Boston começou bem seu rebuild quando contratou o talentoso Brad Stevens da universidade de Butler. O jovem head coach consegue fazer com que cada jogador evolua ao máximo do seu potencial. Transformou Avery Bradley em um defensor de elite no perímetro, treinou um ataque rápido para fazer de Isaiah Thomas um pontuador implacável e desenhou um time que pudesse tirar proveito de uma série de bons chutadores de fora que a equipe tem à disposição, como os big men Jared Sullinger e Kelly Olynik.

Paralelamente, a franquia conseguiu reunir uma série de jogadores médios com características complementares, formando um conjunto bacana – num espírito parecido com o do Spurs, que pega uma série de jogadores renegados e os transforma em úteis na rotação.

Ano passado o Boston já teve uma campanha vitoriosa, se classificando para os playoffs (mesmo sem qualquer chance de avançar na pós-temporada). Neste ano, o time já caminha para incomodar as principais forças do leste, com uma boa evolução de Marcus Smart e companhia.

O que falta para o Boston subir de degrau é star power. Precisa do mesmo que o Brooklyn Nets buscava quando trocou várias escolhas de draft pelas estrelas do Celtics. Com a campanha medonha do Nets, é certo que o Celtics terá uma excelente oportunidade de pegar um calouro talentoso no draft.Se não pegar neste ano, pode pegar mais para frente – o time verde tem o direito de pegar as primeiras escolhas dos próximos três anos do Nets.

São três anos com boas chances de garimpar talentos vindos da universidade. Escolher a dedo quem se alinha com o elenco já montado. Ou, caso seja necessário, as escolhas dão poder de barganha para que a franquia faça uma troca por um craque já renomado.

No draft deste ano, o Celtics até ofereceu uma boa parte das suas escolhas pelo ala Justise Winslow, que acabou sendo escolhido pelo Miami Heat. A equipe de Brad Stevens apostava no jovem para mudar de patamar em alguns anos, mas a equipe da Florida rejeitou a proposta.

Seja como for – com uma escolha de draft ou trocando por alguma estrela já consagrada -, o Boston tem dados sinais de que vai fazer a melhor escolha possível e logo vai conseguir se tornar um dos grandes times da liga novamente. Em boa parte, graças ao Nets.

Calendário puxado no começo da temporada vai beneficiar o Atlanta Hawks

O calendário de jogos da NBA é uma desgraçada. Estou escrevendo um posto só sobre isso, que deve vir ao ar nos próximos anos RISOS. Enquanto ele não sai, só quero alertar para o calendário do Atlanta Hawks. Em 22 dias de temporada, o time da Georgia já jogou 14 vezes. Foram dois jogos a cada três dias!

Sim, é insano. A equipe não chegou a ter dois dias seguidos sem jogos  em nenhum momento da temporada – vai ter amanhã e segunda o primeiro intervalo de dois dias sem partidas – e já teve quatro back-to-back (dias seguidos com jogos). O campeonato mal começou e os caras já devem estar acabados.

Por outro lado, isso deve beneficiar o time no longo prazo. O Atlanta conseguiu se sair bem da jornada intensa de jogos por enquanto e registra a terceira melhor campanha do Leste, com 9 vitórias e 5 derrotas. Está atrás de Chicago e Cleveland, que jogaram três vezes menos. Está com um aproveitamento melhor do que outro concorrente direto, o Washington Wizards, que jogou 5 (CINCO!) partidas a menos.

Time vai ter o menor número de jogos nos últimos meses da temporada

Time vai ter o menor número de jogos nos últimos meses da temporada

Por outro lado, o Hawks vai ter um alívio justamente quando as lesões são mais frequentes e o cansaço começa a pegar. Vai ter um mês de fevereiro leve, com poucos jogos, podendo aproveitar a pausa para o All-Star Game para descansar seus jogadores. Vai ser a única equipe, entre seus concorrentes diretos, a jogar apenas seis vezes em abril. No total, de janeiro a abril, vai jogar cinco vezes a menos que seus rivais. Em resumo, deve estar mais inteiro quando os jogos começam a valer, nos playoffs.

No final das contas, o começo corrido pode ser um prêmio para o time do Atlanta ao final da temporada.

‘Paredão’ Whiteside não faz tão bem à defesa do Heat

Hassan Whiteside é um insano. Ninguém na liga, atualmente, tem tanto talento para bloquear arremessos. A mistura de altura, agilidade, envergadura, timing e empenho levam o pivô do Heat à uma média absurda de quase 5 tocos por jogo – uma performance top5 na categoria em toda a história do jogo.

Na semana que passou, Whiteside registrou um raro triple-double com pontos, rebotes e tocos e se tornou o único jogador em atividade a conseguir duas vezes o feito. A sua habilidade nos tocos também apavora os ataques adversários e faz com que jogadores marcados por ele tenham um aproveitamento inferior a 39% nos arremessos dentro do garrafão.

Orlando at Miami

‘Not in the Whiteside’

No ano passado, Whiteside quebrou o recorde do Miami em tocos em uma só partida. No dia seguinte aconteceu um fato curioso: o jogador reclamou no twitter que seu rate de tocos no NBA2k15 era baixo. A equipe do EA Sports respondeu mais do que rápido e preparou uma atualização aumentando o poder de bloquear chutes do atleta no game (Whiteside começou a temporada sem contrato e jogando na D-League, o que explica sua ruindade no jogo de videogame).

Apesar dos números impressionantes, a defesa do Miami Heat tem sido levemente mais eficiente quando Hassan não está em quadra. O time da Florida costuma levar 90,3 pontos a cada 100 posses de bola quando Whiteside está no banco e quando ele está em quadra, leva 96 pontos a cada 100 posses, em média. Se os tocos são uma forma de evitar que o time leve cestas, a finalidade básica do fundamento não tem sido atingida com tanto êxito assim quando o time joga com o pivô.

https://www.youtube.com/watch?v=MyQidGGS_1M

Estes números são um pouco relativos e podem revelar outras coisas, mas é um fato que a ânsia por bloquear o maior número de chutes possíveis é uma tática que muitas vezes pode sacrificar a defesa do time.

Marcus Camby era o grande mestre disso – o número de tocos por jogo rendeu a ele o prêmio de Melhor Jogador de Defesa da liga em um ano, apesar da defesa da sua equipe ter virado uma peneira com suas tentativas incansáveis por tocos.

Outro exemplo parecido era o de Allen Iverson. O “Pequeno Notável” era conhecido pela defesa fraca, apesar da média alta de roubos de bolas. Na verdade ele tentava tantas vezes cortar os passes, que boa parte das vezes conseguia, mas outra parte considerável ficava no vácuo e deixava os jogadores adversários livres para pontuar.

No caso de Whiteside a diferença ainda é pequena. Os números dele, individualmente, são bons. Os resultados defensivos da equipe com ele nem tanto. Talvez seja necessário segurar um pouco a ânsia e pensar mais no time.

Rudy Gobert trucida hater no twitter

O pivô francês Rudy Gobert levou uma enterrada na cara na noite de ontem. Acostumado a distribuir tocos a esmo, DeMar DeRozan pulou mais alto que o jogador do Utah Jazz e cravou com força na lata do francês. Humilhante.

Após o jogo, Gobert já mandou bem ao ir no twitter, se antecipar ás piadas e sacanagens e parabenizar o time todo pela excelente defesa ao longo do jogo – apesar da sua gafe. Ele postou:

Já foi espirituoso o suficiente ao relembrar a enterrada que levou com bom humor. Mesmo assim, sempre tem um hater-nerd pra encher o saco e trollar Rudy. Alguém que não entende as brincadeiras e ironias. E um deles apareceu postando isso:

“Você foi assassinado por DeRozan. Não aja como se não tivesse acontecido”. Pra que… Gobert respondeu o corajoso troll das redes sociais simplesmente com a melhor referência possível: Dragon Ball!

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IDÊNTICOS!

Gobert tem um novo fã.

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