Month: December 2015 (Page 1 of 2)

Stephon Marbury ganha museu em sua homenagem de prefeitura de Pequim

De lenda nas quadras de rua de Nova York a maior jogador da história do campeonato chinês de basquete. Este é o mote do recém inaugurado museu em homenagem ao armador-peladeiro-vidaloka Stephon Marbury No caso de Stephon Marbury, construído pela prefeitura de Pequim.

Há cinco anos no país, o armador se tornou no maior embaixador da liga local. O carisma, o genuíno estilo streetball e as atuações fantásticas o transformaram num semi-deus da bola ao cesto oriental, a ponto de ganhar um museu inteiro que tem como única finalidade contar a sua trajetória como atleta e curiosidades sobre a sua vida.

Stephon já foi All Star na NBA, jogou demais pelo Minnesota Timberwolves, New Jersey Nets, Phoenix Suns e New York Knicks, além de ter sido um dos jogadores mais adorados ali na virada dos anos 2000. Era uma época em que Allen Iverson era a grande personalidade do basquete e todos os moleques queriam ser como ele. Marbury era mais um desta linhagem, o que rendia uma boa popularidade ao armador.

Para completar, o jogador criou uma linha de tênis populares chamados ‘Starbury’ (seu apelido), numa alusão à marca Air Jordan. A grande diferença estava no preço: um ‘sneaker’ da marca de Marbury era vendido a menos de 15 dólares, enquanto um tênis da marca de Jordan custava dez vezes mais. A sacada foi ótima, já que o basquete é o esporte da gurizada mais carente dos EUA – e que não tem grana pra comprar pares de tênis caríssimos.

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Lenda nas quadras de NY e na China

Na China, em busca de uma grana fácil, Marbury se tornou uma lenda. Já foi três vezes campeão nacional e registrou média de 45 pontos por jogo em uma das séries de playoffs, mesmo já próximo dos 40 anos. Tem sido a maior estrela de uma liga que atrai cada vez mais jogadores americanos que já tiveram algum sucesso – em um movimento parecido com o que acontece com o futebol chinês. As atuações já tinham rendido a Marbury uma estátua em frente ao ginásio do seu time e, agora, um museu em sua homenagem.

A atração conta com estátuas de cera do jogador, fotos históricas, tênis e uniformes usados pelo atleta ao longo da sua carreira. O museu não destaca só a passagem chinesa do atleta, mas também seu histórico pré-basquete profissional e seu período na NBA.

Spurs contraria tudo que você sabe sobre basquete

Você vê o Golden State Warriors jogar, ganhar 20 e tantos jogos seguidos, humilhar todos os adversários, bater uma série história de melhor início de todos os tempos. O campeonato parece, às vezes, que está decidido com menos da metade da temporada percorrida. Mas o San Antonio Spurs está logo ali, apenas três jogos atrás do líder para te lembrar que o título ainda não tem dono.

O Golden State é campeão com uma escalação baixa, sem pivô ‘de ofício’ e volta da offseason jogando um basquete freneticamente rápido, na definição máxima de small ball. Todos os times copiam, na tentativa de competir com o líder. Por outro lado, o Spurs se mantém invicto em casa (e com 83% do aproveitamento total das partidas) com Lamarcus Aldridge e Tim Duncan, ambos com 2,11m, jogando juntos  boa parte dos minutos e fechando o garrafão da equipe.

O Warriors impressiona a todos com um saldo médio de pontos por partida de 13,4, apostando num ataque poderoso e numa defesa extremamente atlética. O velho Spurs consegue um saldo praticamente idêntico de 13,2 pontos por jogo, mas com Tim Duncan como um dos melhores defensores do time (melhor defensive rating do time), mesmo com 40 anos e mal conseguindo pular para sair do chão.

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Duncan e Leonard têm as melhores médias de DRating da liga

Esta é uma máxima que se repete ano após ano. Podia ser a dinastia do Lakers no final dos anos 90 e começo dos 2000, o Miami Heat de 2010/2014 ou o Golden State de agora: invariávelmente o Spurs vai, no seu ritmo, com o seu jogo, ser um dos times mais fortes do campeonato. Sempre.

Neste ano, o contraponto é ainda mais evidente. Enquanto o Warriors imprime um estilo de jogo que todos os times tentam se ajustar, a equipe de San Antonio mostra que ainda é possível jogar basquete de outra maneira.

O time segurou o ritmo do jogo, ao contrário da tendência de promover uma correria no ataque, e tem trabalhado a bola ainda mais do que o usual. É o quinto time com ritmo mais lento da liga.

Enquanto todos os outros times concentraram seus esforços em montar um ataque mais eficiente, com o máximo de bons chutadores de fora do arco, o Spurs conseguiu se fechar ainda mais na defesa. O time é, de longe, o que menos sofre pontos, com média de 89 pontos sofridos por jogo.

Isso não é apenas por conta do ritmo mais lento do jogo: no defensive rating, que é a média de pontos sofridos a cada 100 posses de bola, a equipe tem o menor índice, de 94,7. São 5,6 pontos a menos que o segundo colocado, o Chicago Bulls – para se ter uma ideia do tamanho desta diferença, o Chicago está a 5,6 pontos do Minnesota Timberwolves, que é a 19ª defesa da liga.

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Spurs isolado: quanto mais à esquerda, melhor a defesa do time

Enquanto o Memphis Grizzlies colocou seu ala-pivô Zach Randolph no banco para tentar se adequar ao small ball, o Spurs foi atrás de Lamarcus Aldridge para colocá-lo ao lado de Tim Duncan dentro do garrafão. O quinteto titular, com os dois em quadra, é o que mais minutos jogou junto na liga e o que conseguiu o melhor saldo de pontos também.

Claro que hoje o Golden State Warriors é o franco favorito para o título, mas a lição disso tudo é que o basquete não mudou em tal maneira que seja impossível jogar diferente do que joga o Warriors. Cada time deve jogar com o melhor que tem, usando a habilidade máxima do seu plantel, e não tentando imitar o líder. O Spurs faz isso com perfeição e será páreo duro num eventual confronto de playoffs.

 

Os fatores Warrios e Sixers nas campanhas dos outros times

A conferência Leste melhorou. Nos últimos muitos anos (sei lá, duas décadas?), os times do Oeste sempre tinham uma competição muito mais acirrada e difícil para se classificar para os playoffs, enquanto os times do outro lado do mapa enfrentavam um calendário mais tranquilo. A tônica da competição era basicamente a mesma: enquanto um ou dois times médio-bons  do Oeste ficavam de fora do mata-mata, um, dois ou três times médio-fracos do Leste conseguiam beliscar uma vaga nos playoffs. Sempre era bem frequente que times com mais derrotas do que vitórias conseguissem se classificar do lado do Atlântico e times com win-loss recorde positivo ficassem de fora no lado do Pacífico.

Neste ano, o cenário está bem diferente. Os times medianos do Leste melhoraram e pelo menos uns dez têm totais condições de disputar uma das oito vagas na pós-temporada. A menos que uma zebra absurda aconteça, teremos oito bons times no mata-mata fazendo a disputa mais equilibrada da conferência nos últimos anos.

Olhando a classificação, no entanto, podemos superestimar esta evolução do Leste e até achar que o Oeste piorou consideravelmente. Esta, ao meu ver, é uma leitura bem errada. Sim, é verdade que temos times com win-loss record negativo entre os oito classificados na conferência, mas isso não quer dizer que são times ruins – ou, até mesmo, que são piores que os times do meio da tabela do Leste.

Existem dois fatores que explicam isso em parte – e que devem ser considerados logo de cara: a péssima campanha do Philadelphia 76ers e a excelente campanha do Golden State Warriors.

Para início de conversa, um time de uma conferência enfrenta o dobro de vezes o time desta mesma região do que da conferência vizinha. Ou seja: times do Leste enfrentaram mais vezes o Sixers e times do Oeste enfrentaram mais vezes o Warriors. Só nisso, já são 20 e poucos jogos no ano que algumas equipes já tiveram uma vitória garantida e que outras tiveram uma derrota certa na classificação.

Fazendo uma exercício simples, retirando das campanhas dos outros 28 times as derrotas e vitórias conquistadas em confrontos contra GSW e 76ers, a classificação já fica levemente mais ajustada.

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Mesmo assim, a conferência Leste ainda tem mais times com campanha positiva do que o Oeste. No entanto, é preciso analisar que há um equilíbrio absurdo na classificação do Leste, em que uma ou duas vitórias podem levar um time da oitava para a segunda colocação, enquanto no Oeste três times dispararam. Ou seja: a grosso modo, do segundo ao décimo do Leste, todo mundo pode ganhar ou perder qualquer confronto direto e os aproveitamentos dos times nestes jogos estão próximos de 50%. Do outro lado, além do Warriors, os times do Spurs e Thunder continuam ganhando a maioria esmagadora dos confrontos (que, quase sempre, são contra os times da sua mesma conferência).

Desta forma, ter três times muito fortes no topo faz com que as campanhas dos demais times do Oeste fique levemente pior – efeito que é relativizado contra os times do Leste, já que jogam metade das vezes contra Thunder, Spurs e Warriors. Já no Leste, apenas o Cleveland Cavaliers destoa no calendário.

Enfim, não digo que o Leste não melhorou e que as coisas não estão equilibradas, mas é errado afirmar que o Leste já está melhor do que o Oeste somente por causa da classificação dos times. Afinal, o provavelmente o campeão será do Oeste, não?

 

Curry merece, mas não ganhará o prêmio de Most Improved Player

A discussão ganhou força desde que, há alguns dias, Harrison Barnes, companheiro de Stephen Curry no Golden State Warriors, deu uma entrevista defendendo que o colega fosse considerado nas votações de Most Improved Player ao final da temporada. Curry já é o franco favorito para ser, novamente, eleito como Most Valuable Player da liga e, se vencesse o prêmio de maior evolução, seria o primeiro jogador a acumular os dois títulos em uma só temporada.

Eu não tenho nenhuma dúvida que Curry merece ser considerado na votação e, mais do que isso, também acho que ele deveria ser o eleito, mas tenho a certeza que as pessoas com direito a voto (jornalistas que cobrem a liga), não vão pensar assim. Tradicionalmente, o prêmio é dado ao jogador que mais evoluiu nas estatísticas numa visão, digamos, mais tradicional.

Curry: 8 pontos a mais por jogo

Curry: 8 pontos a mais por jogo

Vamos pegar os exemplos dos últimos anos. Kevin Love, Ryan Anderson, Paul George, Goran Dragic e Jimmy Butler. Em todas as vezes foram jogadores que estouraram naquele ano e conseguiram botar números muito melhores de pontos, rebotes e assistências em relação aos anos anteriores. Boa parte das vezes, também, eram jogadores que aumentaram, na mesma medida, seus minutos em quadra.

Seguindo esta linha, o principal favorito ao título seria o armador do Portland Trial Blazers, Cj McCollum, que ascrescentou 13 pontos por jogo na sua média em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo, McCollum ganhou muito mais tempo de quadra: tinha 15 minutos em média no ano passado e agora tem 35.

Cabe aí a interpretação: estes caras (McCollum e vencedores passados do MIP award) evoluíram mesmo ou só tiveram mais tempo de jogo e participação nas jogadas da equipe? No espírito da coisa, um jogador evolui de fato quando ele ganha mais oportunidades ou quando ele consegue fazer seu jogo crescer naquele mesmo tempo de quadra? É uma questão a se pensar…

Neste ponto que eu acho que Curry poderia ser eleito, também, o Most Improved Player, apesar de ser quase que um caso fechado de que ele será eleito o melhor jogador da temporada. Com apenas 2 minutos minutos a mais de quadra em comparação com o ano passado, o armador do GSW passou a fazer 8 pontos a mais por jogo, pegou um rebote a mais, melhorou substancialmente seu aproveitamento nos chutes de perto e de longe.

Seu Player Efficiency Rating, uma medida que calcula a eficiência do jogador quando está em quadra, saltou em 5 pontos – sendo um dos maiores índices da história. Fora isso, Curry liderou o time para ter uma campanha ainda melhor, sendo ainda mais decisivo.

Um exercício de memória pode ajudar a ver o quanto Curry evoluiu: ao final do ano passado, muita gente, talvez até a maioria, achava que Harden era mais merecedor do prêmio de MVP da temporada passada. Hoje não há a menor dúvida de que ele é o melhor jogador da temporada, muito distante de qualquer concorrente.

Mesmo nas estatísticas brutas, a evolução de Steph foi bastante parecida ou melhor do que as registradas pelos antigos vencedores do prêmio. A única questão é que ele já é um jogador superstar. Isso nunca aconteceu, nesta medida, no jogo. Até mesmo por isso, acho que ele merece ser o MVP e MIP da temporada.

Iguodala admite que peida no carro quando o motorista do Uber é ruim

Andre Iguodala, MVP das finais do ano passado e peça fundamental do Golden State Warriors, fez uma confissão no Twitter hoje mais cedo: quando ele pega um motorista ruim no Uber, ele não hesita em infestar o carro com o que ele ‘tem de pior’.

Preocupada com a saúde dos seus colaboradores, a conta do Uber na rede social respondeu ao comentário do ala.

Não sei se Andre detalhou o ocorrido via DM, até porque não tem muito mais o que dizer…

O pessoal até está acostumado com os gases mortais no banco de reservas, mas os ginásios são grandes, a rapaziada já está suada e tal… Não é tão problemático como alguém ‘liberar aquela bomba’ num carro fechado em pleno inverno americano.

Barbeiros: evitem Iguodala!

Redick corta entrevista para não ter que dançar no vestiário

JJ Redick terminou o jogo de ontem como um destaques da partida. Fez 24 pontos e foi essencial para que o Los Angeles Clippers superasse o Detroit Pistons na prorrogação por 105 a 103. Naturalmente, ele foi o escolhido para aquela entrevista pós-jogo na beira da quadra. O repórter ainda formulava a pergunta quando o jogador já se mostrou claramente perturbado, olhando para todos os lados. Do nada, balbuciou qualquer coisa e saiu correndo, cortando a entrevista logo de cara.

Ninguém entendeu nada na hora, claro, mas o motivo ficou claro logo em seguida: o pessoal do Clippers tem a prática muito madura (não condeno) de fazer com que o último jogador a chegar no vestiário tenha que dançar para os demais.

Pelo visto Redick não curte muito a brincadeira.

Nick Young usa tênis casual em jogo da NBA

Nick Young é um cara excêntrico. É mais famoso por namorar a cantora Iggy Azalea e por ser um peladeiro de marca maior. Ele é do tipo que chuta todas as bolas possíveis, toma quase sempre as piores decisões em quadra e não sabe direito como é ser um jogador profissional. Confirmando tudo isso, esses dias ele entrou em quadra, num jogo de verdade, calçando um Yeezy 750 Boosts.

Segundo Kanye West, que desenhou o tênis para a Adidas, o calçado é feito para jogar basquete, sim, mas quem vê uma foto do acessório saca logo de cara que ninguém que quer realmente fazer algo sério dentro de quadra vai usar aquele tênis.

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O seu semblante entrega todo o seu profissionalismo

Não bastasse Swaggy P ter vestido o Yeezy, ele ainda creditou ao tênis o fato de ter distribuído sua primeira assistência da carreira para Kobe Bryant! Lógico que foi uma maneira do jogador promover o tênis logo no seu primeiro jogo após assinar contrato com a Adidas, mas mesmo assim dá para ver que o pisante despertou sentimentos incomuns no jogador.

Não é a primeira vez que jogadores usam tênis diferentes nas partidas. O igualmente exótico Gilbert Arenas já entrou em quadra com um Dolce & Gabbana quando estava sem contrato com alguma outra empresa, digamos, mais tradicional no fornecimento de material esportivo para os atletas.

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Arenas sendo Arenas

Young não foi sequer o primeiro a jogar com um tênis desenhado por Kanye. Nate Robinson, em 2013, usou um Yeezy, que na época era da Nike, em um jogo contra o Spurs. PJ Tucker idem. A diferença é que, em todos os casos, os tênis pareciam ser feitos para jogar basquete – bem diferente do caso de Swaggy P.

1 cerveja ou 4 jogos do Sixers

A temporada do Sixers é desastrosa. O time só conseguiu uma vitória neste ano – contra o Lakers, que é o segundo pior time da liga -, suas primeiras escolhas dos últimos anos acumulam uma série de problemas e a reconstrução do elenco parece que não vai a lugar nenhum.

Sabendo que o time é essa desgraça e que quase ninguém pagaria a fortuna usual para assistir um jogo do time, os preços dos tickets caíram drasticamente. No jogo de segunda-feira, contra o San Antonio Spurs, era possível achar ingressos por 3 dólares.

Para tomar uma cerveja no ginásio, por exemplo, o cara gasta quatro vezes mais do que gastou no ticket. Já um daqueles lanches gigantescos custa o equivalente a dez jogos.

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Depois da décima cerveja o Sixers começou a jogar pra caralho

Para a partida de sexta-feira, contra o Pistons, os ingressos mais baratos estão sendo vendidos a 6 dólares. Contra o Grizzlies, terça que vem, a 9. E por aí vai… Para se ter uma ideia, um jogo do Golden State Warriors não sai por menos de 105 dólares.

A tática, ao menos, parece funcionar. O time consegue levar, em média, 14,8 mil torcedores aos jogos, com uma ocupação média de 73% do ginásio – mais do que Timberwolves e Nuggets.

PorzinGOD é diferente de Linsanity

Conforme o tempo vai passando, é possível ter uma melhor noção dos acontecimentos. A coqueluche com o desempenho surpreendente do calouro letão Kristaps Porzingis é frequentemente comparada com a febre avassaladora que tomou Nova York quando o armador Jeremy Lin fez chover num time desacreditado do Knicks. A comparação é justa – e inevitável – até certo ponto.

Basicamente, o grande elo entre os dois momentos e os dois jogadores é que deram à franquia e aos torcedores uma esperança rara nas últimas décadas. No caso de Lin, o furacão foi mais avassalador no momento por alguns motivos: ele era um cara com um perfil totalmente improvável para o basquete em um time que, em tese, não tinha nenhuma esperança de vitória. Descendente do Taiwan, nerd estudante de Harvard e com uma série de dispensas no breve currículo, Lin foi promovido a titular em um time desfalcado por lesões e conseguiu meter uma sequência de jogos com médias altíssimas de pontos. Além disso, levou a equipe a uma sequência de vitórias inesperada.

A história é meio que única. Nunca existiu nada como isso antes, nunca existirá depois, especialmente porque ninguém esperava que aquilo tudo fosse durar muito tempo. A empolgação era gigante porque ninguém levava aquela sequência muito a sério.

No caso atual do calouro Porzingis o fenômeno é levemente mais tímido. Para começar, ele não têm um exército de milhões de asiáticos ao seu lado – que desde Yao Ming se mostraram os fãs mais fanáticos do esporte. Sua ascensão foi um pouco mais gradual, na medida do possível para um calouro.

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Idolatria por Porzingis é mais justa

Por outro lado, Porzingis já é, com todo o exagero do mundo, o principal motivo para que a torcida nova-iorquina tenha alguma esperança de ter um time vencedor em um futuro próximo.

O jogador é jovem e cheio de talento. A única desconfiança que ele despertava era se iria conseguir encaixar seu estilo de jogo na liga americana. O grande problema apontado pelos olheiros é que Kristaps tinha um jogo ‘muito europeu’ para a NBA. A avaliação precoce só mostra o quanto estes caras sempre estiveram errados. Não só por apontarem este risco, mas por avaliarem que o estilo do jogador era mais adequado ao basquete Fiba. Quem o vê jogar percebe que as comparações com Nowitzki são descabidas e que Porzingis é muito mais atlético que o perfil do alemão, mesmo quando jovem, e que seu estilo de jogo é tão físico quanto os mais americanos dos jogadores.

Desta forma, a empolgação atual pelo desempenho de Kristaps é muito mais sólida do que o sentimento da Linsanity, que durou um mês e foi embora da mesma forma que chegou.

Porzingis é o futuro de uma franquia acostumada com decepções. É a esperança de uma torcida ferida.

Curry atribui performance insana a banheiro automático

Não sei muito o que dizer sobre isso, mas foi o próprio Stephen Curry que levantou a bola e atribuiu a sua evolução na liga à NOVA PRIVADA AUTOMÁTICA que a sua mulher instalou em casa.

Ele já tinha demonstrado todo o amor do mundo pelo singelo pedaço de porcelana no Twitter, emendando um #blessed quando comemorou a instalação do banheiro na rede social:

Daí ontem, brincando, ÓBVIO, ele disse em uma entrevista à ESPN que a patente revolucionou a sua vida e que sua performance melhorou desde que passou a usar o novo banheiro. No dia seguinte à ‘estreia’ do toilete automático, ele marcou 46 pontos, inclusive:

“You also recently tweeted with glee about a new automated toilet your wife, Ayesha, bought for you.

Oh, man, that toilet just makes me happy in life. I bet if I did a case study on my performance since I got that toilet, you’d see the difference. I was in Minnesota when Ayesha told me about it. And the next day I had 46 [points]. There’s a reason for that.”

Claro que depois desta declaração algum doente fez a comparação das estatísticas de Curry antes e depois da privada. Para piorar as coisas, REALMENTE ele teve uma melhora de performance, mesmo que bem sensível.

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O texto ainda sugere que a atuação na quadra tem uma série de semelhanças com aquele momento ‘onde os fortes ficam fracos’: requer tranquilidade, uma boa percepção do ambiente à sua volta e se manter calmo quando chega ‘o momento’.

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Novo banheiro: melhor pontaria

Depois o próprio texto desconstrói a tese, mostrando que os números de Curry nos jogos fora de casa, onde não usa o novo banheiro automático, estão muito melhores do que nos jogos em casa.

Em todo caso, acho que fica a dica para todos que tiverem condições de fazer o teste.

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