Month: December 2015 (Page 2 of 2)

Nowitzki avacalha homenagem a Gasol

No final de semana, Pau Gasol jogou sua milésima partida na NBA. Algumas horas antes do jogo contra o Charlotte Hornets, ele pediu pelo twitter para que seus fãs postassem as suas jogadas preferidas. O usuário que postasse a jogada que mais agradasse o espanhol seria agraciado com um prêmio.

Gasol é um mito. Alto, com uma envergadura sensacional e um touch refinado. Obviamente pintaram várias jogadas espetaculares.

Até que Dirk Nowitzki, outro coroa da NBA, respondeu Pau Gasol com uma trollada formidável:

Dirk postou um vídeo do pivô do Magic, Nikola Vucevic enterrando na lata de Gasol. O espanhol ainda respondeu numa boa, dizendo que realmente já levou várias destas.

Faz parte!

Do tempo que o Warriors perdia tudo

Hoje tudo dá certo para o Golden State Warrios. A equipe parece imbatível. Tem um time talentosíssimo, jovem e que joga num estilo que mais ninguém conseguiu se equiparar. Parece uma daquelas dinastias que vai durar algumas temporadas. Neste ano, o time bate todos os recordes que existem. Mesmo quando alguém chega perto de vencê-los, o time consegue virar a partida, ganhar no último arremesso e etc. Tudo dá certo para o Golden State.

Olhando desse jeito, até parece que sempre foi assim – ou que pelo menos Golden State é uma daquelas franquias com um baita planejamento, super vitoriosas e tal. Não. Assim, este elenco atual foi muito bem montado, com apostas e trocas muito bem pensadas. A troca de Monta Ellis por Andrew Bogut, assinar com Andre Iguodala, insistir em Stephen Curry mesmo quando ele parecia um jogador com problemas de lesão… Tudo muito bem feito. E tudo muito diferente do que foi feito ao longo de quase toda a história do time.

Talvez não tão boas quanto esta, mas o time teve fases incríveis com Wilt Chamberlain (na transição da franquia de Philadelphia para a California) nos anos 60 e com Rick Barry na primeira metade dos anos 70. Fora isso, o time geralmente foi um bom perdedor com lampejos vitoriosos – como no time com Mullin nos anos 80 e Tim Hardaway e Spreewell durante umas três temporadas no início dos anos 90.

No geral, de 70 temporadas, o time foi aos playoffs em menos da metade – 31 vezes – e o win-loss record da franquia está 46%, levemente inflado pelas 140 vitórias acumuladas nos últimos três anos.

Eu comecei a acompanhar NBA justamente numa das fases mais horrorosas do Warriors. Primeiro que o time tinha um uniforme que eu achava horrível, o que já me fazia ter uma má vontade tremenda com a franquia. Segundo que somado à incompetência da equipe em formar times competitivos, o clube tinha um azar tremendo. Mesmo quando tinha um elenco legal, as coisas não davam muito certo.

O azar mesmo começou lá em 92, quando o time conseguiu uma boa campanha na temporada regular, com mais de 50 vitórias, mas acabou perdendo no primeiro round dos playoffs para o Seattle. Dois anos mais tarde aconteceu a mesma coisa. Campanha boa na temporada regular e eliminação precoce nos playoffs.

Em 95 a coisa desandou de vez. Foram treze temporadas seguidas sem ir aos playoffs e com campanhas muito ruins. Metade delas com menos de 30 vitórias. Foram mais de mil jogos no período e apenas 332 vitórias.

A péssima fase começou com a troca de Spreewell para o Knicks e a chegada, em contrapartida, de uma série de veteranos que não tinha mais bola para gastar. Depois, uma série de escolhas absolutamente precipitadas no draft (Adonal Foyle ao invés de Tracy McGrady, por exemplo).

As coisas até pareceram que iam virar lá com aquele time com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Jason Richardson, mas não rolou. Nas temporadas seguintes, a franquia se comprometeu com contratos longos e caros com veteranos que não rendiam muito e tiveram que abrir mão dos talentos de Jamison e Arenas.

Golden State Warriors v Denver Nuggets

Com Andris Biedrins como esperança, obviamente que o Warriors seria uma bosta por um bom tempo

Uma exceção à regra aconteceu na temporada 06/07, quando o time conseguiu se classificar na oitava vaga do Oeste e eliminou o Dallas Mavericks, que tinha sido o melhor time da temporada regular. Mesmo assim, foi apenas um lapso na ordem natural das coisas. O Warriors não se classificava há doze anos para os playoffs – seca mais longa da época.

Para voltar à maré de azar, no ano seguinte o time voltou a fazer uma campanha bacana, com 48 vitórias e 34 derrotas. Mesmo assim, o time teve apenas a nona melhor campanha no Oeste e ficou de fora da pós-temporada. Para se ter uma ideia da má sorte, o time seria o quarto colocado no Leste com esta campanha.

Depois disso, a franquia voltou a desmoronar: mais quatro anos sem playoffs e com quatro campanhas com menos de 30 vitórias.

warriors

QUE TURMINHA SHOW: trezentas vitórias e setecentas derrotas.

Claro que a dinâmica dos esportes americanos, com drafts e limites salariais, juntamente com a incompetência da direção do time na época faziam do Warriors uma franquia fraca. Uma boa dose de azar piorava ainda mais as coisas.

Uma retrospectiva destas é uma boa para a gente lembrar que as coisas mudam de figura mais rápido do que a gente imagina. E mesmo que não pareça, um dia o Warrios não só vai perder, como vai ter péssimas temporadas novamente. Só espero que não ressuscitem aquele uniforme medonho.

A geração mais rica do basquete

Ao se aposentar no final desta temporada, Kobe Bryant encerra o seu contrato de 25 milhões de dólares anuais – o maior da atualidade. No ano que vem, com o novo acordo de TV e o novo limite salarial dos times, contratos ainda maiores serão firmados, com certeza, mas ao analisarmos a atual lista dos salários totais dos jogadores da NBA, percebemos que estamos nos despedindo da geração que mais ganhou dinheiro na história do basquete.

Kevin Garnett é o cara que mais recebeu em salários em toda a história da NBA. São mais de 335 milhões de dólares. Kobe se aposentará como o segundo colocado do ranking, com 328 milhões de dólares. Da lista, o primeiro de uma geração mais recente é Carmelo Anthony, com 180 milhões de dólares acumulados em salários – nenhum dos montantes considera ganhos com patrocínios e outras fontes.

salario

A rapaziada da geração anterior à essa que está se aposentando fechou a carreira ganhando muito menos no total acumulado. Michael Jordan, por exemplo, acumulou em salários 90 milhões de dólares (impulsionados, principalmente, pelo seu último contrato no Bulls que era absurdamente alto, de 30 milhões anuais por duas temporadas).

Como falei ali no começo, isso vai mudar naturalmente, óbvio. Anthony Davis já tem um contrato que potencialmente pode ser de 145 milhões de dólares por cinco anos e, se continuar saudável, ele pode assinar uns quatro destes ao longo da carreira. Ainda assim, esse pessoal que entrou na liga no final dos anos 90 ainda é a geração que mais fez grana com o basquete até hoje. Para ver o patamar das coisas, basta dar uma olhada na lista de maiores contratos já assinados no basquete. Uma porrada de jogador meia-boca dessa mesma geração de Kobe e Garnett:

1- Kobe Bryant: 136,4 milhões (2004-11)

2- Jermaine O’Neal: 126,6 milhões (2003-10)

3- Kevin Garnett: 126 milhões (1999-2005)

4- Rashard Lewis: 126 milhões (2007-13)

5- Carmelo Anthony: 124,1 milhões (2014-19)

6 -Joe Johnson: 123,7 milhões (2010-2016)

7 -Chris Weber: 122,7 milhões (2001-2008)

8 -Tim Duncan: 122 milhões (2003-10)

9 – Shaquille O’Neal: 120 milhões (1996-2003)

10 – Chris Bosh: 118 milhões (2014-19)

O novo acordo limita a duração dos contratos ao máximo de cinco anos, o que dificulta que novos caras tipo Jermaine  O’Neal ganhem uma bolada tão grande. É possível que os contratos das maiores estrelas superem os salários dos craques antigos, mas que a geração como um todo não consiga tanta grana. Joe Johnson e companhia agradecem. Rachard Lewis agradece.

5 melhores linhagens da história

Estes dias o Charlotte Hornets prestou uma noite de homenagens a Dell Curry, pai do atual MVP Stephen Curry. Dell era um excelente chutador de três e foi um dos principais jogadores da modesta história do time de Charlotte. Quem vê os números do pai e acompanha o filho destruir todos os recordes possíveis atualmente na liga imagina que os dois são o melhor conjunto de pai e filho da NBA. Ainda não.

Existe uma série de ‘linhagens’ e sobrenomes que fizeram história na liga. Curry ainda, não é a mais notável de todas.

5ª – Bill e Luke Walton

O pai foi um excepcional jogador. É o único jogador, até hoje, a já ter sido eleito 6th Man Award, Finals MVP, MVP da temporada regular e ter sido campeão da NBA. Antes, já tinha sido uma das maiores lendas do basquete universitário, liderando o time de UCLA a duas campanhas de 30v-0d e dois títulos. Só não foi ainda mais absurdo porque teve uma série de lesões que abreviaram sua carreira. Foi inclusive o MVP com menor número de jogos em uma temporada, por conta destes problemas.

O que faz a dupla cair para a 5ª posição é que o filho não foi um cara tão brilhante assim. OK, ele foi duas vezes campeão pelo Lakers, mas sempre sendo um coadjuvante bem discreto. Agora tem se destacado por ser o técnico interino da campanha avassaladora do Golden State Warriors enquanto o titular da cadeira, Steve Kerr, se recupera de uma cirurgia nas costas.

4ª – Joe e Kobe Bryant

É meio que o mesmo caso da outra dupla. O filho é um dos maiores da história, multi campeão, MVP, tem dezenas de recordes individuais e etc. Dispensa qualquer apresentação.

O pai teve uma carreira discreta em quadra, mas notável por um dos apelidos mais exóticos da sua geração: JELLY BEAN. Possivelmente só por conta disso jogou oito temporadas na NBA e registrou aí uma média de 8,7 pontos por jogo.

3ª – Dell e Stephen (e Seth…) Curry

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Lil-Curry em seu primeiro All-Star Game

Stephen Curry é o mais notável do grupo e pode elevar o sobrenome Curry ainda, mas por enquanto eu coloco a família na terceira posição. Stephen tem sido excepcional, mas vale lembrar que ele só virou este fenômeno da última temporada para cá. Antes disso já era um excelente jogador, mas nunca tinha feito nada sem precedentes.

O pai teve uma carreira honesta, com uma média de pontos interessante em alguns anos (chegou a fazer 15ppg) e tal, mas é um cara que meio que voltou à moda na onda do filho – especialmente porque as tevês conseguem recuperar dezenas de imagens de Dell e o filho pequeno e todo mundo fica maravilhado com kid-Steph.

O irmão é um jogador qualquer, que aparentemente só tem alguma chance profissional ainda porque um ou outro acredita que o sobrenome Curry ainda vá fazer dele um jogador útil.

Os Curry ficam com a terceira posição por pai e filho terem conquistado uma carreira digna, que fala por si só, diferente dos anteriores, que há uma diferença muito gritante entre o sucesso de pai e filho.

2ª – Jimmy Walker e Jalen Rose

Para manter o tom pedante do blog, eu tinha que colocar uma dupla como esta na frente dos Curry. Mas é justificável: Jimmy Walker foi um jogador de nível All-Star, foi a primeira escolha do draft e teve uma média de pontos na carreira bastante respeitável (17 ppg).

O filho, Jalen Rose, jogou em alto nível por mais de uma década na NBA. Já liderou seu time em assistências e em pontos em vários anos. Jogou em times importantes, com campanhas vitoriosas, como o Indiana Pacers três vezes finalista da Conferência Leste.

Além disso, a dupla é uma lenda no basquete universitário. Jimmy ja foi cestinha do campeonato universitário americano e Jalen foi membro de um dos times mais memoráveis da NCAA, o Fab Five.

1ª – Rick, Jon, Brent e Drew Barry

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Brent, Rick e Jon Barry: três títulos e uma família inteira na liga

Aqui a parada chega a outro nível. Para começar, o pai dos Barry foi sensacional. Rick teve médias de 23 pontos, seis rebotes e cinco assistências em 10 anos na NBA. Foi oito vezes All-Star, cinco vezes foi eleito para o All-NBA first team, foi campeão com o Golden State Warriors em 75 e foi MVP das finais. Antes disso, já tinha tido uma passagem espetacular pela ABA, outra liga profissional da época, com média de 40 pontos em uma única temporada.

Além de tudo isso, Rick conseguiu emplacar três filhos na liga. Jon Barry foi um coadjuvante decente na liga, com 14 temporadas disputadas por oito times. As médias são fracas, mas Jon era um sharp shooter de três. Hoje é comentarista.

Brent Barry foi o melhor dos filhos, com dois títulos no currículo. Ele venceu o campeonato de enterradas, era um exímio chutador de três pontos e teve temporadas com 14ppg, 5rbg e 5 apg.

Por último, Drew Barry também jogou na liga. Mas foram só dois anos e com médias pífias.

Em todo caso, os Barry são imbatíveis pelo VOLUME de jogadores, além do sucesso incontestável do pai, além da carreira interessante de um dos filhos.

Para batê-los, os Curry precisam de mais um pouco: muita bola de Stephen, um pouco mais de Seth e que Dell emplaque mais um rebento na liga. Não tá fácil.

Hibbert saiu na mão com todo mundo ao mesmo tempo

Roy Hibbert é uma figura curiosa. Ele tem 2,18 metros, o que é bastante inclusive para a NBA, e é forte como um touro. Já foi uma peça-chave numa série em que o Indiana Pacers quase derrotou o todo-poderoso Miami Heat da época de Lebron James e, em algum momento, parecia que seria um excelente jogador. De lá para cá, só se mostrou soft demais para ser um pivô confiável na liga, pegando poucos rebotes para seu tamanho e sendo incapaz de meter a bola na cesta, mesmo estando muito próximo dela.

Neste contexto, o maior highlight que você pode imaginar de Roy Hibbert é que ele, em algum momento do jogo, faça algo que não tenha absolutamente nada a ver com basquete. Ontem ele fez das suas: saiu na mão com todo o time do Sixers ao mesmo tempo.

Sobrou até mesmo pros juízes. Dar um chega pra lá no árbitro, possivelmente, foi a maior contribuição de Hibbert para o basquete mundial – torcedores do mundo inteiro agradecem (SEM VIOLÊNCIA NÉ PESSOAL…)

Estes têm sido os melhores momentos dele no Lakers, time que passou a defender desde o começo da temporada. Na sua estreia pelo time californiano, ele já conseguiu se estranhar com Trevor Booker, jogador do Jazz.

https://www.youtube.com/watch?v=n_squYLGRys

Dentro de quadra não faz muita diferença, mas é sempre bom ter um cara deste tamanho no seu time caso tenha algum problema deste tipo. Pelo menos de alguma forma Hibbert tem sido útil ao Lakers.

Você defende melhor que James Harden

Harden é um monstro inquestionável no ataque. Arremessa, infiltra, cava faltas, dribla e tem boa visão de jogo. É quase imparável mesmo não sendo o maior, mais atlético e mais rápido, o que demonstra todo os recursos técnicos e o seu vasto arsenal ofensivo. Todo mundo que vê o jogo, sabe disso.

Todo mundo sabe, também, que ele não é tão bom do outro lado da quadra, tentando defender adversários. No entanto, fazia tempo que ele não fazia alguma jogada medonha – talvez porque começou mal no ataque, a gente acabou esquecendo que ele era essa mãe lá atrás.

Enfim, na noite de domingo, na vitória do Houston Rockets sobre o New York Knicks em pleno Madison Square Garden, Harden voltou a fazer das suas. Em uma jogada no final do segundo quarto, quando o NYK ainda vencia a partida, o time da casa puxou o contra-ataque. Em um tranco completamente normal entre Lance Thomas e Corey Brewer, Harden, que era o último homem, resolveu MUITO ACERTADAMENTE reclamar com o juiz com a bola em jogo. Óbvio que ninguém marcou falta e que foi uma das cestas mais fáceis da carreira de Thomas. Veja:

https://www.youtube.com/watch?v=X2SXpHMbFOk

Na noite seguinte, outra jogada maravilhosa, que mostra sutilmente como Harden é um batalhador incansável: começo de jogo, rebote livre para o barbudo, mas ele sequer levanta o braço. Cesta do adversário!

Gênio! Para piorar desta vez, o Houston perdeu o jogo.

Claro que são jogadas tiradas de um contexto. Pegar os melhores (ou piores) momentos não é uma maneira muito justa de analisar um jogador. Nas estatísticas, Harden nem é um péssimo defensor. Ano passado, por exemplo, teve o segundo melhor defensive rating da NBA, mostrando que a sua presença em quadra fazia com que os times adversários fizessem menos pontos. Não sei dizer o que é causa, o que é consequência, o que é culpa dele, o que é mérito. Em todo caso, ele protagoniza as jogadas mais patéticas – ou um COMPILADO DE 6 MINUTOS SÓ FAZENDO MERDA:

 

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