Ontem saiu a relação de jogadores que vão começar o All Star Game de Toronto, no mês que vem. Dwyane Wade, Kyle Lowry, Paul George, Lebron James e Carmelo Anthony serão os titulares do Leste e Russell Westbrook, Stephen Curry, Kevin Durant, Kawhi Leonard e Kobe Bryant serão os titulares do Oeste.

Até aí nada de bizarro. Claro que seria mais justo colocar Draymond Green no lugar de Kobe Bryant e tirar Carmelo Anthony da lista para dar lugar a Andre Drummond ou Paul Millsap, por exemplo, mas enquanto os titulares do ASG forem escolhidos pelo público o principal critério não será técnico, mas sim de popularidade. É o que garante, há anos, Kobe e Wade entre os favoritos para suas posições independente dos seus desempenhos. É o que faz, também, com que frequentemente jogadores lesionados tenham uma porrada de votos sem ter entrado em quadra.

Pior do que isso, com a ‘globalização’ do esporte e a presença cada vez maior de estrangeiros na liga, nações inteiras são convocadas a votar em seus representantes, distorcendo completamente o propósito do jogo. Um exército de trilhões de chineses colocou Yao Ming por oito anos seguidos como o pivô titular do Oeste – em alguns anos merecia e outros não.

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Campanha por Zaza Pachulia em uma PERFORMANCE no “Georga’s Got Talent!”

É o que fez Jeremy Lin, descendente de taiwaneses e amado pelos asiáticos, ficar a frente de Isaiah Thomas neste ano, por exemplo, mesmo com o armador do Boston Celtics fazendo uma campanha digna de titular do jogo das estrelas. É o que colocou o polonês Marcin Gortat e o lituano Jonas Valanciunas mais bem colocados do que Paul Millsap.

Mas pior de todos, é o que quase colocou o georgiano Zaza Pachulia, pivô do Dallas Mavericks, no lugar de Kawhi Leonard como titular do Oeste. Zaza ficou ainda na frente de Draymond Green, Blake Griffin, Tim Duncan e Anthony Davis, por exemplo.

Teve campanha em programa de tevê, teve site especial “Vote for Zaza”, teve hashtag especial… teve até uma música feita pelo cantor haitiano Wyclef Jean pedindo votos pelo estrangeiro.

Tudo bem, é legal que as pessoas se engajem e que os países tentem mostrar o quanto são fãs do jogo, mas é um desserviço com o ~espetáculo que um cara como Pachulia seja titular, que um Jeremy Lin bata na trave e etc.

Enquanto a eleição do ASG for assim, o jogo corre este risco.

 

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