Acho que Lebron está um pouco perturbado. Depois daquele monte de besteiras que disse sobre ‘playoff mode’, o jogador voltou a falar algo que não pega muito bem para ele. James disse que espera que em algum momento da sua carreira ele ainda possa jogar ao lado de Carmelo Anthony, Chris Paul e Dwyane Wade. Para reunir o quarteto, chamado de “The Brotherhood”, Lebron disse que toparia um corte sensível no seu salário.

Ainda que não veja qualquer problema nisso, acho que a declaração depõe contra Lebron. Boa parte dos torcedores já acham que ele foi covarde quando saiu de Cleveland e se juntou a Wade e Bosh no Miami. Uma segunda reunião de estrelas seria tudo que os haters adorariam para confirmar as suas teses de que James não tem capacidade de vencer qualquer coisa sozinho.

Além do mais, pega mal com a sua própria franquia. O Cleveland fez de tudo para trazer Lebron de volta e cercá-lo de talento (trocando um grande prospect como Wiggins por Kevin Love) e do nada Lebron dá indícios de que poderia se juntar aos seus amigos em qualquer outro lugar? Não algo legal de falar. Pior: o jogador assinou um contrato de um ano somente para poder assinar pelo novo salário máximo nesta offseason, mas acabou de dizer que toparia ganhar menos para jogar com os três. Não é muito simpático com seu empregador, que vai fazer de tudo para pagar o máximo que pode, tornar este tipo de ideia pública.

Sobre a viabilidade disso tudo: acho que pode rolar. Se os quatro quiserem, acho bem possível que aconteça um dia. É bem provável especialmente se Carmelo e CP3 não ganharem um título até aquele momento e se juntem meio que como uma última tentativa de terem um anel de campeão – mais ou menos o que Karl Malone e Gary Payton tentaram quando foram para o Lakers em 2003.

O único empecilho seria coincidir que os quatro ficassem sem contrato simultaneamente, o que a curto prazo seria difícil – o que confirma a hipótese disso acontecer nos últimos anos de carreira deles.

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“Esse banana boat seria muito mais divertido com o Carmelo…”

Por outro lado, quanto mais isso demorar, menos dominante seria a formação, em tese – e mais chances de fracassarem como aconteceu com Malone e Payton.

Mas assim, também não posso ser tão crítico com este tipo de atitude. A reunião de jogadores em supertimes é uma realidade e cada vez mais isso vai acontecer. E, além disso, é legítimo que eles queiram se divertir entre amigos. Resta esperar para ver se rola.

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