Boa, NBA. Logo após a aprovação de uma lei estadual batizada de anti-gay (que anula qualquer lei municipal de proteção dos direitos de gays, lésbicas e transgênero), a liga soltou um comunicado dizendo que desaprovava a nova regra da Carolina do Norte. O que preocupa a direção da NBA é que o próximo All Star Game, em fevereiro do ano que vem, está marcado para ser realizado em Charlotte, principal cidade do estado.

No documento, a liga afirma que tem como uma das suas prioridades proporcionar um ambiente inclusivo para toda e qualquer pessoa que queria acompanhar o jogo e que a decisão preocupa a organização do evento. A decisão estadual, que agora permite que um empregador possa demitir um funcionário por causa da sua orientação sexual, se sobrepõe a uma regra municipal de Charlotte que condenava qualquer atitude discriminatória baseada em critérios como “raça, cor, religião, sexo, estado civil, orientação sexual, identidade de gênero ou natureza”. A regra valeria especialmente para fevereiro do ano que vem, a fim de garantir a realização do jogo. Agora não vale mais.

Bom, você deve imaginar como é um lugar que precisa criar uma regra excepcional para garantir os direitos individuais das pessoas e, depois, os deputados aprovam uma lei discriminatória que anula qualquer lei municipal que iniba esse tipo de preconceito.

A nova lei estadual, aliás, foi aprovada baseada depois que boa parte dos habitantes da Carolina do Norte passaram a se preocupar que “homens passariam a usar os banheiros femininos e vice-versa”. Enfim, uma baboseira que, infelizmente, fez o estado voltar à idade da pedra.

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Adam Silver sente que a nova lei pode ameaçar a festa do All Star Game em Charlotte

Ainda que, de início, a atitude da NBA possa ser considerada branda – divulgou um posicionamento repudiando a nova lei, mas não cancelou o jogo de imediato -, reforça as ações inclusivas da liga neste tema.

Depois que Jason Collins veio a público assumir a sua homossexualidade – primeiro jogador profissional de basquete, baseball ou futebol americano a fazer isso -, Adam Silver, presidente da NBA, parece que adotou esta defesa como uma bandeira. Tanto é que Rajon Rondo, armador do Kings, foi multado e suspenso quando xingou de “faggot” Bill Kennedy, o primeiro árbitro que assumiu ser gay na liga. Na oportunidade, Silver veio a público dizer que qualquer atitude neste sentido seria duramente combatida.

Acho que a retaliação seria válida e confirmaria de vez o vanguardismo da NBA diante das demais ligas profissionais dos EUA.

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