A turnê de despedida de Kobe Bryant foi tomando corpo ao longo da temporada. Desde que anunciou que este seria seu último ano jogando na NBA, alguns rituais foram se consolidando. Geralmente, o time rival que recebe o time do Lakers em casa mostra um vídeo como forma de tributo ao jogador pela sua contribuição ao jogo (aliás, não sei se tem alguma coisa nova pra estas últimas edições da temporada…) e Kobe, vira e mexe, retribui um ou outro jogador adversário com um tênis assinado.

Kobe nunca foi um ‘nice guy’. É natural que os times prestem suas homenagens a uma das maiores lendas do jogo, mas a resposta de Bryant presenteando vários jogadores foi estranha. Não parecia ele. No livro Onze Anéis, de Phil Jackson, ele conta que Kobe nunca fez questão de ser amigo de ninguém no jogo. Em uma entrevista para a ESPN, o jogador esclarece que este não é um simples ato de generosidade e reconhecimento aos colegas: para MERECER um tênis de Kobe, é preciso PEDIR a ele.

É preciso ir até o rei e lamber seus pés, digamos assim. Segundo ele mesmo disse, para ganhar um par autografado é necessário ter ‘cojones’ para pedir.

Claro que reparando bem, Kobe tem seus preferidos. Lebron e Durant receberam tênis mais exclusivos do que Devin Booker, por exemplo, que ficou com um simples par branco. Tony Allen teve mais sorte: ganhou na dedicatória o reconhecimento de ter sido um dos defensores mais duros que Bryant enfrentou. Kobe também faz sua reverência, mas seria muito pedir para que ele admitisse isso.

Como virou febre entre jogadores dos times adversários, a estrela quase aposentada já leva de cinco a sete pares por jogo para distribuir aos rivais. Se todos tiverem a audácia de implorar por um tênis, todos levam.

Kobe sendo Kobe.

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