Month: April 2016 (Page 1 of 3)

Por pouco Nick Young não tatuou frase com erro de grafia nas costas

Quase toda semana Nick Young é notícia. Quase sempre na TMZ e quase nunca na ESPN e afins, o que diz muito sobre seu papel na liga. Mês passado ele foi um dos protagonistas da história mais escrota da temporada, quando seu colega de time D’Angelo Russell gravou Young admitindo implicitamente que tinha traído sua noiva, a cantora Iggy Azalea.

Aliás, aparentemente o ocorrido não abalou o casal, já que voltaram à cena nesta semana. Dias desses Iggy salvou Young de fazer uma cagada enorme. O jogador ia tatuar BORN REBLE nas costas e mostrou para ela parte do desenho quando a tatuagem já estava em curso. Por sorte, antes de completar a OBRA DE ARTE a cantora notou que ele tinha escrito REBLE, uma palavra que não existe na língua inglesa, no lugar de REBEL, que quer dizer ‘rebelde’.

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EEEEITAAAAAAAAAAAAAAAA

A cantora postou em seu twitter a foto, tirando sarro do noivo. “Nick não sabe soletrar e se não fosse por mim ele teria tatuado REBEL nas costas”. Ela também confessou que até cogitou não falar nada só pra ver NO QUE IA DAR, mas acontece que Young é tão burro que provavelmente nem ia se tocar do erro.

Nick Young, seja assim para sempre.

Que passe o Portland, então!

Terça-feira foi, possivelmente, o pior dia da história do Los Angeles Clippers. Na mesma tarde, o time recebeu os resultados dos exames de Chris Paul e Blake Griffin e descobriu que o armador ficaria de fora por tempo indeterminado e o ala estaria de fora dos playoffs. Os dois são os principais jogadores da franquia e a história mostra que sem os dois, as chances de sucesso do time nos playoffs caem vertiginosamente.

Durante a temporada, o time do Clippers ficou uns bons meses sem Blake Griffin e coincidiu justamente com a época em que a equipe jogou seu melhor basquete na temporada. Até criou-se a falsa impressão de que o LAC era um time melhor sem Griffin. Uma besteira. Uma coisa é o time engrenar no meio da temporada depois de uma reorganização na sua rotação – Clippers começou a temporada com um banco totalmente novo e foi peneirando ao longo dos meses quem seria útil ao time e quem não seria -, outra é dizer que a equipe melhora sem um de seus melhores jogadores. Na prática, o time se encaixou APESAR da ausência de Blake.

Mas ok, e mesmo que o time realmente ficasse melhor sem o ala, ou que então não fosse sentir tanto sua ausência, a franquia perdeu Chris Paul pelo menos para as próximas quatro semanas. Neste perído, o Los Angeles Clippers precisaria derrotar o Portland Trail Blazers e enfrentar uma série contra Golden State Warriors, simplesmente o melhor time da NBA.

Do lado angelino, até houve uma esperança de um confronto mais pau a pau com a divulgação do resultado dos exames de Stephen Curry e com a notícia de que ele ficaria pelo menos duas semanas no departamento médico, mas nove horas depois Chris Paul quebrou a mão no quarto jogo da série contra o Portland.

Agora, pelo bem do basquete e de uma série de playoffs minimamente competitiva, o ideal é que o Portland passe de vez. Clippers sem Paul é um time ruim, ruim mesmo. A produção de pontos da equipe a cada cem posses de bola sem o armador, pasmem, é a segunda pior da liga (na frente apenas do Sixers e ATRÁS DO LAKERS!). Imaginem o massacre de um time desses diante do Warriors?

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Lillard anotou 51 pontos na vitória contra o Warriors, em fevereiro

Portland é um time limitado mas que se mostrou cascudo. Enquanto os dois times estiveram inteiros, equilibrou as coisas contra o Clippers. Na temporada regular, venceu o Warriors uma vez e em outra oportunidade levou a disputa do jogo até os últimos minutos. Damian Lillard, inclusive, foi monstruoso nas duas partidas, chegando a ofuscar o quase sempre extraterrestre Stephen Curry.

Não acredito que o Portland possa superar o Warriors, mesmo com Curry fora de ação, mas acho que a competição fica um pouco mais acirrada. Afinal, a monotonia já deu o que tinha que dar neste primeiro round, certo?

Sacramento Kings vai bancar tatuagens do seu novo símbolo

Como você leu ontem aqui, o Sacramento Kings lançou suas novas logos para as próximas temporadas. Bacana, normal, legal… Agora, para promover a nova identidade visual do time, o front office divulgou que os primeiros interessados em gravar na pele para sempre o novo símbolo do time poderão fazer isso de graça!

Pois é, o Kings fez uma parceria com cinco estúdios de tatuagem de Sacramento para oferecer aos torcedores a cortesia. Segundo a nota de divulgação, somente um número limitado de tatuagens serão oferecidas na faixa para a torcida do Kings.

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O dilema é: arranja outro lugar pra tattoo nova ou FAZ POR CIMA?

A franquia pede para que os torcedores que fizerem as tatuagens a publiquem nas suas redes sociais. Até o momento, no entanto, ninguém postou a nova marca – ou o pessoal ainda não fez ou não se orgulhou muito do resultado…

GM do Raptors pediu para torcedores sairem mais cedo do trabalho

Não é só no Brasil que a TV manda no calendário e nos horários dos jogos. A rodada de ontem tinha apenas dois jogos entre times do Leste agendada. Para que os horários ficassem compatíveis com a transmissão nacional, ficou definido que uma partida seria às 18h e a outra começaria às 20h30 no fuso da costa leste. No final das contas, ficou decidido que Toronto e Indiana jogariam no primeiro horário e Boston e Atlanta ficariam entrariam em quadra na partida seguinte.

Acontece que tradicionalmente as rodadas começam às 19h, para dar tempo do pessoal sair numa boa do trabalho e chegar nos ginásios a tempo. Marcando o jogo para uma hora mais cedo, a lotação máxima do ginásio logo no tapinha inicial de jogo poderia ficar comprometida. O caso de Toronto é ainda mais problemático: tradicionalmente os torcedores sem ingresso ficam do lado de fora do ginásio, numa espécie de fan-fest batizada de Jurassic Park, assistindo ao jogo por um telão. Para entrar na arena é preciso romper a barreira enorme de pessoas formada pelo aglomerado ao redor do Air Canada Centre.

Para garantir que os fãs do time conseguiriam entrar no ginásio a tempo, o General Manager do Toronto Raptors, Masai Ujiri, enviou uma carta solicitando a dispensa dos torcedores alguns minutos mais cedo dos seus respectivos trabalhos. O apelo é endereçado aos chefes do pessoal e fala que é necessário sair mais cedo do serviço para que o torcedor esteja a tempo “nas arquibancadas, do lado de fora do ginásio ou até mesmo em casa, diante da televisão”.

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Já tinha rolado algo parecido na semana passada, quando Dallas Mavericks recebeu o Oklahoma City Thunder. O jogo naquela oportunidade também foi marcado para o final da tarde no horário local para atender a grade da TV e o dono do Mavs fez uma postagem nas redes sociais com uma carta-apelo aos chefes dos torcedores. A diferença é que não tinha o tom formal de um, sei lá, ofício endereçado aos coordenadores, gerentes e diretores como foi o caso do pedido do Raptors.

Alías, teve outra diferença: no caso do Dallas, o time perdeu em casa para o OKC, enquanto o Toronto conseguiu vencer o Indiana e abrir 3-2 na série. E com casa cheia desde o início do jogo.

Sacramento Kings apresentou seu novo símbolo – e eu gostei

A virada de abril para maio é o período em que metade da liga ainda está se matando nos playoffs e a outra metade está de férias sem pensar em basquete. O Sacramento Kings fugiu completamente do protocolo e apresentou sua nova identidade visual nesta terça-feira – os times geralmente fazem isso la por julho, agosto… Bom, eu até deixaria passar essa notícia completamente fora de contexto em situações normais, mas como gostei bastante da mudança não poderia deixar de FAZER ESTE REGISTRO.

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Kings seguiu uma tendência que vários times estão seguindo e que me agrada, que é recuperar alguns elementos históricos nos seus logotipos, uniformes e quadras.Primeiro no formato, que remete ao brasão utilizado pela franquia lá no seu início, quando ainda se chamava Rochester Royals. Era um símbolo totalmente RUDIMENTAR, mas já era roxo e tinha essa referência à uma coroa. Este período durou 11 anos.

Depois disso, o time fez uma grande cagada ao se mudar para Cincinnati e adotar como logotipo uma bola de basquete com rosto de cartum, algo assustador. Para a sorte de todos, depois de 13 anos assim, o time voltou a usar a coroa em seu símbolo – mas, desta vez, com as cores azul, vermelho e branco.

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Meu, o que é esse segundo símbolo?

E foi assim, de 72 a 94, que o time se manteve, mesmo mudando de cidade (para Kansas City e, depois, Sacramento) e de nome (de Roylas para Kings). Em 95, o time readotou o roxo como sua principal cor, junto com o preto, num tom mais DARK – tipo quando tem um time do mal nos filmes de sessão da tarde, que quase sempre tem essas cores. Eu particularmente gosto delas: além de recuperarem a identidade original da franquia, lá da década de 40, ainda foge do lugar-comum das cores dos times dos EUA, que na sua maioria repetem as cores da bandeira americana.

Naquele blablablá do lançamento do símbolo, falou-se que a mudança deve representar uma nova fase para a franquia – que precisa de alguma mudança mesmo. Neste caso, não deve ser só discurso, já que o time também vai estrear um ginásio novo na próxima temporada e com o novo símbolo deve apresentar novos uniformes também. Resta saber se dentro de quadra as coisas mudam ou continuam o mesmo desastre dos últimos anos.

Pelo quinto ano consecutivo, Chris Paul se machuca nos playoffs

Parece uma sina. Se o Clippers teve a sorte de um dia contar com Chris Paul, possivelmente o melhor point guard da sua geração, nunca teve a sorte de passar por um mata-mata sem que ele sofresse algum tipo de lesão. Ontem, mais uma vez, o armador se machucou em uma partida de playoffs.

É muito triste, pois Paul estava com um desempenho excelente – até o momento, as melhores apresentações individuais dos playoffs. Ainda não se sabe ao certo o grau da lesão, que foi uma fratura na mão. O histórico diz que, caso precise de cirurgia, o jogador ficaria cerca de seis semanas fora das quadras – neste caso, daria adeus aos playoffs. Existe a possibilidade dele não operar a mão, mas com certeza teria algumas limitações no jogo e não estaria 100% para encarar, por exemplo, o Golden State Warriors na próxima fase – levando em conta que Clippers e Warriors se classifiquem.

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Jogada em que Chris Paul quebrou a mão, no jogo contra o Portland

O mais lamentável de tudo isso é que Chris Paul foi o gatilho para que o Los Angeles Clippers deixasse a mediocridade que marcou a história da franquia. O LAC é o time com menos participações, em proporção, nos playoffs entre todos os times da NBA, mas desde que Paul chegou, o time se classificou todos os anos para o mata-mata.

É triste também pela carreira do jogador. Mesmo sendo genial, nunca conseguiu sequer chegar a uma final da NBA. Primeiro por estar em um time mediano como o New Orleans Hornets e depois por sempre sucumbir de alguma pelo Clippers – e sempre com uma lesão para atrapalhar.

Fiz um histórico das lesões de Paul nos playoffs pelo time de Los Angeles:

2012 – Primeiro ano de Chris Paul no Clippers foi justamente quando o Clippers iniciou suas jornadas nos playoffs. Paul machucou o dedo do meio durante a série contra o Memphis. Para piorar, Blake Griffin se machucou seriamente e ficou de fora dos jogos finais da disputa. Paul foi pro sacrifício, mas seu desempenho estava claramente comprometido – com jogos de 3-13 de aproveitamento nos arremessos de quadra. O Clippers ainda eliminou o Memphis em sete jogos, mas foi varrido pelo Spurs na série seguinte.

2013 – Neste ano, a história meio que se repetiu e o time inteiro do Clippers chegou destruído por lesões nos playoffs. O primeiro round foi disputado mais uma vez contra o Memphis Grizzlies e mais uma vez também Blake Griffin se lesionou durante a série, ficando fora dos últimos jogos. Chris Paul, pra completar, também machucou o polegar na partida 5, quando o Memphis virou a disputa para 3-2 (sendo que o Clippers tinha começado com duas vitórias seguidas). Na sexta partida, sem Griffin e com Paul jogando no sacrifício, o Grizzlies fechou a série por 4-3.

2014 – Paul chegou completamente baleado nos playoffs. Em janeiro perdeu 20 jogos por uma lesão no ombro. No mata-mata, no confronto entre Clippers e Warriors, Paul lesionou o polegar direito e a coxa esquerda. Não deixou de jogar nenhuma partida, mas teve partidas com desempenhos bem abaixo das suas médias. Para piorar, no primeiro round teve uma série disputadíssima com o Golden State, indo para o sétimo jogo. O time caiu na rodada seguinte contra o Thunder, por 4-2.

2015 – Chris Paul teve uma lesão na coxa no jogo 7 do primeiro round contra o San Antonio Spurs. No dia da lesão, o armador ainda conseguiu um feito heróico: meteu a cesta da vitória jogando praticamente com uma perna só. Depois, deixou de jogar os dois primeiros jogos da série seguinte contra o Houston Rockets e voltou claramente com algumas limitações nos movimentos. Nestas partidas em que esteve fora, a série ficou empatada em 1-1. Paul foi pro pau e o Clippers chegou a abrir 3-1, mas tomou a virada nos jogos seguintes e perdeu por 4-3.

A lesão deste ano não enterra as chances do Clippers, mas torna o cenário ainda mais difícil. Paul é a cabeça do time e será substituído pelo fraquíssimo Austin Rivers. Caso vá para o sacrifício, não imagino que seja páreo para enfrentar o Warriors, especialmente depois de sofrer em uma série pesada contra o Blazers, que tem dois excelentes jogadores no backcourt.

Caça às bruxas das lesões de Curry

Pela segunda vez em quatro jogos Stephen Curry deixou a quadra em um jogo da série de playoffs contra o Houston Rockets. A primeira vez, logo na estreia do time nesta pós-temporada, o jogador saiu com uma torção no tornozelo. A segunda, aparentemente mais grave, aconteceu ontem, quando escorregou, caiu de mau jeito e torceu o joelho. Ainda não se sabe ao certo o grau do machucado, mas a apreensão geral é que o jogador corra algum risco de ficar de fora por um bom tempo.

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Curry se machucou nos dois jogos que entrou em quadra nestes playoffs

Agora, obviamente, muita gente atribui a lesão a alguns fatores, como se este tipo de coisa fosse previsível. Não é.

O que os urubus do “eu avisei” mais dizem é que o time se desgastou muito na corrida pelas 73 vitórias e agora paga o pato nos playoffs. Era um risco, de fato, mas será que este tipo de lesão de Curry tem a ver com este desgaste? Sinceramente, eu apostaria mais em uma falta de gás em uma suposta série de sete jogos contra o Spurs do que em duas torções distintas. Não tenho qualquer conhecimento sobre este tipo de coisa, mas o que mais vemos é jogadores tendo este tipo de lesão no começo, meio e final de temporada – independente de desgaste de uma temporada inteira ou entrando em quadra ainda frescos.

Também é preciso levar em consideração as condições da lesão. Especialmente a torção do joelho. Curry estava marcando pesado o armador adversário quando pisou em uma parte da quadra que estava molhada (!!!) e escorregou. Uma fatalidade que, se poderia ser evitada de alguma forma, seria evitando que o piso estivesse molhado.

Tem torcedor do Golden State Warriors que eleva a caça às bruxas a outro nível. Tem cara dizendo, por exemplo, que a culpa pode ser do novo tênis do jogador. A temporada inteira ele usou um chamado “Curry 2.0” e agora no mata-mata estreou o “Curry 2.5”. É, tem louco pra tudo…

Eu não sei. Acredito que foi uma infeliz fatalidade. Nos últimos dias, Curry sofreu uma pressão bem grande para entrar em quadra. Como é o jogador mais badalados do momento, muitos cobravam que ele não tivesse entrado em quadra nos últimos dois jogos se poupando para não agravar a lesão no tornozelo. O que eu mais vi foi coisa do tipo “nenhum médico iria convencer Kobe a descansar em um jogo de playoffs”. Pois é, ele entrou lá e se machucou…

Nesta segunda uma ressonância magnética vai dar a real dimensão do problema. De qualquer forma, é muito difícil que Curry entre em quadra na quinta partida da série contra o Rockets. Resta torcer para que o melhor jogador do ano não tenha um final de temporada tão triste.

Brooks no Wizards não tem nada a ver com Durant

A especulação é a invenção com outro nome. O ex-técnico do Oklahoma City Thunder Scott Brooks foi anunciado ontem como o novo head coach do Washington Wizards. E, desde então, só se fala que a contratação foi a última cartada da equipe para conseguir Kevin Durant na próxima offseason. O pessoal que PLANTA este tipo de informação se baseia no fato de que, ao final de seu contrato, Durant consideraria jogar no seu time de infância e a chegada do seu antigo treinador facilitaria as coisas.

Eu não me canso de me irritar com este tipo de coisa. É o tipo de raciocínio preguiçoso e reducionista. Sinceramente, quantos caras deste calibre FORAM ATRÁS de um técnico nestas condições? Eu não sei de nenhum. Superestrelas como Durant não vivem disso. Basicamente, o que atrai os jogadores é um excelente contrato e a maior chance de ganhar (especialmente para aqueles que já estão na liga há algum tempo e nunca foram campeões). E, sinceramente, KD vai descolar um contrato máximo em qualquer equipe e não é o Wizards que, de imediato, vai dar as maiores condições para um título.

Falar este tipo de coisa é também desconsiderar totalmente o contexto do time do Wizards e da contratação do treinador. Washington veio de uma temporada muito decepcionante. O time teve uma boa campanha de playoffs no ano passado e, com um time novo, era de se esperar que ficasse entre os quatro primeiros do Leste. Por mais que o time tenha sofrido com algumas lesões, era óbvio que a batata de Randy Wittman, técnico do time até então, ia assar caso a equipe não vingasse as expectativas. Naturalmente foi o que aconteceu.

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Os dois trabalharam juntos por sete anos. E daí?

Sem treinador, o Washington tinha que ir à caça. O mercado tinha bons nomes à disposição. O melhor deles, Tom Thibodeau, fechou com o mais promissor dos times sem treinador, o Minnesota Timberwolves. Scott Brooks e Wizards eram os segundos na linha de melhores técnicos sem times e times sem técnicos, respectivamente. Pronto. É isso que justifica a contratação, sem maiores mistérios.

Nada indica que Durant e Brooks tenham uma relação turbulenta, longe disso, mas é de se suspeitar que se o jogador fizesse tanta questão assim de jogar com o técnico, Scott poderia ainda estar no banco do Oklahoma City Thunder – não é raro que os jogadores deste calibre ditem as regras nas franquias, mais ou menos como aconteceu em Cleveland, com David Blatt e Lebron James.

Quando Scott foi demitido do Thunder, exatamente um ano, Durant postou no seu instagram uma mensagem sobre o acontecido. Apesar de um tom emocional, o jogador afirmou que “apoiava 100%” a decisão da franquia.

Descontado todo o blábláblá, acho uma boa adição ao time da capital. A principal crítica a Brooks era basear o jogo somente nos seus principais jogadores, sem uma variação muito criativa no playbook. Vamos ver como se sai agora sem super craques do nível de Durant e Westbrook e “só” com excelentes jogadores como Wall e Beal. Por outro lado, se deu muito bem em um elenco recheado de jovens talentos – além da dupla, trabalhou na evolução de Serge Ibaka, James Harden e Reggie Jackson. Diante do cenário, acho a melhor aposta possível.

Ao meu ver, a escolha por Brooks tem muito mais a ver com isso do que com Durant.

Todo calouro é burro (2)

Todo calouro é muito burro. Já ficou comprovado naquele episódio em que D’Angelo Russell gravou uma conversa um pouco reveladora com o colega Nick Young e ficou ainda mais claro ontem, com o calouro do Miami Heat Josh Richardson.

Logo depois da vitória do Heat sobre o Charlotte Hornets, pelo jogo 2 da primeira rodada dos playoffs, Richardson foi chamado para comentar sobre a partida no programa e Jason Jackson, na Fox Sun, emissora local do canal de esportes na Florida. Enquanto o apresentador ainda anunciava a entrevista, Richardson andava pelo set lendo a pauta do bate-papo. Acontece que ele se distraiu olhando para o celular e ACABOU ENTRANDO NO ESTÚDIO ANTES DO COMBINADO.

Na verdade o jogador seria chamado em instantes, mas acabou entrando no ‘campo de visão’ da câmera segundo antes de ser anunciado. O melhor de tudo é a reação do jogador quando nota que já está ao vivo e tenta VOLTAR DE RÉ como se ninguém fosse notar a sua presença.

Jackson, o apresentador, improvisa e chama um cara da produção para colocar uma cadeira no estúdio e um microfone às pressas no jogador.

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Todo calouro é burro mesmo.

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O dia que deus se disfarçou de Michael Jordan

Hoje é o 30º aniversário do jogo que, para muitos, foi o maior da história da NBA. No dia 20 de abril de 1986, Michael Jordan anotou o recorde de pontos em uma partida de playoff, 63. Mesmo assim, o Chicago Bulls perdeu o segundo jogo da série para o Boston Celtics, que se sagraria campeão da NBA algumas semanas mais tarde. Na entrevista pós-jogo, Larry Bird, principal jogador adversário, cravou uma das frases mais famosas da história da liga, ao se referir à performance de Jordan: “Acho que era Deus disfarçado de Michael Jordan”.

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Era Jordan contra um time de Hall of Famers 

Naquele momento, a liga ainda descobria quem era Jordan. Era apenas seu segundo ano como profissional. Todos já reconheciam nele uma habilidade absurda para pontuar e liderar o jovem time do Bulls, mas Boston Celtics e Los Angeles Lakers ainda polarizavam as ações da NBA. No Leste, nem mesmo o Detroit Pistons era páreo para o time verde. Chicago, então, ainda era um desenho só do que poderia se tornar.

MJ teve um excelente ano de estreia na temporada anterior, mas logo na sua segunda temporada se lesionou feio. Quebrou um osso do pé já na terceira partida da temporada regular. Ficou de fora maior parte da maratona de jogos e só voltou nos últimos meses de campeonato. Ainda foi poupado nas últimas partidas da temporada regular para que estivesse com tudo nos playoffs. A estratégia foi contestada, já que Jordan era jovem e a falta de sequência poderia ser mais prejudicial do que benéfica para o ritmo de jogo do atleta.

Chicago e Boston acabam se cruzando logo de cara nos playoffs. Um era o time a ser batido e o outro era o time que começava a virar xodó da torcida – mesmo terminando com uma campanha fraca de apenas 30 vitórias.

O primeiro confronto da série correu sem qualquer surpresa. Boston venceu o time do Bulls. No entanto, Jordan já surpreendeu todo mundo com uma atuação individual espetacular de 49 pontos.

Naquela época, a primeira rodada dos playoffs eram séries de cinco jogos, o que encurtava o trabalho para os melhores times. Chicago então entrou em quadra no segundo jogo da disputa determinado a empatar a série, caso contrário seria quase impossível reverter a vantagem do adversário. A comissão técnica do Bulls até considerava que seria melhor Jordan não jogar, depois do esforço descomunal do jogo 1 e da possibilidade de voltar a se lesionar, mas também sabiam que não existia a menor chance de vencer sem ele.

Bom, a partida em si foi quase que a primeira edição do jogo do Space Jam. Era Jordan sozinho de um lado contra um time de monstros sagrados do esporte. O grande craque era Larry Bird, eleito MVP pelo terceiro ano consecutivo naquela temporada – em que seria escolhido também como MVP das Finais. O garrafão tinha outros dois jogadores do Hall da Fama: Kevin McHale (eleito para o time de defesa da temporada) e Robert Parish. Na marcação de Jordan, o monstro Dennis Johnson foi o escolhido (também eleito para o time de defesa daquele ano, como em outras DEZ oportunidades).

O técnico adversário, KC Jones, contou na oportunidade que presenciou algo que nunca tinha visto em toda a sua carreira. “Geralmente, os jogadores reservas querem entrar e mostrar que podem parar o jogador adversário que está acabando com a partida. Naquele dia, ninguém queria entrar para marcar Jordan”, disse.

Bom, a verdade é que foi uma batalha totalmente desleal, mas ainda assim equilibrada. Da metade final em diante, era bola no Jordan e todos os defensores do Boston dobrando nele. Estava tão difícil parar o jogador, que o time inteiro do Celtics terminou a partida no limite de faltas – Bill Walton e Dennis Johnson foram eliminados com seis faltas e Bird, Ainge e Parish fecharam o jogo com cinco infrações.

O que os jogadores da época contam, é que parecia que Jordan pontuava com uma facilidade nunca antes vista. John Paxson, armador do Bulls, disse na oportunidade que Michael estava tão bem que ele tinha vontade de parar de jogar e só ficar assistindo o colega em quadra – aparentemente foi isso que aconteceu, já que Jordan meteu metade dos pontos da equipe.

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Famoso box score manual da partida

A partida terminou empatada no tempo normal do Boston Garden em 116 a 116. Mesmo com a superioridade flagrante do elenco do Celtics, o jogo foi pau a pau durante todos os 48 minutos, sem uma equipe abrir uma grande liderança. No lance final do tempo normal, o Boston liderava por dois pontos com seis segundos no cronômetro. Jordan tentou chutar de três para virar, mas errou – o juíz, no entanto, marcou falta. Da linha de lance-livre, Jordan acertou dois dos três arremessos e o jogo foi para a primeira prorrogação.

Na primeira prorrogação, Chicago até conseguiu abrir quatro pontos de vantagem, mas Boston conseguiu empatar nos últimos dois minutos. Jordan teve a chance de dar a vitória ao Bulls, mas errou o arremesso final, o que levou o jogo a uma segunda prorrogação. Daí Michael não teve gás (jogou 53 dos 58 minutos de partida) e o Boston conseguiu fechar o jogo em 135 a 131.

Neste jogo, Jordan deu seus sinais de que seria o maior pontuador dos anos seguintes – fazendo cestas de tudo quanto é lugar (como os tempos eram outros, o Chicago chutou só DUAS bolas de três o jogo inteiro), mesclando jump shots com uma habilidade ímpar de invadir o populoso garrafão do time adversário. Apesar da derrota, Jordan mostrou a cara ao mundo e conseguiu fazer frente a um dos melhores times de todos os tempos sozinho. Ele chutou 42 bolas e acertou 22. Forçou o jogo do lance-livre também, convertendo 19 e 21 tentativas.

Já destruído pro jogo seguinte, Jordan não conseguiu repetir a atuação e o Chicago perdeu mais uma. Boston fechou a série em 3×0 e avançou para derrotar, posteriormente, Atlanta Hawks, Milwaukee Bucks e Houston Rockets e se sagrar campeão da liga.

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