Parece uma sina. Se o Clippers teve a sorte de um dia contar com Chris Paul, possivelmente o melhor point guard da sua geração, nunca teve a sorte de passar por um mata-mata sem que ele sofresse algum tipo de lesão. Ontem, mais uma vez, o armador se machucou em uma partida de playoffs.

É muito triste, pois Paul estava com um desempenho excelente – até o momento, as melhores apresentações individuais dos playoffs. Ainda não se sabe ao certo o grau da lesão, que foi uma fratura na mão. O histórico diz que, caso precise de cirurgia, o jogador ficaria cerca de seis semanas fora das quadras – neste caso, daria adeus aos playoffs. Existe a possibilidade dele não operar a mão, mas com certeza teria algumas limitações no jogo e não estaria 100% para encarar, por exemplo, o Golden State Warriors na próxima fase – levando em conta que Clippers e Warriors se classifiquem.

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Jogada em que Chris Paul quebrou a mão, no jogo contra o Portland

O mais lamentável de tudo isso é que Chris Paul foi o gatilho para que o Los Angeles Clippers deixasse a mediocridade que marcou a história da franquia. O LAC é o time com menos participações, em proporção, nos playoffs entre todos os times da NBA, mas desde que Paul chegou, o time se classificou todos os anos para o mata-mata.

É triste também pela carreira do jogador. Mesmo sendo genial, nunca conseguiu sequer chegar a uma final da NBA. Primeiro por estar em um time mediano como o New Orleans Hornets e depois por sempre sucumbir de alguma pelo Clippers – e sempre com uma lesão para atrapalhar.

Fiz um histórico das lesões de Paul nos playoffs pelo time de Los Angeles:

2012 – Primeiro ano de Chris Paul no Clippers foi justamente quando o Clippers iniciou suas jornadas nos playoffs. Paul machucou o dedo do meio durante a série contra o Memphis. Para piorar, Blake Griffin se machucou seriamente e ficou de fora dos jogos finais da disputa. Paul foi pro sacrifício, mas seu desempenho estava claramente comprometido – com jogos de 3-13 de aproveitamento nos arremessos de quadra. O Clippers ainda eliminou o Memphis em sete jogos, mas foi varrido pelo Spurs na série seguinte.

2013 – Neste ano, a história meio que se repetiu e o time inteiro do Clippers chegou destruído por lesões nos playoffs. O primeiro round foi disputado mais uma vez contra o Memphis Grizzlies e mais uma vez também Blake Griffin se lesionou durante a série, ficando fora dos últimos jogos. Chris Paul, pra completar, também machucou o polegar na partida 5, quando o Memphis virou a disputa para 3-2 (sendo que o Clippers tinha começado com duas vitórias seguidas). Na sexta partida, sem Griffin e com Paul jogando no sacrifício, o Grizzlies fechou a série por 4-3.

2014 – Paul chegou completamente baleado nos playoffs. Em janeiro perdeu 20 jogos por uma lesão no ombro. No mata-mata, no confronto entre Clippers e Warriors, Paul lesionou o polegar direito e a coxa esquerda. Não deixou de jogar nenhuma partida, mas teve partidas com desempenhos bem abaixo das suas médias. Para piorar, no primeiro round teve uma série disputadíssima com o Golden State, indo para o sétimo jogo. O time caiu na rodada seguinte contra o Thunder, por 4-2.

2015 – Chris Paul teve uma lesão na coxa no jogo 7 do primeiro round contra o San Antonio Spurs. No dia da lesão, o armador ainda conseguiu um feito heróico: meteu a cesta da vitória jogando praticamente com uma perna só. Depois, deixou de jogar os dois primeiros jogos da série seguinte contra o Houston Rockets e voltou claramente com algumas limitações nos movimentos. Nestas partidas em que esteve fora, a série ficou empatada em 1-1. Paul foi pro pau e o Clippers chegou a abrir 3-1, mas tomou a virada nos jogos seguintes e perdeu por 4-3.

A lesão deste ano não enterra as chances do Clippers, mas torna o cenário ainda mais difícil. Paul é a cabeça do time e será substituído pelo fraquíssimo Austin Rivers. Caso vá para o sacrifício, não imagino que seja páreo para enfrentar o Warriors, especialmente depois de sofrer em uma série pesada contra o Blazers, que tem dois excelentes jogadores no backcourt.

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