O insider da ESPN Brian Windhorst deu a notícia devastadora: a equipe médica do Miami Heat teme que os coágulos de sangue no pulmão de Chris Bosh, que o tiraram de ação de metade da temporada passada, voltaram e novamente colocaram o jogador de lado neste ano, podem fazer com que o jogador nunca mais esteja apto a jogar profissionalmente.

Há algumas semanas o jogador ameaçou acionar a Associação de Atletas da NBA para convencer a direção do Heat a voltar a compor o time. Segundo médicos consultados paralelamente pelo jogador, ele estaria curado e pronto para jogar. Do outro lado, o Heat seguia cauteloso sem estipular uma data para o retorno do jogador. Muita gente falava que era uma jogada do Miami para poder ativar o seguro do contrato do jogador e economizar uma grana com o salário de Bosh, mas, sinceramente, me parece mais uma daquelas teorias da conspiração que ganham corpo em fóruns de torcedores e outras fontes super confiáveis do gênero. Tanto é que poucos dias depois Heat e Bosh divulgaram um posicionamento juntos de que o jogador não voltaria a jogar neste ano.

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O Heat com certeza gostaria de contar com o all-star de volta e Bosh já mostrou o quanto quer estar em quadra novamente, mas este é o tipo de caso em que não se podem pular etapas. Qualquer parecer incerto é suficiente para vetar o atleta, por mais triste que seja – ou até mesmo Bosh não precisa buscar alguém que confirme que ele pode jogar, mas sim alguém que passe o status com maior precisão possível, mesmo que não seja o diagnóstico que ele quer ouvir.

Segundo o texto da ESPN, a equipe médica do Heat foi atrás de vários especialistas no assunto e não conseguiu chegar a qualquer conclusão totalmente otimista. Pelo sim e pelo não, por enquanto, o jogador não teria condições de jogar, concluem.

A história nos ensina que problemas desta ordem não podem ser menosprezados. O ala Reggie Lewis, do Boston Celtics, é o caso mais assustador e grave da história da NBA, mas que serve como alerta até hoje. Lewis tinha 27 anos e estava em seu sexto ano na liga. Em um treinamento na offseason de 1993, o jogador teve um ataque cardíaco e morreu em quadra. O pior de tudo é que o jogador já tinha dado indícios de problemas cardíacos ao longos dos últimos meses, e, no mais emblemático deles, desmaiou no primeiro jogo dos playoffs daquele ano durante a partida. O time não levou o sinal tão a sério e o jogador insistiu em jogar, até que meses depois voltou a ter problemas e faleceu.

São casos diferentes, mas que dizem muito sobre os cuidados que os times devem ter com seus jogadores. Uma coisa é tratar uma lesão muscular, uma fratura e etc, outra é uma doença nos pulmões, como é o caso de Bosh, que pode trazer problemas para o restante da sua vida.

 

 

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