Month: June 2016 (Page 1 of 6)

Guia da offseason: se eu fosse Durant

O principal alvo de todos os times nesta offseason é Kevin Durant. O jogador é a grande estrela sem contrato neste período e é por ele que todos os times vão buscar. Lebron James, por exemplo, também teve seu contrato finalizado, mas o jogador virou free agent só para poder assinar um novo contrato máximo com o Cleveland Cavaliers. Já o caso de Durant é diferente: o jogador teve seu contrato encerrado e admitiu que vai ouvir propostas de outros times para decidir onde é que vai jogar no futuro.

Além de ouvir a proposta do seu time atual, o Oklahoma City Thunder, Kevin vai se reunir também com o Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers, Boston Celtics e Miami Heat, podendo acrescentar o New York Knicks na lista.

Cada time tem um trunfo e cabe a Durant decidir qual a sua prioridade na carreira. Dos mais improváveis, Miami Heat oferece uma franquia que sempre disputa a parte de cima da tabela e uma cidade que cobra muito menos impostos do que as outras regiões dos EUA. Boston coloca à disposição de Durant uma franquia tradicional com um futuro brilhante pela frente. Knicks tem um time ferido na maior cidade do mundo ao dispor de KD e Clippers tem um time muito competitivo que está tão sedento por vitórias como o próprio ala. São todas propostas legais, mas fáceis de bater.

As mais sedutoras mesmo são as ofertas do Spurs, Warriors e do próprio Thunder. Foram os três principais times da conferência Oeste na temporada e entram no campeonato já com totais condições de lutar pelo título. Spurs e Warriors, inclusive, foram campeões nos últimos três anos e já contam com elencos fortíssimos. Basta um OK de Durant para que os times façam uma limpa nos seus coadjuvantes em busca de espaço na folha para assinar com o ala. Se Durant quer um título, as duas franquias são opções excelentes.

Apesar disso tudo, eu acredito que o jogador vá ficar em Oklahoma. Eu ficaria, se fosse ele.

Para começar, o time esteve muito perto de eliminar o Golden State Warriors na final da conferência. Fosse para a final, imagino que faria um confronto muito equilibrado, mas com chances de vitória, com o Cleveland Cavaliers. Além do mais, nas últimas semanas a franquia foi buscar Victor Oladipo no Orlando Magic, em um claro sinal de que pode construir ao redor de Durant um time ainda mais forte.

Outro ponto fundamental é a vantagem contratual que o Thunder tem. Por ser o time atual de Durant, o time pode oferecer um contrato de cinco anos com progressão de 7,5% ao ano – os outros times só podem oferecer 4,5% de aumento anual.

Mesmo que assine um contrato de só um ano agora, para poder assinar na próxima temporada pelo novo máximo (os salários firmados na próxima offseason poderão ser ainda maiores por causa do novo aumento do limite que entrará em vigor em 2017), uma vínculo com o OKC no longo prazo pode render uma média de 40 milhões por ano – em outro time, o máximo que ele pode ganhar na média é 36,9 milhões por ano, uma diferença considerável.

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Mas, tudo bem, vá lá, vamos imaginar que Kevin Durant é o novo Dalai Lama, não se importa com dinheiro nem com títulos, só quer mesmo ser feliz e ser amado. Não vejo maneira melhor de conseguir isso do que se dedicando inteiramente a um único uniforme ao longo de toda a carreira. Magic Johnson e Kobe Bryant são reis em Los Angeles. Larry Bird tem status divino em Boston. Tim Duncan é uma instituição do San Antonio Spurs.

Até mesmo quem nunca ganhou nada acaba sendo visto de outra forma se passou a vida inteira em um mesmo time. Pergunte para um torcedor do Indiana Pacers se trocava Reggie Miller por qualquer jogador na história e tenha a certeza que vestir um uniforme só na carreira é um esforço que vale a pena.

Por tudo isso, eu acho que Durant assina um contrato de um um ano e na temporada seguinte renovava com o Oklahoma City Thunder. Se eu fosse ele, pelo menos, eu faria isso.

Guia da offseason: impacto de um cap de 94 milhões

Já expliquei bem objetivamente como funciona o salary cap e como é a dinâmica da assinatura de novos contratos. Nesta offseason, teremos um aumento no limite salarial de 70 milhões para 94 milhões, fazendo com que quase todos os times tenham bala na agulha para assinar com novos jogadores. Acontece que isso gera um fenômeno um pouco prejudicial para a liga, especialmente porque neste ano não temos um volume tão grande de bons jogadores free agents (sim, tem Kevin Durant, mas a maior parte dos jogadores no mercado são medianos).

Com muito dinheiro ‘à disposição’ e poucos jogadores muito bons dando sopa, certamente teremos uma offseason inflacionada. Muitos times terão grana sobrando para dar salários máximos aos jogadores sem contrato, mas poucos jogadores disponíveis ‘merecem’ toda essa bolada.

Na prática é mais ou menos assim: digamos que dez times tenham espaço livre no cap (26 milhões) para atrair Kevin Durant. Ele vai decidir seu futuro e assinar somente com um deles. Os outros nove times vão com toda essa grana atrás de outros jogadores (Mike Conley, Hassan Whiteside, Demar Derozan e etc). Dali um tempo, todos estes caras já vão ter se decidido e uns três times ainda não vão ter assinado com ninguém. Estas equipes, daí, vão atrás de caras tipo Harrison Barnes, Ryans Anderson e cia oferecendo boladas muito maiores do que eles receberiam em condições normais, já que estes times estão desesperados atrás de reforços, cheios de grana e com poucas opções à disposição.

Outro fator que vai fazer com que muitos jogadores sejam sobreremunerados, é o fato de que todos os times são obrigados a gastar 90% do salary cap. Sorte, então, de quem é free agent neste ano – e azar dos times que se comprometerem por muitos anos com tralhas.

Aqui fiz uma lista de jogadores que são free agents e tem boas possibilidades de acabaram ganhando muito mais do que receberiam em condições normais:

Harrison Barnes – O ala foi muito mal na final da NBA. A tática do Cleveland Cavaliers consistia em deixá-lo livre para chutar, já que ele estava errando todos os arremessos possíveis. Apesar disso, por ser novo e ter um biotipo versátil, Barnes certamente vai ter um contrato de estrela mesmo sem ser uma. Ele é especulado como um possível reforço do Los Angeles Lakers, que tem Luke Walton (ex-auxiliar do Warriors) como novo técnico. A equipe californiana CERTAMENTE vai pagar jogadores acima dos seus valores de mercado, já que tem muita grana (mais de 60 milhões) para gastar e não tem muito a oferecer para os novos jogadores. Barnes, que não é um exímio chutador, nem criador de jogadas, nem marcados, nem reboteiro, nem nada, vai ganhar como se fosse tudo isso.

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É provável que Barnes receba em 2016 mais do que Westbrook e Curry

Ryan Anderson – Muitos times estão atrás de um power forward que possa chutar de três e esta é basicamente a definição do jogo de Anderson. Isso deve render um salário bem gordo ao jogador. O problema é que Anderson já tem quase 30 anos e nunca conseguiu jogar uma temporada inteira. Digamos que pegue um salário de quatro anos, é bem provável que um time tenha 1/5 da sua folha comprometida com um Anderson velho e bichado pelas próximas temporadas.

Bradley Beal – É quase um Ryan Anderson, que vive machucado, mas com uma vantagem e uma desvantagem. O lado bom é que Beal é bem mais jovem que Anderson e um contrato longo é natural. O ruim é que possivelmente o jogador vai assinar um contrato máximo. É justo Bradley Beal ganhando o mesmo que Kevin Durant e Lebron James? Com certeza não.

Bismack Biyombo – Biyombo foi um jogador útil nos playoffs e tudo mais, mas certamente é, na melhor das hipóteses, um bom coadjuvante. Com muitos times atrás de Whiteside, é bem provável que algum dos preteridos acabe pagando uma fortuna para o pivô africano.

Jamal Crawford – O armador têm 36 anos, mas ter vencido o prêmio de melhor reserva na última temporada (mais uma vez), mesmo que injustamente, vai fazer com que seja um jogador disputado pelos times que querem um pontuador na segunda unidade.

Joakim Noah – Não jogou direito as últimas duas temporadas, mas deve ser o prêmio de consolação para os times que forem atrás de Whiteside, Horford e Howard.

Festus Ezeli – Mesma situação de Noah e Biyombo, com a diferença que existe um hype em Ezeli por ter sido reserva do Golden State Warriors. Como é novo, deve abocanhar um contrato de quatro anos.

Guia da offseason: free agents

Comecei ontem uma série de posts com o objetivo de explicar um pouco melhor como funciona a temporada de assinatura de novos contratos e trocas na NBA. Já expliquei como funciona o salary cap e agora vou explicar, de maneira breve, quais as opções que os jogadores sem contrato, os free agents, têm.

Existem algumas diferenças entre um jogador renovar o contrato com um time e buscar uma nova equipe, por exemplo. Há também situações que podem fazer um jogador ganhar mais dinheiro se assinar um contrato curto e depois assinar um contrato mais longo. Enfim, a ideia é apresentar estar peculiaridades.

FREE AGENT
Começando pelo mais básico possível, free agent é o jogador que tem seu contrato encerrado e está livre para assinar com qualquer equipe. Basicamente, quando o jogador está nessa situação, ele pode assinar com qualquer time que tenha espaço na folha salarial (e daí depende de quanto ele vai pedir e quanto os times vão querer pagar, uma lógica básica de mercado) ou pode renovar com a sua equipe atual, mesmo que ela não tenha espaço na folha. Essa excepcionalidade acontece para que os times possam renovar com jogadores com longo vínculo com a franquia e a cidade. Portanto, por este motivo, SEMPRE um time já sai em vantagem para tentar renovar um jogador – e existem outras vantagens que explicarei mais para frente.

QUALIFYING OFFER, TEAM OPTION E PLAYER OPTION
Existem três cláusulas que são muito importantes que também geram algumas excepcionalidades. Duas delas, são ‘gatilhos’ de extensão automática do contrato por mais um ano. A primeira e o Team Option, que o time escolhe se quer encerrar o contrato naquele momento ou se quer prolongar por mais uma temporada o vínculo com o jogador. A outra é o Player Option, que cabe ao jogador tomar esta decisão. A existência destas cláusulas são determinadas no momento da assinatura, lá no começo do contrato.

Existe também a Qualifying Offer, que faz com que o jogador seja um free agent ‘restrito’. O seu contrato acabou, ele pode negociar com qualquer time, mas a equipe atual dele tem o direito de cobrir a proposta dada pelos rivais. Esta cláusula, via de regra, existe ao final do primeiro contrato de um jogador (contrato de calouro).

MULTI-YEAR E 1+1
Ao assinar um novo contrato, jogador e time acordam os valores e a duração deste vínculo. Basicamente, o contrato mais longo que um jogador pode assinar com um time é de cinco anos – se renovar com o time atual. Se assinar com uma nova equipe, a duração máxima é de quatro anos. Nestes casos, os jogadores e times podem acertar que o salário vai se manter o mesmo pelo período ou se ele vai se valorizar 4,5% ao ano (mesmo que nos anos seguintes esta progressão extrapole o salary cap do time). O time que renova com o jogador também tem o direito de oferecer um aumento maior, de 7,5% ao ano.

Apesar de contratos longos serem os mais comuns para grandes estrelas (que conseguem garantir centenas de milhões de dólares para temporadas futuras), atualmente os melhores jogadores estão atrás de contratos “1+1”, que são contratos de um ano com Player Option por mais uma temporada. Lebron James fez isso nos dois últimos anos e espera-se que Kevin Durant faça o mesmo este ano. Isso acontece porque o salary cap vai subir muito nesa offseason (de 70 para 94 milhões) e vai ter um novo salto na próxima temporada (para 107 milhões, pelo menos). Desta forma, eles podem assinar pelo máximo (35% do total do salary cap) a cada ano.

Digamos que Lebron James tivesse assinado um contrato de quatro anos com o Cleveland Cavaliers na temporada passada, no ano que vem ele receberia 5 milhões a menos em um ano, já que a sua progressão salarial seria menor do que o aumento total do limite de salário da NBA.

 

Guia da offseason: salary cap

A temporada de trocas e assinatura de novos contratos se inicia nesta sexta-feira (1) e para entender bem todas as possibilidades de assinaturas, quem cada time pode contratar e etc, é bacana entender bem como funciona o limite salarial da NBA, que é o que rege todas estas dinâmicas de formação de elencos para a temporada.

Resolvi fazer este post para ficar meio como um guia de consulta ETERNO, para que as dúvidas mais básicas possam ser sanadas por aqui. Vou explicar em TÓPICOS porque o assunto é chato pra caralho para a maioria das pessoas, então colocar em fragmentos pode ser mais fácil de ler e entender.

SALARY CAP (o que é, como funciona e história)
Bom, primeiro é preciso entender que a liga estipula um limite que pode ser gasto em salários aos jogadores, o chamado Salary Cap. Para esta temporada, o máximo que os times podem, em tese, gastar em contratos com seus jogadores é 94 milhões de dólares.

O objetivo disso é que a liga tenha um certo equilíbrio. Desde o início da NBA, na década de 40, existe alguma forma de limite salarial, mas o Cap da forma que conhecemos hoje entrou em vigor em 1984, com um limite de 3,6 milhões de dólares ao ano.

Em média, este limite aumentou de 1 a 2 milhões por temporada até 1995, quando um novo acordo de TV fez o Cap Space aumentar de 15,9 milhões para 23 milhões em um ano e, no ano seguinte, para 26,9 milhões. Isso acontece porque o máximo que os times podem pagar em salários é determinado pelo lucro da liga. Quanto maior o lucro (proveniente, também, dos contratos de transmissão), maior a quantia que os times podem gastar em salários.

O mesmo acontece agora nesta temporada. Em 15/16, o total que os times podiam gastar era 70 milhões, mas com a entrada em vigor do novo contrato de transmissão dos jogos, o limite saltou para 94 milhões neste ano e no ano que vem deve ir para mais de 107 milhões.

SOFT CAP
Mesmo com estas regras, alguns times acabam extrapolando o limite total de salários na montagem dos seus elencos. Isso acontece porque a NBA adotou a fórmula do Soft Cap, que flexibiliza este teto.

Basicamente, um time pode passar do limite quando for renovar o contrato com um jogador que já está no seu elenco. O teto funciona, na prática, para que o time não consiga atrair novos jogadores sem contratos. Existem também contratos de exceção que podem ser feitos mesmo quando o time já ocupou toda sua folha, como por exemplo o ‘contrato mínimo de veterano’ e etc.

No final das contas, maior parte dos times excedem o limite ao longo da temporada e o Salary Cap funciona mais para limitar a assinatura dos free agents disponíveis no mercado.

SALÁRIOS MÁXIMOS E CAP MÍNIMO
Mesmo que o limite salarial total de um time seja 94 milhões, um time não pode chegar e pagar, sei lá, 90 milhões por ano para um jogador. Existem regras que determinam quanto um jogador pode ganhar no máximo e no mínimo.

Para começar, os times que extrapolam a folha salarial, pagam multa sobre o valor que excede o teto. O mesmo acontece quando os times ficam com uma folha salarial ABAIXO do mínimo estipulado. Atualmente, o acordo coletivo da NBA determina que os times TEM que gastar pelo menos 90% da sua folha salarial durante a temporada. Com um salary cap de 94 milhões, os times têm que ter pelo menos 84,6 milhões em contratos com seus jogadores. Foi por isso que, durante a temporada passada, o Portland pegou Anderson Varejão no Cleveland. Com os 12 milhões por ano do pivô, o time não pagaria multa por estar abaixo do limite mínimo.

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Existem também restrições para a assinatura de novos contratos com os jogadores. Os mínimos e máximos variam do tempo que o jogador está na liga. Os mínimos são estes:

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E os máximos são estes:

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Tudo isso para mostrar que um time não tem a liberdade que quiser para a montagem do seu elenco. É preciso que o time inteiro tenha um total de salário mínimo e mesmo os melhores jogadores têm um salário máximo estipulado. Por isso Lebron James, por exemplo, assinou um contrato de um ano na temporada passada: para poder tirar proveito do salário máximo desta temporada (que é maior do que se ele tivesse negociado em 2015).

O mesmo acontece com Kevin Durant neste ano. Este é apenas o nono ano do jogador na liga. Se ele assinar um contrato de um ano agora e ano que vem buscar um novo contrato, ele pode aumentar o valor máximo que tem a receber (por entrar na outra faixa de remuneração). Portanto, é de se esperar que ele assine um contrato curto agora e seja free agent novamente ano que vem.

TROCAS E FREE AGENTS
Estes limites, estes totais máximos e estas restrições que compõe o período de trocas e assinaturas de contratos. Os times com menos salários comprometidos no cap naturalmente terão mais bala na agulha para atrair jogadores sem contratos, podendo oferecer contratos  maiores.

Mas é comum que mesmo times sem espaço na folha salarial tentem contratar jogadores sem contrato. Neste caso, é preciso que seja feita uma ‘sign and trade’, ou seja, o time renova com o jogador e na sequencia o troca com o time de destino. Nesta negociação, as equipes trocam jogadores que, na soma, tenham valores parecidos em salários.

Digamos que Kevin Durant queira ir para o Golden State Warriors. O time não tem espaço na folha para pegar o contrato que ele quer – e digamos que ele queira o máximo. Então o jogador terá que renovar com o Thunder e o time terá que trocá-lo com a equipe de destino. O Warriors, por sua vez, terá que abrir mão de jogadores que, na soma, totalizem o salário final de Durant.

Bom, de maneira MUITO SIMPLISTA E RESUMIDA estas são as regras da Free Agency. Existem muitas exceções vigentes e regras para a progressão salarial nos contratos longos e renovações, mas basicamente são estes pontos acima os essenciais para entender a offseason da NBA.

Empresa cria camiseta que imita JR Smith sem camisa

Tem um aniversário? Casamento? Formatura? Batizado? Agora você pode comemorar da melhor maneira possível: com uma camiseta que imita JR Smith sem camisa. Uma empresa de Cleveland vai começar a vender a partir da semana que vem um modelo que reproduz o look exato que JR Smith eternizou (sem exagero) depois do título da NBA.

Para quem não sabe, o jogador passou uma semana sem camisa depois que o Cavs ergueu o troféu, obrigando que até o presidente Barack Obama tivesse que ligar para o técnico do time, Tyronn Lue, pedindo para que Smith finalmente colocasse uma roupa.

Por mais que uma camiseta com aquela estampa fosse uma óbvia garantia de sucesso comercial – eu me vestiria assim para sempre para o resto dos meus dias -, a fabricante só se deu conta a partir de uma brincadeira.

A Fresh Brewed Tees tuitou na quinta-feira passada um protótipo do que seria uma camiseta com as tatuagens de JR e o modelo viralizou, dando um termômetro do sucesso que seria caso a camiseta fosse colocada à venda. Mais do que rápido os donos da empresa entraram em contato com o jogador e no dia seguinte já se reuniram na casa de Smith para tirar fotos DO SEU CORPO para fazer a peça o mais fiel possível.

https://twitter.com/FreshBrewedTees/status/746084477315780608

Ao longo desta semana, a empresa também só acertou os últimos detalhes com o tatuador oficial do jogador, combinando uma porcentagem das vendas com ele.

A camiseta estará à venda nos EUA por 35 dólares.

Nada de Trump! O banner de Lebron fica de pé em Cleveland

Se Lebron conseguiu derrubar um time que tinha vencido 73 jogos na temporada regular e foi capaz de virar uma série final de 3-1 para 4-3, um outdoor do partido republicano é que não seria problema, certo?

A Sherwin-Williams, empresa dona do prédio do outro lado da rua da Quicken Loans e onde fica instalado o painel gigante com a icônica imagem de Lebron James, desistiu de substituir o outdoor por uma bandeira do partido republicano. O anúncio aconteceu nesta terça-feira, depois da comunidade local abrir uma petição pedindo para que a foto de James fosse mantida ao longo de todo o verão.

A princípio, a imagem seria substituída por 90 dias por uma bandeira de boas-vindas para os republicanos que fossem à cidade para a convenção nacional do partido. Depois que o Cavs ganhou o título e a cidade entrou em uma festa eterna, a empresa se viu obrigada a rever a programação inicial, cortando para 20 dias apenas de substituição dos banners. Mesmo assim, a reação negativa foi muito grande, já que a cidade não vencia nada há mais de 50 anos e o outdoor é um dos símbolos do time que, agora, se tornou vencedor.

“Não existe maneira melhor de celebrar os 150 anos da cidade e o título da NBA do que mantendo este banner pendurado por todo o verão. Como torcedores do Cleveland, queremos que esta energia se mantenha”, disse no comunicado.

Para completar, a Sherwin-Williams também comunicou que vai doar 150 mil dólares para a LeBron James Family Foundation.

 

Para onde Durant vai? NÃO é pra Washington

Nem sei se isso é notícia, mas soltaram quais são os times que Kevin Durant se interessou em conversar para ouvir propostas e projetos para sua eventual assinatura como free agent e o Washington Wizards não é um deles. A princípio, o jogador vai sentar com os executivos do seu time atual, o Oklahoma City Thunder, e dos seus principais rivais do Oeste, Golden State Warriors e San Antonio Spurs. Celtics, Heat e Clippers também terão uma oportunidade para convencer o ala.

Muita gente em Washington alimentava a esperança que Durant poderia figurar no time por ter sido criado na região e sempre apoiar as equipes da cidade em todos os esportes. Da mesma forma que Lebron voltou para Cleveland e Carmelo assinou com o New York Knicks, tinha quem acreditasse que KD poderia se seduzir pela oferta de jogar na sua cidade natal. Não vai rolar.

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Durant tem reuniões com seis times. Nenhum deles é o Wizards.

Para falar bem a verdade, Kevin já dava algumas pistas disso. Vários reports mostravam que ele tinha um receio de jogar em Washington e ter que reerguer uma franquia inteira nas costas – ainda que com a ajuda de talentos como John Wall e Bradley Beal. Outra é que ele sempre pareceu muito mais inclinado em renovar com o time atual do que assumir uma nova empreitada – e neste caso faz todo o sentido ouvir proposta de outros times contenders como Warriors e Spurs, para sinalizar para a diretoria do Thunder que ele está atrás de um time vencedor. Se querem mantê-lo, que tratem de garantir uma equipe competitiva para ele.

No final das contas, todo mundo que dizia que Kevin Durant estava perto de assinar com o Wizards estava, na verdade, dando um chute muito mal dado, baseado somente em associações preguiçosas sem fundo de verdade.

Ser calouro é um porre

Deve ser um saco ser calouro da NBA. Digo, ser escolhido no draft, assinar um contrato milionário, jogar na melhor liga de basquete do mundo com certeza é algo fenomenal, mas infelizmente para eles, a vide de um jogador novato na liga não se resume a isso: existem algumas contrapartidas que fazem a vida do calouro um porre.

Aqui eu vou me concentrar em uma delas apenas – excluindo aquele negócio de trote ou aquela tradição de que o calouro tem que carregar todas as malas da delegação nas viagens do time – que acho que boa parte das pessoas não conhece: o Programa de Transição do Calouro.

A ladainha começa logo nos primeiros meses como profissional. Logo depois que os caras assinam com seus respectivos times, a NBA agenda uma semana de ‘integração’ entre os calouros. Geralmente acontece lá por agosto, quando todo mundo já tem noção de quem serão os jogadores aproveitados para a temporada. É uma incursão de quatro dias, com 12 horas de atividades, dinâmicas de grupos e palestras por dia.

Basicamente são quatro dias em que a NBA faz uma lavagem cerebral de como os caras devem se vestir, como devem administrar sua grana, que cuidados devem tomar, como é o comportamento indicado fora das quadras e etc.

Se olhando só a programação assim já parece algo bem monótono, a coisa fica ainda pior quando o conteúdo é destrinchado. Ano retrasado uma repórter do Denver Post acompanhou dois dias de atividades e contou algumas pérolas faladas no programa de integração. Coisas do tipo “você deve ter um terno preto e outro cinza”, “seu cabelo deve estar sempre limpo”, “hidratação vai te ajudar a ter uma boa aparência” e outras máximas que menosprezam totalmente a inteligência dos calouros que estão por lá.

Para os mais acanhados, a coisa pode ser ainda mais constrangedora. Um processo judicial tornou público em abril que pelo menos até 2006 algumas fotos, digamos, intimidadoras eram usadas para orientar os calouros sobre com quem eles deveriam se ‘envolver’ fora das quadras. Na apresentação usada pela liga aos novatos havia uma foto de uma mulher obesa nua esmagando um cara em uma cama com a frase “Razão para não ficar bêbado”. Outra imagem da mesma apresentação mostrava três mulheres com o rosto de Osama Bin Laden (ahn?).

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hhhh

Eu até entendo a boa intenção de algumas atitudes – apesar do mau gosto – de orientar os caras sobre o assédio brutal que vão receber ao longo do ano, mas não sou muito chegado neste negócio da liga querer doutrinar a molecada de como ela deve pensar, agir, se vestir e quem eles podem comer.

No final das contas, imagino, eles só querem chegar, jogar e virar alguém na NBA. E, na boa, não é uma falação insuportável destas que vai evitar que eles façam umas merdas de vem em quando, não?

Mesmo favorita, a seleção americana para as Olimpíadas não me empolga

O anúncio oficial vai sair ao longo da semana, mas os doze jogadores que defenderão a seleção americana nos Jogos Olímpicos do Rio em agosto já estão definidos. São eles: Kyrie Irving (CLE), Kyle Lowry (TOR), Jimmy Butler (CHI), Klay Thompson (GSW), DeMar DeRozan (TOR), Kevin Durant (OKC), Paul George (IND), Carmelo Anthony (NYK), Harrison Barnes (GSW), Draymond Green (GSW), DeAndre Jordan (LAC) e DeMarcus Cousins (SAC).

Com certeza é uma seleção excelente, com alguns dos melhores jogadores da liga e entra como favorita ao ouro olímpico. Apesar disso, o time não me empolga.

O principal motivo é que a liga, ainda que muitos digam o contrário, passa por um excelente momento, especialmente no que diz respeito à visibilidade, popularidade e inovação do jogo. E boa parte dos principais jogadores que colocaram a liga neste patamar não virão para os jogos.

Stephen Curry e Lebron James, por exemplo, são de longe, mas muito longe, os dois jogadores de basquete mais populares da atualidade. Você pode odiar um deles (não deveria, mas tem louco pra tudo), mas são estes dois caras que fazem a molecada gostar do jogo hoje em dia, são eles que o teu colega de trabalho conhece mesmo sem ter visto uma partida da NBA sequer. É por causa deles que muita gente que não dá a mínima para o basquete poderia parar para ver um jogo nas Olimpíadas. Mais ou menos na mesma linha, eu lamento a ausência de Russell Westbrook e James Harden.

Além deles, Chris Paul, Blake Griffin e Kawhi Leonard são outras ausências muito lamentáveis pelo ESPETÁCULO. Seria tipo como ver um All Star Game só que em jogos valendo de verdade, algo que é absolutamente raro reunindo tanto talento.

O mais foda é que boa parte destes caras estão no auge. Fica difícil dizer, mas é bem possível que até quatro dos titulares estejam neste grupo de ausentes.

Em resumo: do All NBA 1st Team (seleção da liga), só DeAndre Jordan, o mais contestado de todos, estará na seleção.

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É discutível, mas possivelmente só Durant e Cousins teriam chances de serem titulares com a seleção completa

Em tempo, cada jogador tem o direito de fazer a escolha que lhe for pertinente – ainda que eu ache que boa parte dos casos são diferentes da situação do Cristiano Felício, por exemplo, mas isso eu falo em outra oportunidade -, mas eu lamento como torcedor.

Projetando o time titular, que possivelmente seriam cinco entre Irving, Thompson, Durant, George, Green e Cousins, já é bom o suficiente para entrar como grande favorito ao ouro, mas é chato imaginar que a melhor seleção do mundo, na verdade, está de férias e estaremos assistindo apenas uma parte dela.

Dos pontos positivos: vamos ter uma dupla das mais apaixonadas pelo jogo, Draymond Green e DeMarcus Cousins, brigando por todas as bolas possíveis (mas seria ainda mais legal se Russell Westbrook estivesse lá também); muitos jogos serão um festival de bolas de longe de Irving, Thompson e Durant, ainda mais com a linha de três da Fiba, que é menor do que da NBA (mas imagine Curry neste time!); e a blitz defensiva de Thompson, George, Green e Jordan vai ser feroz (mas podia ter Leonard).

Vai ser legal, mas podia ser muito mais.

Outdoor gigante de Lebron em Cleveland vai dar lugar para bandeira republicana

Aquele outdoor gigantesco que mostra Lebron James de costas e fica pendurado do outro lado da rua do ginásio do Cleveland Cavaliers vai ser retirado para dar lugar a um anúncio de boas-vindas aos correligionários do Partido Republicano, que realizarão a convenção nacional do grupo na cidade em julho. Sim, que bela merda, né, justamente quando a cidade ganha o primeiro título em 50 anos, os caras vão lá e tiram a porra do banner. A ideia genial é da companhia que é dona do prédio, a Sherwin Williams.

O outdoor de Lebron, feito pela Nike, tem a área de um campo de futebol, pesa mais de 1,5 tonelada e toma 10 andares do prédio. A ideia inicial da empresa, anunciada em maio, era retirar o anúncio no dia 20 de junho (um dia após o jogo 7) e deixar a nova mensagem por 90 dias estendida por lá. Óbvio que todo mundo reclamou.

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Bandeirão fica estendido em frente ao ginásio do Cavs

Se o plano fosse seguido à risca, a imagem do jogador não estaria lá no meio da semana quando mais de 1,5 milhão de pessoas foram às ruas da cidade comemorar o título da NBA. Paralelamente, foi feita uma petição para garantir que o banner seria reerguido o mais rápido possível, já que este é o período mais oportuno para que ele esteja por lá.

O lance é que justamente na Quicken Loans Arena, ginásio do Cavs, do outro lado da rua do anúncio, é que vai acontecer a convenção nacional do partido – quando os delegados de todos os estados definem quem serão os candidatos republicanos que concorrerão à presidente e etc. Além disso, geralmente quando os republicanos ganham os votos do estado de Ohio eles conseguem eleger o presidente. E com todo esse clima de divisão nos EUA, a Sherwin Williams quis fazer sua homenagem ao partido de Donald Trump, mesmo que a contra gosto dos torcedores do Cavs.

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Arte de como vai ficar o anúncio republicano

A empresa, no entanto, viu que a reação não foi das melhores e anunciou que a imagem de James será substituída por apenas 20 dias, reduzindo bastante o período que tinha previsto. A retirada do banner atual foi reagendada para 5 de julho e a sua recolocação está planejada para o dia 25, quatro dias depois do encerramento da convenção republicana.

A única outra vez que a imagem foi tirada do local foi justamente quando Lebron James trocou o time da cidade pelo Miami Heat, em 2010. O banner com uma outra foto de James foi levado abaixo horas depois do anúncio. Em 2014, assim que anunciou o seu retorno, Nike e Sherwin Williams decidiram colocar um novo anúncio com o jogador no local, que se mantém até hoje.

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Anúncio antigo que foi retirado horas depois de Lebron anunciar que trocaria de time

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