O ala-pivô do Chicago Bulls Cristiano Felício pediu dispensa da seleção brasileira e não estará no time que vai aos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto. Desde que os brasileiros começaram a jogar a NBA, isso tem sido muito comum – em busca de mais espaço nos seus times, os jogadores daqui pedem para usar seus períodos de férias para reforçar a preparação para a próxima temporada da liga americana em detrimento do escrete nacional. E Felício é a bola da vez.

De verdade? Entendo perfeitamente a decisão do jogador e não acho que ela fará qualquer diferença para a seleção brasileira. Tipo, Felício é um cara novo, o Chicago Bulls está prestes a fazer uma reformulação e, para se garantir, o jogador precisa mostrar que é útil. O time pediu e ele acatou. Simples.

Acho que as razões são lógicas. O raciocínio mais básico é que ele é um empregado do Bulls. Mas, na real, é uma escolha de carreira: a princípio, existem centenas de caras como o Cristiano Felício em busca de uma chance na liga. Se ele não mostrar o comprometimento total com a franquia e com sua evolução no basquete americano, o time parte para outra.

Cristiano-Felicio-divulgacao-NBA

Ele vai ficar pois se comprometeu a jogar a Summer League, torneio de verão que reúne os jogadores jovens dos times e um catadão de atletas atrás de contrato. Se ele se sair bem, pode conquistar mais espaço na rotação, agora que Joakim Noah confirmou que deixará o time e ninguém sabe o paradeiro real de Pau Gasol.

Não duvido que daqui uns dias o Oscar, ~~mão santa, maior ícone do basquete nacional, venha falar alguma coisa. Quando Nenê pediu dispensa, ele cornetou. Quando Leandrinho não veio pra seleção, ele xingou. Mas sério, o que é tudo isso além de demagogia?

Eu entendo que deve ser um tesão jogar as olimpíadas em casa, mas nem a seleção precisa tanto assim de Felício – diferente das vezes em que os outros jogadores que atuavam na NBA pediram dispensa. O garrafão brasileiro é carregado e experiente, mesmo sem Splitter e Felício. O que o jovem do Bulls poderia trazer é mais energia em quadra, algo que Nene e Varejão, por exemplo, já não conseguem mais mostrar por 40 minutos de jogo, mas paciência.

O Brasil tem mais a ganhar com um Cristiano Felício seguro, com suas qualidades bem desenvolvidas e atuando vários minutos em um time de ponta no futuro, do que como uma tábua rasa hoje completando elenco nos jogos do Rio.

Sem demagogia, a escolha de Felício é perfeitamente compreensível e não causa grandes danos à seleção brasileira.

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