Comecei ontem uma série de posts com o objetivo de explicar um pouco melhor como funciona a temporada de assinatura de novos contratos e trocas na NBA. Já expliquei como funciona o salary cap e agora vou explicar, de maneira breve, quais as opções que os jogadores sem contrato, os free agents, têm.

Existem algumas diferenças entre um jogador renovar o contrato com um time e buscar uma nova equipe, por exemplo. Há também situações que podem fazer um jogador ganhar mais dinheiro se assinar um contrato curto e depois assinar um contrato mais longo. Enfim, a ideia é apresentar estar peculiaridades.

FREE AGENT
Começando pelo mais básico possível, free agent é o jogador que tem seu contrato encerrado e está livre para assinar com qualquer equipe. Basicamente, quando o jogador está nessa situação, ele pode assinar com qualquer time que tenha espaço na folha salarial (e daí depende de quanto ele vai pedir e quanto os times vão querer pagar, uma lógica básica de mercado) ou pode renovar com a sua equipe atual, mesmo que ela não tenha espaço na folha. Essa excepcionalidade acontece para que os times possam renovar com jogadores com longo vínculo com a franquia e a cidade. Portanto, por este motivo, SEMPRE um time já sai em vantagem para tentar renovar um jogador – e existem outras vantagens que explicarei mais para frente.

QUALIFYING OFFER, TEAM OPTION E PLAYER OPTION
Existem três cláusulas que são muito importantes que também geram algumas excepcionalidades. Duas delas, são ‘gatilhos’ de extensão automática do contrato por mais um ano. A primeira e o Team Option, que o time escolhe se quer encerrar o contrato naquele momento ou se quer prolongar por mais uma temporada o vínculo com o jogador. A outra é o Player Option, que cabe ao jogador tomar esta decisão. A existência destas cláusulas são determinadas no momento da assinatura, lá no começo do contrato.

Existe também a Qualifying Offer, que faz com que o jogador seja um free agent ‘restrito’. O seu contrato acabou, ele pode negociar com qualquer time, mas a equipe atual dele tem o direito de cobrir a proposta dada pelos rivais. Esta cláusula, via de regra, existe ao final do primeiro contrato de um jogador (contrato de calouro).

MULTI-YEAR E 1+1
Ao assinar um novo contrato, jogador e time acordam os valores e a duração deste vínculo. Basicamente, o contrato mais longo que um jogador pode assinar com um time é de cinco anos – se renovar com o time atual. Se assinar com uma nova equipe, a duração máxima é de quatro anos. Nestes casos, os jogadores e times podem acertar que o salário vai se manter o mesmo pelo período ou se ele vai se valorizar 4,5% ao ano (mesmo que nos anos seguintes esta progressão extrapole o salary cap do time). O time que renova com o jogador também tem o direito de oferecer um aumento maior, de 7,5% ao ano.

Apesar de contratos longos serem os mais comuns para grandes estrelas (que conseguem garantir centenas de milhões de dólares para temporadas futuras), atualmente os melhores jogadores estão atrás de contratos “1+1”, que são contratos de um ano com Player Option por mais uma temporada. Lebron James fez isso nos dois últimos anos e espera-se que Kevin Durant faça o mesmo este ano. Isso acontece porque o salary cap vai subir muito nesa offseason (de 70 para 94 milhões) e vai ter um novo salto na próxima temporada (para 107 milhões, pelo menos). Desta forma, eles podem assinar pelo máximo (35% do total do salary cap) a cada ano.

Digamos que Lebron James tivesse assinado um contrato de quatro anos com o Cleveland Cavaliers na temporada passada, no ano que vem ele receberia 5 milhões a menos em um ano, já que a sua progressão salarial seria menor do que o aumento total do limite de salário da NBA.

 

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