Month: July 2016 (Page 1 of 4)

Deixem os torcedores de Mogi cornetar Rafa Luz

A seleção brasileira está em Mogi das Cruzes fazendo uma série de amistosos preparatórios para as Olimpíadas ao longo dos últimos dias. Em todos os jogos, nos momentos em que é apresentado na escalação inicial e quando dá seus primeiros toques na bola, o armador Rafa Luz recebe uma vaia da galera que está no ginásio. O jogador disputou até o último momento vaga no time final com o armador do time local, Larry Taylor. No final das contas, o atleta que jogou pelo Flamengo foi o escolhido em detrimento do americano naturalizado brasileiro – e o pessoal de Mogi ficou na bronca.

Na mesma frequência em que aparecem as vaias, o pessoal que está cobrindo o jogo, jornalistas que acompanham a modalidade e PERSONALIDADES DO BASQUETE EM GERAL criticam a reação da galera e fazem uma campanha de, digamos assim, ‘acolhimento’ de Rafael Luz.

Eu, sinceramente, acho essa recriminação um saco! Tem coisa mais escrota no esporte do que condenar uma torcida por fazer seu papel de torcida?

Luz foi escolhido no lugar do ídolo do time de Mogi, Flamengo e o time da cidade se mataram na semifinal da NBB há pouco tempo. Se essa é uma torcida de verdade, é claro que eles vão encher o saco dele.

Me coloco no lugar destes torcedores. Lembro de ter ido assistir o treinamento da seleção de futebol quando era moleque, numa das vezes que vieram jogar em Curitiba. Na oportunidade, Oséias, atacante do Atlético foi convocado. Eu, coxa-branca, só fui ao Pinheirão para xingar o cara. Dane-se que ele estava com a camisa do Brasil. Não dá para pedir que o torcedor, aquele que não é um mero espectador, deixe seus sentimentos de lado.

Além disso, são apenas amistosos. Os jogos não valem nada. Em breve, Rafa Luz, que não tem culpa de nada mesmo e está jogando numa boa, vai atuar ’em casa’, sem ninguém pra pegar no seu pé. Tenho certeza que o simples fato de ser o time da casa é uma pressão muito mais perturbadora do que essas vaias – que ao longo do jogo desaparecem, a exemplo de uma bola espírita que o armador meteu na partida deste sábado e todo mundo aplaudiu e comemorou.

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Rafa Luz está menos incomodado com as vaias do que todas as PERSONALIDADES DO BASQUETE que ficaram ofendidas com a reação da torcida local

Por último, o que me deixa mais puto com essa campanha é que, ao mesmo tempo que condenam a reação mais espontânea vinda da arquibancada nestes amistosos, um locutor insuportável tenta enfiar goela abaixo da torcida aqueles coros ensaiados do tipo EEEEEEEEEEUUU SOU BRASILEEEEEEIRO, que nenhuma torcida que se preze deveria ter a pachorra de cantar.

Contra esse tipo de coisa, que é o verdadeiro mal das arquibancadas nesse tipo de competição, essa turma não se revolta…

Não ouça o Coach K, Demar

Eu tenho um pedido para Demar Derozan, ala-armador do Toronto Raptors e que está na seleção americana que vem aos Jogos Olímpicos do Rio: não se deixe levar pela rabugentisse do técnico do time dos EUA, Mike Krzyzewski.

O Coach K não gostou que o jogador tentou meter uma enterrada 360º na cara de um adversário chinês a dois minutos do final do jogo quando os EUA venciam com o dobro de pontos do rival. Na entrevista pós-jogo, o comandante americano disse que os jogadores se “divertiram um pouco demais na partida” e que eles devem “baixar o tom para a competição olímpica”.

Eu entendo que o seu papel é dizer isso, mas, de verdade, eu vou defender até a morte que um jogador tente fazer uma coisa dessas em um jogo – e suplico para que Derozan não dê ouvidos a ele. Por mim, que faça em qualquer momento, em qualquer jogo – NÓS ESTAMOS AQUI PARA VER ESSE TIPO DE COISA! -, mas se tentar uma jogada assim em um jogo pegado seria algo irresponsável com seu próprio time, então que faça quando a partida já está decidida e a necessidade de acertar seja mínima.

Este time americano está longe de ser o Dream Team de 92, que reunia boa parte dos maiores jogadores de todos os tempos, mas qualquer selecionado americano carrega a aura de ser o representante do basquete-show pelo mundo. Muita gente que vai parar para assistir um jogo deles nas Olimpíadas ainda acha que colocar cinco estrelas da NBA em quadra sempre é sinônimo de espetáculo – e mesmo que isso não seja verdade, acho que os jogadores tem direito de tentar perpetuar esse mito.

Em 2000, Vince Carter enterrou por cima de um francês de 2,10. Por cima, literalmente. Milhões de pessoas nem sabem quem é Vince Carter e que ele era um monstro para esse tipo de coisa, mas viram essa jogada e acham que isso é coisa recorrente na NBA. O lance imortalizou o jogador para uma porrada de gente.

É claro que se puder fazer isso em uma partida dos jogos, Derozan TEM A OBRIGAÇÃO de tentar. Dane-se o Coach K. Ele tem que fazer isso por todos nós que vamos assistir seus jogos.

Sem bigode, sem salvação

Eu realmente estava empolgado com a dupla Mike D’Antoni, novo técnico do Houston Rockets, e James Harden. O jogador é uma piada defendendo, mas entra na discussão se ele não é uma das forças ofensivas mais letais da liga atualmente. Com D’Antoni, um técnico conhecido por montar ataques avassaladores e não saber defender, eu imagino que a dupla tem tudo para formar uma das equipes mais divertidas de se assistir: todo jogo deve ser uma pelada sem compromisso defensivo, mas com um ataque imparável.

Mas confesso que perdi toda essa empolgação quando vi o técnico dando uma entrevista nesta semana. Na verdade, nem sei o que ele estava falando. Só notei que ele estava diferente. Parecia que tinha uma mascara na cara ou que a boca dele tinha o dobro de dentes de um ser humano normal… Não. Depois de alguns segundos eu percebi o que era: MIKE D’ANTONI NÃO TEM MAIS BIGODE.

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Sai daqui com essa cara cheia de dentes

Se você é um fã novo da NBA não deve entender o que isso significa, mas saiba que o apelido de Mike é Mr Pringles, em alusão ao bigodudo que estampa a lata das batatinhas belgas. Definitivamente a cabeleira facial do ‘italiani’ era um monumento do basquetebol moderno e, sem qualquer explicação, foi extinto. No fundo, boa parte da graça de ter D’Antoni na liga é ele ter um monumental bigode.

Para quem acha que eu estou supervalorizando um fator ‘extra campo’, eu não vou muito longe: você não perderia completamente o respeito por James Harden se ele aparecesse hoje com a cara pelada, sem a barba diabólica? Alguns caras criam símbolos que, de tão grandes, não pertencem mais a eles. Neste caso, só seria aceitável que D’Antoni tirasse o ‘mustache’ depois de um plebiscito ou algo do gênero.

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Bons tempos

Para mim, aliás, há até um paralelo entre a decadência da carreira dele com a sua negação ao bigode. Quando ele se orgulhava do ornamento, ainda comandava o quase imbatível Phoenix Suns de Nash, Stoudemire e companhia. Ainda mantinha o buço robusto quando foi técnico do Knicks e do Lakers – e mesmo que não tenha feito grandes campanhas, foi aos playoffs com as duas equipes, o que, nos últimos tempos, já é um feito e tanto.

Neste ano, apareceu com apenas uma penugem na cara, dando indícios de que cometeria os maiores erros da sua vida: carimbou seu currículo sendo ‘associate head coach’ do Philadelphia 76ers deste ano, o último colocado da liga, e que mais tarde rasparia o bigode por completo.

NBA: Minnesota Timberwolves at Philadelphia 76ers

Tava na cara que ia rolar isso

Depois disso tudo, não tenho como torcer para dar certo. Uma pena.

Dicas para garimpar camisas da NBA no AliExpress

Mais cedo postei uma foto de uma camisa que acabou de chegar do AliExpress e muita gente veio tirar dúvidas sobre como funciona comprar pelo site, qual a melhor loja, qual o tamanho das camisas e etc. Como acho que muita gente tem interesse, mas ainda tem medo de comprar lá, vou compartilhar um pouco da minha experiência em compras no site e, quem sabe, ajudar a rapaziada a perder o cabacinho com a chinesada.

Vou colocar em tópicos porque este tipo de ‘guia’ funciona melhor assim, especialmente quando quem quer tirar a dúvida está mais interessado em uma ‘leitura dinâmica’.

Qualidade e preço

Bom, começar do básico. AliExpress é um site chinês que reúne vários vendedores e lojas de lá. Tem de tudo. Tem gente que compra vestido de casamento, CARRO e tudo mais. Também tem várias lojas que vendem camisas de times.

Por que comprar no AliExpress se tem loja da Adidas (online, com entrega rápida), se tem Centauro, Netshoes e o diabo que vende aqui no Brasil? Porque uma camisa no site chinês sai por 20 dólares e aqui sai por 200 reais.

Na teoria, é neste preço porque a camisa sai direto da fábrica. Claro que possivelmente isso não é verdade e na real eles fazem réplicas das originais. Com uma pesquisa rápida e um pouco de atenção, você consegue camisas que são idênticas às originais (elas vêm com etiqueta da Adidas e tudo mais, o que alimenta a lenda que são produtos originais direto da fábrica, vai saber…).

Eu já comprei mais de 30 camisas no AliExpress e só tive uma experiência ruim. Era para ser do Bogut, no Golden State Warriors, mas veio uma regata muito zoada com número e nome silkado todo cagado. De resto, todas perfeitas – já comprei na NBA Store, em loja oficial de time nos EUA, loja da adidas aqui e etc, então tenho uma boa base de comparação. Para isso, é preciso se ligar na hora de escolher a loja.

Escolhendo a loja e as camisas

Este é o ponto chave. Para minimizar as chances de vir uma camisa toda cagada, você tem que escolher bem o vendedor. O ideal seria encontrar um fornecedor bom e comprar sempre dele. O problema é que as fabricantes denunciam estes vendedores para o AliExpress que fecha estas contas. Os caras voltam depois de um tempo com outro nome, mas aquele link da loja original se perde.

A dica básica é ir atrás dos vendedores bem avaliados. Ao lado do nome das lojas, eles tem ‘selos’ que indicam se suas vendas são reclamadas com frequência e etc. Se o cara tem um selo que é uma medalha de ouro ou um diamante, pode confiar que é muito difícil dar merda.

Devem existir formas diferentes de busca, mas como é um site chinês traduzido para o português, a busca é meio zoada. Eu indico que você deva buscar o nome do jogador que você que a camisa e colocar ‘jersey’ junto, senão vai aparecer um monte de bugiganga que você não está interessado. Achando a camisa, vale ver a avaliação da loja no canto da página. Se for bem avaliada, dá pra clicar no nome do vendedor e garimpar se ele não tem outros modelos legais e fechar uma compra de umas duas ou três camisas – que vêm pelo mesmo frete e você economiza ainda mais.

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No print acima fiz um exemplo de busca. Você também deve notar as opções de frete. Algumas lojas só mandam por DHL, o que torna a compra inviável (a menos que você tope pagar 400 reais pela entrega, RISOS). O ideal é pegar vendedores que mandem pelo correio chinês (10 a 15 reais de frete) ou de graça.

Ao clicar na camisa, dá para abrir a página do vendedor e navegar pelos outros modelos que ele vende. Geralmente eles colocam por jogador e, dentro do produto por atleta, os vários modelos disponíveis.

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O bom do AliExpress é a gama enorme de camisas que eles têm à disposição. Eu já comprei de tudo quanto é tipo. Eu recomendo as camisas mais atuais. Já comprei umas retrôs que, pelo design da camisa, não ficaram tão boas. As mais novas, de 2000 pra cá, são muito melhores. O material não é mais aquela redinha e nomes e números são costurados em material leve e não mais aquele silk grosseiro ou uma costura pesada.

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Todas do Ali: na foto não parece, mas a camisa do Barkey é meio zoada. As outras são perfeitas!

Importante: tamanhos das camisas

Uma coisa muito importante para se ligar na hora de comprar as camisas é na escolha do tamanho. É uma coisa básica: o chinês médio é bem menor do que o brasileiro médio. O tamanho G deles não é o mesmo G que o nosso. Eu me ferrei algumas vezes por estar acima do peso (RISOSSSSS) e querer comprar do mesmo tamanho que eu comprava aqui no Brasil. Resultado: ficaram muito justas e eu nunca pude usar (uma delas é a do Anthony Bennett que eu comprei e nunca serviu, hahaha).

Eu aqui uso XG (tenho 1,94 e 115 quilos). No Ali, só posso comprar XXG (e mesmo assim elas não ficam muuuito largas. Ficam no tamanho certo para usar para jogar, mas ficariam apertadas para usar por cima de uma camiseta, por exemplo).

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Camisa do Lebron no colégio e do Carmelo na universidade

Na dúvida, acho que é recomendável comprar sempre um tamanho maior do que o tradicional, mas talvez seja um TRAUMA DE GORDO que eu tenho.

Ah, outra coisa: como as descrições das camisas são meio estranhas (traduzidas do chinês), tem que ficar muito ligado no que você está comprando. Digo isso porque uma vez um amigo meu foi pegar uma camisa do Magic Johnson e não se ligou que estava comprando uma versão INFANTIL. Era pra ser G, mas chegou e a jersey não servia nem na perna dele, hahaha.

Entrega e taxa

Um problema que o Ali tinha antigamente era que demorava uma eternidade para entregar. Já teve pedido meu que demorou mais de 90 dias pra chegar. Atualmente, elas estão demorando no máximo 40 dias – um prazo bem razoável para cruzar o globo inteiro e chegar na sua casa.

O site tem um sistema que garante que a entrega será feita. Eles têm um prazo correndo ali que é um tempo máximo que o produto tem que chegar no destino. Se esse tempo está se esgotando, você manda uma mensagem para o vendedor perguntando porque ainda não chegou e ele te diz se teve algum problema ou não. Qualquer coisa, você contesta a negociação e o Ali devolve a grana. De qualquer forma, eles sempre fornecem rastreamento e boa parte dos atrasos acontecem porque a mercadoria fica parada nos correiros do Brasil.

Tem que sempre ter em mente que 90% destas compras serão taxadas ao chegarem no Brasil. São 12 reais mais uma estimativa do imposto. Nas minhas ultimas entregas, comprei sempre duas camisas juntas e deu 30 reais de taxa. Mesmo com entrega e imposto, ainda vale bastante a pena – somando tudo, dá uns 80 reais por camisas que você nunca encontraria por aqui.

Conclusão: vale a pena

No final das contas, vale a pena. Em algum momento, pode vir uma camisa zoada ou em um tamanho menor do que o imaginado, mas com atenção e prática, você minimiza muito estes problemas. Como infelizmente as camisas chegam muito caras por aqui e em uma oferta de times e jogadores bem reduzida, o AliExpress é uma opção mais barata e variada para os fãs – onde, aqui no Brasil, eu ia conseguir comprar camisa do Bennett no Cavs, do Julius Randle ou do Dante Exum?

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Eu te amo, Ali

Bogut tem a solução para os problemas na Vila Olímpica

Se a delegação australiana que chegou ao Rio acha que os apartamentos da Vila Olímpica não tem as mínimas condições para receber os seus atletas, o pivô Andre Bogut tem a solução:

O jogador, que vai jogar as Olimpíadas, ofereceu seus parceiros de Dandenong, uma região do subúrbio de Melbourne, onde ele cresceu, que podem quebrar um galho nos reparos necessários nas acomodações e marcou a chefe da delegação australiana na postagem. Ah, eles só aceitam pagamento dinheiro…

Óbvio que é uma sacanagem, mas a piada é valida. Fazendo uma pesquisa rápida, a região parece ser tipo um gueto australiano cheio de imigrantes e, dentro da realidade dos caras, uma região meio barra pesada. Aqui achei um documentário sobre a região que conta um pouco o perfil ‘dos amigos de Andre Bogut’.

Aquela típica turma que, com uns trocados adiantados, consegue resolver qualquer parada. Um encanamento mal feito não seria problema pros caras, né? Do jeito que as coisas estão no Rio, a proposta de Bogut não pode ser descartada – e a rapaziada de Dandenong poderia tirar uma grana boa de todas as delegações com seus serviços…

Camisa de Durant é vendida a 48 centavos em Oklahoma

As camisas de Kevin Durant com o número 35 no uniforme do Oklahoma City Thunder parecem ser as menos desejadas de todos os uniformes da atualidade. Os modelos estavam tão encalhados nas araras das lojas de artigos esportivos, em especial na cidade do antigo time do jogador, que as camisas chegaram ao cúmulo de serem colocadas à venda por 48 centavos.


O flagra é da loja Academy Sports+Outdoors, que só conseguiu esgotar seu estoque colocando as jerseys para vender a 1% do preço original.

Outras lojas também estão tentando se livrar dos artigos do novo inimigo número 1 de Oklahoma City. Uma outra rede de artigos esportivos entrega de graça qualquer camisa de Kevin Durant encalhada no estoque aos clientes que gastarem 35 dólares na loja.


Agora é a hora de aumentar a coleção…

NBA tira All Star Game de Charlotte por causa de lei anti-LGBT

Adam Silver cumpriu sua palavra e o All Star Game do ano que vem não vai mais ser em Charlotte. Por causa de uma lei estadual que, entre outras coisas, proíbe que transgêneros usem os banheiros dos seus gêneros, a NBA já tinha ameaçado que poderia mudar o evento de cidade caso a decisão não fosse revogada. Depois de muito tempo sem nada acontecer na Carolina do Norte, a liga resolveu mudar mesmo o jogo de lugar.


O gesto é o mais enfático já tomado pela NBA com o objetivo de ser uma liga mais inclusiva – uma bandeira da gestão de Adam Silver que até o momento estava muito bonita no discurso, mas que não tinha efeitos práticos muito palpáveis.

No comunicado, Silver diz que a cidade pode receber o ASG ainda em 2019, caso a lei estadual seja revogada e a comunidade LGBT possa ter seus direitos garantidos, como em boa parte dos estados americanos.

Particularmente eu achei uma decisão muito correta. Independente de concordar com a liga, acho que se a NBA quer mesmo fazer disso uma bandeira, não havia outro caminho a tomar. Em todos os posicionamentos sobre o assunto, a liga sempre mostrou que seu objetivo principal era promover a diversão a todos. Para que TODOS se sintam em condições de igualdade para curtir um All Star Game, o evento tinha que ser realizado em outro lugar que não tivesse uma lei anti-LGBT.

Felicio mostrou que tomou a decisão correta

Há pouco mais de um mês, Cristiano Felicio abdicou da sua convocação para as olimpíadas para ficar nos Estados Unidos treinando e jogando pelo time do Chicago Bulls na Summer League. Um mês depois,  campeão e um dos destaques da competição, Felicio mostrou que tomou a decisão correta quando abriu mão dos jogos olímpicos.

Basicamente o que um jogador busca ao entrar em quadra nos torneios de verão é ganhar moral com seu time e a comissão técnica. Felicio é o jogador que possivelmente mais tirou proveito disso neste período.

Ele e Bobby Portis foram os jogadores que mais se destacaram no time que venceu a Summer League de Las Vegas, com a diferença que Portis já tinha contrato de calouro garantido e foi titular em uma boa porção de jogos do Chicago na temporada passada – para ele, o torneio era só uma confirmação do seu status como jovem revelação.


Já Felicio era um cara que parecia que seria usado pelo Bulls na próxima temporada, mas que teria que demonstrar muita evolução e dedicação para subir na rotação. Lembrando que ele não tem o hype dos jogadores universitários e é só mais um do bolo de pivôs do time – a ponto de escreverem seu nome errado na camisa em uma das partidas.

Com o desempenho excelente – confirmado por um aproveitamento absurdo nos chutes e uma boa porção de rebotes -, me parece óbvio que ele estará na rotação do time, mesmo que com uma participação modesta.

Na seleção, por outro lado, Felicio até seria útil, mas não seria páreo para a experiência e calibre internacional de Nene e Varejão. Ficar um mês no Brasil treinando para não ser uma peça fundamental e ainda perder a chance de garantir seu lugar na NBA – o primeiro passo da sua carreira na liga – seria pedir demais para o garoto.

Em tempo, também não seria justo pedir para que ele se juntasse ao grupo agora, como vi em alguns lugares. Este é o tipo de concessão que se faz a um fora de série, que mudaria a forma do Brasil jogar. Não é o caso de Cristiano. Seria uma falta de consideração com seus colegas de seleção – alguns, inclusive, que treinaram e foram cortados.

No final das contas, a escolha foi a ideal para Felicio e pode ser a melhor pra o Brasil, que precisa tanto de uma renovação e que vai contar com um jogador mais gabaritado para as próximas competições

Malandramente, Nike esconde tênis de outras marcas na foto oficial da seleção americana

Você nem suspeita, mas aquela foto oficial clássica dos doze jogadores da seleção americana que vão para os Jogos Olímpicos esconde algumas coisas que a fornecedora de material esportivo do USA National Men’s Team não quer mostrar.


Exceto pelo excesso de tratamento no photoshop que faz todo mundo parecer muito mais bonito do que realmente é, ninguém diria que há algum tipo de, digamos, manipulação nesta foto, não? Pois há.

Note que os tênis de Harrison Barnes, Kyle Lowry e Klay Thompson estão escondidos atrás dos colegas, enquanto todos os outros ostentam seus pisantes numa boa. Os três jogadores são os únicos que usam tênis de outras marcas – os dois primeiros da Adidas e o último da chinesa Anta.

Sinceramente eu nunca tinha notado isso e diria que é fruto da imaginação daquele povo que ama uma teoria da conspiração. Mas o jornalista Nick de Paula, insider sobre contratos de fabricantes de tênis de basquete (sim, isso existe), lembrou que toda vez o fotógrafo da seleção americana dá um jeito de esconder os ‘sneakers’ das concorrentes da Nike.

Em 2008, na primeira olimpíada que o time dos EUA teve a Nike como fornecedora de uniformes, já rolou isso.
Todos os Nike bem visíveis. Os Air Jordan e Converse, pertencentes à empresa, também estão ali. Só Dwight Howard está com o pé encoberto – justamente o único atleta que usava um calçado da Adidas.


Em 2012, o controle da Nike sobre a seleção americana chegou ao ponto de que mesmo os jogadores que tinham contratos com outras marcas teriam que usar o ‘tênis da vírgula’ durante os jogos.

Convenientemente ou não, entre os 12 convocados, só Kevin Love era patrocinado por outra empresa – mas como era uma fabricante chinesa, e não uma das gigantes concorrentes, ele conseguiu liberação para usar Nike nas partidas das Olimpíadas. Mesmo assim, mais uma vez, ele foi o único jogador com os pés completamente encobertos na foto oficial do time.

Lembrando que a foto é da SELEÇÃO e não da Nike exatamente, o que abre uma boa discussão sobre o direito da fabricante em exigir este tipo de coisa – e até levanta suspeitas sobre o eventual poder da marca nas convocações e escalações, parecido com o que muita gente garante que acontece no futebol brasileiro. Vai saber…

Varejão rejeita anel de campeão do Cavs

O pivô brasileiro Anderson Varejão não quer o anel campeão do Cleveland Cavaliers. O jogador tem direito ao prêmio de campeão por ter feito parte da campanha do time – jogou pelo Cavs até fevereiro, quando foi trocado -, mas ele declarou que não vai aceitar caso o anel lhe seja oferecido.

Varejão está totalmente certo. Faria algum sentido em outras situações que não fossem a dele: o brasileiro estava na equipe do Golden State Warriors derrotada na final. O título do Cleveland foi a derrota de Anderson e seus companheiros, que sentido faria ostentar o título agora?


Existia a dúvida se Varejão iria tomar esta decisão, já que jogou por 12 anos pelos Cavaliers e tem uma relação íntima com a franquia.

Apesar disso, Varejão é o tipo do cara ‘fan favorite’: não faria uma desfeita destas à sua torcida atual.

Além do mais, o Golden State nada de braçadas na frente dos rivais na busca pelo título da próxima temporada desde a chegada de Kevin Durant. Melhor é ganhar um anel vencendo a final, mesmo, e isso o brasileiro tem todas as chances de fazer neste ano.

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