O Brooklyn Nets acertou contrato com o armador Jeremy Lin. O acordo fechado entre time e jogador prevê um vínculo de três anos e 36 milhões de dólares. A esperança da franquia é levar de volta à Nova York a “Linsanity“, febre que tomou os torcedores do New York Knicks quando o time assinou com Lin um contrato temporário e a equipe começou a vencer jogos em sequências com atuações impressionantes do armador. Apesar de personagem e cenário serem os mesmos, é praticamente impossível que o ‘conto de fadas’ seja reeditado.

Veja bem, não estou dizendo que Lin não pode ter bons números pelo time – aliás, até acho que ele pode ter médias bem infladas, já que o time não tem quase nenhuma arma ofensiva e pontuar é a principal qualidade de Jeremy. Também acho que ele pode ter um encaixe interessante com Brook Lopez, já que ambos são especialistas de pick’n’roll e esta é a melhor alternativa para uma franquia que basicamente só tem um pivô e um armador para desenhar jogadas.

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Jogador já publicou uma foto com a camisa do novo time

Também acho que a volta é excelente para o marketing do time e do jogador. Lin é amado em Nova York, é um sucesso de público simplesmente por ser asiático e continua sendo aquele armador estranho que estudou em Harvard que todos acham adorável.

Apesar disso tudo, a condição fundamental para uma “Linsanity” é o fator surpresa. Aquela loucura toda tomou proporções gigantescas justamente por ser inesperado. Foi quando ninguém esperava nada do time – que tinha perdido Carmelo por lesão – que um jogador ainda mais desacreditado começou a comer a bola todos os jogos.

Hoje todos sabem que Lin pode emendar uma sequência de cinco jogos de 30 pontos – assim como todos sabem que nos outros jogos seguintes ele vai cometer 10 desperdícios de bola.

Além disso, o Nets continua sendo um dos piores times da NBA. Não tem qualquer chance de emendar uma série vitoriosa como o Knicks meteu naquele mês. É impossível.

Há quem aposte em uma repetição da performance, já que o atual técnico do Nets, Kenny Atinkson, era auxiliar na comissão técnica do Knicks daquela época. Nada a ver também.

Se alguém tiver a expectativa de uma nova onda como aquela vai acabar se decepcionando. Vai sair pior do que a encomenda.

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