NBA muda regra das faltas intencionais para coibir Hack-A-Shaq

Adam Silver estava matutando há algum tempo para tentar coibir as faltas intencionais nos jogadores ruins em lances-livres. O presidente da NBA já tinha anunciado que pretendia fazer algo para que os jogos não ficassem tão desinteressantes quando os times resolvessem fazer falta em todas as posses de bola forçando jogadores como Andre Drummond, Dwight Howard e DeAndre Jordan a baterem a falta – normalmente errar – e fazer a bola voltar para o time adversário.

A tática, conhecida como Hack-A-Shaq  (ficou famosa quando os adversários forçavam Shaquille Oneall a bater lance-livre), apesar de inteligente, pois quase garante que o time do péssimo batedor de faltas tenha uma posse de poucos ou nenhum ponto, é um saco para quem assiste o jogo. Ninguém quer pagar caro num ingresso para assistir uma partida que se arrasta meia hora além do normal porque um grandalhão erra dezenas de arremessos.

Pior: é muito fácil trocar de canal quando o jogo entra nessa de parar a cada dez segundos com uma falta intencional – e as emissoras que pagaram BILHÕES pelos direitos de transmissão também não gostam nada disso.

Vale a pena forçar jogadores com menos de 50% de aproveitamente nos FTs batam lances-livres, mas é um saco para quem assiste

A ideia mais recente era que faltas intencionais nos últimos dois minutos de jogo teriam um desfecho diferente das infrações em outros momentos das partidas. Ao invés de mandar o jogador para bater dois lances-livres, o time ganhava um arremesso livre e mais a posse de bola. Agora, a “grande ideia” de Silver é aplicar esta mesma regra para os dois minutos finais de todos os quartos do jogo.

De verdade, não é uma mudança que me agrada. Eu não curto que uma mesma falta tenha “punições” diferentes só por causa do momento em que ela é feita. Também não acho justo que uma regra seja mudada pela incompetência de uns caras em um fundamento tão básico.

No mundo ideal, claro, eu gostaria que os pivôs com baixo aproveitamento treinassem, melhorassem e tornassem esse tipo de tática ineficaz.

Em todo caso, eu entendo que algo tinha que ser feito para que os jogos de alguns times não ficassem tão insuportáveis nos seus minutos finais. Talvez mudar a regra para que os times tenham direito de escolha entre posse de bola e arremesso livre nas faltas fora da bola – mas, daí, em todos os momentos do jogo e não só nos minutos finais. Sei lá. Só não gosto da decisão que foi tomada. Tomara que não atrapalhe ainda mais o jogo.

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4 Comments

  1. Mauro Maia Sathler

    Pra mima solução é simples, coloca o limite de faltas individuais pra 5 ao invés de 6

  2. Renato ATM

    Acho que o time que sofresse a falta poderia optar entre bater o lance livre ou repor a bola pela lateral.

  3. Pra mim a melhor opção é não mudar a regra, até pq pra evitar isso o jogadores tinham q melhorar seus lances livres, isso força a os jogadores q não tem um bom arremesso a n se preocuparem com tal…

  4. Ervei

    E do jogo, fez falta bate lance livre o cara ganha milhões e não sabe bater um lance livre(arremesso sem marcação e com tempo pra se concentrar). Por favor né.

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