Há pouco mais de um mês, Cristiano Felicio abdicou da sua convocação para as olimpíadas para ficar nos Estados Unidos treinando e jogando pelo time do Chicago Bulls na Summer League. Um mês depois,  campeão e um dos destaques da competição, Felicio mostrou que tomou a decisão correta quando abriu mão dos jogos olímpicos.

Basicamente o que um jogador busca ao entrar em quadra nos torneios de verão é ganhar moral com seu time e a comissão técnica. Felicio é o jogador que possivelmente mais tirou proveito disso neste período.

Ele e Bobby Portis foram os jogadores que mais se destacaram no time que venceu a Summer League de Las Vegas, com a diferença que Portis já tinha contrato de calouro garantido e foi titular em uma boa porção de jogos do Chicago na temporada passada – para ele, o torneio era só uma confirmação do seu status como jovem revelação.


Já Felicio era um cara que parecia que seria usado pelo Bulls na próxima temporada, mas que teria que demonstrar muita evolução e dedicação para subir na rotação. Lembrando que ele não tem o hype dos jogadores universitários e é só mais um do bolo de pivôs do time – a ponto de escreverem seu nome errado na camisa em uma das partidas.

Com o desempenho excelente – confirmado por um aproveitamento absurdo nos chutes e uma boa porção de rebotes -, me parece óbvio que ele estará na rotação do time, mesmo que com uma participação modesta.

Na seleção, por outro lado, Felicio até seria útil, mas não seria páreo para a experiência e calibre internacional de Nene e Varejão. Ficar um mês no Brasil treinando para não ser uma peça fundamental e ainda perder a chance de garantir seu lugar na NBA – o primeiro passo da sua carreira na liga – seria pedir demais para o garoto.

Em tempo, também não seria justo pedir para que ele se juntasse ao grupo agora, como vi em alguns lugares. Este é o tipo de concessão que se faz a um fora de série, que mudaria a forma do Brasil jogar. Não é o caso de Cristiano. Seria uma falta de consideração com seus colegas de seleção – alguns, inclusive, que treinaram e foram cortados.

No final das contas, a escolha foi a ideal para Felicio e pode ser a melhor pra o Brasil, que precisa tanto de uma renovação e que vai contar com um jogador mais gabaritado para as próximas competições

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