Olimpíadas: EUA com as duas mãos no ouro

A cartilha nos recomenda a não cravar antes mesmo de um campeonato começar que um time será campeão. Mas até que ponto uma equipe tem que ser tão favorita para que essa recomendação seja inócua? Não temos uma medida exata para isso, mas a sensação é que este time americano que vai disputar as Olimpíadas do Rio é superior o suficiente dos demais para que a gente possa cravar isso.

Só um milagre tira o ouro do pescoço de Kevin Durant e companhia. O time não é tão favorito quanto os Dream Teams de 92 e 96, quando o abismo entre os EUA e as outras seleções era incalculável, e nem tem boa parte das principais estrelas incontestáveis da atualidade (Lebron James, Stephen Curry, Russell Westbrook, James Harden e Kawhi Leonard escolheram não jogar e Anthony Davis, Blake Griffin, Chris Paul e outros estão lesionados), mas, mesmo assim, não dá para imaginar o USA Team perdendo para alguém.

Óbvio que algum chato vai vir “ah, mas e a Espanha”, “em 2004 tinha fulano e beltrano e perdeu” e outros argumentos clichês. Claro que para vencer o time precisa entrar em quadra e superar os rivais e que seleções americanas estelares já perderam em um passado não muito distante, mas acontece que hoje o clima no time americano é outro.

Quando assumiu como presidente do USA Basketball, em 2006, Jerry Colangelo, um executivo do esporte americano super respeitado, passou a escalar os jogadores com a contrapartida de um compromisso de três anos por parte dos atletas. Deu sorte de pegar um grupo comprometido e talentosíssimo, com Kobe Bryant, Lebron James, Dwyane Wade, Carmelo Anthony e companhia. Também escalou para comandar a comissão técnico a lenda do basquete universitário Mike Krzyzewski. Juntos, executivo, técnico e jogadores conseguiram imprimir uma nova cultura ao defender a seleção. Antes os grandes nomes se juntavam e apenas entravam em quadra, muitos fora de forma, dando margem para as zebras. Hoje, há um grupo quase permanente de treinos e uma unidade na equipe que torna a seleção americana quase imbatível.

Basketball: USA Basketball Exhibition Game-China at USA

Melhor pivô, melhor ala e melhor armador da competição no mesmo time

O provável time titular, com Kyrie Irving, Klay Thompson, Kevin Durant, Carmelo Anthony e Demarcus Cousins, é feroz. Quatro jogadores mortais do perímetro e um pivô indomável. Carmelo, para completar, já mostrou que no basquete FIBA tem capacidade para dar conta do recado como pivô, quando necessário. Draymond Green e Paul George poderiam facilmente assumir a titularidade sem deixar cair o nível técnico. Kyle Lowry, Demar Derozan, Jimmy Butler e Deandre Jordan completam o elenco.

Como eu já repeti aqui no blog algumas vezes e falei mais no começo do texto, é uma pena que o torcedor brasileiro não vá poder ver outras estrelas tão grandes ou até maiores do que estas que se juntaram à seleção dos EUA. Mesmo assim, é um time para sobrar na competição.

CompartilheShare on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on Reddit0Share on LinkedIn0Email this to someone

Previous

Olimpíadas: até que ponto o grupo é mesmo ‘da morte’?

Next

Olimpíadas: o outro grupo

Leave a Reply

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén