Já falei aqui que a competição olímpica é muito difícil. São poucas equipes, muitas no mesmo nível e o tiro é curto. Da mesma forma que o Brasil tem time para ficar entre os quatro melhores times, pode perfeitamente cair logo no primeiro jogo do mata-mata e ficar com a oitava posição. No final das contas, a sorte nos cruzamentos é o fator mais decisivo para a longevidade da seleção brasileira na competição. Vou detalhar aqui o roteiro ideal para que Nene e companhia belisquem a melhor medalha possível – e, sendo bem otimista, acho que até uma prata é possível, ainda que não seja o mais provável.

Eu estou considerando que o Brasil passa da primeira fase, claro. Ainda que exista alguma dúvida, já que existem cinco potenciais classificados no grupo para quatro vagas, acho que Croácia e Argentina estão um passo atrás de Espanha, Lituânia e Brasil. Mas, como já disse, as coisas são tão equilibradas que meio que tudo pode acontecer.

Em termos de elenco, saúde, momento e entrosamento, considero que Espanha é o time a ser batido no grupo e Brasil e Lituânia estão no mesmo nível como segunda força. O Brasil até tem condições de ganhar todos os jogos, mas o natural seria ficar em segundo ou terceiro do grupo.

Pensando nos cruzamento da segunda fase, caso não seja possível ser o líder do grupo – o que faria o time ficar no outro lado da chave dos EUA e ainda pegaria uma Austrália ou Venezuela nas quartas-de-final, o melhor dos confrontos -, a melhor posição para terminar a primeira fase é em terceiro lugar, porque jogaria um possível confronto contra os americanos somente para a final.

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Ainda assim, o Brasil já enfrentaria uma pedreira logo de cara, sem margem para derrota: França ou Sérvia. No último mundial, a seleção brasileira derrotou os sérvios na fase de grupos, mas perdeu no mata-mata – e eles acabaram com o vice-campeonato do torneio. Seja quem for, é um cruzamento muito difícil, mas possível de superar.

Passando essa fase, o Brasil, considerando que foi primeiro ou terceiro do grupo, pegaria algum rival da primeira fase (Espanha ou Lituânia de volta). Como eu falei acima, uma pedreira, mas não imbatível. Caso tenha ficado em segundo do próprio grupo e passado das quartas, o adversário é o time americano – e daí, só resta sonhar com o bronze.

Digamos que vença Espanha ou Lituânia mais uma vez na semi, chega à tão sonhada final do torneio olímpico contra os EUA. Sinceramente eu não vejo nenhuma chance de ganhar, ainda que o Brasil tenha um histórico de bons jogos contra os astros da NBA.

Mesmo assim, já seria uma baita campanha terminar com a prata e presentear a torcida com uma final contra o melhor time do mundo. É difícil e depende de uma série de fatores, mas dá para sonhar.

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