Fechando as análises dos times das olimpíadas, agora é a vez de detalhar um pouco melhor a situação de cada um dos times restantes do Grupo A (já falei aqui sobre a equipe brasileira, sobre seus rivais de grupo e também como os EUA entram como francos favoritos). Por mais que o grupo do Brasil seja considerado o ‘da morte’ por ter um equilíbrio grande entre cinco das seis equipes, acredito que a chave dos Estados Unidos é ainda mais forte. Não só por contar com o time americano, mas porque tem outras duas seleções que, se fossemos levar em conta os desempenhos recentes nas últimas competições internacionais e os momentos dos seus jogadores, seriam semifinalistas naturais – Sérvia e França.

É bem importante mostrar isso, já que o primeiro rival brasileiro na fase de mata-mata será muito provavelmente um destes três times, que no papel estão melhores do que o Brasil.

Os torneios classificatórios para o torneio olímpico chegam a nos enganar, já que França e Sérvia só se garantiram nos jogos do Rio via repescagem. O que acontece é que Lituânia e Espanha garantiram vaga no Eurobasket do ano passado, mas só superaram Sérvia e França no detalhe. A primeira foi eliminada pelos espanhois na prorrogação e a segunda caiu numa partida duríssima diante da Lituânia – além de ter tido a melhor campanha na primeira fase e ter derrotado a Espanha em seu grupo.

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Vou começar com os franceses, que estão, aparentemente, em um melhor momento. Assim como o elenco espanhol, o plantel da França é recheado de estrelas e jogadores que são destaques nas melhores equipes do mundo. Do quinteto titular provável, quatro jogam na NBA: Tony Parker, Nicolas Batum, Boris Diaw e Rudy Gobert. O quinto jogador, é ‘só’ o MVP da final da Euroliga, Nando De Colo.

O bom desta unidade é que é muito versátil: Parker é um armador clássico e muito experiente, Diaw é um ala pivô moderno e extremamente técnico – que consegue ir bem mesmo com uma pança proeminente que não condiz com o esporte profissional -, De Colo é um gatilho ofensivo com chute afiado e Batum e Gobert são dois dos melhores jogadores de defesa do mundo.

A Sérvia chega tão forte quanto a França. O armador Milos Teodosic é possivelmente o melhor jogador do mundo fora da NBA e o shooting guard Bogdan Bogdanovic vem logo atrás. Ainda conta com o pivô que esteve entre os cinco melhores calouros da NBA neste ano, Nikola Jokic, e que tem tudo para se tornar uma estrela da liga nos próximos anos. Conta com uma rotação muito equilibrada, com dez jogadores jogando praticamente 20 minutos por jogo – a ponto do melhor jogador geralmente começar no banco -, o que cria uma dificuldade enorme para os rivais.

O quarto colocado natural deste grupo – e melhor cruzamento possível para o Brasil na próxima fase -, é a Austrália. É um time bom, mas que está um passo atrás dos rivais de grupo e dos possíveis quatro classificados no grupo do Brasil. É uma equipe muito experiente – o ala-pivô David Andersen vai disputar sua milésima olimpíada, aliás – e conta com bons jogadores que estão na NBA: Patty Mills na armação, Andrew Bogut como pivô, Joe Ingles na ala, Matthew Dellavedova como sexto homem e Aron Baynes também saindo do banco. É quase uma versão do time brasileiro com menos qualidade.

Tentando forçar uma zebra, ainda temos o time da Venezuela. A seleção é bem experiente – só três jogadores não estão rondando os 30 anos -, mas não terá seu principal jogador, Greivis Vasquez, que se recupera de lesão. A responsabilidade recai, então, sobre seu substituto, Gregory Vargas, melhor jogador do último Sulamericano.

Como pior equipe do campeonato e provável saco de pancadas do torneio, a China fecha o grupo. O gigante asiático só está nas olimpíadas porque é uma potência frente aos seus rivais de continente – e quase que as Filipinas beliscaram a vaga. Vive um processo de renovação, já que boa parte dos seus melhores jogadores se aposentaram. Restou apenas Yi Jianlian, ex NBA e melhor jogador local da liga chinesa. Dos doze convocados, nove tem 24 anos ou menos e devem formar a base da seleção que vai ser a anfitriã do Mundial de 2019.

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