Estava na cara, desde o princípio, que o Grupo B do basquete masculino das Olimpíadas, onde o Brasil tinha caído, era absurdamente equilibrado. Eram cinco times quase que em paridade de forças lutando por quatro vagas. Tirando o fato da seleção brasileira ter se dado mal nessa conta, a classificação final do grupo é o retrato perfeito da disputa mais parelha possível.

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Sim, todos os classificados, do primeiro ao quarto, terminaram rigorosamente empatados com oito pontos (três vitórias e duas derrotas). Argentina e Lituânia, que lideraram a tábua durante as quatro primeiras rodadas, caíram para as suas últimas posições de classificação. Espanha, que podia ser eliminada caso perdesse o último jogo, passou para a segunda colocação e Croácia, que chegou pela repescagem e era alegadamente o time mais fraco dos cinco (até que o Brasil, em tese), fechou em primeiro. Loucura total.

O critério de desempate era, a grosso modo, o confronto direto. Quando há mais de dois times empatados, deve se considerar a pontuação conquistada somente nos confrontos entre os times envolvidos. Desta forma, Croácia e Espanha pulam na frente de Lituânia e Argentina (já que as derrotas para Nigéria e Brasil são ‘desconsideradas). Daí, no confronto direto entre os times, croatas superaram os espanhóis e lituanos derrotaram os argentinos.

O alento para torcida brasileira, que sofreu tanto nas duas prorrogações contra a Argentina e mais ainda quando eles entraram em quadra meio moles contra a Espanha – quando o Brasil precisava que argentinos vencessem espanhóis na última rodada, é ver que esta derrota dos ‘hermanos’ sacramentou o cruzamento com os EUA logo no primeiro jogo do mata-mata.

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