Como já era de se imaginar, a seleção americana ganhou o título olímpico no torneio do Rio. A campanha até a final não foi lá muito dominante. Ainda que sem tropeços, vários jogos foram disputados até o último quarto em um equilíbrio incomum para as seleções dos Estados Unidos, mas, mesmo assim, eles foram lá e carimbaram mais uma medalha de ouro – a terceira seguida.

Pela vantagem monstruosa colocada no jogo final (96 a 66) e por ter levado uma espécie de ‘time c’ (com mais craques pedindo dispensa do que jogando), é de se questionar quem vai, e o quanto vai, se motivar para jogar na seleção dos EUA daqui quatro anos.

Digo isso pelo histórico de altos e baixos do comprometimento americano com o torneio de basquete das olimpíadas. Em 92 e 96, os atletas ainda viviam a coqueluche da liberação de profissionais na competição, algo inédito, e da globalização das marcas de das suas famas. Passado isso, 2000 e 2004 os americanos tiveram participações quase que protocolares no torneio (tanto é que em uma delas ficaram apenas com o bronze). O fracasso motivou uma nova geração cheia de tesão para jogar o torneio. Mas, e passado isso, será que não vai rolar uma nova fase de baixa?

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O grande ponto é que esta geração não vai mais ter pique ou vontade – boa parte da turma que conquistou o ouro em Pequim e Londres já preferiu as férias ao campeonato do Rio. Só Carmelo e Durant sobraram da leva do ‘Redeem Team’ para 2016, mas não imagino que continuem nessa por mais tempo – Anthony já estabeleceu os recordes de participações consecutivas e conquistas pela seleção e KD agora tem como foco conseguir são tão sonhado título da NBA. Dos demais, seja pela idade, qualidade ou aparente interesse, só consigo imaginar Anthony Davis se comprometendo por mais um título e, dependendo, Kyrie Irving repetindo a dose.

É muita especulação, claro. Difícil cravar quem vai estar bem e afim, mas meu palpite é que daqui para frente veremos um time totalmente reformulado, com vários dos calouros dos últimos e dos próximos anos. Imagino que, mesmo que seja talentoso, o grupo que vai assumir daqui em diante vai ter que ganhar uma boa rodagem para se tornar incontestável como a turma anterior foi.

E, se eles não chegarem com o mesmo sangue nos olhos que Kobe, Lebron e cia jogaram nos últimos anos, a coisa tem alguma chance de desandar – mas se vai ser o suficiente para tirar a hegemonia americana, eu já não sei. É muita futurologia para mim.

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