Month: September 2016 (Page 1 of 3)

NBA Store do Brasil está no padrão das melhores lojas da marca no mundo

Abriu hoje para o público NBA Store brasileira, primeira loja oficial da liga no país. O ponto segue os mesmos moldes das lojas da marca ao redor do mundo. Isso é muito bacana, porque não se resume a uma loja de camisas dos times – coisa que você pode comprar com uma variedade muito maior na internet e nos AliExpress da vida -, mas oferece uma experiência bacana na cultura do jogo.

É uma imersão: tem um telão no centro da loja imitando aqueles que ficam pendurados nos ginásios dos EUA, tem aquelas bolas com o tamanho das mãos dos gigantes lendários da liga (Dikembe Mutombo, Shaquille Oneal e Tim Duncan) e um canto dedicado ao NBA 2K, para a galera jogar dentro do ponto de venda. Neste aspecto, a loja brasileira não deixa nada a desejar para a loja da NBA de Nova York, principal da marca no mundo.

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Do que foi divulgado na estreia, o que deixa um pouco a desejar é a variedade de camisas. Ainda que seja numa proporção nunca antes vista, não parece ter nada muito raro – ainda que seja possível personalizar as jerseys de todos os times. Se nos consola, nas lojas dos EUA acontece o mesmo (quando eu fui pra NY, queria uma camisa do Joe Johnson no Brooklyn, mas só tinha do Deron Williams e Kevin Garnet na época, por exemplo…).

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Tomara que abram mais pontos como este em outras cidades do Brasil. Acho que tem mercado para pelo menos uma loja destas em São Paulo – na divulgação, o escritório brasileiro da liga afirmou estudar a possibilidade de filiais em breve. Em todo caso, já é um excelente primeiro passo.

Para quem é do Rio, fica a dica: a loja fica localizada no BarraShopping (Piso Lagoa, loja 181), na Barra da Tijuca (zona Oeste do Rio de Janeiro).

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[Previsão 16/17] Rockets: 100% ataque, 0% defesa

Eu já disse algumas vezes aqui, mas um dos times que mais me empolga é essa nova versão do Houston Rockets. Eu não tenho tanta convicção de que vá dar realmente certo – apesar de torcer muito para que funcione -, mas tenho certeza que vai ser um time divertido de se assistir.

A julgar pelo histórico de James Harden e do novo técnico Mike D’Antoni, as partidas do time serão peladas em que a defesa nada mais é do que um hiato no tempo entre um ataque e outro.

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A estratégia do time será entregar a bola na mão de Harden no ataque, o colocando como armador do time. Basicamente, James vai dominar a bola, arremessar o quanto quiser, correr o máximo que puder e distribuir a bola quando não tiver mais alternativa. Na defesa, em tese, o povo só descansa.

A tática é ousada – a tendência hoje na liga é de supervalorizar o esforço defensivo -, mas é válida. Depois de um ano fracassado, as coisas precisavam mudar completamente de figura em Houston. Para o bem ou para o mal, isso aconteceu.

Offseason
A aposta do front office da franquia foi bem coerente com as características do novo treinador: o elenco foi carregado de armas ofensivas que não são reconhecidas pelo trabalho na marcação. Ryan Anderson e Eric Gordon são os principais nomes.

Na tentativa de agradar Harden, a franquia também não fez questão de segurar Dwight Howard – os dois tinham não se davam muito bem.

De resto, o time ainda precisa renovar com Josh Smith ou Donatas Montejunas para ser reserva de PF.

Time Provável
PG – Patrick Beverley / Pablo Prigioni / Tyler Ennis
SG – James Harden / Eric Gordon
SF – Trevor Ariza / Sam Dekker / Corey Brewer
PF – Ryan Anderson
C – Clint Capela / Nene

Expectativa
A grande vantagem do Rockets é que o resultado do ano passado foi um lixo – principalmente em relação à campanha do ano anterior -, tirando um pouco da pressão por uma campanha muito boa neste ano. A ida para os playoffs entre a quinta e a oitava posição me parece o mais provável.

[Previsão 16/17] Wizards: o limite do talento de Wall e Beal

No começo da temporada passada, John Wall e Bradbley Beal se autoproclamaram a melhor dupla de armadores da NBA – melhores do que Klay Thompson e Stephen Curry, por exemplo. E obviamente que, como acontece quase toda vez que alguém fala algo desse gênero e chama a responsabilidade para si, os dois falharam no objetivo primordial da dupla que era superar a campanha do ano anterior, quando foram eliminados na semifinal de conferência. O time não só falhou nisso, como fracassou na briga pelos playoffs, acabando em décimo na Conferência Leste. Fracasso total.

Para piorar as coisas, os dois passaram a se estranhar. Wall se frustrou com a baixa frequência do companheiro em quadra e Beal não curtiu o monopólio de Wall no domínio da bola e ações ofensivas do time.

Neste ano, mais do que devolver o time à briga pelos playoffs, Wall e Beal têm que resgatar a confiança da liga nos dois. O primeiro tem que mostrar que é ‘mais do que um excelente jogador’ e que é capaz de carregar o time, enquanto o segundo precisa provar que tem saúde para ser um dos melhores shooting guards da NBA.

O sucesso do Wizards depende inteiramente do talento de ambos.

Offseason
O verão em Washington não foi dos melhores. O time não foi capaz de fazer Kevin Durant sequer sentar para conversar com os executivos do time e não contratou nenhum reforço de peso. A maior novidade foi a contratação de Scott Brooks, um técnico muito mais competente que o ultrapassado Randy Wittman.

Dentro de quadra, a principal contratação foi o pivô Ian Mahinmi. Se isso é um reforço, eu já não tenho tanta certeza…

Time Provável
PG – John Wall / Trey Burke /
SG – Beadley Beal / Tomas Satoransky / Marcus Thornton
SF – Otto Porter / Kelly Oubre
PF – Markieff Morris / Andrew Nicholson
C – Marcin Gortat / Ian Mahinmi

Expectativa
Exceto por Gortat, o time é composto basicamente por jovens talentosos que devem, em um futuro próximo, colocar o Wizards nos playoffs por um bom tempo. A franquia até tem elenco para brigar por uma vaga no mata-mata deste ano, mas a incerteza sobre um plano de jogo bem definido desde o princípio da temporada pode fazer com que o time, mais uma vez, fique no ‘quase’. A falta de reservas um pouco mais confiáveis também pode melar os planos da franquia caso Beal volte a se machucar.

[Previsão 16/17] Jazz: não dá pra ficar no ‘quase’ mais uma vez

Foi por uma vitória. Um mísero jogo que o Utah Jazz ficou de fora dos playoffs do ano passado. Eu lembro da partida que, na prática, tirou as esperanças da equipe: faltavam quatro jogos e o time brigava cabeça a cabeça com o Houston Rockets para ver quem iria ao mata-mata. O Jazz era o time organizado e em evolução, enquanto o Rockets era uma bagunça de um homem só, James Harden. O jogo era em casa, contra o Los Angeles Clippers. O rival estava totalmente baleado e tinha entrado com a equipe reserva – já tinha garantido o quarto lugar no Oeste e não tinha como ultrapassar mais ninguém. O Utah liderou boa parte do jogo, mas nos minutos finais deu bobeira e, numa jogada espírita de Jamal Crawford, deixou a partida ir para prorrogação e perdeu no arremesso no último lance do armador do LAC.

O time desmoronou. Dali em diante, ainda perdeu para Dallas e, já sem chances, para o Lakers, afundando as chances de seguir para o mata-mata. Uma pena, pois faria uma diferença brutal para os jovens jogadores do time ir para os playoffs e encarar uma série contra o Warriors. Mesmo com a provável derrota, seria uma experiência valiosa para este ano.

O time é muito bom e completo. Tem um quinteto poderoso e voluntarioso, além de um banco com profundidade. Este ano, não dá para ficar no quase.

Offseason
O time se mexeu e conseguiu excelentes coadjuvantes para completar um núcleo já bem talentoso. Eu odeio o George Hill, mas preciso admitir que ele é um armador útil na defesa e que não compromete no ataque quando há outros jogadores para cantarem as jogadas (que é o caso do Jazz, com Hood e Hayward). Boris Diaw é um craque no corpo de uma bigorna e Joe Johnson é a experiência necessária para guiar o time quando der um apagão na molecada.

Time Provável
PG – George Hill / Dante Exum / Raulzinho
SG – Rodney Hood / Joe Johnson / Alex Burks
SF – Gordon Hayward / Joe Ingles
PF – Derrick Favors / Boris Diaw / Trey Liles
C – Rudy Gobert

Feb 9, 2016; Dallas, TX, USA; Utah Jazz forward Gordon Hayward (20) celebrates with guard Rodney Hood (5) and forward Derrick Favors (15) after making the game winning shot in overtime to defeat the Dallas Mavericks at American Airlines Center. Mandatory Credit: Kevin Jairaj-USA TODAY Sports

Expectativas
Eu vejo este time como a única garantia de upside para os playoffs no Oeste deste ano. Wolves pode conseguir, Nuggets corre por fora, mas dos times que não foram ao mata-mata na temporada passada, acho que só o Jazz é garantidamente uma das oito melhores equipes da conferência.

[Previsão 16/17] Magic: alguém entendeu alguma coisa?

Eu apostava no Orlando Magic para brigar por uma das últimas vagas dos playoffs ano passado. Um time jovem, completo e talentoso era suficiente para ir para o mata-mata e ganhar rodagem. A equipe não deslanchou e acabou decepcionando. Mas, como alguns fracassos fazem parte do aprendizado, eu tinha CERTEZA que esse ano a equipe viria mais forte para tentar uma vaguinha.

Acontece que no meio do caminho havia uma offseason. O período de trocas chegou e bagunçou a franquia. Ninguém mais sabe o que esperar desse time. Eu nem descarto uma campanha entre as oito melhores do Leste, mas acho que o time negou todo o trabalho que vinha sendo feito quando abriu mão de Tobias Harris (ainda no ano passado), Victor Oladipo e Domantas Sabonis e apostou no inconstante Serge Ibaka e no questionável Bismack Biyombo. Imaginava que o time antigo, antes das trocas, seria perfeito para Frank Vogel, excelente técnico que foi contratado.

No final das contas, eu não entendi nada.

Offseason
O time trocou um dos seus principais jogadores (Oladipo) por Ibaka. O que eu acho mais questionável de tudo é que a franquia se desfez de um jogador em evolução e da posição mais escassa de talento na liga atualmente e buscou um jogador que parece que está em processo de sutil decadência. As coisas podem mudar e Ibaka pode se reencontrar, mas, até que se prove o contrário, o negócio não foi dos melhores.

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O ponto positivo foi a contratação do técnico Frank Vogel, que sabe armar uma defesa consistente como poucos na liga. Com Payton, Gordon e Ibaka, o treinador vai ter ‘material humano’ (detesto essa expressão) para montar uma equipe sólida para parar os ataques rivais.

Time Provável
PG – Elfrid Payton / DJ Augstin
SG – Evan Fournier / Jodie Meeks
SF – Aaron Gordon / Mario Hezonja
PF – Serge Ibaka / Jeff Green
C – Nikola Vucevic / Bismack Biyombo

Expectativa
Com a troca feita, a curto prazo o time pode até conseguir uma das últimas duas vagas dos playoffs com mais facilidade, mas não passa da primeira rodada – ainda que eu acredite que nem isso vai rolar.

ESPN divulga lista de jogos que serão transmitidos para o Brasil

Saiu a lista de jogos que serão transmitidos pela ESPN aqui no Brasil. O canal vai mais do que dobrar o número de partidas na sua grade, saltando de 50 pra 131 jogos transmitidos. Some este número ao que a Sportv pretende passar, é bem possível que tenhamos jogos na TV quase todos os dias.

A notícia é excelente. Nunca o público brasileiro teve acesso a tantos jogos semanais da liga americana. Não sei ainda ao certo o critério da Sportv, mas na ESPN serão jogos às quartas, sextas e sábados (boa parte destes com rodadas duplas). São 5 jogos de pré-temporada e mais 126 de temporada regular.

O único porém fica para a pouco variada seleção de partidas, refém da escolha da transmissão nacional da ESPN americana. Com isso, alguns times são muito privilegiados e outros praticamente ignorados – até por isso vou continuar assinando o League Pass.

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Número de jogos por time

Veja a lista dos jogos:

PRÉ-TEMPORADA

4/10 terça-feira
21h – Rockets x Knicks
23h30 – Warriors x Clippers

18/10 terça-feira
23h – Kings x Clippers

19/10 quarta-feira
20h30 – Celtics x Knicks
23h – Lakers x Warriors

TEMPORADA REGULAR

26/10 quarta-feira
22h – 76ers x Thunder
00h30 – Lakers x Rockets

28/10 sexta-feira
21h – Raptors x Cavaliers
23h30 – Pelicans x Warriors

29/10 sábado
22h – Bulls x Pacers

2/11 quarta-feira
22h – Celtics x Bulls
00h30 – Clippers x Thunder

4/11 sexta-feira
22h – Bulls x Knicks
00h30 – Lakers x Warriors

5/11 sábado
21h – 76ers x Cavaliers

9/11 quarta-feira
22h – Knicks x Nets
00h30 – Spurs x Rockets

11/11 sexta-feira
22h – Wizards x Cavaliers

12/11 sábado
22h30 – Raptors x Knicks

16/11 quarta-feira
23h – Raptors x Warriors
1h30 – Clippers x Grizzlies

18/11 sexta-feira
23h – Celtics x Warriors
1h30 – Kings x Clippers

19/11 sábado
22h – Pistons x Celtics

23/11 quarta-feira
22h – Hornets x Spurs
00h30 – Pelicans x Timberwolves

25/11 sexta-feira
1h30 – Lakers x Warriors

26/11 sábado
1h30 – Warriors x Timberwolves

30/11 quarta-feira
23h – Bulls x Lakers

2/12 sexta-feira
23h – Bulls x Cavaliers
1h30 – Nuggets x Rockets

3/12 sábado
22h30 – 76ers x Celtics

7/12 quarta-feira
23h – Knicks x Cavaliers
1h30 – Clippers x Warriors

9/12 sexta-feira
23h – Thunder x Rockets
1h30 – Lakers x Suns

10/12 sábado
23h – Bulls x Heat

13/12 terça-feira
23h – Bulls x Timberwolves
1h30 – Blazers x Thunder

14/12 quarta-feira
22h – Heat x Pacers
00h30 – Spurs x Celtics

16/12 sexta-feira
23h – 76ers x Lakers
1h30 – Jazz x Mavericks

17/12 sábado
1h30 – Warriors x Blazers

21/12 quarta-feira
23h – Pelicans x Thunder

23/12 sexta-feira
1h – Blazers x Spurs

25/12 domingo
15h – Knicks x Celtics
17h30 – Cavaliers x Warriors
20h – Spurs x Bulls
23h – Thunder x Timberwolves
1h30 – Lakers x Clippers

28/12 quarta-feira
22h – Wizards x Pacers

30/12 sexta-feira
1h30 – Warriors x Mavericks

31/12 sábado
23h – Rockets x Knicks

4/1 quarta-feira
22h – Cavaliers x Bulls
00h30 – Warriors x Blazers

6/1 sexta-feira
23h – Bucks x Knicks
1h30 – Warrriors x Grizzlies

7/1 sábado
23h – Timberwolves x Jazz

11/1 quarta-feira
23h – Celtics x Wizards
1h30 – Blazers x Cavaliers

12/1 quinta-feira
1h – Suns x Mavericks

13/1 sexta-feira
23h – Hawks x Celtics
1h30 – Jazz x Pistons

14/1 sábado
21h – Suns x Spurs

15/1 domingo
00h – Grizzlies x Bulls

18/1 quarta-feira
23h – Pistons x Hawks
1h30 – Warriors x Thunder

20/1 sexta-feira
23h – Rockets x Warriors
1h30 – Lakers x Pacers

21/1 sábado
23h30 – Cavaliers x Spurs

25/1 quarta-feira
23h – Hornets x Warriors
1h30 – Blazers x Lakers

27/1 sexta-feira
23h – Bulls x Heat

28/1 sábado
23h30 – Warriors x Clippers

29/1 domingo
18h30 – Cavaliers x Thunder

1/2 quarta-feira
22h – Cavaliers x Timberwolves
00h30 – Thunder x Bulls

3/2 sexta-feira
23h – Celtics x Lakers
1h30 – Blazers x Mavericks

4/2 sábado
23h30 – Knicks x Cavaliers

5/2 domingo
17h – Celtics x Clippers

8/2 quarta-feira
23h – Knicks x Clippers
1h30 – Warriors x Bulls

10/2 sexta-feira
23h – Wizards x Pacers
1h30 – Suns x Bulls

11/2 sábado
23h30 – Thunder x Warriors

12/2 domingo
18h30 – Knicks x Spurs

15/2 quarta-feira
22h – Cavaliers x Pacers
00h30 – Thunder x Knicks

24/2 sexta-feira
22h – Timberwolves x Mavericks
00h30 – Clippers x Spurs

25/2 sábado
22h30 – Cavaliers x Bulls

1/3 quarta-feira
22h – Celtics x Cavaliers
00h30 – Clippers x Rockets

3/3 sexta-feira
21h – Magic x Heat
23h30 – Pelicans x Spurs

4/3 sábado
22h30 – Bulls x Clippers

5/3 domingo
17h30 – Knicks x Warriors
22h30 – Mavericks x Thunder

8/3 quarta-feira
22h – Pacers x Pistons
00h30 – Warriors x Celtics

10/3 sexta-feira
22h – Timberwolves x Warriors

11/3 sábado
22h30 – Spurs x Warriors

12/3 domingo
16h30 – Celtics x Bulls
22h – Rockets x Cavaliers

15/3 quarta-feira
21h – Spurs x Blazers
23h30 – Clippers x Bucks

17/3 sexta-feira
23h30 – Lakers x Bucks

18/3 sábado
21h30 – Clippers x Cavaliers

21/3 terça-feira
20h – Raptors x Bulls
22h30 – Timberwolves x Spurs

22/3 quarta-feira
21h – Wizards x Hawks
23h30 – Jazz x Knicks

24/3 sexta-feira
21h – Rockets x Pelicans

25/3 sábado
21h30 – Spurs x Knicks

26/3 domingo
16h30 – Rockets x Thunder

29/3 quarta-feira
22h30 – Spurs x Warriors

31/3 sexta-feira
20h – Raptors x Pacers
22h30 – Thunder x Spurs

1/4 sábado
21h – Timberwolves x Kings

2/4 domingo
14h – Knicks x Celtics
16h30 – Spurs x Jazz

4/4 terça-feira
21h – Knicks x Bulls
23h30 – Jazz x Blazers

5/4 quarta-feira
21h – Celtics x Cavaliers
23h30 – Clippers x Mavericks

7/4 sexta-feira
21h30 – Mavericks x Spurs

8/4 sábado
21h30 – Spurs x Clippers

12/4 quarta-feira
21h – Pacers x Hawks
23h30 – Blazers x Pelicans

Quando o bullying é permitido

Kevin Garnett, um dos principais jogadores de todos os tempos no basquete, anunciou a sua aposentadoria na última sexta-feira (23). O seu legado é imenso: foi o cara que abriu o caminho dos adolescentes vindos direto da escola para a NBA, foi o atleta que inaugurou a multifunção dentro da quadra, foi um dos primeiros desta geração que preferiu parecer mais baixo do que era para poder jogar aberto (quando o normal era tentar parecer mais alto para entrar na liga) e também foi um dos primeiros a nos chamar a atenção para estatísticas mais avançadas na defesa para medir a importância de um jogador em quadra.

Acima de tudo isso, o que sempre me fez gostar muito de Garnett foi que a sua boca conseguia ser ainda maior e mais letal que a sua habilidade monstruosa. Guardadas as devidas proporções, uu sou aquele cara que enche o saco do adversário o tempo inteiro na pelada, que fala ‘errou’ assim que a bola sai da mão do rival, que grita “ISSSOOOOOOOOOOOOOOO” sempre que alguém da chutão pela lateral e vejo em Garnett o mesmo prazer de avacalhar o adversário que eu tenho.

Garnett, por encarar todo jogo como uma guerra em que quase tudo é permitido, é o cara que melhor sabe se aproveitar daquele limbo que fica entre a regra do jogo e a ética pessoal. Dentro de quadra, a partir do momento que aquilo vai desestabilizar o adversário, todo bullying é permitido para ele.

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De todas as cretinices, duas ficaram mais famosas: a primeira foi quando teria chamado Charlie Villanueva, ala com uma doença que o fez perder todos os pelos do corpo, de “paciente de câncer” durante uma partida. Depois do jogo, quando a história veio a público, Garnett disse que na real tinha dito que, na verdade, Villanueva era “um câncer para o seu time”. Ofensivo, mas menos cruel, convenhamos.

A segunda, uns anos mais tarde, rolou numa treta com Carmelo Anthony. Em um jogo de playoff, Garnett disse que a esposa do ala do Knicks tinha gosto de Honey Nut Cheerios em um momento em que o casal passava por uma turbulência no casamento, segundo os sites tipo TMZ da época. Diante da provocação, o pau quebrou em quadra. Dessa vez, KG não negou a declaração.

Mas há centenas de outras que, por se tratarem do mais refinado mau caratismo, jamais foram efetivamente confirmadas – mas a julgar pelo histórico, só podem ser reais. Uma delas foi a vez que desejou “feliz dia das mães” para Tim Duncan, cuja mãe já tinha morrido há anos.

E por se tratar do mais refinado mau caratismo, muitas delas jamais serão confirmadas, como é o caso da vez que mandou um “feliz dia das mães” para Tim Duncan, que já tinha perdido há mãe há anos.

Dizem que essa atitude era difícil de lidar até para os próprios companheiros – especialmente calouros e estrangeiros -, que muitas vezes não aguentavam o teor das ‘brincadeiras’. Rasho Nesterovic, pivô esloveno que jogou no Wolves, saiu do time ao final do contrato e disse que não aguentava mais dividir o garrafão com Garnett, que a cobrança era insuportável. Mason Plumlee, Jose Calderon, Dwight Howard, Ron Artest, Andrea Bargnani, Ray Allen e vários outros também provaram do bullying do Big Ticket.

Poucos conseguiram se livrar com algum êxito da língua afiada do ala-pivo. Steven Adams soltou nestes dias uma das raras histórias de sucesso. Recém-chegado na liga, mas já alertado de que Garnett não era fácil de lidar dentro da quadra, Adams fingiu não saber inglês. Diante de uma dezena de besteiras faladas por KG, Steven mandou um “no english”, que fez Garnett sossegar. Sorte dele que Kevin era ignorante o suficiente para não saber que Adams era neozelandês e que lá eles falam inglês…

No final das contas, é bem discutível o quanto é certo ou errado agir assim, mesmo que dentro da moral da disputa do jogo, que não prevê uma regra para isso. Mas, acima de tudo, demonstra toda a garra que Garnett despejava em quadra toda vez que a bola subia. Insuportável para boa parte dos seus pares, mas vai deixar saudades.

[Previsão 16/17] Kings: o caótico reino de Cousins e mais ninguém

De longe, o time mais zoenado da NBA é o Sacramento Kings. Pior do que o Nets (que o grande mal é não ter qualquer perspectiva), o Sixers (que perdia tudo que podia, mas pelo menos era de propósito) ou qualquer outro time da liga. As pataquadas do front office são várias: demitiu nove técnicos em nove anos, não ganha uma série de playoffs desde a década passada, manteve por um ano inteiro um técnico odiado pelo melhor jogador do time (e não fez nada com o jogador) e uma série de outras coisas. É uma franquia totalmente desgovernada que orbita ao redor do melhor e mais polêmico pivô da NBA.

Ainda que tenha um ou outro talento, esta temporada será, apenas, o último ato deste drama todo com DeMarcus Cousins como protagonista – a temporada seguinte será a última do jogador sob contrato com o time e, diante da falta de perspectiva, o mais natural seria trocá-lo ao final do ano.

Se por um lado o time foi bem na contratação de Arron Afflalo para ala-armador titular e ao assinar com Dave Joerger, a sina caótica do Kings persiste na possível suspensão do armador Darren Collison por 24 jogos por violência doméstica, na manutenção do decadente buraco negro Rudy Gay e na contratação do vertiginoso Ty Lawson.

Offseason
Times ruins têm a chance de renovarem suas chances via draft. O problema do Sacramento é o fascínio por pivôs. Os dois jogadores mais talentosos do elenco são da mesma posição e, não satisfeitos, os dirigentes do Kings escolheram mais dois atletas de garrafão (Georgios Papagiannis e Skal Labissiere). A decisão rendeu um puxão de orelha público de Cousins em seu twitter:

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Time Provável
PG – Darren Collison / Ty Lawson / Garrett Temple
SG – Arron Afflalo / Ben McLemore
SF – Rudy Gay / Omri Casspi / Matt Barnes
PF – Willie Cauley-Stein / Skal Labissiere
C – DeMarcus Cousins / Kosta Koufos

Expectativa
A única coisa boa vai ser curtir as tretas, o talento e a intensidade de Cousins, um dos jogadores mais divertidos de se assistir na NBA. Fora isso, não há muita chance do Kings ser melhor do que alguém no Oeste além de Lakers e Suns.

[Previsão 16/17] Nuggets: não subestimem os ‘underdogs’

A liga parece ter alguns grupo de times bem claros. Há as equipes fortíssimas que vão disputar o título. Tem aqueles times que tankaram por um bom tempo e agora ensaiam uma reação. Existe um grupo de franquias que estão decaindo depois de alguns anos de idas seguidas aos playoffs. Este time do Denver Nuggets, no entanto, parece não se encaixar em nenhuma destas classificações.

Desde que a franquia trocou Carmelo Anthony para o Knicks em troca de um monte de gente, ficou claro que as coisas mudariam de figura no Colorado – a aposta dali para frente seria em um grupo mais homogêneo em detrimento da presença de superestrelas. A aposta, no entanto, não tinha qualquer garantia de resultado. Depender de um grupo sem craques depende muito da química, do trabalho da comissão técnica e do garimpo certeiro de alguns talentos. Poderia acontecer o mais provável, do time ficar anos no limbo, sem chances de bons ou péssimos resultados. Passar uns cinco anos ‘apenas existindo’. Até parecia que era essa a pegada da franquia, que ficaria em ‘stand by’ até draftar um grande talento capaz de mudar os rumos do time.

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Acontece que a receita da reconstrução do time foi seguida à risca e hoje o Denver desponta como um dos grandes concorrentes a surpresa da temporada. Nikola Jokic no garrafão foi o calouro-azarão da temporada passada e tem tudo para se tornar um excelente jogador com mais tempo de quadra. Mudiay e Harris formam um backcourt precioso também. Gallinari é um ala sólido e Faried, apesar de em precoce decadência, é um ala-pivô que tem seus bons momentos. Barton, Nurkic e Murray completam um promissor banco de reservas. Todos sob a tutela do bom técnico Mike Malone.

Offseason
Denver fez um bom draft, com três escolhas top20, sendo duas delas apostas em ala-armadores, a posição mais carente da liga na atualidade. Achei questionável a escolha de despachar Joffrey Lauvergne para OKC em troca de duas escolhas de segundo round, mas nada catastrófico também.

Time Provável
PG – Emmanuel Mudiay / Jameer Nelson
SG – Gary Harris / Jamal Murray / Malik Beasley
SF – Danilo Gallinari / Will Barton / Juan Hernangomez
PF – Kenneth Faried / Derrell Arthur
C – Nikola Jokic / Jusuf Nurkic

Expectativas
Com uma provável queda de Dallas e Memphis, Nuggets fica no bolo com Wolves, Rockets e Jazz para brigar pelas últimas vagas da pós-temporada deste ano. Se descolar uma vaguinha, já cumpre a sua meta no ano.

[Previsão 16/17] Bucks: a primavera grega

Parece impossível adiar em mais um ano a explosão deste time do Milwaukee Bucks. A decepção do ano passado só foi aliviada por dois aspectos: o Bucks foi o time que tirou a invencibilidade inicial do Golden State Warriors e fez desencantar o sobrenatural Giannis Antetokounmpo.

O núcleo do time, com Kris Middleton (que infelizmente começa a temporada machucado) e Jabari Parker, é bem jovem e promissor. O técnico, Jason Kidd, é criativo e não tem medo de testar. Agora, o momento é de fazer o grego liderar a escalada do time na briga pelos playoffs. O jogador fechou a temporada com atuações e números impressionantes jogando de armador da equipe.

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No final das contas, ele é um point guard que parece ter sido construído em laboratório: grande, esguio, rápido, com boa visão de jogo e fundamentos suficientes para apavorar a marcação. Se tudo der certo, a revolução promovida por Giannis pode mudar o Bucks de patamar.

Offseason
Como de costume, foi um verão tranquilo em Milwaukee – a maior contratação da história via free agent do Bucks foi o mediano Greg Monroe, no ano passado, então já era de se esperar que as coisas seriam calmas por lá. No draft, o principal nome é o polêmico Thon Maker, que muita gente achava que não teria qualidade técnica sequer para ser escolhido no primeiro round. De resto, a aposta é pela evolução dos caras que já estavam na franquia.

Time Provável
PG – Giannis Antetokounmpo / Michael Carter Williams
SG – Matthew Dellavedova / Rashad Vaughn
SF – Kris Middleton / Michael Beasley
PF – Jabari Parker / Mirza Teletovic
C – Greg Monroe / Miles Plumlee / John Henson

Expectativa
O equilíbrio entre o 13º e o 5º lugar no Leste é insano. Certamente o Bucks ficará nesse grupo que briga pelas quatro últimas vagas dos playoffs. Em todo caso, é um time em evolução que deve focar mais em encontrar um grupo forte e entrosado para o futuro do que tentar algo agora. Uma classificação aos playoffs viriam a calhar para dar experiência ao time.

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