Month: September 2016 (Page 2 of 3)

Kevin Johnson, ex all star, podia perfeitamente ser o prefeito da sua cidade

A fama nunca foi muito boa, mas em função de todos os acontecimentos recentes os políticos brasileiros atingiram os níveis mais baixos de moral perante a população e a opinião pública – com toda a razão. Em tempos de eleições municipais, então, lembramos que boa parte dos caras que mandam na porra toda são as piores figuram que existem à disposição. Não sou daquele tipo “apolítico” (sic), mas tem horas que parece que quanto mais tranqueira for, mais aptidão pra vida política o camarada tem.

Nessas horas, serve como alento saber que não é uma exclusividade tupiniquim ter seres de conduta questionável ocupando estes postos. Kevin Johnson, armador estrela do Phoenix Suns dos anos 90 e três vezes All Star, aprontou mais uma para nos lembrar disso.

Foi Johnson entrar para a vida pública que as maracutaias começaram a aparecer

Foi Johnson entrar para a vida política que as maracutaias começaram a aparecer

Em um evento em Sacramento, cidade onde o ex-jogador é prefeito pelo segundo mandato seguido, um manifestante resolveu protestar não ‘muy’ pacificamente e meteu uma tortada na cara de Johnson. Como manda a cartilha das pessoas despreparadas para ocupar cargos públicos (leitura obrigatória para boa parte dos políticos), o ex jogador respondeu jogando o indivíduo no chão e desferindo uma série de socos na sua cara. Segundo testemunhas, entre cinco e dez porradas repetidas na cabeça do infeliz.

Não bastasse o absurdo de um prefeito, ex-atleta de basquete, reagir dessa forma a um ataque (que também não é certo, óbvio) e moer a cara de um sósia do Thom Yorke – e se ele for realmente igual ao vocalista do Radiohead, é uma tentativa de homicídio -, Johnson ainda saiu da treta tranquilamente e voltou para casa, enquanto o manifestante foi preso (ÓBVIO).

Achei ele a cara do Thom Yorke, do Radiohead.

Achei ele a cara do Thom Yorke, do Radiohead.

Esta foi mais uma passagem da ‘polêmica’ biografia pública de Johnson. A mais pesada delas surgiu logo quando saiu candidato pela primeira vez: uma mulher veio a público dizer que recebeu 230 mil dólares para não levar para frente a denúncia de que tinha sido abusada sexualmente por Kevin quando ele ainda jogava. Na época que aconteceu o abuso, Johnson alegou que tinha apenas ‘abraçado’ a vítima e tudo ficou por isso mesmo.

Fora isso, Johnson tem algumas práticas bem conhecidas pelos nossos políticos: usou dinheiro público para pagar viagens pessoais e de funcionários particulares, gastou indevidamente fundos vindos do governo federal e ainda teve problemas com investimentos imobiliários na cidade onde ele mesmo é prefeito (?).

E aí? Também reconheceu uma série de ‘Kevin Johnsons’ aí na campanha da sua cidade?

 

[Previsão 16/17] Knicks: a soma de todos os fracassos

Um supertime com um MVP, 14 seleções para o All Star Game, um melhor jogador de defesa da liga, um diretor com 11 títulos e um técnico promissor. Pode dar errado? Com certeza pode, afinal, este é o New York Knicks.

Não sou do tipo que acredita em tabus, mas essa é uma franquia que ainda precisa provar que pode dar certo quando cria grandes expectativas. Até hoje, sempre que o Knicks ensaiou fazer algo grande para a temporada, a decepção foi ainda maior – e, para confirmar esta tese, seus dois únicos títulos foram com elencos recheados de bons coadjuvantes.

O enredo fica ainda mais dramático por se tratar de uma série de jogadores desacreditados unidos. Rose tem o peso do rótulo de ‘pior MVP de todos os tempos’, Carmelo é a superestrela mais desacreditada da liga e as inúmeras lesões transformaram Noah em um jogador mais folclórico do que eficiente nas últimas temporadas. Tudo isso, sob uma das camisas mais pesadas e menos vitoriosas da NBA.

Mas sabe aquela lei da matemática que ‘menos com menos dá mais’? É a grande esperança do Knicks.

Offseason
À sua maneira, o time caprichou nas contratações. Além de Derrick Rose e Joakim Noah, Courtney Lee chegou para ser o titular na posição número 2 e Brandon Jennings para ser o armador reserva (ou titular, caso Rose tenha algum dos seus típicos problemas de lesão). Sem dúvidas é o time mais renomado da Era Phil Jackson em Nova York.

Time Provável
PG – Derrick Rose / Brandon Jennings
SG – Courtney Lee / Sasha Vujacic
SF – Carmelo Anthony / Lance Thomas
PF – Kristaps Porzingis / Kyle OQuinn
C – Joakim Noah / Guillermo Hernangomez

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Em 2010 esse time seria imbatível

 

Expectativa
Todo aquele preâmbulo serve para ficar no muro. Eu não sei se eu quero acreditar e, ao mesmo tempo, me prevenir além da conta, mas eu acho que pode dar certo, apesar dos riscos de fiasco serem imensos. Há dois motivos para esperança de playoffs: Kristaps Porzingis ainda melhor e uma conferência Leste com oito times lutando pelas últimas quatro vagas do mata-mata.

[Previsão 16/17] Pelicans: a franquia do Mais Médicos

Não é de hoje que o New Orleans Pelicans é aquele time com razoável talento mas que sempre é atrapalhado por problemas de lesão. Previsível. Com Jrue Holiday, Tyreke Evans, Omer Asik e Anthony Davis é de se esperar que o time entregue ao Departamento Médico seja na maior parte das vezes melhor do que aquele que está em quadra. Nos últimos três anos, este quarteto esteve lesionado em 29% das partidas, uma proporção devastadora para qualquer franquia.

Para este ano, as coisas continuam na mesma toada: Jrue Holiday está fora por tempo indeterminado por um problema de saúde da sua esposa e Tyreke Evans certamente não se recupera da sua última lesão até o início da temporada. Para piorar, o time foi ao mercado e contratou Terrence Jones, que jogou apenas METADE das partidas das últimas duas temporadas.

Offseason
O único ponto positivo foi draftar um talento provável na posição mais carente da NBA na atualidade. Se der certo, Hield, Holiday e Davis é um trio interessante para uma franquia em ascensão. Também fez bem em se livrar de outros ‘injury prones’ como Eric Gordon e Ryan Anderson. De resto, nada muito significativo.

Time Provável
PG – Jrue Holiday / Tim Frazier / Langston Galloway
SG – Buddy Hield / Tyreke Evans
SF – Solomon Hill / Quincy Pondexter
PF – Anthony Davis / Terrence Jones
C – Omer Asik / Alexis Ajinça

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Expectativas
Com um time tão bichado assim em uma conferência tão congestionada de talento, não dá para esperar playoffs. As atrações ficam pela curiosidade do quanto vai jogar Buddy Hield, shooting guard que foi estrela na universidade e vai ter tempo de sobra para atuar no seu ano de calouro. Além disso, fica a expectativa de Anthony Davis fazer uma temporada com stats de MVP – se esperava isso dele no ano passado, mas o ala-pivô ficou ligeiramente aquém do seu potencial.

Parceria entre C&A e NBA é uma boa para os fãs

Chega nesta quinta (22) às lojas da C&A a nova linha popular de produtos da NBA, fruto de uma parceira entre as duas marcas. A princípio são alguns modelos de camisetas, regatas e bermudas temáticas que estarão à venda por preços bem mais baixos do que as tradicionais camisas dos times.

Os modelos são nessa linha (da pra ver todos no site da C&A):

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Aparentemente, as bermudas variam de R$ 70 a R$80, as regatas saem por R$ 70 e as t-shirts ficam por R$ 40. Uma boa alternativa às camisas vendidas por R$ 200 e cacetada.

Há peças do Miami Heat, Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Cleveland Cavaliers, Chicago Bulls, Brooklyn Nets e New York Knicks, que são algumas das franquias mais populares por aqui.

Independente de você gostar ou não dos modelos (particularmente achei as camisetas legais, as bermudas mais ou menos e as regatas meio amadores demais), só de ter estes produtos originais à disposição e a um bom preço já é um grande avanço. É mais uma prova (além dos Global Games, loja da NBA no Rio e etc) de que a liga americana está de olho no tamanho e na assiduidade do mercado brasileiro.

Se o resultado comercial for bom, certamente NBA e outras marcas pensarão em novas ações e parcerias para o público brasileiro – além da mesma parceria entre C&A e liga render peças de outros times. Bacana, não?

[Previsão 16/17] Timberwolves: é hora de confirmar o hype

É raro que a reconstrução de um time se encaminhe tão perfeitamente a ponto de parecer impossível dar errado. Sixers e Lakers são bons exemplos: mesmo depois de uns anos com times completamente deprimentes, não dá para cravar que as coisas vão começar a melhorar logo. Já este elenco do Wolves segue o roteiro mais incomum: é quase unanimidade que rolou uma reunião de jovens promessas que vai dar certo.

O time tem os dois últimos calouros da temporada (Wiggins e Towns), um armador que é eterna promessa há décadas e mesmo assim só tem 25 anos (Rúbio) e um shooting guard que tem se mostrado uma grata surpresa desde que largou mão de tentar ser armador (Lavine). Todo esse talento chamou a atenção do técnico mais badalado do mercado, Tom Thibodeau, que assinou com a equipe e tem condições de elevar o Minnesota a um novo patamar pelos próximos anos.

A pergunta que fica é: será que todo esse hype vai ser confirmado já nesta temporada?

Karl-Anthony Towns, Gorgui Dieng, Ricky Rubio, Andrew Wiggins


Offseason

O verão foi bom para o Timberwolves. ‘Thibs’ foi a principal contratação do time e, com Rubio, Lavine, Towns e Wiggins, deve fazer do Minnesota uma das equipes mais bem armadas na defesa. Ainda pescou no draft um dos melhores jogadores à disposição, Kris Dunn.

O grande pecado foi ter tentado muito se livrar de Rúbio e não ter conseguido. Pegou mal para o jogador.

Time Provável
PG – Ricky Rúbio / Kris Dunn / Tyuss Jones
SG – Zach Lavine / Shabazz Muhammad
SF – Andrew Wiggins / Nemanja Bjelica
PF – Karl-Anthony Towns / Kevin Garnett
C – Gorgui Dieng / Nikola Pekovic / Cole Aldrich

Expectativa
Ir aos playoffs neste ano já seria um belo salto de desempenho, tendo em vista a concorrência absurda no Oeste. Acho que o time vai brigar pela oitava vaga com uma porrada de gente, mas acho difícil conseguir. Um mau resultado seria ficar atrás de Denver ou Sacramento de volta.

[Previsão 16/17] Suns: só Booker interessa

Eis aqui o time mais desinteressante da próxima temporada. Dificilmente vamos ver no Suns de 16/17 algo muito diferente do que aconteceu no ano passado. A mesma dinâmica de jogar com uma dupla de combo guards na armação, PJ Tucker e Tyson Chandler continuam sendo bons coadjuvantes na rotação titular (que acrescentariam muito mais como reservas em times bons) e, exceto pela presença de Leandrinho, o banco do time continua sendo um amontoado de moleques.

Não acho o time propriamente ruim – pelo contrário, acho que tem bons talentos para o futuro -, mas simplesmente não há qualquer perspectiva de ir bem já nesta temporada. A única atração do time para este ano é o jovem mais hypado do momento: Devin Booker. Ele teve um final de temporada muito bom, foi selecionado para o campeonato de três pontos no meio de um monte de figurões e agora ele é a principal aposta para se tornar um dos melhores shooters do jogo. Até Drake, maior paga pau das estrelas da NBA (mas só das estrelas) usou uma camisa dele num show esses dias.

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Drake pagando pau pro segundo-anista Devi Booker

Resta saber se o técnico Earl Watson vai dar a titularidade merecida ao garoto e empurrar Brandon Knight para a reserva ou se vai dar uma de Byron Scott e atrasar o desenvolvimento do jogador.

Offseason
O time fez um bom draft e pegou Dragan Bender e Marquese Chris, dois alas de força. Especulam que o primeiro é uma versão melhorada de Kristaps Porzingis (!!!) e o segundo é uma baita aposta de apenas 19 anos. Bons ‘moves’, mas com resultados possíveis só para os próximos anos. No mercado, o time foi atrás de dois veteranos conhecidos da torcida: Dudley e Leandrinho. Vão chegar, jogar bastante e vencer pouco.

Time Provável
PG – Eric Bledsoe / Brandon Knight
SG – Devin Booker / Leandro Barbosa / Archie Goodwin
SF – PJ Tucker / TJ Warren / Chase BudingerPF – Jared Dudley / Dragan Bender / Marquese Chriss
C – Tyson Chandler / Alex Len

Expectativa
O time vai brigar com o Lakers para ver quem é que carrega a lanterna no Oeste. Assim como foi no final do ano passado, a temporada vai valer mais para testar os jogadores e descobrir qual o papel que cada um pode assumir no futuro – na última temporada já descobrimos que Alex Len não pode, de maneira alguma, ser ala pivô, por exemplo. Mais experimentos como esses devem rolar, mas vencer vai ser raro.

[Previsão 16/17] Nets: os últimos serão os últimos

A soma das piores trocas possíveis, um elenco deprimente e o menor poder de barganha para atrair jogadores sem contrato tem como resultado o Brooklyn Nets desta temporada. Com a provável melhora, ainda que sutil, de Lakers e Sixers, o Nets passa a ser o franco favorito para lamber o assoalho da tábua de classificação ao longo de toda a temporada. A franquia não tinha um time de verdade no ano passado, dispensou uma carrada de gente, contratou no atacado e continuou na mesma merda.

O mais deprimente de tudo isso, é que não existe a menor chance do Nets tentar uma estratégia de retomada parecida com a do Philadelphia – ficar em último para aumentar as chances de pegar a primeira escolha do draft -, já que suas escolhas de primeiro round dos próximos dois anos pertencem ao Boston Celtics. Assim, ser o pior time da classificação só beneficia um rival seu. Que lixo…

Offseason
Sabe aquele ditado “é de onde você menos espera que não vem porra nenhuma”? Pois então, isso resume o período de draft e free agency do Nets. O time não tinha uma escolha decente no primeiro round, trocou Thaddeus Young por uma pick e draftou um jogador lesionado.

Nas contratações de jogadores sem contrato, o time adquiriu dois jogadores dignos de nota: Jeremy Lin, um jogador folclórico ideal para times que não querem ganhar nada – e querem tentar surfar na onda da Linsanity alguns anos atrasado – e Anthony Bennet, a pior primeira escolha do draft de todos os tempos. Acho que você entendeu, né?

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OS GALÁTICOS DO NETS

Time Provável
PG – Jeremy Lin / Greivis Vasquez
SG – Bojan Bogdanovic / Randy Foye
SF – Rondae Hollis-Jefferson / Sean Kilpatrick
PF – Trevor Booker / Luis Scola / Anthony Bennet
C – Brook Lopez / Justin Hamilton / Henry Sims

Expectativa
Certamente o Brooklyn Nets terá a pior campanha da NBA nesta temporada. No equilíbrio de forças que será o Leste, a única certeza que temos é esta. Ah, e que se Brook Lopez se mantiver saudável o ano todo (difícil apostar nisso…), vai dar pena de vê-lo jogar neste catadão que vai ser o time nova-iorquino.

[Previsão 16/17] Lakers: há vida pós-Kobe?

Vai ser estranho, mas pela primeira vez em 20 anos o Los Angeles Lakers vai entrar começar uma temporada sem Kobe Bryant. Mesmo que o time já tivesse se acostumado a não brigar por nada, ainda assim contava com um dos jogadores mais emblemáticos da história da liga. O desafio é fazer a franquia mais tradicional, com maior número de dinastias e eras vitoriosas da NBA – e segundo maior número de títulos – a retomar o seu posto.

O time agora se encontra em uma situação muito incomum: tenta partir do zero para se transformar em alguma coisa. Historicamente, a franquia se escorou em grandes estrelas para moldar times campeões e pela primeira vez em décadas – exceto por um hiato nos anos 90 – os torcedores do Lakers terão que torcer por um time jovem em processo de reformulação, sem um daqueles craques incontestáveis.

Ainda que este trabalho esteja sendo feito com uma competência bastante questionável, o time tem um núcleo jovem e talentoso. Só é difícil medir o real potencial destes caras jogando juntos em alguns anos – se vai ser um time para brigar por playoffs em alguns anos ou se pode se tornar de fato uma nova dinastia.

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A molecada parece ter talento, mas ainda é cedo para meter medo no Oeste

Offseason
O draft angelino foi perfeito: Brandon Ingram era a segunda escolha obrigatória. Seu biotipo esguio e seu bom aproveitamento nos arremessos de três fazem dele uma excelente aposta para o futuro, especialmente pelo tipo de basquete que é jogado hoje e pelo que esperamos que Luke Walton, novo técnico do time, vá aplicar em Los Angeles.

A aquisição de Timofey Mozgov, Luol Deng e Yi Jianlian, por outro lado, eu achei bem questionáveis. Não só pelos valores, mas pela duração de cada contrato. Ainda que a classe de free agents deste ano não fosse das melhores – e os principais jamais topariam se juntar ao Lakers -, o time poderia beliscar algo mais útil a curto prazo e se comprometer menos para o futuro mais distante.

Time Provável
PG – D’Angelo Russell / Jose Calderon / Marcelinho Huertas
SG – Jordan Clarkson / Lou Williams / Nick Young
SF – Luol Deng / Brandon Ingram / Larry Nance Jr
PF – Julius Randle / Yi Jianlian
C – Timofey Mozgov / Ivica Zubac / Tarik Black

Expectativa
Independente de qualquer coisa, o time já terá uma evolução brutal só por trocar Byron Scott por qualquer outro ser humano para comandar a comissão técnica. Não faço ideia como será Luke Walton (ser técnico do Golden State Warriors era moleza, convenhamos…), mas já será infinitamente melhor do que Scott.

Diante das incertezas e da inexperiência dos jogadores mais promissores, é bem possível que o Lakers continue sendo um dos piores time do Oeste.

[Previsão 16/17] Sixers: chega de tank

Inauguro aqui com o Philadelphia 76ers a série de posts sobre como chegam os times para a temporada de 2016/2017. Não tenho a pretensão de cravar a campanha de cada franquia ou coisa do gênero, mas ~pincelar sobre como foi a offseason, como se saiu nas trocas e renovações e como o time chega para a próxima edição do campeonato.

A ordem que adotei para fazer vai ser da pior para a melhor campanha na temporada regular do ano passado. Deste modo, boa parte dos favoritos ficam para o final – ainda que a dinâmica mude um pouco de um ano para o outro.

Começando então pelo Philadelphia: é um time que eu acho que vai ser bacana de assistir e que finalmente vai entrar para não perder – nos últimos três anos ‘o processo’ do Sixers se baseou, no ‘tank’, que é perder de propósito para ficar com a pior colocação possível na tentativa de angariar o maior número de talentos via draft.

Se de certa forma o lance todo valeu a pena para escolher Ben Simmons, um jogador que pode ser capaz de transformar uma franquia, por outro lado o método pode ser bastante questionado, já que o time conta com uma overdose de pivôs e o segundo jogador mais talentoso do grupo, de acordo com as expectativas, não jogou uma partida sequer em dois anos de liga.

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Todos em Philadelphia apostam em Simmons para ser o franchise player

Offseason
O principal objetivo do time foi alcançado, que era pescar Simmons no draft. Nas metas secundárias, o time não teve tanto êxito assim: na busca por um armador de calibre, a franquia conseguiu no máximo duas apostas interessantes (Jerryd Bayless e Sergio Rodriguez); e na tentativa de cercar os jovens talentos de jogadores experientes, o front office do Phila falhou completamente.

Também não conseguiu despachar o garoto-problema Jahlil Okafor, que tem talento, mas vai ter uma competição muito feroz na posição e a indisciplina preocupa a comissão técnica do time.

Time provável
PG – Bayless / Rodriguez
SG – Henderson / Thompson
SF – Covington / Saric
PF – Simmons / Okafor
C – Noel / Embiid

Expectativa
Certamente não será o pior time da liga como no ano passado, mas ainda não é o momento para desfrutar dos resultados do processo de reconstrução do time. Vai ser divertido assistir, mas não vai incomodar.

As novidades do NBA2k17

A uma semana do lançamento do NBA2k17, próxima edição da principal franquia de jogos de basquete, a produtora do jogo divulgou em seu blog alguns detalhes das novidades que o game trará em dois de seus modos mais populares: MyGM e MyLeague, ambos com uma simulação do gerenciamento de uma franquia ao longo das temporadas. À primeira vista, as novidades trarão mais realismo, controle e, consequentemente, mais diversão ao jogo.

Rotação

Algumas das principais demandas dos usuários foram ouvidas. Por exemplo, o esquema da rotação do time agora será mais detalhado. Ao invés de só dizer quantos minutos você quer que cada atleta fique em quadra em média, será possível determinar o quanto cada um vai atuar em cada posição – o que é ótimo, já que na edição passada um reserva versátil era prejudicado ou comia minutos demais do titular da posição por não ter essa variação programada.

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Vai ser possível também determinar exatamente em que período do jogo cada cara vai estar em quadra. A montagem da rotação vai acontecer em uma tela de ‘storyline’ com todos os minutos da partida e vai ser possível editar a ‘barrinha de tempo’ de cada jogador do time na posição que você quiser que ele jogue.

Atividade na offseason: mudança de regras na liga e trocas

Assim como na NBA, com o passar das temporadas dentro do jogo, algumas mudanças nas regras da liga aparecerão para o usuário, como se ele fosse mesmo um GM decidindo se mais times devem entrar na liga, se mais jogadores serão chamados ao All Star Game, se o tempo de posse de bola será alterado e etc.

Durante a offseason os times também terão maior autonomia para negociações de jogadores e escolhas de draft, sem necessariamente delimitar as ações dos times para alguns momentos apenas.

Atmosfera mais realista

O mais importante de tudo, aparentemente a atmosfera do jogo está ainda mais realista. São alterações que não mudam em nada a jogabilidade, mas ‘temperam’ a experiência do usuário e tornam o passatempo ainda mais bacana. Uma coisa bastante anunciada foi a gravação in loco do áudio das 30 arenas da NBA, o que promete dar uma cara exclusiva a cada time quando jogar em casa.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=1lfBzRfO9pg&w=560&h=315]

Este clima também será afetado pelo esquema de rivalidades que vai ser colocado nessa edição. Quando o Clippers for enfrentar o Pacers, o ambiente será um (mais tranquilo, corriqueiro) e quando receber o Lakers, será outro (mais efervescente e animado).

Outras ‘perfumarias’ entram no pacote: aquela barrinha de comentários nas redes sociais vai ter uma proporção maior de boatarias e com o passar dos anos os times poderão aposentar os números das camisas dos seus craques.

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