Month: October 2016 (Page 2 of 4)

Controlem os ânimos: é improvável que a liga volte a Seattle agora

Muita coisa tem pipocado na internet sobre uma possível volta do Seattle Supersonics. O papo que tem rodado por aí é que, com a validação do novo acordo financeiro entre times e jogadores, a liga, formada pelos donos das franquias, estaria pensando em expandir o número de equipes das atuais 30 para 32. E, com isso, Seattle seria uma das cidades favoritas a ganhar um time.

Eu também adoraria ver o Sonics de volta por aí e concordo que foi uma decisão de merda, errada, tirar o time de lá em 2008, mas é preciso tentar separar o que é especulação e o que é verdade nesta história toda. Neste caso, me parece, infelizmente, apenas uma tremenda forçação de barra.

A história voltou à tona porque existe uma cláusula no contrato bilionário de transmissões dos jogos pela tevê que prevê um acréscimo no repasse aos times caso haja uma expansão na NBA.

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Uma decisão como esta – de fazer a liga crescer ou não – depende de uma canetada dos donos dos times. Como eles não estão lá para brincadeira e querem mais é ganhar a maior quantia de dinheiro possível, os boateiros de plantão já deduzem que naturalmente a liga vai ter novos times em breve. Afinal, mais times = mais dinheiro.

Não é bem assim. Justamente pelos donos de franquias serem tão fascinados por grana é que eu não acredito que a liga vá crescer em um futuro próximo. O primeiro raciocínio que é preciso ter é que, mais times significa numa maior divisão do bolo total da renda de televisão. Se atualmente o contrato de 2,6 bilhões de dólares anuais é dividido por 30, no futuro ele será repartido por 32 em um eventual acréscimo de franquias.

Neste caso, tudo bem, há de fato uma previsão contratual de que o repasse seja maior caso mais times entrem no racha, mas e o resto?

A NBA é uma máquina de fazer grana. A liga lucra com a venda de ingressos, produtos licenciados, parceria da marca e etc. Para manter o equilíbrio financeiro e esportivo das coisas, boa parte destas receitas também são dividas entre todos.

O negócio está indo bem, ganhando popularidade entre o tradicional público americano, crescendo pelo globo, mas não me parece que os 30 atuais donos de times estejam dispostos a repartir a bolada com mais gente sem a certeza de que isso vai render uma grana ainda maior para cada um deles.

Essa falta de convicção me parece clara. O próprio Adam Silver falou há pouco, em maio, sobre isso. “Hoje nós somos 30 parceiros. Cada dono tem 1/30 de todas as oportunidades globais, mas o problema começa no seguinte, se você expande a liga, você vai repassar um pouco disso para um novo grupo de parceiros? Do jeito que a liga está, com todo o sucesso, não estamos em uma posição de fazer experiências”.

Note, Silver é o representante de todos os times. É o cara da caneta. Se a crença fosse maior, o discurso seria outro, mais otimista.

Nem entro no mérito dos que dizem que colocar mais um time no mapa americano é ruim para os mercados próximos (há quem diga isso sobre uma franquia em Kansas City, afetando Oklahoma e em Seattle, atrapalhando os planos de Portland). Eu não concordo com isso – e nem Paul Allen, dono do Blazers, que votou contra a mudança do Sonics há dez anos.

E isso tudo é só parte do problema. Digamos que os donos de times queiram, sim, aumentar o tamanho da liga, mesmo contra todos estes prognósticos. Ainda assim Seattle tem uma série de concorrentes e alguns problemas cabeludos para resolver.

O principal deles é a sua nova arena. A NBA só vai para uma cidade que tenha plenas condições de receber um time. Lá atrás, a liga saiu de Seattle justamente por uma picuinha sobre seu ginásio: a Key Arena era pequena e não preenchia alguns requisitos que eram exigidos para a disputa do campeonato. Na discussão entre fazer uma nova, a prefeitura se omitiu e o então dono preferiu vender o time.

Agora, o atual investidor (que tentou comprar o Sacramento Kings e levar o time para lá) até tem uma área para construir um estádio, mas não tem a aprovação da cidade para erguer uma arena naquele local. O assunto é complexo: na mesma área, já foram construídos os Saeco Field e o CenturyLink Field, campos dos times de baseball e futebol americano da cidade. Além disso, é a rota de acesso ao porto de Seattle. Para construir uma nova arena nas redondezas (onde o investidor possui as áreas para esta finalidade) seria necessário ocupar um espaço por onde passa uma avenida atualmente, além de bloquear outra rua.

Em maio deste ano, o conselho municipal da cidade vetou esta possibilidade por enquanto. No ato da decisão, o prefeito de Seattle afirmou que a escolha afastava a cidade de ter um time da NBA novamente.

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Enquanto isso, Kansas City, Pittsburgh, Louisville e Las Vegas contam com arenas novas, de pé, prontas para receber jogos.

Neste caso, ainda existe a alternativa de que um ginásio seja construído em uma área menos problemática da cidade, mas dai um novo problema mobiliário surgiria: onde? quem compraria esta área? há investidor para isso? Seria uma solução com novas incertezas.

Torcer para que Seattle tenha uma franquia novamente eu também torço. Que existem algumas condições para que a NBA se expanda é verdade. Mas tudo me parece ainda muito distante de um final feliz para o Sonics – a ponto de toda esta boataria ser irracional. É uma pena.

 

 

 

League Pass lança nova modalidade de assinatura de até oito jogos por mês

A NBA está querendo mexer com a sua cabeça. Esta semana mesmo eu falei aqui sobre o dilema que algumas pessoas têm entre assinar ou não o League Pass, sistema de assinatura para assistir a todos os jogos da temporada. Eu gosto muito do serviço e assinarei com certeza, mas entendo que ele serve somente para alguns propósito, já que a ESPN e Sportv vão passar mais de 200 jogos na tevê.

Pois bem, ontem mesmo o League Pass lançou uma nova forma de assinatura que pode botar mais um ponto de interrogação na cabeça de muita gente. É o Game Choice. Basicamente, por menos da metade do preço do League Pass tradicional, dá para escolher oito jogos a gosto para assistir pelo computador por mês. Me parece uma boa opção para quem não se contenta com a programação da tevê a cabo, mas que também não vai ter todo o tempo do mundo para ver muito mais do que um jogo por dia.

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Com um bom planejamento dá pra ver a grade de jogos que já vão passar nos canais do Brasil e complementar com algumas partidas imperdíveis (lembrando que só não vai ter NBA na tevê às quintas-feiras praticamente). Dá pra assinar por R$ 199 pela temporada toda ou por R$ 15,99 por mês (bem mais barato do que os R$ 419 da temporada ou R$ 44,99 por mês do League Pass).

Eles também liberaram o clássico Team Pass, que serve para quem faz questão de só assistir seu time do coração. Neste caso fica R$ 25,99 por mês ou R$ 259 por ano.

Ainda na dúvida. Compare ai e tire suas próprias conclusões.

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O verão dos pivôs ruins de lance-livre

O verão americano é uma época estranha para os pivôs que são péssimos em lances-livres. Seguindo a recomendação de todos os fãs revoltados em ter que assistir um festival de horrores nos minutos finais dos jogos em que os times fazem faltas propositais para mandar estes caras para o free throw, é comum a gente ver notícias e vídeos deles arremessando – e surpreendentemente, acertando! – centenas de lances-livres.

Eu já perdi a conta de vezes que ouvi dizer que “nesta offseason, Dwight treinou muito e agora está chutando acima dos 70%”. E mesmo assim, em quadra, na hora que o bicho pega, seu aproveitamento só cai.

Aproveitamento de Dwight Howard no lance-livre ano após ano

Aproveitamento de Dwight Howard no lance-livre ano após ano

E não é uma exclusividade dele. Este ano Andre Drummond estaria  treinando com um óculos de realidade virtual, numa dinâmica em que ele assiste sua própria mecânica de arremesso e corrigindo o que fez de errado e repetindo o que fez de certo. Rudy Gobert diz que treinou tanto que está acertando nove entre dez arremessos, DeAndre Jordan passou o verão do ano passado inteiro internado num ginásio com Chris Paul tentando melhorar…

Nunca funciona.

Por mais que a gente se condicione a cobrar que estes caras treinem toda vez que surge um papo sobre mudar a regra pra acabar com aquela chatice das faltas propositais para levá-los ao lance-livre, a história prova que, para alguns casos, não é uma questão de treino, mas é um problema de cabeça.

Eu entendo. O lance-livre é o único momento em que o jogo se volta exclusivamente para um jogador. O cronômetro congela, o ginásio inteiro passa a secar o arremessador, a Terra quase que para de girar aguardando que o atleta jogue a bola contra a cesta. Para alguém que tem claros problemas em lidar com a pressão, óbvio que isso tudo é um convite para uma tijolada na tabela ou um humilhante air ball.

Também há quem diga que as bolas de basquete são pequenas perto das mãos ridiculamente grandes destes pivôs imensos, que eles são muito grandes para que o arremesso faça o arco necessário e etc. Concordo que tudo isso dificulte, mas seriam fatores corrigíveis com treino. A cabeça, não.

Além do mais, Kawhi Leonard tem mãos imensas, Dirk Nowitzki tem o tamanho de um pivô e mesmo assim ambos chutam free-throw numa boa. Inegavelmente é a personalidade do cara que determina se a bola vai entrar ou não no aro.

Eles podem passar uns cem verões e outras cem primaveras tentando. Para uns ou outros, simplesmente não há o que fazer.

 

 

 

O dilema de assinar ou não o League Pass

Eu tenho recebido algumas perguntas sobre preços e custo/benefício da assinatura do League Pass, sistema de pay-per-view da NBA que você pode assistir a todos os jogos da temporada pelo computador. O que eu vejo é a turma se questionando se vale a pena assinar o LP diante da porrada de jogos que vão passar na tevê a cabo ao longo da temporada.

Eu sou suspeito para falar. Eu assino há anos, desde quando minha internet era um lixo completo e eu só conseguia assistir os jogos da madrugada. Acho excelente! Apesar de tudo isso, tenho que reconhecer que atualmente é uma assinatura que vale a pena para poucos tipos de fã de NBA. Se você for um deles e tiver a grana, recomendo muito. Se não, acho melhor deixar quieto e curtir pela tevê mesmo.

Alguns fatores que acho que são bons de levar em consideração e responder a algumas perguntas:

  • Tempo para assistir os jogos. Sportv e ESPN vão passar um jogo por dia, exceto nas quintas-feiras. Você vai conseguir ver mais do que isso?
  • Você acha ok assistir o jogo ou o tape em horários alternativos, sem que seja ao vivo?
  • Torce e quer assistir jogos de times menos badalados, como Sacramento Kings, Phoenix Suns, Denver Nuggets, Orlando Magic e cia?

Se você responde sim para alguma destas perguntas, é de se pensar assinar.Só no League Pass que vai ser possível assistir jogos de alguns times preteridos pela programação de ESPN e Sportv. Lá também há a disponibilidade de assistir as partidas na manhã seguinte numa boa, com todos os detalhes da transmissão ao vivo.

Se você responde ‘não’ ali acima, acho que os mais de 200 jogos que vão passar na tevê já estão de bom tamanho – lógico, se você não tem os canais que vão passar os jogos, é de se reconsiderar tudo.

Existem outras questões básicas que precisam ser levadas em conta (aqui para os super iniciantes na coisa): é preciso ter uma internet razoavelmente rápida (10mb já roda muito bem) e a assinatura custa 419 reais (ou 44 reais mensais). A transmissão vem com o áudio original da partida, em inglês, o que também influencia um pouco a opinião da galera.

E ai, qual a sua decisão?

 

[Previsão 16/17] Confira as análises de todos os times para a temporada

Ao longo do último mês, eu fiz uma análise time a time de como cada um entra na disputa da temporada 2016/2017. Além de uma pretensiosa previsão do que está em jogo para cada franquia, ainda há uma recapitulação de como foi a offseason de cada um e como deve ser a rotação de cada equipe. Quem não viu, vale a pena ler, nem que seja pra discordar. Se já leu, recomendo guardar para jogar na minha cara se eu estiver errado ao final da temporada.

Dá uma olhada:

Na briga pelo título

Cleveland Cavaliers: a leveza do anel de campeão

Golden State Warriors: só o título interessa

San Antonio Spurs: o metodismo fantástico

Lutam pelas finais de conferência

Los Angeles Clippers: por um ano sem lesões

Toronto Raptors: a temporada passada como um espelho

Oklahoma City Thunder: para Westbrook fazer história

Boston Celtics: o processo ideal

Indiana Pacers: cercando Paul George de talento

Devem se garantir nos playoffs

Atlanta Hawks: para manter a escrita

Charlotte Hornets: o desafio de fazer mais com menos

Portland Blazers: cacife com uma pitada de sorte

Houston Rockets: 100% ataque, 0% defesa

Utah Jazz: não dá pra ficar no ‘quase’ mais uma vez

Briga pelos playoffs

Detroit Pistons: a aposta nos pivôs

Memphis Grizzlies: o poder da insistência

Minnesota Timberwolves: é hora de confirmar o hype

Dallas Mavericks: as costas cansadas de Nowitzki

Chicago Bulls: um trio sem três

Milwaukee Bucks: a primavera grega

Orlando Magic: alguém entendeu alguma coisa?

Denver Nuggets: não subestimem os ‘underdogs’

New York Knicks: a soma de todos os fracassos

Washington Wizards: o limite do talento de Wall e Beal

Sem chances de playoffs

Miami Heat: os cacos de um verão trágico

New Orleans Pelicans: a franquia do Mais Médicos

Sacramento Kings: o caótico reino de Cousins e mais ninguém

Phoneix Suns: só Booker interessa

Los Angeles Lakers: há vida pós-Kobe?

Philadelphia 76ers: chega de tank

Brooklyn Nets: os últimos serão os últimos

Fantasy: quem pegar e quem não pegar no draft da sua liga

O draft é o momento mais importante para uma liga de fantasy. É ali que os times escolhem o elenco base para o restante da temporada. Mesmo que as trocas e os free agents possam dar uma nova cara para a equipe, um bom trabalho no draft facilita muito as coisas. Pegar um ‘steal’ (um jogador que vai produzir muitos ‘fantasy points’ tarde no draft) pode dar o título para um time. Pegar um trambolho que cai de produção é fatal.

Não é fácil projetar as estatísticas do jogador de um ano para o outro – na real este é o maior desafio das ligas de fantasy -, mas existem algumas pistas que podem ajudar a ‘prever’ como será o desempenho de alguns jogadores.

Vou separar então dois grupos de jogadores. Aqueles que você deve tentar garantir para seu time e aqueles que você deve evitar.

Fique de olho!

 Giannis Antetokounmpo (GF / Milwaukee Bucks)

O ‘greak freak’ é a menina dos olhos desta temporada. Ele tem apenas 21 anos e já vai para sua quarta temporada na liga. Já mostrou que tem potencial para ser uma estrela na segunda metade do campeonato passado, quando passou a jogar como armador do time e seus números explodiram – teve médias de 18,8 pontos, 8,6 rebotes e 7,2 assistências nos 28 jogos finais da temporada.

Médias por mês na temp 15/16

Giannis: médias por mês na temporada 2015/2016

É o tipo do cara que preenche todo o box score, com boas médias em todos os atributos. Não é exagero pegá-lo no top20.

Hassan Whiteside (C / Miami Heat)

Rolou uma debandada geral entre os caras que concentravam boa parte dos fantasy points do Miami Heat. Praticamente só sobrou Whiteside. Ano passado sua “Usage %” (proporção de ações na quadra que tem participação do jogador) cresceu muito quando jogou sem Chris Bosh ao seu lado, de 17% para 23%. Suas médias também saltaram para 18 pontos e 13 rebotes. Sem Wade, então, não é difícil imaginar Hassan com médias de 20 pontos por jogo.

Nikola Jokic (FC / Denver Nuggets)

O pivô do Denver já era um excelente jogador para se ter no time, com médias excelentes de pontos e rebotes por minuto. O problema era que ele ainda não tinha muitos minutos de quadra. Agora, é de se esperar que ele fique perto de 30 minutos por jogo em quadra. No ano passado, quando teve esse tempo de ação, teve as excelentes médias de 16,5 pontos, 11,5 rebotes e 3,5 assistências. Recomendável pegar entre os 30 primeiros do draft.

Dennis Schroder (G / Atlanta Hawks)

Ser armador do Atlanta Hawks nos últimos anos, desde que a atual comissão técnica chegou, é garantia de boas médias. Jeff Teague, titular absoluto da posição até temporada passada, tinha garantidos 13 arremessos por jogo e ainda conseguia produzir mais 7 assistências e 2,5 rebotes. Isso dividindo tempo de quadra e posse de bola com o jovem Schroder. Agora, a armação do time ficou toda a cargo do alemão.

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Temporada passada, Dennis já era o nono jogador mais acionado da liga nos minutos em que estava em quadra. Mesmo que não consiga manter este ritmo, deve aumentar consideravelmente suas médias de pontos e assistências para patamares, no mínimo, similares aos de Teague nos anos passados.

D’Angelo Russell (G / Los Angeles Lakers)

Nenhum esporte pode ser tratado como uma ciência exata – a observação puramente estatística emburrece a análise. Mesmo assim, existem constatações naturais. Um time arremessa, em média, 85 bolas por jogo. Kobe Bryant, sozinho, concentrava 17 destes chutes no Lakers do ano passado. Sem o veterano, é de se esperar que Clarkson e Russell ganhem mais oportunidades para pontuar ao longo das partidas, especialmente o segundo, que é mais talentoso.

Além disso, a tendência é o time jogar em ritmo mais acelerado com o novo treinador, Luke Walton, aumentando a produção estatística dos jogadores por partida. Se conseguir se manter consistente, grande desafio dos armadores jovens, Russell se torna uma excelente opção para o meio do draft.

Myles Turner (C / Indiana Pacers)

Não tem muito segredo: o jogador se tornou o titular do Indiana e é a aposta de segundo atleta mais importante da franquia. Teve técnico demitido por lá por causa disso até. Turner teve as melhores médias de tocos dos playoffs, quando assumiu um certo protagonismo na rotação do Pacers. A expectativa é que tenha boas médias de bloqueios e rebotes.

Fuja deles!

Dwyane Wade e Rajon Rondo (G / Chicago Bulls)

Se você não quer dor de cabeça ou arriscar se decepcionar, é bom não apostar em um dos dois jogadores. Basicamente os dois precisam da bola nas suas mãos para produzir fantasy points. Acontece que o jogo só tem uma bola, RISOS. Com Jimmy Butler completando o trio, é de se esperar que o rendimento de todos caia um pouco, já que o Bulls não deve jogar muito espaçado na quadra e ainda tem uma molecada no backcourt reserva pedindo passagem.

Pau Gasol (C / San Antonio Spurs)

É arriscado apostar contra Gasol, que mesmo velho e em diferentes esquemas, sempre conseguiu se mostrar um excelente jogador de fantasy. Acontece que agora ele é jogador do Spurs e sua média de minutos deve cair. Também vai jogar ao lado de Lamarcus Aldridge, a principal referência do garrafão do Spurs.

Em uma liga que a pontuação por minutos é relevante, Gasol ainda é uma boa peça. Nas demais, perde valor para esta temporada.

Nikola Vucevic (C / Orlando Magic)

O pivô tem sido uma boa opção nas últimas temporada em um Orlando esvaziado de talento ofensivo. Agora, no entanto, deve ter concorrência na produção de FPs. Fournier e Ibaka devem ter um volume significativo de chutes por jogo. Gordon e Hezonjia podem despontar como focos no ataque em algum momento também. Além disso, terá mais concorrência no garrafão com a sombra de Biyombo.

Brandon Knight (G / Phoenix Suns)

O combo guard do Phoenix vem de altos e baixos. Ainda que tenha se firmado como um armador com médias bacanas de rebotes e pontos, Knight não é a prioridade do Suns. Bledsoe é dominante quando está em quadra e o papel de Knight deve ser preenchido pelo jovem talento Devin Booker.

Kenneth Faried (F / Denver Nuggets)

Faried sempre foi um jogador de eficiência questionável na NBA, mas sua produção em fantasy era incontestável. Ainda que seja possível ver um jogo ou outro com 20 pontos e 20 rebotes, as médias de Faried devem ser sensivelmente afetadas por uma temporada saudável de Danilo Gallinari e pela ascensão de Jokic e Nurkic.

Listão com todas as transmissões de Sportv e ESPN

Há alguns dias soltei aqui a lista de transmissões da ESPN e da Sportv. Agora só me dei ao trabalho de juntar as duas em um só calendário para facilitar a vida de todo mundo.

Deixei como uma página fixa no topo do blog (pra quem lê no desktop) chamada de “Calendário de Jogos na TV“. Quem lê no celular pode acessar numa barrinha de links que aparece no cabeçalho da página no canto superior esquerdo. Recomendo que salvem nos ‘Favoritos’, por que vai ser bem útil ao longo da temporada – aqui vou só deixar como link porque a lista é muito grande.

Basicamente só não vai ter jogo na Sportv ou ESPN na quinta-feira (dia da rodada nobre nos EUA, quando a TNT transmite para todo o país os jogos). De resto, vai ter NBA na tevê praticamente todos os dias!

Ah, eu não sei se os canais se ligaram nos horários de verão do Brasil e dos EUA, que faz a nossa diferença de horários variam de uma a três horas ao longo do ano, quando soltaram essa programação. Desconfio que não. Mas daí eu altero o calendário conforme as datas forem chegando.

FAÇAM BOM PROVEITO. DE NADA.

[Previsão 16/17] Warriors: só o título interessa

Eu já escrevi há algum tempo aqui o quanto acho que a chegada de Kevin Durant ao Golden State Warriors consegue ser bombástica e cirúrgica ao mesmo tempo. O ala é um dos melhores jogadores do mundo. Ofensivamente ele é praticamente imparável. Defensivamente, quando quer, é monstruoso. E entra em um time que consegue trabalhar como nenhum outro para deixar seus arremessadores em excelentes condições e para defender intensamente o perímetro. Ainda que eu tenha torcido meu nariz quilométrico para a escolha de Durant, eu acho que não tinha lugar melhor para ele se encaixar.

A forma como as coisas se desenrolaram ano passado também serviu como um aprendizado para o GSW: bater todos os recordes possíveis, se tornar um time quase imbatível e cair de forma avassaladora na final é uma narrativa que vai martelar na cabeça dos jogadores para sempre. Se isso for usado para o bem, a equipe só tende a melhorar.

Não que o time vá bater o recorde insano de 73 vitórias na temporada regular. Acho até que é mais provável que pegue um pouco mais leve ao longo dos meses para chegar aos playoffs correndo menos riscos – as lesões de Curry no mata-mata também assustaram o time.

O histórico, inclusive, confirma esta tese. Dos últimos dez times que venceram 67 jogos ou mais ao longo da história, nove caíram de rendimento na temporada seguinte. Não necessariamente ficaram piores, mas é normal levar uma temporada com mais calma tentando se preservar para um mata-mata mais seguro.

Assim como o Spurs, ainda que em outra medida, o Golden State vai ter que se acostumar a jogar sem Andrew Bogut. Mesmo jogando poucos minutos, o pivô australiano era quem fechava a defesa dentro do garrafão para o time. Zaza Pachulia, o substituto, não tem a mesma habilidade na cobertura e na proteção do aro. Draymond Green vai ter que cobrir esta lacuna, com a ajuda de Durant. Não chega a ser um grande problema, mas é o único problema que me vem à mente.

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Há quem fale também em guerra de egos. Não acho que será um problema agora. É sempre difícil dissertar sobre a personalidade de um jogador que a gente só acompanha à distância, mas Durant parece ser um cara fácil de lidar e consciente do papel que tem que desempenhar para encaixar no time. Palpite puro, mas é a minha impressão.

Lá na frente, se o negócio desandar, pode ser que aconteça mesmo. Não existe harmonia que resista à frustração das expectativas – mas daí já é especular além do limite aceitável.

Por conta de tudo isso, não dá para esperar nada menos do que o favoritismo absoluto ao título da NBA.

Offseason
Warriors foi o grande vencedor da temporada de assinatura de free agents. Conseguiu fisgar o craque do ano, contra vários prognósticos. Ainda se saiu relativamente bem quando teve que bolar uma ‘engenharia dos salários’ para acomodar Durant na sua folha de pagamento – conseguiu Zaza Pachulia por ínfimos (na NBA de hoje) 2 milhões de dólares.

Time Provável
PG – Stephen Curry / Shaun Livingston
SG – Klay Thompson / Ian Clark
SF – Kevin Durant / Andre Iguodala
PF – Draymond Green / David West
C – Zaza Pachulia / Anderson Varejão / Javale Mcgee

Expectativa
Atual recordista de vitórias em uma única temporada da NBA, time do MVP dos dois últimos anos e equipe que arregimentou o principal jogador da offseason. Só o título interessa, não?

[Previsão 16/17] Spurs: o metodismo fantástico

Sabe qual foi a última vez que o San Antonio Spurs ganhou menos do que 50 jogos na temporada regular? Em 1999, quando o locaute (greve dos patrões) encurtou a temporada da NBA quase pela metade. Mesmo assim, o time ganhou 3/4 das partidas daquele ano e conquistou seu primeiro título.

E sabe quando foi a última vez que não foi aos playoffs? No pré-histórico ano de 1997, quando perdeu tudo que podia de propósito só para buscar Tim Duncan no draft seguinte.

Fora isso, a franquia não vacila. São 44 playoffs em 50 anos de história. É quase o mesmo número de mata-matas do que Philadelphia e Atlanta, com 20 anos a menos de história. Na frente deles, só a dupla Lakers/Celtics.

Tudo isso para provar que não é porque Tim Duncan, maior jogador da história da franquia, se aposentou, que a coisa vai degringolar no interior do Texas. San Antonio continuará ganhando mesmo sem seu principal nome das últimas duas décadas.

O provável sucesso deste time é a prova de que o Spurs chegou a um nível de metodismo que independe de quem está em quadra: o basquete será praticamente o mesmo.

New Orleans Pelicans v San Antonio Spurs

Claro que o time é impecável na renovação dos talentos do elenco, algo fundamental para que o plano da franquia seja colocado em prática. Aliás, dá para notar a renovação? Enquanto Ginóbili, Duncan e Parker iam se aposentando gradualmente em quadra, Kawhi Leonard foi se transformando no melhor defensor da liga e em um dos mais letais arremessadores do jogo. O time ainda conseguiu atrair um dos jogadores mais eficientes e menos badalados da NBA, Lamarcus Aldridge, para segurar a barra no garrafão. A melhor renovação é aquela que a gente mal consegue notar!

É possível que enfrente alguns obstáculos mais cascudos neste ano. Depois de vir de uma temporada com um dos melhores desempenhos defensivos de todos os tempos, o time terá que se acostumar com um Pau Gasol no comando do garrafão – que é excelente no ataque, quebra um bom galho na defesa onball, mas não é um gênio na cobertura como era Tim Duncan.

Mas, mesmo que demore um tempo para engrenar, não há qualquer outro motivo para apostar contra o time de Gregg Popovich.

Offseason
A maior baixa foi a aposentadoria de Tim Duncan. Perdeu ainda David West para o rival Warriors e Boban Marjanovic para o Pistons. Repôs bem com Pau Gasol e David Lee.

Time Provável
PG – Tony Parker / Patty Mills
SG – Danny Green / Manu Ginobili / Jonathon Simmons
SF – Kawhi Leonard / Kyle Anderson
PF – Lamarcus Aldridge / David Lee
C – Pau Gasol / Dewayne Dedmon

Expectativa
Nada de diferente dos últimos anos. Mesmo com rivais muito mais badalados, o time deve fazer uma campanha boa suficiente para ser um dos primeiros do Oeste e, na pós-temporada, brigar pelo título.

[Previsão 16/17] Cavs: a leveza do anel de campeão

Não é só porque o Cleveland Cavaliers é o atual campeão da NBA ou porque passeou nos playoffs da conferência no ano passado, mas Lebron James e sua trupe chegaram a um ponto que é impossível duvidar que ele chegará a mais uma final. Se o favoritismo se confirmar, será a sétima final seguida do jogador – um feito único na ‘NBA moderna’ e que em toda a história só foi alcançada pelo jurássico time do Boston Celtics dos anos 50 e 60.

Por mais que alguns rivais diretos na conferência, como Toronto, Indiana e Boston, tenham se fortalecido, não dá para dizer que tenham alcançado o patamar do Cavs. Se no ano passado, mesmo capengando na temporada regular (a ponto de trocar de técnico), a franquia conseguiu bater os super-recordistas do Warriors, não vai ser neste ano que a supremacia do Cleveland na conferência Leste será colocada em dúvida.

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O time ainda tem a seu favor jogar sem as toneladas de pressão nas costas que foram colocadas com a volta de James a Cleveland. O objetivo inicial foi alcançado já. A responsabilidade agora está com o rival.

E não que isso tenha uma influência direta no jogo, mas com a formação dos ‘galáticos’ de Golden State, o Cavs também afastou o papel de maior vilão da liga perante a torcida. Se antes todo mundo torcia contra a patota de Lebron, agora o alvo está no time do Warriors.

Zebras podem rolar, alguém pode despontar, claro, mas não é o que parece que vá acontecer.

Offseason
O time perdeu mais do que ganhou nesta offseason, mas nada que seja preocupante para os torcedores da franquia. Timofey Mozgov por para o Lakers depois de perder muito espaço no time na campanha do título. Matthew Dellavedova também partiu, mas não deve deixar saudades.

Time Provável
PG – Kyrie Irving / Kay Felder
SG – JR Smith / Iman Shumpert / Jordan McRae
SF – Lebron James / Mike Dunleavy
PF – Kevin Love / Channings Frye
C – Tristan Thompson / Chris Andersen

Expectativas
Qualquer coisa que não seja a final da NBA será decepcionante para este time. Acho que há poucos riscos da equipe vacilar. Se não sofrer com lesões, é quase garantido que enfrentará o campeão do Oeste em junho.

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