Como frequentemente acontece, o time queridinho de todos, a menina dos olhos desta temporada não está tendo resultados à altura das expectativas criadas ao seu entorno. O Minnesota Timberwolves está com apenas uma vitória em seis jogos e só não tem campanha pior do que o ‘já esperado último’ Philadelphia 76ers e o tenebroso New Orleans Pelicans.

Ainda que seja começo de temporada, o nível de competitividade da conferência Oeste nos indica que estes resultados desperdiçados logo de cara, especialmente derrotas para os fracos Nets e Kings, devem fazer falta na classificação final da equipe.

Por enquanto tem sido decepcionante porque seria legal ver o Minnesota já trilhar uma ida aos playoffs, mesmo que fosse para levar pau de algum favorito – como o Los Angeles Lakers esboça fazer já neste ano -, mas não chega a ser alarmante. Mesmo que continue com resultados ruins, é bem provável que o Timberwolves seja um dos próximos grandes times da liga.

Andrew Wiggins tem mostrado mais poder de fogo do que parecia ter, pontuando em um volume alto e chutando de três muito melhor do que nos dois primeiros anos da sua carreira, com duas cestas deste tipo por jogo. Karl Anthony Towns também tem mostrado um arsenal ofensivo mais apurado, com aproveitamento melhor nos chutes e mais participação na troca de passes do time, a ponto de, apenas no seu segundo ano, se mostrar uma referência sobre como os pivôs devem jogar daqui para frente.

Ainda conta com Kris Dunn e Zach Lavine no backcourt, o primeiro com um dos maiores potenciais do draft deste ano e o segundo é um surpreendente coadjuvante capaz de pontuar e marcar com intensidade. O mais velho dos quatro tem apenas 22 anos.

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No final das contas, o que importa para este time é a rodagem deles em conjunto. A lesão de Ricky Rubio, de certa forma, até ‘ajuda’ a franquia a encontrar sua identidade. Se vai precisar contar com seu talento ou se vai partir com tudo para cima de Dunn – ainda não dá para concluir qualquer coisa desta experiência, no entanto.

Até mesmo esta coisa toda de ir aos playoffs precocemente enquanto o time se desenvolve é superestimada. Há dois anos o Pelicans foi para o mata-mata e encanou muita gente que seria a primeira viagem aos playoffs de muitas. Não foi pra frente.

O próprio Oklahoma City Thunder, exemplo máximo e comparação mais fácil com este time do Wolves, passou pelo mesmo há alguns anos. Quando já contava com a dupla Westbrook e Durant, ainda na casa dos 20 e 21 anos, o Thunder já mostrava todo o talento do mundo, mas por duas temporadas teve campanhas com menos de 25 vitórias. O atual núcleo do Golden State Warriors, com Curry e Thompson, idem.

Portanto, mesmo que continue perdendo boa parte dos jogos, ainda dá para imaginar que, pelo talento que tem, este seja um dos grandes times da NBA. Já que não agora, que seja nos próximos anos.