Globo quer transmitir compacto dos jogos de madrugada em 2017

Saiu na última edição da Veja de 2016: a Globo pretende finalmente valer seu contrato e transmitir algumas partidas da NBA a partir de 2017. Segundo a coluna Radar da revista, o esquema seria parecido com o do UFC, em que a emissora transmitia um tape depois do evento. No caso da liga americana de basquete, seria um compacto de madrugada.

As reações nas DITAS REDES SOCIAIS não foram das melhores. O público que acompanha o esporte acha que o modelo precariza a transmissão. De fato, se isso se confirmar e for assim mesmo, o cara que quiser assistir NBA vai possivelmente ter que ficar acordado até a madrugada para ver um ‘protótipo de jogo’. Além disso, há o receio de que a Globo coloque sua ‘marca’ das transmissões esportivas que não são futebol: comentários infantis, rasos e que tratam o telespectador como se fosse um completo imbecil, recheando de analogias ao futebol e “à nossa realidade”.

Acho que tudo isso é verdade e lamentável. No entanto, acho que MESMO ASSIM é uma experiência válida. Parto do básico: a parcela de pessoas que tem acesso aos canais por assinatura é pequena ainda (certa de 1/3 dos domicílios do país). Se para nós, eu e você, que escrevemos e lemos sobre NBA, um compacto de madrugada é muito pouco, para quem não tem Sportv, ESPN ou League Pass essa pode ser a única forma de ver um pouco de basquete, conhecer os principais jogadores e se encantar por este esporte.

Galvão sempre diz que o esporte dele é o basquete. Nota-se.

Também penso que serve como um teste. Assim como a Band nos anos 80 começou transmitindo tapes de jogos DO ANO ANTERIOR e, dez anos mais tarde, chegou a passar os playoffs ao vivo – e até hoje é tida como a grande escola de NBA da turma que tem entre 30 e 40 anos -, a presença do basquete na Globo pode mudar com o passar do tempo. Claro que é bem difícil que veja a ocupar algum lugar relevante na programação, mas quem sabe aquele horário da meia-noite, da 1h30, não possa ser ocupado eventualmente por basquete ao vivo na maior emissora do país? Seria um feito e tanto!

A experiência da liga na tevê aberta nos anos 80 e 90 foi sensacional para a popularização do esporte e, ainda que os tempos fossem outros, o público também só tinha acesso a doses homeopáticas de NBA. E mesmo assim uma legião considerável de fãs se formou.

Para o próprio canal, a experiência de teste seria útil para aprender a transmitir basquete. Há muito a evoluir. O que temos de exemplo não é animador. Quando o Globo Esporte resolve encaixar um resumo da rodada sempre sai uma pérola (outro dia eles cantaram uma vitória do Charlotte BOBCATS e não se cansam de chamar as conferências Leste e Oeste de DIVISÕES). Mas eu confio que isso possa mudar a partir do momento que a Globo for transmitir as partidas e tiver que valorizar seu produto.

Posso estar entorpecido pelo espírito das festas de final de ano. Ou pela bebida que já está rolando desde cedo aqui. Mas eu estou esperançoso que isso pode ser bem positivo.

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1 Comment

  1. Douglas

    Parabéns! Ótimo texto!

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