Quero ser grande

Parece óbvio que, independente do que aconteça nos próximos quatro meses de temporada regular e outros dois meses de playoffs, os dois times que se enfrentarão na final da NBA serão Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, numa inédita terceira vez seguida.

E, se existe alguma mínima chance disso não acontecer, as apostas rondam San Antonio Spurs e Houston Rockets, outras sólidas forças do Oeste que parecem ter alguma possibilidade de engrossar o caldo e descolar uma vaga na final. Qualquer coisa além disso seria uma surpresa brutal.

Abaixo deles, há um time que se descola das outras 25 equipes da NBA. O Toronto Raptos parece estar na segura, porém incômoda posição de estar praticamente garantido na final do Leste, mas praticamente sem chances de bater o Cleveland Cavaliers em uma série de playoffs.

O time até tem totais condições de se manter na mesma toada do principal rival durante a temporada regular. Muito bem treinado, com um núcleo entrosado e eficiente, o Toronto não deve encontrar nenhuma dificuldade para se garantir com a segunda posição da conferência. Mas no mata-mata, diante de um Lebron em “playoff mode” e de um Cleveland com Kevin Love e Kyrie Irving jogando tudo que podem, a história é outra.

Nem compro aquela ideia de que o time ‘afina’. A campanha do ano passado comprovou que mesmo quando Lowry e Derozan não correspondem às expectativas, o time tem condições de ganhar dos demais concorrentes. O problema mesmo é que a qualidade do Cavs, atual campeão da NBA, é quase insuperável no Leste no momento.

O dilema, então, começa aí. Com alguns times flertando com a reconstrução total dos seus elencos, Toronto tem a possibilidade de ir atrás de algum nome de peso e levar seu grupo de jogadores a outro patamar ainda neste ano. Dos nomes mais óbvios do mercado atualmente, tanto Demarcus Cousins quanto Paul Millsap seriam suficientes para tornar o time canadense um ‘contender’.

A franquia é, também, uma das que tem as melhores moedas de troca neste momento para times que querem formar uma equipe vencedora no futuro. Dos seus 15 jogadores, sete estão em seus contratos de calouro.

O porém é que uma mexida agora pode comprometer o futuro da franquia. Além de abrir mão de um punhado de jovens talentos em franca evolução e com contratos baratos, isso levaria o time a concentrar suas forças nas estrelas do time que, neste caso, seriam jogadores já veteranos sem contratos garantidos. Para complicar, Lowry se torna free agent ao final da temporada e, aos 31 anos, muito possivelmente vai forçar a barra para assinar uma extensão no valor e duração máxima, comprometendo boa parte da folha salarial do time com um jogador que em alguns anos deve começar a perder rendimento.

Ainda que seja arriscado, possa comprometer o futuro da franquia e não existam garantias de que o time vá realmente conseguir bater o Cavs, Golden State ou qualquer outro time, acho que é um passo que deve ser dado. É a chance mais clara de Toronto chegar a um lugar que jamais ocupou na NBA. É a oportunidade do Raptors mostrar que é tão grande quanto os principais concorrentes ao título.

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1 Comment

  1. MESTRE KAMIKA

    Na nba acredito que 2 andorinhas não fazem um verão, e por mais que Valanciunas seja um bom pivô(bom pontuador e bom reboteiro), não é decisivo regularmente. Gostaria de ver em ação o Jarred Sullinger na posição 4 em breve. O time vai ganhar bastante pois ele é reboteiro e pontuador também, além de estar mais magro esse ano. A posição 4 do raptors é muito ruim, joga o patterson que só sabe chutar de 3, joga o Siakam que é atletico e mais nada, ou joga o Lucas Bebe, que além de ser improvisado, não chuta de meia distancia.
    Se Sullinger voltar esse ano dá mais caldo(embora eu ainda acredite que por mais completa que seja uma equipe, tem que ter jogador decisivo e top.)

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