Bastou uma sequência ruins de jogos, com 8 derrotas em 9 partidas, que o New York Knicks voltou aos noticiários pelo que lhe é característico nas últimas décadas: muita treta, muita crise e pouco basquete.

Depois de atingir o surreal 4º posto na Conferência Leste por um breve momento, o time embarcou em uma má fase. Três derrotas seguidas, lesão de Kristaps Porzingis, sequência de derrotas ampliada para seis jogos, queda no rendimento de Carmelo Anthony… A coisa estava feia, mas ficou horrorosa quando o téncico Jeff Hornacek decidiu colocar o armador titular Derrick Rose no banco nos períodos finais das partidas. O jogador não curtiu e, segundo insiders, os dois discutiram feio.

Dias depois, ontem, o jogador não deu as caras na partida. O Knicks entrou em quadra com Brandon Jennings, armador reserva, sem sequer saber o paradeiro do seu titular. O time tomou um pau, Carmelo foi expulso da partida, Phil Jackson se recusou a falar com qualquer pessoa e, ao final do jogo, staff, comissão técnica e jogadores declararam que não faziam ideia do paradeiro de Rose, que na manhã do mesmo dia tinha ido treinar normalmente, sem dar qualquer indício ou justificativa que não estaria apto a jogar algumas horas mais tarde.

Apenas Joakim Noah, colega de Derrick desde os tempos de Bulls, apareceu para dizer que o jogador tinha falado com ele, “estava OK e sem correr qualquer risco” – já que alguns mais desesperados temiam que algo grave tivesse acontecido com o desaparecido Rose.

Mais tarde, apareceu a informação de que o jogador teria ido a Chicago tratar de assuntos pessoais, mas que não tinha avisado ninguém. No dia seguinte, sem dar qualquer explicação, Rose aparece de uniforme para treinar com o time, como se nada tivesse acontecido. Knicks convoca uma coletiva, diz que vai multar o jogador. Ele, dando uma de louco, disse que precisava ir para casa ver sua mãe (?). Se limitou a dizer que precisava de “espaço”. História difícil de engolir quando é tão simples fazer uma ligação ou mandar uma mensagem avisando alguém do ocorrido…

Rose (camisa 25) no treino do Knicks como se nada tivesse acontecido

Toda a novela e, pior, a falta de justificativas convincentes de todas as partes só depõem contra o Knicks e Derrick Rose. Por mais que obviamente qualquer pessoa tenha o direito de colocar sua família ou problemas pessoais a frente de qualquer outra responsabilidade, a falta de informações no dia do jogo e, principalmente, no dia seguinte, só aumentam as desconfianças de que o clima no elenco é bom o suficiente para tirar o time do buraco e de que o nível de profissionalismo exigido na franquia é mínimo.

Lembrando que uma das principais críticas associadas a Carmelo Anthony, principal jogador do time nas últimas temporadas, é que se importa mais com “New York” do que com o “Knicks” – suas atenções estariam voltadas à badalação da cidade e não ao basquetebol. Se a franquia não se incomoda com seus principais jogadores dando de ombros para o jogo, fica difícil pensar em um futuro vitorioso.

Também só confirmam que Derrick Rose é um jogador descompromissado que nunca mais vai render nem perto do que suas expectivas apontam. Sua falta de dedicação não vai compensar seus problemas de lesão.

O problema para ambos, Rose e Knicks, neste caso, é que todos os planos vão indo por água abaixo conforme a novela toda vai se prolongando. A franquia, da forma como foi montada neste ano, esperava resultados imediatos. E da forma como as coisas andam, isso se torna cada vez mais difícil.

De quebra, o Knicks pode notar que Rose não é útil nem para seus planos a curto prazo e nem para seu projeto de futuro. Se o jogador fazia juras de amor à camisa azul no começo da temporada, hoje seu futuro está cada vez mais incerto como membro do time.

Um drama digno de New York Knicks.

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