Saiu ontem a relação de jogadores que serão titulares no All Star Game deste ano, que será realizado no dia 19 de fevereiro (meu aniversário, rs) em New Orleans. Diferente dos outros anos, a seleção não foi feita diretamente pelo voto popular. O que se sabia era que o voto dos torcedores pelo site da NBA, pelas redes sociais e pelas cédulas nos jogos seria responsável por 50% das escolhas. De resto, jornalistas e jogadores dividiriam as responsabilidades para escolher os titulares.

Não tinha ficado muito claro se os 5 primeiros da votação popular estariam garantidos ou como ia ser feita essa divisão na prática. Só estava claro que a NBA queria diminuir os riscos de um jogador muito popular mas sem um desempenho espetacular dentro de quadra fosse escolhido – ano passado Zaza Pachulia ficou de fora por 14 mil votos e neste ano seria um dos titulares caso fosse usado o modelo antigo.

Ontem, no ato da divulgação, ficou claro: foi feito um ranking para cada uma das votações (torcedores, jogadores e jornalistas) e foi feita uma média da posição de cada atleta, dobrando o valor da colocação na lista dos fãs (fazendo ter um peso maior do que as escolhas de atletas e imprensa).

No final das contas, mesmo com Zaza sendo o segundo mais votado entre os torcedores, o fato dele ter sido apenas o 12º para os jogadores e nem citado na lista dos jornalistas (automaticamente caindo pra 10º, já que só nove foram votados) fez com que ele caísse para 6º na lista final de alas e pivôs do Oeste.

Por outro lado, Russell Westbrook, mesmo sendo o primeiro da lista dos atletas e da mídia, ficou de fora da relação dos titulares. Note que, na média, ele, James Harden e Stephen Curry EMPATARAM na média ponderada final, mas os jogadores do Rockets e Warriors entraram pelo critério de desempate, que é a melhor colocação na eleição popular.

No Leste aconteceu o mesmo. Demar Derozan e Isaiah Thomas empataram, mas o shooting guard do Toronto entrou por ser o 3º na lista do público, enquanto Isaiah ficou em 4º.

No final das contas, o novo modelo melhorou bastante as seleções. O público ainda é quem define majoritariamente os selecionados – mantendo a tradição do jogo ser uma celebração aos atletas mais populares da liga -, já que sete dos dez mais votados acabaram sendo titulares. Em contrapartida, a voz de atletas e jornalistas ameniza algumas distorções bizarras geradas por mutirões de torcidas e campanhas de super personalidades das redes sociais.

Não sou também favorável a dar mais peso para os atletas e a imprensa, porque, assim como os torcedores, eles também têm seus ‘queridinhos’ que não são lá tão merecedores de uma vaga no jogo – teve jornalista fazendo média com jogador local (exemplo: votando no Klay Thompson como titular), e jogadores avacalhando na votação (exemplo: Luke Babbitt, Michael Beasley, Jordan McRae recebendo votos).

De mais grave, por enquanto, foi só a exclusão de Russell Westbrook mesmo, discutivelmente o melhor jogador da temporada.

Uma alternativa seria abandonar de vez a separação por posições (já que não existe mais a distinção entre pivôs e alas), o que certamente colocaria o trio de armadores do Oeste juntos na lista de titulares do jogo. Por outro lado, iria fazer o evento descambar de vez e perder suas últimas características que ainda o fazem lembrar uma partida de basquete. Mas é algo para se pensar…

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