Virou moda nesta temporada. O jogador é substituído, o juiz apita uma falta questionável ou ele simplesmente não consegue lidar com a frustração de estar atrás no placar quando o técnico pede um tempo e resolve descontar na cadeira do banco de reservas com uma meia dúzia de socos. Demarcus Cousins fez isso uma dúzia de vezes neste ano já. Enes Kanter foi fazer o mesmo ontem, só que se deu muito mal: na hora do soco, QUEBROU A MÃO e deve desfalcar o time por dois meses. Gênio, né?

Na real, os jogadores fazem direto este tipo de imprudência. Na maioria esmagadora das vezes, não dá nada e passa despercebido. Mas quando acontece, coitado, vira piada e entra para a história.

Aqui vai, então, um histórico de lesões estúpidas que jogadores já tiveram na NBA por conta de algumas cagadas:

Amor e ódio
O caso de Blake Griffin é o mais recente. Ano passado, enquanto o time estava em Toronto, o jogador saiu no braço com um membro do staff do Clippers. Quebrou a mão ao socar o cara ‘múltiplas vezes’. Foi uma burrice tremenda, já que Blake se recuperava de uma lesão na coxa e estava prestes a voltar – até por isso tinha voltado a viajar com o time. O estranho de toda a história é que a vítima de Griffin era um cara supostamente com o qual ele tinha uma amizade bastante sólida. Imagina se ele não gostasse não do fulano…

Amare e o extintor
Sabe aquelas instruções de segurança que ensinam como quebrar um vidro e pegar uma mangueira ou apertar um alarme de incêndio? Pois é, a gente lê aqui, olha aquela ‘história em quadrinhos’ que explica os procedimentos mas sabe que nunca na nossa vida vai precisar fazer tal coisa. Amare não pode dizer o mesmo. Inteligentemente, uma vez ele quebrou um suporte de vidro onde dentro tinha um extintor e machucou a mão, prejudicando sua participação em uma série de playoff. A grande cagada, no caso, é que ele não estava reagindo a um incêndio, mas a uma derrota perfeitamente previsível para o Miami Heat de Lebron, Wade e Bosh.

A motoca de Monta Ellis
Jogadores geralmente assinam cláusulas nos seus contratos que os proíbem de algumas atividades. Andar de moto é a mais básica delas. Possivelmente para não cair nesta cláusula que comprometeria seus ganhos de um contrato de 66 milhões recém assinado, Monta Ellis falou que rompeu os ligamentos do seu tornozelo caindo de uma ‘MOTINHO DE BAIXA VELOCIDADE’. A verdade é que Monta comprometeu sua temporada e sua moral (se machucar assim andando de mobilete? hmm…), mas não o seu gordo contrato. Até que não foi tão burro assim.

Tony Allen depois do apito
O juiz apita paralisando a partida, mas o jogador aproveita o embalo para dar aquela enterrada só pra zoar. Cara, isso acontece direto – eu mesmo se conseguisse enterrar faria isso sempre. Tony Allen, ainda no Boston Celtics, seguiu seu instinto boleiro, deu a passada para dar a cravada e… rompeu os dois ligamentos do joelho com o jogo já parado.

Bolas de Sam Cassell
Sam Cassell, o cara mais feio de que se tem notícia na NBA, costumava comemorar suas cestas nos finais das partidas com um movimento característico em que o protagonista era sua própria bolsa escrotal. Ele foi punido várias vezes por isso, inclusive. Mas nada se compara ao CASTIGO DIVINO que sofreu: ao eliminar o Sacramento Kings na semifinal do Oeste, Cassell fez sua comemoração de assinatura. No ato do movimento, machucou sua bacia. Ficou de fora de dois jogos da final de conferência contra o Lakers e em outras duas partidas não aguentou jogar mais do que cinco minutos. Escroto, literalmente.

Charles Barkley, Eric Clapton e o reino da fantasia
Essa é muito mal contada, mas merece ser lembrada pela SURREALIDADE dos fatos. Barkley perdeu o início da temporada de 1994 por que teria queimado a primeira camada das suas córneas pela reação de uma loção para o corpo. Pior: ele teve essa crise alérgica DURANTE UM SHOW DO ERIC CLAPTON. Não se sabe se ele passou a desgraça do creme durante a apresentação ou se foi uma reação das luzes do palco somadas à loção, mas foi essa sucessão bizarra de fatores que tirou Barkley das quadras por uns dias.

Na cama
Alguns jogadores conseguem fazer cagadas mesmo dormindo. Acontece de tudo. Desde aquele caso clássico do cara dormir em cima da mão e ela ficar amortecida (aconteceu com Kevin Love, com o agravante de que a mão dele NÃO VOLTOU A FUNCIONAR logo de cara e ele ficou de fora de uma partida) até do infeliz dormir com uma faca no bolso e se cortar (Derrick Rose inteligentemente dormiu enquanto comia uma maçã na cama e se cortou no seu ano de calouro). Até tragédias acontecem. O calouro do Toronto Raptors BJ Tyler disse que cochilou enquanto fazia gelo nos seus joelhos e fritou os ligamentos. A queimadura foi tão grave que a lesão tirou seu movimento lateral e algum tempo depois ele teve que se aposentar.

Boooooooooo-zer
Não foi na cama, mas quase isso: alguém bateu na porta de Carlos Boozer numa madrugada, ele se assustou, levantou e foi correndo para a escada. No meio do caminho, tropeçou numa mala que estava no chão e que ele não viu por estar muito escuro. Caiu e quebrou a mão – ficou de fora de várias partidas pelo meu time do fantasy game, inclusive.

Tênis mal colocado
Era 2001, Dirk Nowitzki foi colocar o tênis antes de um jogo contra o Washington, mas aparentemente o calçado não ficou muito bem colocado. Ele resolveu pisar no chão mais forte para que o pé entrasse no pisante de uma vez. Torceu levemente o tornozelo e ficou de fora da partida.

Melhor lesão do mundo
Até Michael Jordan já fez das suas. Era 1999 e ele ainda não tinha se aposentado oficialmente. O jogador arrebentou o tendão de um dedo da mão direita com um daqueles cortadores de charuto. Teve que fazer cirurgia e tudo.