Desde que Zaza Pachulia caiu sobre a perna de Kevin Durant, fazendo o ala do Golden State Warriors ficar de fora por algumas semanas, o time tem passado pelo seu pior momento na temporada. São cinco derrotas, apenas duas vitórias e um desempenho que coloca em risco a primeira colocação do time na conferência Oeste – o San Antonio Spurs está a uma vitória de igualar a campanha do Warriors.

A última vez que o time entrou em uma sequência dessas em temporada regular foi em novembro de 2013, quando a equipe ainda ensaiava ser a potência que é hoje – viria a terminar a temporada com 51 vitórias e ser eliminado para o Los Angeles Clippers na primeira rodada dos playoffs com Mark Jackson de técnico, David Lee de titular, com um Draymond Green ainda bem discreto e Stephen Curry longe de ser MVP.

Acontece que a partir daí o Golden State se transformou em uma equipe praticamente imbatível, sendo indiscutivelmente o melhor time da liga – sem Kevin Durant. Não é estranho, então, que o time decaia tanto por conta da sua ausência?

Não é. Não que o Warriors tenha se transformado em uma equipe ruim sem ele e que vá continuar com uma campanha tão cambaleante até que KD volte – de fato o calendário nestas últimas sete partidas foi pesado -, mas toda e qualquer equipe tem que ter um período de adaptação às mudanças para que jogue no máximo do seu potencial.

De maneira até inesperada, a entrada de Kevin Durant no time no início da temporada fez do Warriors um time mais solidário (atualmente tem mais de 70% das cestas servidas com assistências) e mais enérgico na defesa (mesmo sem Harrison Barnes e Andrew Bogut, dois jogadores importantes na função). Sem ele, a equipe precisa reaprender a não depender do jogador nos dois lados da quadra, uma tarefa bastante difícil se tratando de um jogador do tamanho de um pivo, drible de um armador e que vinha tendo um desempenho digno de MVP.

E, por mais urubu que possa parecer, a contratação de Durant no meio do ano passado não era, necessariamente, para melhorar o time – com uma campanha de 73 vitórias e uma corrida nas finais até o jogo 7 não tem muito o que ir além -, mas sim criar uma margem de segurança para não piorar, especialmente para o caso de alguém se lesionar. Ironicamente, foi o próprio que se machucou.

Para a temporada regular, ainda que seja um golpe que o time tenha sentido, não chega a ser algo aterrorizante: o time pode perder a primeira colocação e o mando de quadra para o San Antonio Spurs, mas nada além disso. O que o time precisa, mesmo, é de Durant de volta para os playoffs – as projeções mais otimistas dizem que ele volta na última semana da campanha regular.

Lá, no mata-mata, do jeito que o time vinha jogando, só Durant pode recolocar o time ao patamar de intocável. Sem ele, o tempo é muito curto para o time reaprender a jogar de uma maneira tão superior aos demais.

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