Month: April 2017 (Page 1 of 2)

[Previsão dos Playoffs] Semifinal do Leste: Celtics x Wizards


Jogo 1 – Dom. Abril 30 Wizards @ Celtics, 14h
Jogo 2 – Ter. Maio 2 Wizards @ Celtics, 21h
Jogo 3  – Qui. Maio 4 Celtics @ Wizards, 21h
Jogo 4 – Dom. Maio 7 Celtics @ Wizards, 19h30
Jogo 5 – Qua. Maio 10 Wizards @ Celtics, se necessário
Jogo 6 – Sex. Maio 12 Celtics @ Wizards, se necessário
Jogo 7 – Seg. Maio 15 Wizards @ Celtics, se necessário

Confrontos na temporada regular: 2×2

Palpite: Wizards em 7

De longe a semifinal de conferência mais esperada por mim. Os dois times se odeiam desde que Marcus Smart deu uma machadada na cara de Bradley Beal durante o primeiro jogo entre os times na temporada regular e que quase desencadeou em uma pancadaria generalizada enquanto jogadores tiravam satisfação uns com os outros. Desde então, os dois times só fizeram mais questão de esquentar a treta com provocações, faltas forçadas e jogo duro.

Numa série de playoffs, então, é natural que esta disputa fique ainda mais apimentada. Neste caso, apesar de eu achar um time do Boston Celtics melhor montado e mais profundo, acho que o Washington Wizards tira vantagem de um confronto mais físico. Os jogadores do time da capital americana são maiores, mais fortes e mais sujos.

No backcourt, onde os dois times concentram seus maiores talentos, John Wall é anos-luz mais talentoso na defesa do que Isaiah Thomas – enquanto o armador do Wizards mostra ser capaz de segurar o rival, Thomas não dá conta de parar Wall. Isso carrega Marcus Smat e Avery Bradley, excelentes defensores, mas que também terão que tomar conta de Bradley Beal, o melhor arremessador em quadra e mais alto dos armadores da disputa, o que lhe dá alguma vantagem no duelo dos armadores.

Os jogadores de apoio do Wizards são piores do que os do Celtics, mas são caras que compensam suas deficiências na base da porrada – Marcin Gortat e Markieff Morris sabem brigar, enquanto Al Horford, apesar de ser disparado o mais técnico dos ‘big men’ da série, é conhecido por ser ‘polido’ demais no jogo.

Apesar de ver uma vantagem grande nestes aspectos para o Wizards, acho que o Boston tem boas chances de equilibrar as coisas com uma defesa organizada. Um bom exemplo foi a série contra o Bulls: quando o time não marcou bem, tomou na cabeça, quando encaixou lá atrás, sobrou.

Espero uma guerra. E torço por sete jogos.

Nem uma atuação de Space Jam fez Westbrook salvar o Thunder

O volume de jogo de Russell Westbrook é colossal. Melhor jogador disparado de um time meia boca, ele se vê na responsabilidade de carregar todo mundo nas costas, decidir sozinho. Resultado: nunca, em toda a história, uma série de jogos decisivos viu um jogador concentrar tanto as ações da partida. O seu Usage Rate de 47% nestes playoffs foi o maior da história para jogadores com pelo menos 20 minutos jogados. Isto quer dizer que metade das jogadas do seu time terminavam com Westbrook arremessando, indo pra linha do lance-livre ou perdendo a bola.

Esta atitude, digamos, centralizadora dividiu as opiniões: para uma parte, a única chance do OKC vencer o Houston Rockets era se Westbrook fizesse isso mesmo, para outra, o ataque ‘monotemático’ foi o que matou o Thunder, já que nem sempre Russell está tão inspirado assim.

A concentração foi tamanha que em toda a história documentada do basquetebol mundial em que foi possível fazer esta mesma conta, só uma vez um jogador teve uma ‘taxa de uso’ comparável a esta: quando Michael Jordan reuniu a Tune Squad e enfrentou o time dos Monstrars no filme Space Jam.

Não é sacanagem, um cara de Harvard fez esta conta há alguns anos para mostrar como o box score da partida do filme foi absurdo – como se um filme em que extraterrestres invadem a terra para sequestrar personagens de desenho e roubam os talentos de jogadores da NBA em uma batalha diplomática decidida em um jogo de basquete fosse algo sensato – e calculou que, naquela partida, Michael Jordan foi usado em 44% das posses de bola do seu time.

Fora isso, descontando as duas atuações, uma que definia o futuro do OKC e outra, o destino da Terra, NENHUM jogador centralizou tanto as ações do seu time em uma série de playoffs, nem o mesmo Jordan nos tempos de Chicago Bulls, nem Kobe Bryant ou Allen Iverson nos seus momentos mais fominhas. O máximo que qualquer outro jogador conseguiu chegar no mata-mata – quando naturalmente os melhores atletas dominam as ações – de Usage Rate foi 39%.

Comparações esdrúxulas e fantasiosas a parte, não dava para imaginar nada de diferente. Westbrook e o Thunder jogaram assim a temporada toda. Impossível é dizer o quanto isso prejudicou ou ajudou o time. Por ser quem faz tudo no time, obviamente o sucesso e o fracasso do time são frutos do seu trabalho, mas é leviano dizer que poderia ser melhor ou pior se fosse diferente.

A única conclusão que dá para tirar disso tudo é que é quase impossível ter sucesso sem um time realmente coeso, com um grupo de jogadores realmente competitivo. Mesmo que seu melhor jogador faça de tudo em quadra. Uma dupla não basta – e foi isso que tirou Kevin Durant de Oklahoma – e uma estrela solitária é ainda mais inofensiva. A única exceção é Michael Jordan jogando contra os Monstars.

Sacanagem e provocação: porque Bucks x Raptors é a melhor série dos playoffs

O arremesso no segundo final da prorrogação de Marc Gasol foi uma boa tentativa. A treta entre Paul Millsap e Markieff Morris é um argumento válido. As viradas nos jogos entre Utah Jazz e Clippers são legais, assim como a disputa entre James Harden e Russell Westbrook. Mas, pra mim, nada ganha de uma boa sacanagem entre os times. Por isso, a série entre Toronto Raptors e Milwaukee Bucks é a melhor dos playoffs neste primeiro round de confrontos.

A iniciativa partiu do pessoal do Bucks assim que a série chegou a Milwaukee, no jogo 3. Na introdução do Raptors ao jogo, o ginásio botou para tocar a música tema do Barney, um dinossauro roxo não muito inteligente que interage com a criançada.

No intervalo da partida, uma das atrações foi um campeonato de enterradas de torcedores e, numa delas, uma menina chutava a boca um dinossauro inflável antes de finalizar sua ‘manobra’.

Para completar, o mascote do time verde mostrou durante os intervalos uma série de cartazes avacalhando com o Toronto, falando que eles não conseguem vencer três jogos seguidos, que são presas fáceis dentro e fora de casa e que não conseguem emendar uma sequência de 4 quartos decentes.

A turma na arquibancada, óbvio, DELIROU com tudo isso. Se empolgou a ponto de, com a vitória do time encaminhada, cantar “Bucks in 6”, provocando o rival como se o time fosse fechar a série dos Raptors, um time que tem fama de desperdiçar o mando de quadra no mata-mata.

A soma de provocações rendeu uma resposta do Raptors, apimentando a série. Primeiro que o time entrou em quadra com sangue nos olhos e buscou uma vitória fora de casa no jogo 4. Depois da partida, o twitter do Toronto postou um bambi patinando em alusão à escorregada dentro de casa do Bucks.

Ontem, no jogo 5, agora em no Canadá, foi a vez a torcida local cantar “Raptors in 6” enquanto o time emplacava uma vitória de mais de 10 pontos de vantagem sobre o rival. Dentro de quadra, por fim, Jonas Valanciunas e Greg Monroe trocaram umas bordoadas enquanto brigavam por rebote.

A série volta para Milwaukee na quinta. Sob risco de ser eliminado, imagino que o pessoal do Bucks vá partir para as provocações de pior/melhor gosto. Tomara!

Playoffs em looping eterno

Por mais que cada ano seja um campeonato novo na NBA, algumas coisas parecem se repetir em um looping eterno. Sinceramente, não sei explicar. Particularmente eu não acredito em ‘peso de camisa’, que tal time ou jogador ‘afinam’ e etc. Acredito na coincidência, no azar e na sorte, mas algumas coisas insistem em sinistramente se repetir todos os anos.

Não importa o que acontecer, por exemplo, o Cleveland Cavaliers vai varrer qualquer intruso da conferência Leste. A menos que seja algum time que consistentemente reafirmou seu ‘merecimento’ na pós-temporada ao longo de todo o ano, invariavelmente o Cavs vai passar por cima – independente da fase do time, do clima, do número de jogadores à disposição ou lesionados. Foi assim ano passado, quando dizimou o Detroit Pistons e o Atlanta Hawks, e neste ano contra o Indiana Pacers.

Também parece que todo ano o Toronto Raptors vai penar para passar toda e qualquer rodada dos playoffs, das mais iniciais às mais avançadas. Em 2014 perdeu em um 4 a 3 melancólico na primeira fase, em 2015 foi varrido pelo Washington Wizards mesmo com a vantagem do mando de quadra e na temporada passada passou dos dois primeiros rounds, contra Pacers e Heat, levando a disputa até o sétimo jogo. Neste ano, contra o ‘juvenil’ (porém talentoso) Milwaukee Bucks, as dificuldades parecem ser as mesmas e a série está empatada em 2-2, apesar do time canadense ter um elenco muito qualificado e milhares de quilômetros mais rodado que o rival.

Neste caso, o que se repete é a falta de consistência dos seus melhores jogadores. Demar Derozan e Kyle Lowry, ainda que estejam entre as cinco melhores duplas de armadores da NBA de qualquer pessoa, parecem incapazes de jogarem bem ao mesmo tempo em partidas de playoffs. Uma coincidência triste para a franquia, que se bate para derrotar times mais fracos mesmo quando o Raptors deveria sobrar na disputa.

Do outro lado do mapa, algumas coisas também parecem funcionar como um ponteiro do relógio  – que passa o tempo e no dia seguinte, no mesmo horário, estará marcando, naturalmente, a mesma hora. A primeira delas é que Damian Lillard vai jogar tudo que pode e vai endurecer o confronto que for. Se tiver uma brecha, vai descolar uma vitória aqui ou ali contra um rival muito mais forte e, até, com sorte, se classificar (2014 contra o Houston e ano passado contra o Clippers, por exemplo).

Neste ano, assim como no passado, o Portland Trail Blazers tem conseguido jogar de igual para igual contra o Golden State Warriors em muitos momentos da partida, especialmente escorado no desempenho de Lillard e CJ McCollum. Mas uma dupla não é suficiente para derrotar o melhor time da liga – apesar de em alguns momentos dar indícios de que os jogos podem ser equilibrados.

Entra ano, sai ano, o Spurs vai jogar o fino sem ninguém notar e o Grizzlies vai pegar pesado e engrossar para o rival. Ano sim, ano não, os dois vão se enfrentar e, num choque de realidades, vai sair faísca.

Por último, é batata: alguém do Clippers vai se machucar e reduzir à migalhas as chances do time de ir a uma final de conferência. Quando não é Chris Paul, é Blake Griffin. Em regra, na verdade, os dois vão se lesionar. Não é urucubaca – aliás, torço muito para que o armador fique inteiro neste ano – mas tem sido assim nos últimos cinco anos, infelizmente.  É triste, uma vez que todo ano, também, a franquia começa a temporada como uma das mais talentosas da liga e uma das apostas para melar os planos dos favoritos. No entanto, quando os playoffs começam, alguma maldição desgraçada ronda por lá.

Isso que os playoffs começaram há pouco mais de uma semana e o primeiro round ainda está na metade para a maioria dos times. Com o passar dos jogos, certamente algumas histórias vão se repetir, mesmo que não tenha uma explicação lógica para isso acontecer. No que mais você aposta?

O bem e o mal do Thunder

Não é surpreendente, mas o Oklahoma City Thunder está perdendo por 2 a 0 para o Houston Rockets. Na primeira partida, o jogo se manteve equilibrado no placar até o final do segundo quarto, mas logo o Houston desgarrou no jogo e fechou com 31 pontos de diferença. No jogo de ontem, o Thunder manteve uma vantagem confortável de mais ou menos 10 pontos até a metade final do terceiro quarto, mas não aguentou a pressão final e acabou entregando a virada para o rival no final da partida.

Nos dois jogou, ficou clara uma impressão óbvia e outra ingrata sobre Russell Westbrook, melhor jogador do Thunder e meu escolhido para MVP: ele é o responsável por colocar o time na disputa do jogo e, ao mesmo tempo, em fazer com que o time seja batido no final das contas.

Não há dúvidas que é ele que alçou o time à condição de 6º colocado no Oeste, com 47 vitórias, e que fez a equipe brigar com o Houston, 3º lugar na conferência jogando em casa. Mas, especialmente ontem, a responsabilidade da inoperância nos minutos finais e da virada também foi de Russell.

Óbvio que não é nada fácil meter um triple-double, fazer 51 pontos, atrair toda a atenção da defesa rival e etc, mas os 26 arremessos errados ao longo da partida foram um recorde em playoffs – só no último período, Westbrook chutou 18 bolas, mais do que qualquer um dos seus colegas fez a partida inteira, e acertou somente 4.

Arremessos no 4º quarto: mais alguém pegou na bola?

E não só pelo volume exagerado, mas as escolhas de Russell não foram as melhores. Forçou muitos chutes completamente marcados, deu um punhado de airballs, deixou de passar para companheiros que estavam em melhores condições – no vídeo abaixo ele deixa, no último quarto, de passar para Doug McDermott (4/5 FG no jogo) e Jerami Grant (1/1 3PT naquele momento) para forçar totalmente a barra.

Sem falar o quanto ele tem deixado a desejar na defesa – entendo, uma vez que todos os seus esforços estão se concentrando no ataque, mas é uma pena, já que ele sabe jogar lá atrás quando quer.

Há quem defenda uma performance destas alegando a falta de qualidade do time do Thunder. Eu discordo. Ano passado, nos playoffs, vários dos coadjuvantes que ainda estão na equipe ajudaram muito o OKC a bater o Spurs e quase vencer o GSW, principalmente Steven Adams e Enes Kanter. Ontem, o primeiro chutou três bolas e o segundo quatro. Uma miséria.

Entendo que deva ser frustrante carregar um time nas costas uma partida inteira e, nos minutos finais, a coisa virar. Mas deve ser bem frustrante, também, estar em quadra um jogo inteiro e assistir um colega errar tantas bolas, tomar tantas decisões equivocadas.

Para os próximos jogos, das duas, uma: ou Westbrook tem que mostrar mais o que tem de bom ou menos o que tem de mau.

Um problema de garrafão

É emblemático que o melhor jogador do Boston Celtics, seja um dos menores jogadores da histórica da NBA. Isaiah Thomas não tem muito a ver com isso, mas a falta de poder do time verde dentro do garrafão tem sido decisiva para que o Chicago Bulls tenha aberto 2-0 na série inicial dos playoffs – fora de casa!

Para o delírio dos torcedores ‘old school’, que sempre lamentam que hoje o jogo se resume a um campeonato de três pontos, a série está sendo definida lá embaixo da cesta.

A deficiência do Boston Celtics em, especialmente, defender o seu aro e recuperar rebotes defensivos já era conhecida. O time tem poucos jogadores de garrafão com algum talento para guardar a cesta – Al Horford é o único que se salva – e já era, de longe, o time que menos pegava rebote a partir dos arremessos dos adversários. Nos dois primeiros jogos da série, essa fraqueza está transformando Robin Lopez no improvável melhor jogador da disputa. Só ontem, ele recuperou 5 rebotes no ataque, alguns deles em jogadas decisivas, que sacramentaram a vitória do Chicago.

Para completar, Jimmy Butler e Rajon Rondo, dois jogadores de perímetro, também são excelentes reboteiros para suas posições. Com isso, o Bulls já recuperou 22 rebotes a mais do que o Celtics em duas partidas. Na proporção de ‘rebotes ofensivos disponíveis’, o Offensive Rebound Percentage, o Chicago vem tendo uma considerável vantagem de 38% a 26% do Boston.

Para piorar, o aproveitamento nos chutes do Boston não está compensando (os times estão praticamente empatados no quesito) e a segunda unidade da equipe está sendo atropelada pelos reservas de Chicago.

Para quem lembra, foi mais ou menos assim que o Oklahoma City Thunder derrotou o San Antonio Spurs no ano passado, brigando muito lá embaixo e recuperando todas os arremessos errados possíveis. É uma tática que demanda talento, força física e uma certa ousadia, uma vez que orientar muita gente do time para isso, expõe a defesa para contra-ataques – recurso que o Boston tem de sobra, mas não tem conseguido usar.

Não acho que a série já esteja decidida, apesar de ser apenas a segunda vez na história que um oitavo colocado abre 2-0 contra um líder de conferência e do Bulls ter três jogos em casa precisando vencer só dois para fechar a série. Acho que o Boston tem muito talento e organização para se superar.

No entanto, o elenco do Celtics é bastante jovem e já está sentindo a pressão do ‘blowout’. Ontem mesmo os jogadores já tretaram com a torcida e se perderam em quadra em alguns momentos. O contraste fica ainda mais nítido diante de veteranos super rodados do Bulls como Wade e Rondo.

Daqui pra frente, as coisas precisam mudar para o Celtics. Ou a equipe será mais uma a entrar para história dos playoffs da pior maneira possível, como um dos pouquíssimos times que foram eliminados logo de cara para o oitavo colocado.

NBA Awards: quem eu acho que merece e quem eu acho que vai ganhar cada prêmio

A temporada regular acabou na quarta-feira passada e os jornalistas que votam nos prêmios individuais da NBA tiveram até sexta-feira para entregar suas escolhas. Enquanto os times ainda aquecem seus motores nos playoffs, aqui vai quem eu acho que deveria ganhar cada um dos prêmios, quem eu acho que vai ganhar (são coisas diferentes) e quem vocês escolheram por meio de uma enquete que ficou aberta ao longo de três dias – aliás, muito obrigado pelas QUINHENTAS participações!

Infelizmente, a NBA mudou um pouco o ritual neste ano e só saberemos os vencedores ao final da temporada, em uma cerimônia que acontecerá em junho, dias depois das finais (antigamente os anúncios eram feitos gradativamente ao longo dos playoffs).

Mas vamos lá com os palpites e daqui dois meses nós conferimos o que foi quente e o que estava furado.

Most Improved Player

Quem eu acho que merece ganhar : Giannis Antetokounmpo
Quem eu acho que vai ganhar: Giannis Antetokounmpo
Quem vocês escolheram: Giannis Antetokounmpo

Geralmente eu acho a escolha de jogador que mais evoluiu bem fraca. Via de regra, ganha aquele cara que já estava comendo a bola no ano anterior, mas que vira titular na temporada seguinte, dobra a minutagem e, naturalmente, aumenta as estatísticas. Neste ano, não. Giannis é um cara que realmente evoluiu, independente do tempo de quadra – que se manteve praticamente o mesmo, aliás.

O Greek Freak deixou de ser uma aberração física com flashes de genialidade para se tornar o líder de um time em ascensão. Virou um all star. Foi o primeiro cara na história da liga a ficar entre os vinte maiores pontuadores, reboteiros, passadores, roubadores de bola e bloqueadores da temporada.

Nikola Jokic é um bom nome aqui, mas acho bem natural que jogadores no segundo ano tenham uma evolução significativa. É mais o curso natural das coisas do que uma escalada digna de um prêmio individual.

Defensive Player of the Year

Quem eu acho que merece ganhar: Rudy Gobert
Quem eu acho que vai ganhar: Rudy Gobert
Quem vocês escolheram: Kawhi Leonard

Sofri para fazer a minha escolha aqui. Até pouco tempo atrás estava decidido que era o ano de Draymond Green. Sem dúvidas ele está jogando muito, teve seu melhor ano defensivo da carreira e é o mais versátil defensor da NBA – o que é fundamental em um momento do jogo em que se exige que todos os jogadores façam de tudo em quadra. No entanto, acho que Rudy Gobert merece mais. O pivô francês é o grande responsável pelo Jazz ter a terceira melhor defesa da liga. Prova disso é que seu ‘defensive plus/minus’, que compara o impacto de um jogador na defesa quando está em quadra e quando está no banco, é o maior da NBA – o Golden State, dono da segunda melhor defesa, pode dividir melhor os méritos entre seus jogadores.

Rookie of the Year

Quem eu acho que merece ganhar: Dario Saric
Quem eu acho que vai ganhar: Dario Saric
Quem vocês escolheram: Joel Embiid

Joel Embiid é, sem dúvidas, o melhor jogador a estrear na NBA neste ano, mas acho injusto colocá-lo no mesmo balaio dos demais depois de ter treinado com seu time por duas temporadas. Além disso, suas restrições no tempo de jogo e a nova lesão fizeram com que ele jogasse pouquíssimos minutos no total. Saric, por sua vez, é o líder em pontos totais entre os jogadores que chegaram à NBA neste ano, além de ser o vice-líder em rebotes e assistências.

6th Man of the Year

Quem eu acho que merece ganhar: Eric Gordon
Quem eu acho que vai ganhar: Andre Iguodala
Quem vocês escolheram: Eric Gordon

Assim como o Houston Rockets, Eric Gordon teve um ano de retomada. Depois de várias temporadas sofrendo com lesões e diminuindo as expectativas que todos tinham sobre ele, finalmente Eric se encontrou como peça fundamental em um time que explore todos os seus talentos. Como James Harden é um combo guard intocável no time titular, Gordon faz muito bem o seu papel vindo do banco. Quando está em quadra, é o reserva que mais impacta o jogo.

Acho que Andre Iguodala vai acabar ganhando como um prêmio de consolação por ter sido preterido nos anos anteriores e por ter segurado a onda no período em que Kevin Durant ficou fora por lesão – e quando o Warriors emplacou sua maior sequência de vitórias na temporada. Pesa aqui também o fato do melhor momento de Gordon ter sido na primeira metade da temporada, enquanto Iguodala e Lou Williams, outro concorrente forte, terem crescido muito nas últimas partidas.

Coach of the Year

Quem eu acho que merece ganhar: Brad Stevens
Quem eu acho que vai ganhar: Mike D’Antoni
Quem vocês escolheram: Mike D’Antoni

Reconheço que a história mais empolgante da temporada seja a do técnico do Houston Rockets: pegou um time em baixa, mudou o estilo de jogar, o colocou entre os três melhores da conferência e ainda transformou seu melhor jogador em um potencial MVP. Como disse no ano passado, a combinação realmente era ótima. Mas eu relativizo um pouco o impacto de Mike por alguns motivos: o time do Rockets foi finalista do Oeste há dois anos, Harden já tinha sido ‘quase’ o MVP na mesma temporada e neste ano o time investiu no elenco. Ao meu ver, era um time já bom que foi reforçado e que apostou em um técnico bom que combinava com as características da equipe.

Acredito que Brad Stevens teve um trabalho mais importante. Na sua mão, Isaiah Thomas deixou de ser um armador que oscilava entre um bom pontuador e um jogador reserva para se transformar em uma estrela (e já não era mais um garoto). Jae Crowder e Avery Bradley também mudaram de patamar. Coletivamente, o Boston saiu do meio da tabela para se transformar em uma das melhores equipes da liga. E, por fim, roubou o primeiro lugar no Leste do Cleveland Cavaliers, algo impensável no início da temporada.

Most Valuable Player

Quem eu acho que merece ganhar: Russell Westbrook
Quem eu acho que vai ganhar: James Harden
Quem vocês escolheram: Russell Westbrook

Antes de qualquer coisa, qualquer jogador que vencer entre Russell Westbrook, James Harden, Kawhi Leonard e Lebron James vai ser merecedor do prêmio. Não é ‘ser sabonete’, mas é reconhecer que a temporada teve performances individuais absurdas, com alguns dos melhores jogadores da geração em seus auges. Mas a votação existe e só um deles sairá vencedor – ainda que exista o papo de co-MVP.

Esta votação, aliás, tem alguns vícios, algumas regras implícitas. A principal delas é a de que o MVP deve estar em uma equipe vencedora. Isso quer dizer, que o seu time tem que ser um dos melhores da temporada – historicamente, um dos dois melhores da conferência.

Acontece que os dois jogadores que mais chamaram a atenção ao longo do ano não estão em times tão bons assim. Harden levou o Rockets à terceira posição no Oeste e Westbrook chegou com o Thunder na sexta colocação. Mas até quanto esse costume é saudável para ser o fiel da balança em uma temporada tão atípica?

Ao meu ver, não é o melhor critério. O campeonato foi dominado por uma batalha estatística. Ambos quebraram dezenas de recordes. Ambos fizeram dezenas de doubles-doubles e triples-doubles (o que, pra mim, não deve ser o tira-teima também, já que as médias dos dois são muito parecidas).

Mas o meu critério vai ser o de quem foi ‘o dono’ da temporada. Neste quesito, acho que Russell Westbrook está um degrau acima de James Harden. Por mais que isso seja completamente subjetivo, é a ‘história da temporada’ que determina o MVP geralmente. A campanha de Stephen Curry ano passado foi surreal, mas foi o enredo que fez dele o primeiro MVP unânime, e não a sua supremacia sobre os demais. Neste ano, Westbrook teve os principais highlights e os game winners mais marcantes. Liderou viradas mais heroicas. Protagonizou a grande rivalidade da temporada (a treta com Kevin Durant) e mostrou que podia ser o dono do time.

Em uma disputa tão equilibrada, é o clima do campeonato que decide o meu voto – mas, em tempo, não acho nenhum absurdo Harden ganhar, já que até pouco tempo era ele o dono do meu palpite.

Acho, inclusive, que ele é que vai vencer a votação da NBA. Acredito nisso por todo aquele costume em votar no jogador de melhor campanha e pela forma como a eleição acontece – cada jornalista enumera um top 5 de jogadores e cada posição recebe uma pontuação. Nesse esquema, acho que muita gente vai colocar Kawhi em primeiro por estar no time com melhor posição na tabela. E a tendência é que estas pessoas coloquem Harden na segunda colocação. Na soma geral, Harden deve estar na primeira ou segunda colocação de quase todas as cédulas, enquanto Westbrook e Kawhi devem ficar em terceiro em vários rankings. Como já aconteceu em outros anos, acho bem possível que Westbrook seja o cara com maior número de votos como MVP, mas não termina na liderança da soma de pontos.

All NBA Team

Quem eu acho que merece ganhar:
(1) Westbrook/Harden/Lebron/Kawhi/Davis
(2) Curry/Thomas/Butler/Durant/Gobert
(3) Wall/Derozan/Giannis/Green/Gasol
Quem eu acho que vai ganhar:
(1) Westbrook/Harden/Lebron/Kawhi/Davis
(2) Curry/Thomas/Butler/Giannis/Gobert
(3) Wall/Derozan/Durant/Green/Towns
Quem vocês escolheram:
(1) Westbrook/Harden/Lebron/Kawhi/Davis
(2) Curry/Thomas/Giannis/Durant/Cousins
(3) Wall/Irving/Hayward/Green/Towns

Bom, como são muitos nomes, vou me justificar basicamente nas diferenças. Acho que o primeiro time é inquestionável, exceto pela dúvida se vão escolher Davis como pivô ou como ala, o que o faria cair para o 2nd All NBA Team.

Nos armadores, escolhi Demar Derozan para meu 3rd Team porque ele foi o cara do Toronto Raptors, quinto cestinha da temporada e deu conta do recado quando Lowry se machucou. Mais ou menos pelos mesmos motivos coloco Jimmy Butler no 2nd Team: foi a única coisa que se salvou de uma equipe completamente confusa. Gasol entra no terceiro time por ter tido alguns períodos espetaculares, como aquele mês em que o time inteiro do Memphis se machucou e ele venceu quase todos os confrontos sozinho.

Em junho a gente confere quem acertou o que!

A diferença entre a planilha e a quadra

Uma das poucas unanimidades no basquete diz respeito ao melhor jogador de todos os tempos. Uma boa maneira de comprovar essa sensação é evocar algumas estatísticas avançadas que medem a contribuição dos atletas em quadra. Ele é líder disparado nos índices de eficiência (PER), impacto ofensivo (ORTG), contribuições para vitórias no tempo que fica em quadra (Win Shares) e aproveitamento nos arremessos (True Shooting %). “Se os números não mentem”, não há como negar que Boban Marjanovic é o melhor jogador que já pisou numa quadra de basquete.

O problema aqui é que, na verdade, os números podem mentir, sim. Ainda que muita gente pense que eles são a ferramenta ideal para uma discussão objetiva, a verdade é que, como qualquer dado, informação e argumento, eles podem ser usados para nos confundir. Em um momento da NBA em que o uso das estatísticas está tão acessível, é bem comum que recortes sejam mal feitos e as discussões fiquem completamente contaminadas por eles, afinal, “contra fatos não há argumentos”.

Bom, por mais que Boban Marjanovic destroce Michael Jordan em todas estas estatísticas, é óbvio que o gigante sérvio não tem bola sequer para lamber os tênis do camisa 23. Aqui os motivos para a distorção estatística são bem óbvios: Boban jogou pouquíssimos minutos na liga (801 em dois anos), abaixo da linha do que pode ser sequer considerado, e sua amostra de tempo é minúscula, completamente incompatível com a discussão sobre os melhores jogadores da história (a título de comparação, Jordan jogou 40 mil minutos na NBA).

Foi foda achar uma foto boa do Boban porque ele quase não joga

No pouco tempo em que fica em quadra, Boban se aproveita dos seus 2,22 metros de altura para chutar todas as bolas que passam pela sua mão. Boa parte das vezes está em quadra com o jogo já decidido e enfrenta os piores reservas do rivais, o que infla seus números.

No entanto, nem sempre que a argumentação estatística entra em cena fica tão claro o que é relevante e o que não é, mas vale o alerta: forçar a barra ao evocar os chamados ‘números avançados’ é quase que uma regra.

Não que isso seja feito deliberadamente de má fé, mas na tentação de comprovar uma tese é comum se seduzir por aquela stat que parece comprovar que fulano é melhor que beltrano.

A corrida para MVP da temporada é um ótimo exemplo. Com performances individuais históricas, há números e argumentos de sobra para qualquer um que quiser eleger Russell Westbrook, James Harden, Kawhi Leonard ou qualquer outro como o melhor da temporada.

Não vou nem questionar o principal argumento da discussão, que diz respeito ao recorde de triple-doubles e a média de mais de 10 pontos, rebotes e assistências. Para começar, triple-double é apenas ‘o nome’ de um statline e, ainda que seja impressionante, não dá para dizer que isso é melhor do que uma média de 27 pontos, 11 assistências e 8 rebotes por partida – que é a média de Harden e que gera mais pontos para o time do que a média alcançada por Westbrook. As duas são insanas, históricas e ponto final. Pra mim, uma não vale mais do que a outra simplesmente porque uma se chama ‘triple-double’ e a outra não foi batizada ainda.

Vou mais no cerne da questão aqui do modismo dos analytics, que aprofundam a leitura rasa dos box scores e, em tese, medem melhor a colaboração de cada jogador em quadra – e são usados como fatos mais inquestionáveis pela turma.

Um deles é de que o San Antonio Spurs ficava com uma defesa mais vulnerável com Kawhi Leonard em quadra, ainda que ele seja indiscutivelmente o melhor jogador de defesa entre aqueles que disputam o prêmio de MVP. A cada 100 posses de bola em cada situação, o time sofre 106 pontos quando o ala está jogando e 98 quando ele está no banco. Este número, isoladamente, poderia ser suficiente para convencer alguém de que Kawhi, na verdade, não é um bom defensor. O que falta, no entanto, é explicar o contexto – os times tendem a isolar o jogador marcado por Kawhi, transformando boa parte dos lances em jogos de 4 contra 4, se aproveitando da inabilidade defensiva dos colegas de Leonard (Parker, Gasol, Lee e Aldridge ‘têm suas dificuldades’).

Na real, Kawhi é tão sobrenatural na defesa, que o simples fato dele estar em quadra faz com que os rivais desenhem um ataque inteiramente novo só para tentar diminuir seu impacto – e quando ele está no banco, os times abrem mão deste esquema.

Ainda sobre a defesa: Harden, que é considerado um dos marcadores mais relaxados da liga, é o líder em contestação dos chutes adversários na temporada. Ele foi o único jogador em toda a NBA que tentou defender mais do que mil arremessos adversários ao longo do campeonato. Os 1056 chutes de rivais marcados por ele são quase o dobro do que seu principal adversário na corrida para MVP, Russell Westbrook, que defendeu ‘apenas’ 579 arremessos.

Mas Harden não era uma mãe na defesa? Esse, inclusive, não era um dos argumentos para tirá-lo da briga pelo prêmio de melhor jogador (“afinal, uma partida é jogada dos dois lados da quadra”)? Bom, neste caso, os motivos da diferença brutal entre os dois podem ser vários: os rivais podem explorar a deficiência defensiva do barba e ‘buscar’ arremessar com a sua marcação, o Houston joga com um ritmo muito maior que os outros times, gera mais posses de bola e naturalmente seus jogadores terão números absolutos que os demais, Westbrook abriu mão da marcação de chutes para buscar rebotes ou até Harden pode não ser tão ruim defensor quanto os compilados maldosos de youtube sugerem. Enfim, mas definitivamente o volume de DFGA não é determinante para dizer se ele é melhor defensor do que os seus concorrentes.

No ataque, a principal crítica a Westbrook é que seus números são inflados pelo tempo que fica com a bola na mão, enquanto Harden seria mais eficiente em fazer o seu time jogar. Aqui, o número mágico evocado é que o armador do Rockets foi o líder em pontos feitos combinados com os pontos gerados a partir das suas assistências. No total, usando esse critério, o barba ‘criou’ 4540 pontos. Ok, é o líder da temporada, mas com apenas QUATRO pontos de vantagem perante Westbrook. Seria isso suficiente para dizer que um é mais solidário, envolve mais seus colegas e a partir daí definir o voto para MVP? Por favor…

Sem contar que o ritmo do Rockets é muito maior do que o do Thunder, o que favorece os números totais do Harden na temporada. Se levarmos em conta o número de pontos gerado por cada um deles em relação ao ‘pace’ de cada time, Westbrook toma a liderança de Harden.

Enfim, seria possível enumerar uma centena de argumentos furados. E todos eles poderiam ser contra argumentados com outros números fora de contexto. Não sou contra o avanço das estatísticas no jogo – elas nos ensinaram a enxergar coisas que o olhar viciado e ‘peladeiro’ não conseguia ver, mas qualquer estatística isolada pode ser tanto uma fotografia de um cenário, quanto o negativo dela.

Fica o alerta para não confiar cegamente em qualquer dado elaborado por aí. E o conselho para não usá-los como verdades absolutas, especialmente fora de contexto. No final das contas, não dá pra escolher o melhor jogador da temporada olhando somente para uma planilha cheia de números. É preciso confrontá-los com o que acontece em quadra. Afinal, é lá que o jogo é decidido.

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Oeste

Já soltei aqui os meus palpites do Leste. Agora é a vez de mostrar quais serão os confrontos da conferência Oeste, quem venceu os duelos da temporada regular e o que dá para esperar de cada matchup. Confere aí:

1º Golden State Warriors x 8º Portland Trial Blazers

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Portland @ Golden State, 16h30
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Portland @ Golden State, 23h30
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Golden State @ Portland, 23h30
Jogo 4 – Seg.  Abril 24  Golden State @ Portland, 23h30
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Portland @ Golden State, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Golden State @ Portland, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Portland @ Golden State, a definir

Confrontos na temporada regular: 4×0

Palpite: Warriors em 4 jogos

O time do Blazers é guerreiro, cresceu na reta final, buscou a vaga que estava com o Denver Nuggets, mas não vai ser páreo para o Golden State Warriors completo. O argumento é simples: ano passado o Blazers era melhor, o Warriors pior, estava baleado com a lesão do Curry e mesmo assim o time da California não teve muitas dificuldades para superar o rival. Neste ano, a tendência é que a fatura seja liquidada ainda mais cedo, já que o Warriors conseguiu gerenciar melhor o tempo de jogo dos seus atletas ao longo do ano e chega para o mata-mata em um grande momento.

A série serve para o Golden State encontrar a melhor forma de Kevin Durant, que volta de lesão.

2º San Antonio Spurs x 7º Memphis Grizzlies

Jogo 1 – Sab. Abril 15  Memphis @ San Antonio, 21h
Jogo 2 – Seg. Abril 17  Memphis @ San Antonio, 22h30
Jogo 3 – Qui. Abril 20  San Antonio @ Memphis, 22h30
Jogo 4 – Sab. Abril 22  San Antonio @ Memphis, 21h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Memphis @ San Antonio,  a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  San Antonio @ Memphis, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Memphis @ San Antonio, a definir

Confrontos na temporada regular: 2×2

Palpite: Spurs em 6

Os embates do Oeste parece que foram escolhidos todos sob medida. Neste caso, é o Spurs contra um time que sempre sonhou em ser o Spurs. As propostas têm suas semelhanças e imagino que o Memphis poderia ter uma melhor sorte contra qualquer outro rival. Contra o Spurs, no entanto, não imagino qualquer possibilidade de sucesso. A criatura não vai superar o criador.

Grizzlies tem como arma a possibilidade de puxar seus pivôs para fora do garrafão e causar algum desconforto em Pau Gasol, Lamarcus Aldridge e David Lee, mas a cobertura feita por Kawhi Leonard e Danny Green é inteligente o suficiente para neutralizar essa tentativa.

A segunda unidade do Spurs também tem tudo para massacrar os reservas do Memphis, dando mais tranquilidades aos titulares.

3º Houston Rockets x 6º Oklahoma City Thunder

Jogo 1 – Dom. Abril 16  Oklahoma City @ Houston, 22h
Jogo 2 – Qua. Abril 19  Oklahoma City @ Houston, 21h
Jogo 3 – Sex. Abril 21  Houston @ Oklahoma City, 22h30
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Houston @ Oklahoma City, 16h30
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Oklahoma City @ Houston, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Houston @ Oklahoma City, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Oklahoma City @ Houston, a definir

Confrontos na temporada regular: 3×1

Palpite: Thunder em 7

De verdade, qualquer aposta em sete jogos é uma loteria só. Meu palpite se baseia em algumas coisas. A primeira delas é que Russell Westbrook está em um outro nível nas últimas partidas, levemente acima do que James Harden tem feito. Confio também na capacidade do armador do Thunder em entrar numa série com mais sangue no olho do que o barba – os playoffs do ano passado servem como exemplo.

Outra coisa que confio é na capacidade do OKC atrapalhar a vida de Harden. Billy Donovan se mostrou um bom estrategista no ano passado para neutralizar os pontos fortes dos rivais em séries de playoffs. Andre Roberson, por exemplo, é o jogador contra o qual Harden tem o pior aproveitamento da sua carreira nos arremessos (30%).

Por último, penso um pouco diferente da grande maioria das pessoas que argumenta que o elenco do Thunder é um catadão de perebas. Acho o time bem decente, com um talento bem comparável ao do Rockets. E a série é uma boa oportunidade para que eles mostrem isso.

Em todo caso, não espero nada menos do que uma guerra em quadra!

4º Los Angeles Clippers x 5º Utah Jazz

Jogo 1 – Sab. Abril 15  Utah @ L.A. Clippers, 23h30
Jogo 2 – Ter. Abril 18  Utah @ L.A. Clippers, 23h30
Jogo 3 – Sex. Abril 21  L.A. Clippers @ Utah, 23h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  L.A. Clippers @ Utah,  22h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Utah @ L.A. Clippers, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  L.A. Clippers @ Utah, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Utah @ L.A. Clippers, a definir

Confrontos na temporada regular: 3×1

Palpite: Clippers em 6

Outro confronto que promete ser muito equilibrado. Aposto no Clippers pela experiência do time e pela capacidade do time jogar bem com Chris Paul em quadra. São 10 vitórias e apenas 2 derrotas nas últimas partidas, quando o time remontou sua formação principal.

O quinteto titular, aliás, tem uma performance de elite: pontua e defende como o Golden State Warriors, em média.

Jazz é uma equipe excelente, se posta de uma forma que pode fazer jogo duro contra qualquer rival, mas não vejo talentos individuais tão capazes quanto os do rival. Em todo caso, Quin Snyder e seus comandados sairão mais cascudos da série, mesmo com a derrota.

[Previsão dos Playoffs] Primeiro round do Leste

Agora vamos ao que interessa. Depois de seis meses de uma maratona quase que infinita de jogos, ‘o campeonato de verdade’ começa neste sábado. Confira aqui os dias dos jogos, os retrospectos dos confrontos ao longo da temporada e um breve palpite do que pode rolar ao longo da série:

1º Boston Celtics x 8º Chicago Bulls

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Chicago @ Boston, 20h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Chicago @ Boston, 20h
Jogo 3 – Sex.  Abril 21  Boston @ Chicago, 19h
Jogo 4 – Dom.  Abril 23  Boston @ Chicago, 19h30
Jogo 5 * Qua.  Abril 26  Chicago @ Boston, a definir
Jogo 6 * Sex.  Abril 28  Boston @ Chicago, a definir
Jogo 7 * Dom.  Abril 30  Chicago @ Boston, a definir

Confrontos na temporada regular: 2 x 2

Palpite: Celtics em 5 jogos

Os dois times vêm de temporadas absolutamente opostas: enquanto o Boston conseguiu ‘roubar’ a primeira posição do Cavs no Leste de maneira minimamente surpreendente (um segundo lugar era bem plausível, mas a liderança não era uma aposta segura), o Chicago enfrentou sérios problemas ao longo de todo o ano e só conseguiu a última vaga para os playoffs no desempate com o Miami Heat.

Ainda que estranhamente o Bulls tenha um retrospecto muito bom contra os melhores times da NBA – e o Celtics está neste grupo -, não imagino que possa acontecer uma zebra aqui. O Boston enfrentou suas maiores dificuldades contra times que contam com um garrafão forte ofensivamente, o que é praticamente a antítese do Chicago. Exceto Isaiah Thomas, o time verde tem alguns dos melhores marcadores de perímetro e tem boas chances de anular a única válvula de escape confiável do rival, Jimmy Butler.

Numa série de vários jogos seguidos, a capacidade do técnico tende a ficar mais evidente e até hoje não existe qualquer indício de que Fred Hoiberg tenha um talento comparável ao de Brad Stevens.

2º Cleveland Cavaliers x 7º Indiana Pacers

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Indiana @ Cleveland, 16h
Jogo 2 – Seg.  Abril 17  Indiana @ Cleveland, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Cleveland @ Indiana, 20h
Jogo 4 – Dom. Abril 23  Cleveland @ Indiana, 14h
Jogo 5 * Ter. Abril 25  Indiana @ Cleveland, a definir
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Cleveland @ Indiana, a definir
Jogo 7 * Sab. Abril 29  Indiana @ Cleveland, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Cavaliers em 4

É verdade que provavelmente o Cavs está no seu pior momento da temporada e o Pacers em seu melhor. Verdade também que o Indiana tem talento bruto acima da sua posição da tabela. E, por último, também é real que Paul George é uma máquina que cresce em momentos de decisão. Mesmo assim, acho que o time de Nate McMillan não tem organização e defesa suficientes para parar o Cleveland.

Pelo que se viu ao longo dos últimos jogos da temporada regular, quando Lebron e companhia querem jogar de verdade, o time é outro, bem mais parecido com aquele dos playoffs passado do que com este que tem perdido uma pancada de jogos fáceis.

Já que não tem muita chance do Indiana passar, a expectativa fica por conta do duelo George x James, com o tempero das encheções de saco de Lance Stephenson.

3º Toronto Raptors x 6º Milwaukee Bucks

Jogo 1 – Sab.  Abril 15  Milwaukee @ Toronto, 18h30
Jogo 2 – Ter.  Abril 18  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 3 – Qui. Abril 20  Toronto @ Milwaukee, 20h
Jogo 4 – Sab.  Abril 22  Toronto @ Milwaukee, 16h
Jogo 5 * Seg.  Abril 24  Milwaukee @ Toronto, 20h
Jogo 6 * Qui. Abril 27  Toronto @ Milwaukee, a definir
Jogo 7 * Sab.  Abril 29  Milwaukee @ Toronto,  a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Raptors em 7

Para falar bem a verdade, dizer que essa série vai para sete jogos é mais um desejo do que um chute. Acredito que o Raptors tem experiência e talento de sobra para superar o Bucks recheado de novatos na pós-temporada.

O grande trunfo do Milwaukee na temporada é que Giannis é muito difícil de se marcar. Mas o Toronto é uma equipe que está vacinada contra isso: tem excelentes defensores em todos os cantos da quadra, especialmente Kyle Lowry, PJ Tucker e Serge Ibaka.

O único problema que eu vejo no time canadense é a falta de tempo de jogo do seu quinteto mais talentoso, já que Tucker e Ibaka chegaram no meio da temporada, justamente quando Lowry se machucou. O time terá que se acertar com o pau comendo, o que é um risco.

4º Washington Wizards x 5º Atlanta Hawks

Jogo 1 – Dom.  Abril 16  Atlanta @ Washington, 14h
Jogo 2 – Qua.  Abril 19  Atlanta @ Washington, 20h
Jogo 3 – Sab. Abril 22  Washington @ Atlanta, 18h30
Jogo 4 – Seg. Abril 24  Washington @ Atlanta, 21h
Jogo 5 * Qua. Abril 26  Atlanta @ Washington, a definir
Jogo 6 * Sex. Abril 28  Washington @ Atlanta, a definir
Jogo 7 * Dom. Abril 30  Atlanta @ Washington, a definir

Confrontos na temporada regular: 3 x 1

Palpite: Wizards em 6

Eu gosto do time do Atlanta, ainda confio em Dwight Howard e amo Paul Millsap, mas acho que o Washington demora no máximo seis partidas para nocautear Hawks. O Wizards encontrou uma formação muito eficiente para jogar contra times médios nesta temporada – que é o caso do Atlanta – e só deve enfrentar maiores dificuldades quando o rival estiver em uma noite atipicamente inspirada.

O maior problema pro time da Geórgia é que não tem como parar a dupla de armadores do Washington. Dennis Schroder não tem cacife para parar Wall ou Beal. Jose Calderson e Malcolm Delaney, seus reservsa, idem. Para isso, terá que abrir mão do poder de fogo e abusar de Thabo Sefolosha, Kent Bazemore e Taurean Prince, bons defensores. Enfim, a capacidade do Hawks para esse matchup é um lençol curto sem solução.

Por último, torço muito por um confronto entre Washington e Boston, uma das maiores rivalidades da NBA atual, na próxima fase.

Amanhã posto os palpites do Oeste!

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