O confronto entre San Antonio Spurs e Houston Rockets tinha tudo para ser o mais equilibrado dos playoffs até aqui. Ironicamente, foi o maior massacre de todas as partidas do mata-mata deste ano. O time vermelho (que estava de preto) massacrou o rival do Texas: 126 a 99 fora de casa. E só não foi mais porque o Houston levou a partida em banho-maria na sua metade final – na volta do intervalo, o Rockets estava com praticamente o dobro de pontos do Spurs.

Vi muita gente falando ~nas redes sociais~ que vitória por 1 ou por 30 pontos valem a mesma coisa numa série de playoffs, que contam como 1×0 da mesma forma. Numa análise bem fria, isso é verdade. No entanto, o genocídio cometido na quadra do AT&T Center tem uma influência brutal no desenrolar do confronto.

Para começo de conversa, o nó aplicado por Mike D’Antoni foi surpreendente. Por mais que existisse o risco do Houston emplacar seu jogo corrido e acertar tudo de fora, ninguém com o mínimo de sanidade imaginava que a vitória seria tão tranquila. James Harden e companhia expuseram todas as fraquezas de San Antonio ao longo dos 48 minutos de jogo.

(Mark Sobhani/NBAE via Getty Images)

Para começo de conversa, ficou claro que o Spurs não pode jogar com tantos defensores fracos de pick and roll. A maioria esmagadora das cestas do Houston saiu de jogadas que começavam com um corta na cabeça do garrafão e Harden soltava a bola no jogador do bloqueio (Clint Capela para a enterrada ou Ryan Anderson para o chute de fora) ou distribuía para outro jogador aberto na lateral (Eric Gordon ou Trevor Ariza), livre por causa da dobra de marcação. Nisso, David Lee e Pau Gasol pareciam juvenis, correndo atrás de Harden e sem tempo de reação para recuperar a posição marcando um segundo jogador.

Lamarcus Aldridge e Tony Parker também estiveram muito mal. O primeiro mostrou não ter velocidade para acompanhar Trevor Ariza e o segundo foi totalmente apagado no ataque e na defesa. Danny Green e Kawhi Leonard não foram capazes de, sozinhos, parar o arsenal do Rockets. O primeiro, para completar, também não acertou nada.

O Houston, por sua vez, emplacou 22 bolas de três e seis jogadores com mais de dez pontos. Das 40 cestas que fez, 30 foram assistidas.

É preciso ponderar que este primeiro jogo teve o que o Houston pode oferecer de melhor e o que pode acontecer de mais desastroso para o San Antonio – uma combinação improvável de se repetir. Mesmo assim, é um sinal muito claro de que o time de D’Antoni começou mais preparado a série do que a equipe de Gregg Popovich.

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