Para que exista o mínimo de competitividade nas próximas partidas da série final entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers, Kyrie Irving precisa aparecer mais para o seu time. Até agora, o jogador não tem sido eficiente no ataque e tem se atrapalhado na defesa.

A impressão é a seguinte: com um time recheado de estrelas, o Golden State joga fácil, tranquilo, e pontua ao natural. Mesmo que não tenha uma partida excelente de todos os seus jogadores, o ataque flui e a defesa não passa muitos apuros. Já o Cleveland parece que precisa fazer absolutamente tudo certo, suar, se matar em todas as posses de bola que tem para apenas acompanhar o ritmo do Warriors. Um descuido mínimo é suficiente para o GSW abrir e acabar com o jogo.

Boa parte desta sensação se dá pela ineficiência de Kyrie Irving nos primeiros dois jogos da série. O raciocínio é primário. O Cleveland tem três jogadores realmente confiáveis no seu ataque, um a menos do que o Warriors. E um deles não está rendendo o máximo que pode.

O statline de Kyrie nem é tão ruim. Foram 24 pontos em uma partida e 19 na outra. Mas, por mais cruel que seja dizer isso, não é o bastante para bater o melhor time da liga.

O problema aqui é que Irving não tem sido eficiente como o Cavs precisa. Ele foi o segundo jogador com mais arremessos de quadra em toda a série, contando os dois times, mas é o quarto em pontos (apenas um à frente o quinto, Kevin Love). Só conseguiu ir para a linha de lance livre três vezes em 75 minutos de partida.

É o que tem o segundo pior índice de offensive rating entre os oito jogadores mais ativos na rotação do Cleveland (a cada 100 posses de bola que ele está em quadra, o time marca apenas 90 pontos).

Na defesa, como é de costume, Kyrie tem se perdido em várias trocas. Ele não é um mau defensor quando está marcando o jogador com a bola, mas é o mais desatento entre os dez titulares da disputa para vigiar seu jogador quando ele não está participando ativamente da jogada.

Seguidas vezes nas duas partidas Stephen Curry aparecia completamente livre do outro lado da quadra para o arremesso enquanto Kyrie corria atrasado ou flutuava atravessando o garrafão.

Por mais que seja difícil medir o impacto disso no jogo, seu defensive rating (o quanto o time leva de pontos a cada 100 posses em que o jogador está em quadra) é disparado o pior dos jogadores da rotação do Cavs, com 124 pontos sofridos.

No ano passado, Kyrie passou por uma situação parecida. Seus dois primeiros jogos contra o Warriors foram sofríveis. No segundo encontro, especialmente: fez 10 pontos e o time levou uma diferença de 26 pontos enquanto ele esteve na partida. No jogo três, no entanto, Irving explodiu e fez 30 pontos.

Foi também quando Tristan Thompson e JR Smith passaram a jogar melhor – com as atenções divididas, naturalmente Irving tem mais oportunidades para fazer suas bolas. Neste ano, os coadjuvantes do Cavs também não tem ajudado, dificultando a vida do jogador.

Mas enquanto ele não aparecer para jogar e, principalmente, decidir – como fez no jogo 7 do ano passado, por exemplo -, o Cleveland Cavaliers não tem chances.

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