Se ainda parece muito provável que o título do Golden State Warriors é só uma questão de tempo, a vitória do Cleveland Cavaliers foi bastante útil para confirmar e renovar algumas convicções sobre a série, os times e jogadores envolvidos.

Golden State Warriors não é imbatível
O time finalmente perdeu depois de muito tempo (meses!). É ainda um fato que o Warriors é a melhor equipe da liga, tem o melhor grupo de jogadores e o estilo de jogo mais eficiente nos dois lados da quadra, mas uma noite ou outra nem tudo vai dar certo para eles – nos últimos jogos ficou marcada a impressão exagerada de que nunca mais alguém poderia bater este time junto numa série de playoffs. Vai ser difícil, mas pode acontecer, sim. Nem mesmo a ida de Kevin Durant faz do time invencível – uma conclusão que talvez não faça muito mais sentido para o campeonato deste ano, mas importante para a competitividade das próximas temporadas.

Cleveland Cavaliers também é um supertime
Foram 49 pontos marcados no primeiro quarto e 86 até o intervalo, duas marcas inéditas para as finais da NBA e das maiores na história da liga em qualquer situação. Um aproveitamento nos chutes insano, um volume de jogo surreal. Não se faz isso por acaso. O Cavs também é um time com muito talento reunido. Seu trio de estrelas é um dos melhores da liga na década, seu banco reúne vários bons jogadores que só se juntaram à franquia para tentar ganhar um título também. O resultado é um time excelente – que esquecemos por um tempo o quão bom era por causa da sequência de derrotas para o Golden State.

Cavs se torna competitivo acertando seu jogo de sempre
A diferença de qualidade entre os dois times existe, mas não é tão gritante quanto os três primeiros jogos fizeram parecer. Até agora, o Cleveland não tinha conseguido mostrar algumas das suas principais ferramentas, como uma artilharia pesada da linha dos três pontos. Conseguiu no jogo 4. O time acertou 7 de 12 arremessos da zona morta, de onde vinha tendo um aproveitamento pífio na série final. Foi mais físico no ataque, forçando a ida para a linha de lance livre. Conseguiu recuperar mais rebotes ofensivos. Forçou turnovers do rival. Conseguiu se desvencilhar da defesa do Warriors no perímetro. Enfim, jogou como deve jogar.

Lebron James para a história
Nas estatísticas, Lebron James já tem feito uma performance monstruosa. Anotou mais um triple-double, confirmando sua média na final com mais de 10 rebotes, assistências e pontos por partida – primeira vez na história – e ultrapassando Magic Johnson no número total de vezes que alguém atingiu este statline em jogos de final, com 9. Mas mais do que isso, protagonizou uma daquelas jogadas que entrará para a história da NBA, assim como foi aquele toco em Andre Iguodala no ano passado, mas que ainda não tinha sido feita na disputa deste ano: deu um passe para si mesmo, jogando a bola na tabela, para enterrar no meio da defesa do GSW. O lance é genial porque não foi apenas plástico. Foi um recurso mesmo. Ao infiltrar e segurar a bola para passar, viu que nenhum companheiro seu estava livre. Em uma fração mínima de segundos viu a brecha de jogar a bola na tabela para ele mesmo fazer a cesta. Uma jogada que, com certeza, vai figurar nos tapes de melhores de todos os tempos das finais.

Ainda não acho que o resultado de sexta sirva para mais coisas além disso. Na prática, e mais importante de todos, ainda não é suficiente para que o título do Warriors seja ameaçado.

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