Um era pouco

Depois de uma série final irretocável, o Golden State Warriors se sagrou o campeão da NBA. O time varreu todos os seus adversários do Oeste, venceu de maneira incontestável o baita time do Cleveland Cavaliers (desta vez completo), e confirmou, com o segundo título em três anos, que este é um dos grandes times do basquete dos últimos tempos.

Não vou entrar no mérito da comparação se este ou aquele time é o melhor da história, se é top3, se venceria o time de não sei lá quando – essa é uma outra discussão para depois -, mas é fato que, diante de todas as marcas que este Golden State atingiu, de todos os jogadores que reuniu, a forma como jogou e ganhou, um título seria pouco. Por tudo que esse time fez, era essencial, até obrigatório, que Curry e companhia fossem campeões de novo. Pelo reconhecimento que merecem.

Quando falo das realizações do GSW atual, não me refiro apenas aos vários recordes quebrados (de vitórias totais numa temporada, vitórias seguidas, vitórias em três temporadas e etc). Mas falo sobre toda a mudança provocada no estilo de jogo.

O Golden State Warriors retomou um fundamento básico, primário, do basquete de que este é um jogo sobre fazer cestas, sobre eficiência ao colocar a bola no aro antes de qualquer coisa. E mostraram que é possível jogar com atletas fora dos padrões de suas posições se eles provarem que conseguem pontuar.

Que, para não depender dos estereótipos, basta ter um time que saiba se movimentar no ataque e na defesa de maneira inteligente para ocupar todos os espaços da quadra, que a bola corre mais do que as pernas e que o arremesso de três pontos vale mais do que o de dois (dã!).

Não que Steve Kerr e seus comandados tenham inventado estes conceitos e estilo de jogo, mas foram os melhores a executá-los. E, se um título já não parecia mais suficiente para que todos entendessem isso, dois deixam as coisas um pouco mais claras.

Não torço para o Warriors, mas, pensando neste legado, eu fico satisfeito com o resultado. Deixemos as comparações com os outros grandes times da história, as críticas ao fato de Kevin Durant ter se juntado ao time e as ponderações sobre o futuro de uma possível dinastia para daqui a pouco. Agora é hora de reconhecer a importância de mais um título para um time dominante e inovador. E que um time com Stephen Curry, Durant, Klay Thompson, Draymond Green e Andre Iguodala tinha que ser mais do que uma vez campeão.

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1 Comment

  1. Ana

    Quem ama os jogos de gerente http://mybasketteam.com/

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