Month: August 2017

Até quando Isaiah Thomas será rejeitado?

Nem que seja timidamente, nem que seja uma breve desconfiança, mas absolutamente todo mundo duvida ou já duvidou das capacidades de Isaiah Thomas. A rejeição ao seu tamanho, à sua defesa, ao seu jogo é uma tônica na sua carreira. A ameaça do Cleveland Cavaliers de voltar a troca e a atitude do Boston Celtics em ceder à pressão e juntar mais uma escolha de segundo round de 2020 ao pacote da negociação são apenas dois exemplos disso.

O que eu me pergunto é: o que Thomas precisará fazer para que a gente pare de desconfiar dele? Até quando faremos isso?

Que ele tenha sido a última escolha do draft, mesmo com números muito melhores nos três anos de universidade do que dezenas de outros armadores que tentaram entrar na NBA, é compreensível – seus 1,75 m podem sobreviver a um torneio universitário, mas parecem risíveis para uma liga de homens adultos.

Eu também entendo que, mesmo sendo uma grata surpresa nos dois primeiros anos na liga e ter sido o jogador mais produtivo da equipe na sua terceira temporada, o Sacramento Kings tenha escolhido trocá-lo por um calouro que nunca pisou numa quadra da NBA por acharque Thomas não era bom o suficiente para liderar a retomada da franquia – por mais que essa reviravolta ainda não tenha acontecido no time californiano e Isaiah tenha se tornado All Star e All NBA alguns anos depois.

Na época, não discordei e também não lembro de muita gente criticando o fato de Thomas ser reserva do Phoenix Suns, sua nova equipe, atrás de Eric Bledsoe e Goran Dragic, apesar de ter o maior Player Efficiency Rating (PER) de todo o time, ter uma pontuação quase tão boa quanto as dos titulares com quase 10 minutos a menos de jogo de média e ter um impacto ofensivo consideravelmente maior do que todos os titulares (maior Offensive Rating). Mesmo com estes números, o Suns se livrou dele para prestigiar Eric Bledsoe e para conseguir Brandon Knight – por mais que nenhum dos dois tenha conseguido jogar mais de 66 partidas em uma temporada e o Suns não tenha superado a marca de 24 vitórias em um ano desde então.

Muita gente também achou que era normal que Thomas fosse reserva do Boston Celtics, time que o acolheu, mesmo sendo o cestinha da equipe e mesmo que o time tenha se recuperado de uma campanha ruim desde a sua chegada (estava com 21 vitórias e 30 derrotas até a troca e teve 20 vitórias e 11 derrotas depois disso). Afinal, o consenso era de que Isaiah era bom, mas só para cumprir determinadas tarefas em quadra, para aproveitar a correria dos times reservas, para infernizar o final do jogo e não para ser o craque da franquia – por mais que já fosse.

(AP Photo/Elise Amendola)

Duas temporadas se passaram, Isaiah virou o favorito dos torcedores do Boston Celtics, se consolidou como o melhor jogador da equipe de melhor campanha na conferência, se confirmou como uma das mais letais ameaças ofensivas da liga e até demonstrou todo o seu comprometimento com o jogo ao entrar em quadra no mesmo dia da confirmação da morte da sua irmã mais nova em um trágico acidente de carro. Fez absolutamente tudo que se espera de uma estrela inquestionável. E mesmo quando era para ele nunca mais ser questionado, uma densa nuvem de dúvida segue pairando sobre sua cabeça.

Primeiro, o Boston Celtics abre mão do jogador por Kyrie Irving, o colocando em um pacote volumoso, em que, na cabeça dos executivos dos dois times envolvidos, foi preciso incluir Jae Crowder, um pivô calouro e uma valiosa escolha de primeiro round do ano que vem para que ‘as qualidades fossem equiparadas’ – por mais que Thomas tenha jogado muito mais que Irving na última temporada.

Depois, o Cleveland Cavaliers reclama que o ‘pack’ não foi bom o bastante, que Thomas pode estar bichado e que precisa de ainda mais contrapartidas para assumir o risco de ficar com o jogador – choradeira atendida pelo Boston, que envia mais uma escolha de draft.

Entendo que Thomas esteja machucado e não duvido que a lesão possa ser séria, mas é impressionante o tanto de vezes que Isaiah foi rejeitado, duvidado, questionado ao longo da sua carreira, mesmo que em absolutamente todas as oportunidades ele tenha provado que merecia um tratamento mais respeitoso. Tenha mostrado que sempre foi menosprezado injustamente.

Diante disso, não consigo imaginar o que ele precisa fazer para que finalmente um dia seja tratado como um jogador do quilate que é – o terceiro maior pontuador da liga, o nono mais preciso nos chutes, um dos doze all stars do Leste e um dos quinze all NBA da liga toda na temporada passada.

O lado bom disso, é que a desconfiança parece ser uma gasolina do jogo do armador. Que ele nos prove mais uma vez que todos estavam errados. E, se fizer isso, que seja a última vez que duvidemos dele.

Cavs pode barganhar na troca Irving-Thomas, mas não deveria tentar

É verdade que o Cleveland Cavaliers pode pedir uma revisão da troca que envolve Isaiah Thomas e Kyrie Irving se a saúde do armador que era do Celtics estiver comprometida – Isaiah está com uma lesão no quadril e, segundo exames médicos realizados pelo Cavs, seu rendimento poderia ser abalado nos próximos anos por conta do ocorrido. Segundo Adrian Wojnarowski, da ESPN, o time de Lebron James teria pedido mais jogadores para completar a negociação, sob ameaça de cancelar a troca.

O Cleveland pode, realmente, fazer este tipo de ameaça, mas não vejo mais do que um blefe irresponsável ou um boato mal contado. Mesmo que Thomas esteja baleado, o Cavs tem muito a perder cancelando o acordo. Por mais que ficar com um jogador machucado seja um pepino, seria um negócio ainda pior voltar tudo como estava uma semana atrás – e é isso que aconteceria caso o Celtics se recusasse a mandar Jaylen Brown ou Jayson Tatum, os dois jogadores que o Cavs sonha envolver no bolo.

Digo isso por vários motivos. Para começo de conversa, Kyrie Irving teria que voltar ao elenco ainda mais insatisfeito e deslocado. Como não há nenhum clima para ele ficar em Cleveland, o jogador teria que ser trocado por qualquer coisa. Se as propostas já eram ruins antes, agora seriam ainda mais indecentes. Seu valor de mercado seria ridículo se comparado ao seu basquete.

Fora isso, o time perderia elementos que fizeram da troca um achado surreal para a franquia do Ohio. Perderia um coadjuvante muito bom com um contrato sensacional (Jae Crowder), um prospecto que pode vir a ser interessante (Ante Zizic) e um ativo fundamental (escolha de primeiro round do Nets do ano que vem) diante da possibilidade da saída de Lebron James e a necessidade de se reformular por completo.

Por tudo isso que foi colocado no pacote por Irving, vale a dúvida quanto a saúde de Thomas. Se ele se recuperar bem, é uma troca inimaginável diante das circunstâncias. Se não, pelo menos é um jogador com apenas um ano de contrato.

No fundo, eu não duvido que tudo isso faça parte de um jogo do front office para abalar as pretensões de Isaiah buscar um contrato máximo na próxima offseason. Para a diretoria do Cavs é interessante que o armador chegue jogando, mas sem toda aquela moral perante o resto da liga – o que forçaria a franquia a abrir mão dele ou gastar tudo o que não tem para mantê-lo.

Tem quem cubra o Cleveland e diga que é mais ou menos por aí e que, na verdade, ninguém no clube queira pedir este ou aquele jogador a mais na negociação – pois sabe-se que há um risco de colocar tudo a perder.

Trocas envolvendo jogadores seriamente lesionados já foram canceladas em outras oportunidades, é verdade, mas em nenhuma destas vezes jogadores tão importantes estavam nestas negociações – e as situações dos dois times também não seriam tão profundamente afetadas por elas.

Ter Isaiah Thomas machucado em seu elenco não seria bom, mas arriscar voltar a troca seria ainda pior para o Cleveland.

O melhor troco possível por Kyrie Irving

É difícil fazer render uma troca quando uma estrela pede para sair do time. Por melhor que seja o cara, é complicado conseguir alguém que pague o preço que aquele jogador efetivamente vale. Desesperado com a possibilidade de desvalorização do seu ativo, o time até então dono do contrato do jogador geralmente acaba aceitando a proposta ‘menos pior’.

Era assim que se encaminhava o pedido de Kyrie Irving para ser trocado. O Cleveland Cavaliers sonhava com alguma coisa tipo Kristaps Porzingis, mas tinha em mãos algo mais parecido com Eric Bledsoe. Os trocos oferecidos eram tão indecentes que cogitava-se que o time de Lebron iria começar a temporada com Irving. Era melhor levar alguns meses de clima péssimo no vestiário do que desvalorizar o segundo melhor jogador do elenco. Diante do eminente enfraquecimento da equipe depois da saída de Kyrie, o abandono de Lebron James era considerado certo. E, daí, pronto: voltariam os anos de mediocridade do Cavs.

Eis que, do nada, a franquia se acerta com Boston Celtics, maior rival do Cleveland na conferência Leste, e consegue o impossível: negocia Kyrie Irving por um pacote que, pasmem, pode até MELHORAR o time. Estão nele Isaiah Thomas, Jae Crowder, Ante Zizic e a escolha do Brooklyn Nets do próximo draft.

Elsa/Getty Images

Mesmo no pior momento possível, o Cleveland conseguiu transformar Irving em um dos melhores armadores de toda a NBA, em um ala extremamente útil com um contrato excelente, em um pivô alguma coisa promissora e em uma escolha top5 da próxima seleção de calouros.

A troca de Irving por Thomas tinha sido ventilada há algumas semanas, mas descartada logo de cara por ser uma negociação muito difícil para o time de Ohio – o Boston Celtics se mostrou duro na queda nas possíveis trocas cogitadas ao longo dos últimos meses e parecia difícil que a equipe despacharia seu melhor jogador. Isso descontando a situação frágil em que o Cleveland se encontrava, como já descrito anteriormente.

Para o acerto do Cavs, eu imagino que o time melhora, apesar de Kyrie ser o melhor nome da troca. Isaiah é um dos melhores jogadores no ataque em toda a liga. Crowder tem o perfil do banco do Cleveland. A equipe ganha profundidade e versatilidade.

Isso tudo não quer dizer que o Boston piorou. Apesar de ser uma troca surpreendente, fica claro que o time partiu para uma nova fase, apostando em jogadores de renome.

Para a franquia, a troca de Isaiah resolve algumas dores de cabeça da direção. Thomas se tornaria free agent ao final da temporada e pediria um contrato máximo, o que praticamente descartaria qualquer possibilidade do Celtics tentar buscar mais alguma estrela no mercado.

Até Kyrie, que parecia que ia abrir mão de tentar vencer com o seu pedido maluco para sair do Cavs, se deu bem: será o melhor jogador de uma das melhores equipes da liga.

Mas, mesmo que agora conte com um time titular poderoso, ainda terá que bater o Cleveland Cavaliers, que, surpreendentemente, conseguiu, de uma maneira incrível, ficar ainda melhor.

‘Tampering’: o que é, por que virou notícia e no que pode dar?

É o assunto da semana: o Indiana Pacers acusou o Los Angeles Lakers de ter negociado com Paul George enquanto o jogador ainda estava sob contrato com o time de Indianápolis, uma prática chamada ‘tampering’ e que é proibida pela liga. A NBA acatou a denúncia e está investigando o caso, apesar de já adiantar que não encontrou nenhuma evidência mais concreta logo de cara.

Na teoria, nenhum time pode tentar aliciar, convencer ou até mesmo, em certa medida, contactar qualquer jogador, técnico ou executivo que esteja sob contrato com outra franquia. A liga pode aplicar punições, como multas, perdas de picks no draft e até bloqueio de transações, ao time que fizer isso.

O que o Indiana Pacers alega é que o contato do Lakers com Paul George fez o jogador manifestar o interesse em sair assim que seu contrato terminasse e, com isso, jogar seu valor de troca no chão. Com isso, o time acredita que recebeu muito pouco em troca quando negociou seu atleta. Tudo porque ele estaria já acertado com o time de Los Angeles e nenhuma equipe queria pagar o que ele valia para ter só um ano dos seus serviços.

Apesar do Pacers ter aceitado a proposta que quis – ninguém obrigou o time a negociar George por Victor Oladipo e Domantas Sabonis -, eu entendo que o time tenha se sentido prejudicado. PG é um atleta sensacional e sua saída, dessa forma, foi uma porrada em qualquer pretensão da franquia para o futuro. No entanto, eu duvido muito que isso vá dar em alguma coisa.

As razões são várias. Primeiro que é muito, mas muito difícil provar que efetivamente aconteceu algo. Jogadores, executivos e agentes se falam o tempo todo. É muito complicado afirmar que um contato aqui ou ali aconteceu dentro ou fora das regras. Se fossemos levar a lei da liga ao pé da letra, todos os times teriam que ser punidos dezenas de vezes a cada temporada, quando, na prática, são raríssimos os casos de punição. Na real, só acontecem quando os envolvidos admitem o ‘tampering’.

(Richard Mackson-USA TODAY Sports)

O simples fato da NBA proibir mas assumir que nunca inicia uma investigação por conta própria já dá o tom do posicionamento diante dos casos – a liga só abre um processo mediante uma denúncia. Na história, poucos casos relevantes tiveram um desfecho mais grave – como o Miami Heat que perdeu uma escolha de draft por ter aliciado Pat Riley a se juntar ao time enquanto ainda era técnico do New York Knicks. Em geral, são multas pagas em valores que sequer são divulgados.

A prática é tão comum e suas consequências são tão desprezadas que na maioria dos casos ninguém dá bola. Neste ano, Draymong Green admitiu que ao perder para o Cleveland Cavaliers na temporada retrasada, ligou para Kevin Durant e o convenceu a se juntar ao Golden State Warriors. Depois de um frenesi inicial, ninguém mais deu a mínima.

O caso envolvendo Lakers-George-Pacers só tomou o noticiário com alguma proporção mais volumosa porque é offseason e, passado o período de assinatura de Free Agents e engavetado o pedido de Kyrie Irving para ser trocado, ninguém tem nada de mais interessante para falar – este blog é um exemplo disso, risos. Claro, o fato de ser o Lakers amplifica um pouco as coisas.

Por mais que nunca tenha rolado, a regra permite punições mais severas do que as conhecidas. Existe a possibilidade até do time e do jogador ficarem impedidos de assinarem contrato, caso a liga entenda que houve o aliciamento e que foi grave a este ponto. Mas diante de todas as alternativas e do histórico, esta é a mais improvável.

No final das contas, se o Los Angeles Lakers e Paul George combinaram algo, o mais provável é que o acordo seja confirmado no ano que vem, com o ala assinando com o time californiano. Sem punições.

O calendário da NBA mudou. E para melhor.

Definitivamente não dá para dizer que a NBA não está preocupada com alguns dos problemas que mais enchem o saco de torcedores e canais de tevê (que são os agentes que bancam a liga, direta ou indiretamente). Ficou clara a tentativa de, ao anunciar o calendário para a próxima temporada, acabar com partidas televisionadas nacionalmente sem que os melhores jogadores dos times estejam saudáveis, equilibrar os calendários, diminuir o número de jogos em dias seguidos e mostrar na tevê mais os grandes jogadores ao invés de times clássicos.

Primeiramente, como já tinha sido anunciado antes, a temporada regular ganhou mais alguns dias ao começar na metade de outubro. Assim, ganha-se mais datas no calendário e é possível ‘esticar’ a maratona de jogos pelos meses. Como a tabela de jogos continua sendo de 82 jogos para cada time, são duas semanas a mais de folgas espalhadas ao longo de seis meses.

Na prática, por si só, isso já garante que existam menos back to back, ou seja, times que jogam dias seguidos. Comprovadamente, é nestas situações que os jogadores ficam mais expostos a lesões. Por isso, com menos partidas assim, os times, em tese, teriam menos motivos para descansar seus atletas no meio do calendário, mesmo eles estando saudáveis, um dos maiores problemas comerciais da NBA – os canais, que despejaram bilhões na liga nos últimos anos, ficam sem mostrar o produto prometido aos anunciantes.

Já que ninguém pode obrigar que os times coloquem o que têm de melhor em quadra, a NBA pelo menos se certificou que todos os jogos transmitidos nacionalmente nos EUA (e, consequentemente, reproduzidos pelo resto do mundo nos canais a cabo) contarão com times que sempre terão descansado um dia antes e descansarão um um dia depois das transmissões.

De um modo geral, não vai mais rolar aquilo de um time jogar quatro vezes em cinco dias (algo que aconteceu 70 vezes há dois anos e 20 no ano passado). Apenas 36 vezes que times jogarão cinco jogos em sete noites – algo que aconteceu 90 vezes na temporada passada.

A NBA também criou um sistema para cruzar os jogos que diminui o número de confrontos desequilibrados no que diz respeito ao número de partidas jogadas e descansadas. A ideia é que não tenha muitos cruzamentos entre times que jogaram muito mais vezes do que o rival.

A ideia de mostrar mais as estrelas se estende para as escolhas de partidas televisionadas também. Mais Milwaukee Bucks, menos New York Knicks na tevê. Mais Minnesota Timberwolvez, menos Chicago Bulls.

Em resumo, a NBA fez tudo que estava ao seu alcance para levar o melhor produto televisivo ao torcedor – não porque ela é boazinha, mas porque ela perde dinheiro se não fizer assim. Tomara que funcione.

Respostas e considerações sobre a pesquisa de público do Dois Dribles

Há uns dias postei na página do  facebook um link para uma pesquisa para eu entender melhor o perfil do público do blog e, principalmente, o que vocês esperam do Dois Dribles. Por mais que eu já tenha comigo bem detalhado aqui nos acessos de onde vêm os cliques, qual a idade média da turma e etc, queria aproveitar a offseason para estreitar esta relação – saber o que gostam de ler, por quais plataformas e que tipo de texto.

Para quem não sabe, este blog é tocado por uma pessoa só, que trabalha no horário comercial com um negócio que não tem nada a ver com basquete. Qualquer mudança ou ideia nova é, na verdade, um investimento grande do meu tempo livre em algo que, materialmente, não me dá um retorno palpável. Portanto, para que fazer algo diferente, é preciso que seja do meu gosto, me satisfaça pessoalmente e valha a pena para o público que eu considero importante para o blog.

Mesmo assim, eu tenho algumas ideias. A primeira delas é simples: gostaria de postar mais. Mas como o blog é uma atividade paralela na minha vida, não estou em condições de ‘me dar ao luxo’ de aumentar consideravelmente o número de textos em algo que não agrade o público do Dois Dribles.

Também cogito partir para outras mídias. A minha ideia inicial seria fazer um podcast, mas não sei nada da parte técnica de edição e teria que gastar um tempo brutal aprendendo e me dedicando a isso. Além do mais, não sabia dizer se vocês estavam dispostos a acompanhar um programa assim do DD.

Mas vamos às respostas e o que eu interpreto delas:

TORCIDAS
Para qual time da NBA você torce? (é possível escolher mais do que uma alternativa)

Eu coloquei essa pergunta com dois objetivos: fazer com que as pessoas se motivassem a responder (e deu certo, foram mais de 1,2 mil participações!) e para justificar algumas coisas que veremos mais detalhadamente adiante. Em resumo, muita gente reclama que há muitos posts sobre uns times e quase nada sobre outros. Por mais que eu tente balancear, é preciso levar em conta que alguns rendem mais do que outros, alguns chamam mais a atenção do que outros. Essa pesquisa me ajuda a hierarquizar as coisas.

Hábitos relacionados a basquete

Mais de 80% de vocês assistem NBA na ESPN ou Sportv, 15% assina o League Pass, 3/4 compram camisas e jogam basquete. Só 1/4 joga fantasy. Ou seja, bastante gente vê NBA, bastante gente se interessa por produtos relacionados a basquete e nem tanta gente se interessaria em ler sobre fantasy (uma ideia que eu tinha, mas que morreu ao longo da temporada passada).

O que querem do Dois Dribles?

A maioria esmagadora diz que gosta de ler opiniões e análises. Uma parcela considerável, mais da metade, ainda gosta de histórias, curiosidades e estatísticas. Enfim, eu tento fazer uma mescla disso tudo e me parece ser o caminho certo – me corrijam se estiver errado.

A turma realmente gosta de acompanhar posts ~zoeiros~ no Facebook, no Twitter. Metade diz que vê canais de Youtube relacionados a basquete e menos de 20% diz ouvir podcasts. Isso me faz pensar se realmente vale o esforço de gravar um programa assim, sei lá, semanal, quinzenal que seja. Youtube, apesar de mais popular, não está nos meus planos por enquanto, por ser uma tonelada a mais de trabalho e, na minha opinião, ter uma chance imensa de ficar uma bosta.

Quando eu abri ali para sugestões e críticas, apareceu muita coisa diferente e contraditória. Tem gente que acha que os textos são pouco profundos e gente que acha que são muito detalhados. Tem quem ache que eu falo muito de informação extra-quadra, tem quem peça mais disso.

Mas a verdade é que muita gente pediu posts sobre os times menos badalados. Reclamou que o blog é um ‘diário do Lebron James’, que só fala do Golden State Warriors e tal. Eu concordo que é assim e que posso mudar. Vou tentar fazer isso, por mais que a pesquisa de torcidas indique que quando eu começar a falar mais do Atlanta Hawks, por exemplo, muita gente possa chiar que eu não estou falando dos assuntos do momento. Vou testar e ver qual é.

Eu fico feliz também que o maior pedido é por uma frequência maior de posts. Dentro do meu limite, vou tentar aumentar o volume de coisas por aqui.

Por fim, agradeço a todos por mais um ano de interação. O blog é meu, eu escrevo o que quero, não ganho nada por isso – as vezes ganho uns xingamentos -, mas tenho a realização de ver que um monte de gente que entende de basquete ou que está tentando entender melhor o jogo procura o Dois Dribles.

Sempre que tiverem qualquer sugestão, não hesitem em me escrever – por aqui, pelo Facebook ou pelo Twitter. Que venha mais uma temporada e #PAS.

O técnico e o executivo

Doc Rivers deixará de ser ‘presidente das operações de basquete’ do Los Angeles Clippers para se dedicar única e exclusivamente à função de técnico da equipe. Há algumas semanas, o mesmo aconteceu com Mike Budenholzer no Atlanta Hawks. As decisões são acertadas: não acho saudável que uma pessoa concentre tanto poder para decidir os rumos de uma franquia.

O acumulo de funções faz sentido até um ponto. É verdade que não há sinergia maior entre comissão e front office se o chefe de ambos é a mesma pessoa. Incontestável que a situação também não deixa margem para dúvidas sobre quem é o responsável real pelo sucesso ou fracasso da montagem e execução do elenco. Mas, ao meu ver, as vantagens param por aí. De resto, o clube só tem a ganhar quando são duas pessoas em cada um dos postos.

Vou usar um exemplo bem oportunista, mas que é o mais didático possível. Quem está mais errado: o executivo Doc Rivers que contrata o filho, com histórico duvidoso na liga, ou o técnico Doc Rivers, que o coloca para jogar mais do que o próprio elenco acha saudável (a ponto de, dizem, ser um dos motivos pelos quais Chris Paul se encheu da franquia)?

Sempre odiei Austin Rivers e, admito, me surpreendi com sua evolução nas últimas duas temporadas, mas considerando que sua qualidade ainda é questionável, imagino fossem presidente e técnico do time pessoas diferentes, a escolha por assinar com o jogador e colocá-lo em quadra não seria tão contestada (para dizer o mínimo) – afinal, teria passado pelo crivo de duas pessoas e pelo menos uma delas não seria o pai do cara. Ou, caso contrário, nem aconteceria: Austin não seria contratado ou seria ignorado pelo técnico.

(Jerome Miron-USA TODAY)

Dá para falar o mesmo dos milhares de ‘role players’ veteranos que em determinado momento assinaram com o time. Glen Davis, Paul Pierce, Josh Smith, Lance Stephenson… chegaram, cada qual em seu momento, como ‘a peça que faltava’ para o time deslanchar e na melhor dos cenários não conseguiram ajudar em quase nada a equipe – boa parte deles chegou a atrapalhar, na real.

No Atlanta, a situação de Budenholzer tem suas coincidências com a de Rivers: como executivo, ele não foi capaz de capitalizar com as saídades de Jeff Teague, Paul Millsap e Al Horford, apostou mal em Dwight Howard e só conseguiu um trocado muito baixo…

Tanto Doc, quanto Mike fizeram trabalhos interessantes, mas falharam na hora na tarefa de fazer com que Hawks e Clippers se tornassem ameaças reais aos seus principais concorrentes. O time da Georgia se confirmou como freguês fácil do Cleveland Cavaliers e a equipe californiana nunca conseguiu passar da segunda rodada dos playoffs. Agora, enfrentarão reformulações nos seus elencos e suas pretensões – e só uma parte disso continuará nas mãos de Rivers e Budenholzer.

No fundo, eu não acho que um cara seja tão pica a ponto do time precisar tanto dos seus serviços nas duas funções. A única exceção que eu posso aceitar é para Gregg Popovich, que vem conduzindo as duas funções com sucesso há quinhentos anos no San Antonio Spurs e é possivelmente o cara que mais entende de basquete na face da Terra – mas, mesmo neste caso, acho conceitualmente errado.

Não me parece certo nem eficiente que o cara que avalia o trabalho do treinador seja o próprio treinador, por exemplo. Que ele seja chefe dele mesmo. Este é um tipo de papel que pode funcionar numa atividade em que, sei lá, o cara só depende dele para mostrar seu talento, produzir seu trabalho. Mas numa função em que você gerencia um monte de gente, media vários egos complicados e tudo mais? Uma atividade que é essencialmente conjunta? Não rola.

Acho que os donos de times – que não são caras que entendem da coisa, mas enfim – se tocaram disso e estão, aos poucos, se livrando das figuras super-controladoras. Phil Jackson passou no RH do Knicks mês passado (era presidente do time e queria impor suas convicções à comissão técnica) e Pat Riley cada vez apita menos nas decisões de dentro de quadra diante de um Erik Spoelstra com cada vez mais moral. Stan Van Gundy, que ainda acumula as funções no Detroit Pistons, não está com essa bola toda depois que o time ficou de fora dos playoffs e viu seus dois principais jogadores – e duas maiores apostas – terem temporadas decepcionantes. O técnico ou o executivo, não sei qual dos dois, está em estado de alerta. Logo, logo pinta alguém para dividir o trabalho com Stan.

E é assim que tem que ser: cada um com sua função, com sua cabeça, colaborando e cobrando o sucesso do outro.

‘Old Faces, Fresh Cuts’: designer troca cabelo das lendas da NBA

Estilo e basquete são coisas praticamente indissociáveis. De bom gosto ou não, não dá para negar que os caras da NBA estão anos-luz a frente de qualquer outra classe de atletas ou celebridades. O corte de cabelo deles é o melhor exemplo disso. Seja a careca brilhante de Michael Jordan, os mullets de Larry Bird, o afro de Julius Erving ou até o feroz high top fade do insosso Iman Shumpert: todos estão carregadíssimos de personalidade. O banho, corte e tosa dos jogadores são uma referência para a legião de fãs.

Nessa pegada, o designer gráfico e artista digital Tyson Beck fez um trabalho brilhante chamado ‘Old Faces, Fresh Cuts’. Pegou fotos de jogadores clássicos da história da liga e colocou uns penteados diferentes, mais atuais – nenhum dos caras jamais usou um cabelo desses, o que praticamente dá uma nova alma a cada um deles. O resultado é hilário.

Ufa! Mas valeu a pena, né?

Conheça todas as novas camisas da Nike

Uma das principais novidades para a temporada 2017/2018 é o lançamento dos novos uniformes da Nike, empresa que passa a ser a fornecedora dos materiais esportivos oficiais da NBA. Não só pelo fato de que qualquer lançamento de camisa de basquete já chama a atenção por si só, mas também pela mudança- a Adidas foi a responsável pela confecção dos uniformes pelos últimos 11 anos.

Aqui, então, vou apresentar todos os modelos já confirmados ou vazados para a temporada, time a time (o post será atualizado sempre que sair uma nova camisa!):

Atlanta Hawks

Não divulgado ainda.

Boston Celtics

Não divulgado ainda.

Brooklyn Nets

Não divulgado ainda.

Charlotte Hornets

Os uniformes do Hornets eram os mais aguardados de todos. No começo do ano, foi confirmado que a franquia seria a única a usar uma marca de fornecedor esportivo diferente das outras 29 equipes da NBA. Ao invés de Nike, estamparia a marca Jordan – é associada à Nike e Michael é é um dos donos do clube.

Apesar do modelo em geral não ter mudado quase nada, só o fato de ter a silhueta do melhor do mundo no ombro direito já dá um charme diferente à regata – que, na minha opinião, é uma das mais bonitas de toda a liga.

Chicago Bulls

A primeira vista, é a apresentação menos inovadora possível. Além da marca da Nike no ombro, que é padrão em todos os uniformes, o novo modelo do Bulls apresentado só tem como novidade a cor do nome dos jogadores. No uniforme vermelho, as letras deixam de ser pretas contornadas em branco para serem totalmente brancas. No uniforme branco, o letreiro deixa de ser vermelho contornado em preto para ser todo preto.

A grande novidade é que agora os uniformes vermelhos serão usados em casa, enquanto os brancos serão os uniformes de visitante do time.

Cleveland Cavaliers

O Cleveland Cavaliers mudou bastante o uniforme, especialmente o uniforme que antigamente era usado para jogos fora: número mudou de cor, a fonte é outra e os detalhes nas laterais estão diferentes também. No modelo branco, ainda que algumas características tenham sido mantidas, é um uniforme bem diferente do antigo.

Curioso, no momento, é que o anúncio oficial foi feito com as camisas de Kevin Love, Lebron James e… Kyrie Irving!

Dallas Mavericks

Não divulgado ainda.

Denver Nuggets

O time do Colorado mudou consideravelmente a cara do seu uniforme. Abandonou o azul-bebê que vinha usando há 14 anos e mudou para o azul-marinho. Eu não era muito fã do tom antigo, achava meio infantil, mas pelo menos era diferente. Agora é uma cor que meia liga usa ou já usou. Além do mais, os dez anos em que o time usou esse azul sem graça, na década de 90, foram os piores da história da franquia. Não é feio, longe disso, mas tem identificação e tradição zero com o time.

Detroit Pistons

O Detroit confirmou sua nova camisa para a temporada com mudanças quase imperceptíveis.

O recorte da camisa, cores, listras laterais e tipografia são basicamente as mesmas do ano passado. Só o ‘P’ do calção que chega um pouco mais estilizado para este ano. A franquia também vai estampar a marca de uma empresa na regata, a Flagstar Bank.

O time de Michigan é outro que apresentou uma logo um pouco diferente para este ano também. Agora, o time resgata o visual do símbolo da época mais vitoriosa da franquia, do período dos Bad Boys.

Golden State Warriors

O primeiro uniforme confirmado foi o do Golden State Warriors. Aconteceu no mesmo dia que a Nike soltou todo o conceito da nova parceria. Praticamente nenhuma mudança visível em relação ao uniforme do ano passado. Discretamente, as diferenças são uma linha amarela mais fina na gola e números menores dentro do símbolo do peito.

O mais animador, neste caso, foi que a Nike acabou com alguns boatos bem desanimadores dos novos modelos – uma série de camisas horrorosas de sites chineses estavam aparecendo como supostos vazamentos. Mas, felizmente, eram todos falsos.

Houston Rockets

Apesar do spoiler da EA Sports sugerir que uma coisa ou outra mudaria (para melhor) no uniforme do Houston Rockets, o modelo da Nike acabou ficando praticamente igual ao da Adidas.

Na foto da capa do NBA Live, parecia que as bordas da gola e manga ficariam mais grossas e seriam brancas, retomando um layout parecido com o modelo dos anos 90 (que eu acho o mais legal da franquia), mas não. Aparentemente continua tudo igual, até com os detalhes em cinza, que eu particularmente não curto.

Indiana Pacers

Os novos modelos do Indiana Pacers são, disparados, os mais inovadores da temporada. O nome do time aparece na camisa em curva, rodeando o número na barriga do jogador – inspirado no Zollner Pistons, primeira franquia do estado de Indiana a jogar uma liga profissional de basquete, em Fort Wayne.

Eu gostei bastante do resultado final. Geralmente sou bem conservador neste tipo de assunto, tendo a estranhar uma mudança assim, mas neste caso eu curti o resultado final – boa parte disso se deve ao meu ódio ao uniforme do Pacers dos últimos anos.

Los Angeles Clippers

Como é bonito ver um time se arrepender de uma cagada. Há dois anos o Clippers lançou um conjunto de camisas que eram um terror. Pareciam regatas de summer league. Uma delas preta, que não tinha absolutamente nada a ver com a franquia. Era uma tentativa de dar personalidade a um time que era bom, mas não vencedor. Também era uma intenção compreensível de romper com o passado recente – o dono do time tinha mudado, saindo o racista boçal Donald Sterling e entrando o simpático e ~empolgado Steve Ballmer. Mas o resultado ficou ruim.

Dois anos depois, aproveitando a mudança de fornecedor esportivo, o time volta ao padrão anterior, preservando os elementos que deram certo na última repaginada (símbolo, tipografia). Excelente surpresa!

Los Angeles Lakers

Não divulgado ainda.

Memphis Grizzlies

Não divulgado ainda.

Miami Heat

Não divulgado ainda.

Milwaukee Bucks

Não divulgado ainda.

Minnesota Timberwolves

O uniforme do Timberwolves mudou bastante. Um dia antes do anúncio rodou um modelo verde-limão feito no NBA 2K18 que era horrível – e que, aparentemente, ainda pode pintar ao longo da temporada. No final das contas, a franquia confirmou uma camisa bem diferente do modelo do ano passado, mas que parece um decalque do desenho do Washington Wizards (três cores, faixa no peito…).

Apesar de não ter gostado da nova fonte, especialmente no uniforme branco, achei que ficou legal de um modo geral a nova identidade visual do time.

New Orleans Pelicans

Gostei da pequena mudança no uniforme do Pelicans: finalmente o tamanho do nome da franquia no peito aumentou e ficou em um tamanho decente. No mais, já curtia a combinação de cores, que têm tudo a ver com a cidade. Em resumo, não mudou quase nada, mas mesmo assim conseguiu melhorar.

New York Knicks

Não divulgado ainda.

Oklahoma City Thunder

O uniforme do Thunder parece absolutamente igual ao do ano passado. A maior novidade, ao meu ver, é que o time já anunciou que não vai colocar propaganda na sua camisa nesta primeira temporada em que está permitido fazer merchan.

Orlando Magic

Não divulgado ainda.

Philadelphia 76ers

A única mudança mais significativa, além da inserção do patrocínio, é essa espécie de ‘sombra’ vermelha no nome do time, jogador e número. Ficou com uma cara de camisa de time de universidade, ao meu ver. Mesmo assim, continua sendo um dos mais legais da liga. Por mais que a foto não mostre, as estrelas nas laterais foram mantidas.

Phoenix Suns

Outro time que mudou consideravelmente a camisa. A princípio, eu gostei bastante – principalmente a roxa, que é um modelo que tem algo parecido com o modelo do time dos anos 80. Combinação simples das três cores, com nomes e números grandes, o que acho legal. Minha ressalva fica para a fonte da camisa branca, que é bem parecida com a escolhida para o Cleveland Cavaliers – e a Nike tem uma péssima fama de padronizar tudo que toca.

Portland Trail Blazers

Gostei bastante deste aqui. O Portland já tem um dos uniformes mais bonitos de toda a liga. Ao meu ver tem um desenho muito original, mas que ao mesmo tempo já se tornou um clássico. O modelo da Nike manteve o alto padrão da franquia, que mudou a fonte dos escritos nas camisas.

A Nike promete que alguns times terão até quatro uniformes. No lançamento dos modelos tradicionais, o Blazers já confirmou que apresentará outros dois uniformes, um inspirado na comunidade e outro no “team spirit” em breve.

Sacramento Kings

Ano passado o Sacramento Kings já tinha passado por uma reformulação bem significativa na sua identidade visual. Partindo disso, era de se esperar que o modelo da Nike fosse bem parecido com os lançados no ano passado.

As mudanças foram muito sutis: o formato da gola em V (uma marca registrada destes novos uniformes da Nike) e uma ‘coroinha’ que tinha no peito da camisa antiga foi retirada. A franquia deve manter o modelo todo em preto e o retro azul-bebê para a temporada, mas serão apresentados mais para frente.

San Antonio Spurs

Mudanças discretas. A ideia é a mesma dos últimos 25 anos. Só a letra que ficou mais ‘sólida’. Gostei.

Toronto Raptors

Nada foi divulgado oficialmente, mas cruzando algumas informações, é de se esperar que o uniforme do Toronto seja bem parecido com o do ano passado. A suspeita se dá pelo seguinte: o NBA 2K tem soltado prints de jogadores cujos times já confirmaram seus novos uniformes, todos já condizentes com a nova parceria entre a liga e a Nike. Demar Derozan, no entanto, já teve seu visual divulgado sem que o Raptors tenha feito qualquer anúncio.

A princípio, portanto, a camisa da franquia deve ser mais ou menos isso aí.

Utah Jazz

A base do uniforme foi mantida, preservando uma combinação oldschool que me agrada. As bordas coloridas ficaram mais grossas e alguns detalhes parecem que foram simplificados. Mais do mesmo, mas, neste caso, achei uma boa.

Washington Wizards

O novo modelo do Wizards teve algumas mudanças na regata. O número está um pouco menor, as faixas levemente mais estreitas e mais altas. Eu gosto bastante do modelo, apesar de estranhar um pouco essa assimetria (agora os escritos ‘Wizards’ na camisa branca e ‘Washington’ na vermelha não estão centralizados entre as faixas coloridas, o que me incomoda).

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén