Sem sombra de dúvidas o que mais me fascina no basquete é o universo de coisas que extrapolam o jogo que acontece na quadra e toma proporções gigantescas, afetando a vida de milhões de pessoas que sequer assistem o esporte. Não que seja uma exclusividade do mundo da bola laranja, mas a equação resultante da história do jogo, sua ligação com a cultura urbana e o potencial de marketing super bem explorado pela NBA fazem com que o basquete seja o melhor exemplo desta gigantesca teia de influências.

Uma boa medida do tamanho monstruoso deste impacto é que já faz um bom tempo que as camisas regatas dos times e os calções largos de jogo não são itens para uso exclusivo do jogo. Já fazem parte do dia-a-dia. Até para quem não joga basquete, os modelos são bacanas de serem usados. Para quem joga, então, nem se fala.

O enredo que levou a isso não foi dos mais tranquilos. O basquete é um esporte relativamente novo, inventado na virada do século passado, e demorou uns 50 anos para emplacar de fato como um jogo sério, com ligas profissionais. Mesmo depois disso, dos anos 50 até o começo dos anos 80, era visto como um jogo menor. Esse atraso somado a todo o preconceito racial e social que foi explícito por muitos anos, os atletas não eram bem vistos. Suas roupas e seus artigos esportivos, idem.

A coisa começou a mudar com a popularização global da NBA no final dos anos 80 e com o ‘boom’ do hip hop no começo dos anos 90. O rap virou uma música que era tocada nas rádios, o basquete um jogo transmitido em todos os países. Jogadores e cantores, maiores embaixadores deste estilo, se transformaram alguns dos maiores ícones da cultura pop. Viraram os garotos propagandas das grandes marcas, alguns até astros de cinema.

Para se ter uma ideia a influência destes caras na moda de uma maneira geral, a escolha de Michael Jordan de não usar mais aqueles shorts apertando a virilha e escolher por bermudas mais largas e compridas mudou o figurino do esporte para sempre. Desde então, os uniformes mudaram e o estilo no mundo todo acompanhou essa tendência – até o futebol, outro esporte, adotou calções maiores nos anos seguintes.

O bastão de Michael Jordan foi passado para Kobe Bryant, Shaquille O’Neal, Kevin Garnett e, principalmente neste aspecto, Allen Iverson, que era o retrato do orgulho do hip hop e do streetball onde quer que fosse. Hoje, o estilo do basquete é totalmente mainstream. É até tendência.

A própria natureza do esporte colabora. Faz com que a o basquete seja um produto ‘vestível’ do no dia-a-dia. Diferente do futebol, futebol americano e qualquer outro jogo, não existem chuteiras de travas, capacetes e outros artefatos não usuais para o cotidiano.

E com o tempo, os calções largos, moletons com capuz, as regatas de jogo, os tênis de quadra saíram dos guetos para tomar o mundo. Hoje, é sinônimo de estilo, que invade a vida das pessoas sem a mancha do preconceito.

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