Lembro de ter sido achincalhado quando, nessa mesma época no ano passado, falei que o Suns era um time desinteressante e que a temporada do time só serviria para a gente ver como Devin Booker era bom. Não quero ficar me gabando por nada, mas acho que foi um palpite certeiro: Booker virou um dos jogadores jovens mais festejados da liga apesar do Phoenix ter ficado em penúltimo no campeonato.

As semanas finais da temporada foram tão enfáticas em confirmar isso que o time deu férias antecipadas a boa parte do elenco e Booker anotou 70 pontos em uma partida.

Para este ano, imagino o time um degrau mais maduro na escala evolutiva dos times em formação da NBA. Tem uma estrela, bons coadjuvantes jovens e conseguiu um calouro que parece promissor.

No entanto, o Oeste é um ambiente muito hostil para um time tão inexperiente. Em outras medidas, é um cenário parecido com o que Lakers, Pelicans e Nuggets vão enfrentar, cada um na sua situação: por mais que todos tenham evoluído, os melhores times da conferência também melhoraram. Seria preciso mais do que uma melhora gradual para mudar de patamar, para se destacar.

Acho que se a temporada de agora servir como uma peneira para, definitivamente, mostrar com quem a franquia pode contar para os próximos anos e quem é descartável, já vai ser de bom tamanho. Digo isso porque algumas peças do time ainda vivem no limbo do elenco. Dragan Bender vai ser o cosplay do Kristaps Porzingis que muita gente esperava ou vai continuar apagado? Eric Bledsoe está comprometido com o futuro do Suns? Alex Len é jogador de NBA?

Se estes meses de temporada responderem estas e outras perguntas, já vai ter sido um ano válido. A partir disso, a franquia poderá atacar os free agents de maneira mais precisa e eficiente, investindo no que não funcionou e reforçando o que tem de bom.

Fora isso, será mais uma temporada para azeitar as peças do time. Booker se consolidar como um dos principais cestinhas da liga, Josh Jackson mostrar que é um ala promissor dos dois lados da quadra e TJ Warren e Marquese Chriss evoluírem tecnicamente como alas sólidos são objetivos realistas e interessantes para se trabalhar.

(AP Photo/Ross D. Franklin)

Offseason
Parte da justificativa para o Phoenix Suns ter evoluído natural e timidamente é a inoperância do front office nos últimos meses. O time ensaiou assinar com algum medalhão, como Blake Griffin, tentou trocar por algum especialista já consolidado na liga, como DeAndre Jordan e até entrou forte nas conversas para receber o insatisfeito Kyrie Irving (era o favorito até a proposta do Boston Celtics aparecer), mas nada aconteceu. Tivesse rolado alguma das situações acima, o time facilmente pularia algumas etapas, mas aparentemente isso vai ficar para a próxima temporada.

Time Provável
PG – Eric Bledsoe / Tyler Ulis / Mike James
SG – Devin Booker / Davon Reed / Elijah Millsap
SF – Josh Jackson / TJ Warren / Derrick Jones Jr
PF – Marquese Chriss / Dragan Bender / Jared Dudley
C – Tyson Chandler / Alan Williams / Alex Len

Só Booker tem lugar cativo neste time. O melhor momento e, principalmente, o maior potencial são os fatores que vão definir quem vai ocupar cada posição com o passar dos jogos. Eric Bledsoe, a princípio, é outro titular intocável, mas o seu comprometimento questionável e sua saúde frágil podem colocá-lo de lado. Josh Jackson, Warren e Chriss devem disputar duas posições nas alas.

Expectativa
O time melhorou, mas ainda não é páreo para o restante do Oeste. É um time de garotos em uma liga de adultos. Deve ser um dos últimos na conferência – o que, na prática, é até mais útil do que tentar ir bem e perder algumas chances valiosas no próximo sorteio do draft.

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