Ano passado já era quase isso. Karl Anthony Towns tinha se mostrado um jogador especial, Andrew Wiggins tinha entendido seu papel no time, havia alguns jogadores que ultrapassavam a linha da puberdade e agora podiam ser cobrados como adultos e, na beira da quadra, um dos melhores técnicos da NBA, Tom Thibodeau, comandaria o time na volta aos playoffs. Parecia óbvio que era o ano da virada do Minnesota Timberwolves. Não foi.

Estranhamente, Wiggins até evoluiu, Towns idem. Lavine jogou bem (enquanto jogou), Rúbio também corrigiu mais algumas deficiências… mas não aconteceu. O time manteve o desempenho pífio na tabela.

Tom Thibodeau não conseguiu emplacar sua marca registrada. A defesa do time era fraca coletivamente, apesar de ter bons talentos individuais – um problema que ninguém imaginaria naquele time.

No final das contas, o grande trunfo do time (ter várias opções jovens que, em tese, poderiam ajudar a equipe por um longo período) foi o que condenou a temporada passada. A molecada não era tão dedicada quanto deveria na marcação (e o time fechou o campeonato com a 26ª pior defesa) e corria muito no ataque.

Acho que o dado que melhor exemplifica essa inexperiência é o retrospecto do time em momentos de placar apertado. Nos casos em que o jogo estava com uma diferença menor do que cinco pontos nos dois últimos minutos, o Minnesota ficou com 15 vitórias e 30 derrotas, o segundo pior desempenho, atrás apenas do Phoenix Suns.

Era frequente o time abrir uma boa vantagem nos dois primeiros quartos e entregar o outro na segunda metade do jogo. A diferença média do placar nos dois quartos finais era de -6 pontos, a 27ª pior da NBA, por exemplo.

Este diagnóstico, no entanto, não é trágico se projetado para a temporada que começa em algumas semanas. Na análise mais básica possível, dá para dizer que o time envelheceu, amadureceu e aprendeu com isso. Não só os jogadores estão obviamente uma temporada mais calejados, mas a franquia trocou dois de seus jovens (Zach Lavine e Kris Dunn) por uma estrela bem rodada (Jimmy Butler). Contratou um dos reservas mais experientes e subestimados da liga (Taj Gibson) e trocou seu armador (despachou Ricky Rúbio e assinou com Jeff Teague).

O time é oficialmente melhor e mais cascudo.

A turma também estará mais azeitada com Thibodeau. De novo, não só por ser mais um ano sob a tutela dele, mas porque dois dos principais jogadores que chegaram já jogaram muitos anos com o técnico nos tempos de Chicago Bulls.

Não vejo o Timberwolves fora dos playoffs neste ano. Qualquer coisa diferente disso é um desastre para os planos da franquia, que enfrenta a maior seca da atualidade sem ir para o mata-mata (13 anos).

Offseason
Como dito anteriormente, o time se mexeu bem. Mandou um ala-armador bom, mas machucado para o Chicago Bulls junto com um armador promissor mas que não mostrou nada na sua temporada de estreia. Em troca, recebeu um all star, um dos melhores jogadores da liga nos dois lados da quadra.

Eu questiono um pouco a escolha por Jeff Teague no lugar de Ricky Rubio. Eu adoro Rubio. Acho um jogador excelente, com qualidades específicas para a posição que ajudam qualquer equipe. Inteligente, marca muito bem e não é tão mau chutador quanto sua fama diz. Por outro lado, detesto Teague. Fraco fisicamente, inconstante e baixo QI para comandar o time no ataque. Para piorar, será o maior salário do time nesta temporada.

Apesar disso tudo, admito que o encaixe de Teague no time possa justificar a escolha. Rubio domina muito a bola, Teague chuta melhor, o que complementa bem as características de Wiggins e Butler. Mesmo assim, não é uma troca que eu teria feito.

Time Provável
PG – Jeff Teague/ Tyus Jones
SG – Jimmy Butler/ Jamal Crawford
SF – Andrew Wiggins/ Shabazz Muhammad/ Nemanja Bjelica
PF – Gorgui Dieng / Taj Gibson
C – Karl Anthony Towns / Cole Aldrich / Justin Patton

Expectativas
Apesar de todo o Oeste ter melhorado consideravelmente e isso significar uma concorrência ainda mais cruel para o Timberwolves, eu não vejo o time fora dos playoffs. Espero, inclusive, uma classificação ligeiramente confortável, acima da sexta posição. O maior problema do time, ao meu ver, é a falta de profundidade do elenco, especialmente no backcourt. Neste caso, uma lesão poderia atrapalhar os planos da equipe. Mesmo assim, o quinteto titular é forte o suficiente para aguentar a barra dos 82 jogos.

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