A evolução de times como Philadelphia 76ers, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns faz parecer que o tanking, a estratégia de ter campanhas ruins de propósito por alguns anos para reunir vários talentos em um mesmo elenco na esperança de formar um elenco forte para o futuro, vale bastante a pena. Não que os três times tenham a garantia de sucesso para os próximos anos, mas é um processo que dá mais sinais de êxito do que outros métodos mais tradicionais, via trocas e se agarrando às mínimas chances de playoffs quando tiveram essa chance (a exemplo de Nets e Knicks em temporadas recentes).

Mesmo assim, alguns times parecem convictos em rejeitar o tank. San Antonio Spurs, Miami Heat e Dallas Mavericks são os maiores símbolos disso. A filosofia destes times consiste em formar uma cultura vencedora que seja suficiente para atrair grandes nomes sem contrato, além de atacar trocas e desenvolver jogadores medianos dentro de casa. Perder de propósito, jamais!

A tática, na teoria, é maravilhosa, mas é colocada à prova quando as coisas começam a não dar muito certo, o elenco envelhece e as perspectivas de futuro no curto prazo não são animadoras.

É neste cenário que o Dallas Mavericks se encontra hoje, seduzido pela possibilidade de reforçar o time pelo draft e sem muita bala na agulha para atrair bons jogadores nas próximas offseasons.

No ano passado, a dúvida já balançou a franquia. O time começou mal, se recuperou, achou que era possível se classificar e, no final, se entregou. Se esforçou para subir no draft – o problema é que, naquele ponto, metade da liga fazia o mesmo.

A renovação caridosa de Dirk Nowitzki – que cortou seu salário em menos da metade para ajudar no processo de renovação do time via free agency – e o fato de um dos melhores jogadores do draft ter caído no colo na 9ª posição coloca, mais uma vez, o Mavericks em uma posição estranha.

Por mais que o tank faça sentido para tentar pescar um bom jogador do jeito mais fácil mais uma vez, o clube não está totalmente desguarnecido de talento e não precisa necessariamente entregar os pontos logo de caa. Uma campanha honesta neste ano seria convidativa a bons jogadores em final de contrato e, naturalmente, o Dallas poderia reforçar sua cultura vencedora.

Um elenco com Dennis Smith Jr, Harrison Barnes e Nerlens Noel já é ok. Umas duas peças bem úteis ou um jogador fora de série para assumir a franquia depois de Dirk Nowitzki colocaria o Mavericks no mesmo patamar que esteve nas últimas duas décadas, pronto para ficar por lá por mais uns bons anos.

Não vejo este time brigando por playoffs, mas imagino que possa oscilar fases boas e ruins ao longo da competição, tirando vitórias importantes de times que estarão por cima e entregando o outro, às vezes, para aqueles que não disputam nada.

Offseason
O time foi muito bem ao pegar um dos maiores steals do draft deste ano. Quem acompanha os calouros mais de perto acredita que Dennis Smith Jr é um dos favoritos ao título de calouro do ano.

O front office foi duro, mas eficiente na renovação dos jogadores. Chegou a um acordo baratíssimo para que Dirk Nowitzki ficasse mais duas temporadas com a equipe e renovou com Nerlens Noel por uma mixaria, preservando a folha salarial para esta e para as próximas temporadas – é o segundo time que menos paga salários em toda a NBA, com ‘apenas’ 75 milhões de dólares comprometidos.

Time Provável
PG – Dennis Smith Jr / JJ Barea / Yogi Ferrell
SG – Wesley Matthews / Seth Curry / Devin Harris
SF – Harrison Barnes / Dorian Finney-Smith
PF – Dirk Nowitzki / Josh McRoberts /Dwight Powell
C – Nerlens Noel / Salah Mejri

Expectativas
Vejo um Dallas Mavericks bem parecido com o time do ano passado. Chato de se enfrentar, mas também não muito bom de se torcer. Imagino que fique entre os melhores times que não vão aos playoffs.

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