[Previsão 17/18] Heat: nas mãos de Spoelstra

A temporada passada do Miami Heat foi muito estranha. O time era considerado de médio para ruim, com muita gente nova e confiando seu jogo em dois jogadores de talento questionado na liga (Goran Dragic e Hassan Whiteside). A temporada começou e a desconfiança se justificou: o Heat abriu a temporada com medonhas 11 vitórias e 30 derrotas.

Quando boa parte do time titular se lesionou, então, a sensação era que a coisa só não iria piorar muito mais porque não tinha como. Josh Richardson e Justise Winslow foram substituídos por jogadores que da D-League. O banco estava recheado de desconhecidos. E, por incrível que pareça, foi aí que o time começou a ganhar. De janeiro em diante, o Heat foi uma das melhores equipes da NBA e virou o jogo: venceu 30 jogos e perdeu 11.

Boa parte dessa performance pode ser creditada à qualidade de Erik Spoelstra, técnico do time. Colocou o time para correr, botou a bola na mão de Goran Dragic, convenceu Dion Waiters que ele tem que pontuar, mas não precisa carregar a bola interminavelmente (e com isso aumentou seu aproveitamento real dos arremessos em 20% ao longo do ano), distribuiu melhor a responsabilidade na finalização das jogadas (que antes era muito concentrada em Whiteside) e tirou o melhor de cada um dos coadjuvantes do elenco.

A mudança de ritmo e estilo de jogo quase foi suficiente para colocar a franquia nos playoffs. A vaga escapou na última rodada.

É irônico que hoje Spoelstra se mostre um técnico tão bom e que se destaque justamente quando o elenco, aparentemente, tem menos para dar. Quando surgiu comandando Dwyane Wade, Lebron James e Chris Bosh, se questionava se ele tinha cacife para treinar um time com tantas estrelas. Hoje, sabe-se que ele tem as credenciais para liderar qualquer equipe e sabe tirar o melhor de um elenco limitado – uma habilidade que vários técnicos renomados nunca conseguiram provar que têm.

Para este ano, o time volta inteiro e, a princípio, pronto para repetir uma campanha mais parecida com a da segunda metade da temporada passada do que com a primeira. Por mais que seja de se questionar o quanto Dion Waiters vai jogar sem ter que buscar um novo contrato de imediato e até que ponto é interessante ter Hassan Whiteside como peça central do time, o Heat já mostrou é muito eficiente em transformar um time sem grandes estrelas em um oponente duro.

O backcourt, mesmo sem um grande jogador para despontar, é profundo e jovem. Reservas e titulares se confundem. O frontcourt foi reforçado com a escolha de Bam Adebayo, monstruoso na Summer League, e Kelly Olynyk, um jogador que não é dos mais talentosos, mas que tem uma mobilidade incomum para um pivô e sabe brigar (literalmente) dentro do garrafão.

Em uma conferência Leste enfraquecida, isso deve ser suficiente para levar o time da Florida aos playoffs, mesmo que não tenha qualquer chance de bater os melhores daquele lado do mapa.

Offseason
Por mais que tenha conseguido renovar com Waiter por um valor que não era o máximo – o jogador dava a pinta de querer isso -, ter pego uma boa peça no draft e ainda ter angariado um bom reserva no garrafão, a equipe saiu decepcionada por não ter conseguido convencer Gordon Hayward a assinar com a franquia.

Hayward era um cara que, ao meu ver, tinha tudo a ver com o time. Um jogador que parece preferir ser um coadjuvante importante do que uma estrela tem tudo a ver com uma franquia com uma cultura muito forte de trabalho duro e desenvolvimento dos talentos pessoais.

Time Provável
PG – Goran Dragic / Tyler Johnson /
SG – Dion Waiters /Josh Richardson / Wayne Ellington
SF – Justise Winslow / Rodney Mcgruder
PF – James Johnson /Kelly Olynyk / Okaro White / Udonis Haslem
C – Hassan Whiteside / Bam Adebayo / AJ Hammons

Expectativas
Se não voltar a sofrer com lesões, é um time para ficar entre a quinta e a oitava colocação do Leste. E mesmo que venha a ter algum problema deste tipo, basta encontrar alguma solução milagrosa como a da temporada passada para continuar no páreo – ter Spoelstra no banco de reservas já é meio caminho andado.

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2 Comments

  1. ana

    Quem ama os jogos de gerente https://mybasketteam.com/pt

  2. Luiz Eduardo

    Acho que você se equivocou totalmente sobre Olynyk. Ele é um cara talentoso, que não sabe brigar no garrafão, ele tem técnica, sabe chutar de qualquer lugar, sabe passar razoavelmente, mas é soft, atrapalhado, o que faz ele muito fraco na defesa.

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