[Previsão 17/18] Grizzlies: por uma nova identidade

Há sete temporadas, um Memphis Grizzlies discreto e desfalcado eliminava no primeiro round dos playoffs o San Antonio Spurs, time de melhor campanha até então naquele campeonato. O segredo para um time tecnicamente inferior eliminar a franquia que é sinônimo de basquete bonito, coletivo e bem jogado foi muita luta, muito jogo físico e muita doação. Aquilo que parece mais um clichê de torcedor de um modo geral, para o Grizzlies foi levado como uma lei fundamental desde então.

O estilo que ficou batizado como “Grit and Grind” foi a única forma do Memphis bater de frente com seus maiores rivais de conferência, com elencos muito mais badalados e estrelados.

Deu certo. O time conseguiu sete idas seguidas aos playoffs e se transformou em um dos rivais mais temidos neste período. Por melhor que fosse o time, enfrentar o Grizzlies era um tormento.

Mas a mudança de temporada pode significar o fim de uma era. O time envelheceu bastante neste período e Tony Allen e Zach Randolph, dois pilares da equipe desde aquela série contra o Spurs em 2011, mudaram de ares. Vince Carter, outro veterano que tinha se juntado à trupe e que se encaixava perfeitamente neste perfil, também vazou.

Do núcleo responsável por essa veia brigadora e raçuda, só sobraram Marc Gasol e Mike Conley. Os dois são disparados os mais talentosos desse período, mas também são os dois que, até por terem mais recursos técnicos, não são tão durões quanto os seus ex-colegas.

A provável mudança de característica torna este time uma incógnita. Além do time não ter se reforçado na mesma intensidade dos demais, a perda das referências do elenco fazem desta temporada um período de readaptação, em que o técnico David Fizdale pode tentar traçar algum novo perfil para a franquia nos próximos anos.

Por isso, acho que, depois de anos, o Memphis Grizzlies ficará fora de um mata-mata. Gasol e Conley podem até ter desempenhos individualmente mais vistosos do que nos anos passados, mas não acho que o time como um todo tenha cacife suficiente para ficar entre os oito melhores da conferência.

(Justin Ford USA TODAY Sports)

Teria alguma chance se Chandler Parsons voltasse a jogar a bola que o fez sair de Houston Rockets para ganhar uma bolada no Dallas ou se Tyreke Evans se transformasse tardiamente no cara que deu pinta que viraria ainda no seu ano de calouro. Mas é muito difícil que isso aconteça. Se os dois conseguirem ter uma temporada saudável, o time já sai no lucro.

Offseason
Perdeu Zach Randolph, Tony Allen e Vince Carter. Ganhou Tyreke Evans e Ben McLemore. Em talento, o time sai em desvantagem. No entanto, é um tímido sinal de renovação, processo pelo qual inevitavelmente o time terá que passar.

Time Provável
PG – Mike Conley / Andrew Harrison / Wade Baldwin / Mario Chalmers
SG – Ben McLemore / Tyreke Evans / Wayne Selden / Kobi Simmons
SF – Chandler Parsons / James Ennis / Dillon Brooks
PF – JaMychael Green / Ivan Rabb
C – Marc Gasol / Brandan Wright / Deyonta Davis

Expectativas
Memphis deve ser aquele time que incomoda todo mundo, belisca uns jogos importantes, mas que não tem cacife para ficar entre os oito primeiros do Oeste. Só se classifica se algo de muito errado acontecer com seus principais concorrentes de conferência.

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1 Comment

  1. ana

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