Depois de um ano de lapso técnico, mental e emocional na temporada 2015/2016, o Washingston Wizards confirmou seu lugar como terceira força na conferência Leste, atrás apenas dos estrelados Cleveland Cavaliers e Boston Celtics.

Por mais que o time tenha terminado a temporada atrás do Toronto Raptors, ter registrado a melhor campanha da conferência toda desde janeiro, a evolução de John Wall para o primeiro escalão de jogadores da liga e a canseira que o time deu no Boston Celtics na semifinal do Leste o credenciam como time mais perigoso para roubar uma vaga na final de conferência do ano que vem.

Diferente do rival direto canadense, o elenco da capital americana é muito jovem e todos seus principais jogadores tem mostrado que ainda podem melhorar de uma temporada para a outra.

Além de John Wall, Bradley Beal se mostrou capaz de atravessar uma temporada inteira sem graves lesões e Otto Porter se gabaritou ao posto de terceiro melhor jogador de elenco, digno (talvez nem tanto) de um salário colossal (o maior da franquia atualmente) por ser um dos jovens alas mais promissores dos dois lados da quadra.

O grande problema do Washington Wizards para bater Celtics e Cleveland será a falta de opções dentro do próprio elenco. Com poucos jogadores confiáveis no banco e uma rotação curta, talvez falte oxigênio para a equipe enfrentar os 82 jogos da temporada regular da NBA.

No ano passado, o time foi, disparado, o que mais tempo abusou da sua principal formação em quadra. O quinteto com Wall, Beal, Porter, Markieff Morris e Marcin Gortat jogou 1347 minutos de temporada regular. A segunda formação da NBA que jogou mais tempo junta foi a formação titular do Minnesota Timberwolves, com 879 minutos de quadra – menos de 2/3 dos cinco do Wizards.

Em um cenário hipotético de playoffs, isso não seria o maior dos problemas – nos confrontos de mata-mata, os times costumam diminuir suas rotações e tendem a carregar seus principais jogadores com mais tempo de quadra.

O problema é isso acontecer depois de um ano inteiro jogando com um rotação enxuta. Além da fadiga e das chances de lesão aumentarem consideravelmente, toda a confiança do time fica depositada em um grupo muito reduzido de jogadores.

Como o time não fez nenhuma contratação relevante para o ano – pelo contrário, perdeu jogadores -, é um problema que, no papel, é ainda mais alarmante.

Se o time passar incólume a isso – ou eventualmente conseguir se reforçar ao longo do ano -, é a zebra favorita da temporada.

Offseason
O time perdeu Brandon Jennings e Trey Burke na armação e Bojan Bogdanovic na ala. Assinou com os igualmente irrelevantes Tim Frazier e Jodie Meeks. Em resumo, nada de especial aconteceu.

Time Provável
PG – John Wall / Tim Frazier / Tomas Satoransky
SG – Bradley Beal / Jodie Meeks / Sheldon Mac
SF – Otto Porter / Kelly Oubre
PF – Markieff Morris / Jason Smith / Mike Scott / Chris McCollough
C – Marcin Gortat / Ian Mahinmi / Daniel Ochefu

Expectativa
O time deve ficar entre os quatro primeiros do Leste na temporada regular. Qualquer resultado abaixo disso, já é um desvio de rota mais grave do que o esperado. Se tudo der certo, chega nos playoffs em condições de ameaçar Boston Celtics e Cleveland Cavaliers.

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