A primeira rodada da NBA mostrou porque essa turma de calouros chegou tão badalada no draft. Seis dos jovens mais falados que estrearam entre terça e ontem já chegaram na liga profissional anotando mais de 10 pontos, três deles fizeram duplo-duplo. Não lembro de uma classe de draft que tenha começado tão bem.

Isso que ainda faltam dois dos calouros que, de maneiras completamente opostas, despertam as maiores das expectativas. Lonzo Ball, do Los Angeles Lakers, e Milos Teodosic, do Los Angeles Clippers, se enfrentam hoje de madrugada para darem a primeira de muitas respostas se vão conseguir corresponder tudo que se espera deles.

O calouro do Lakers parece um predestinado. Jogou em UCLA, a universidade local, e tem a pinta de estrela que qualquer jogador que pretende fazer sucesso no maior time do Oeste da NBA tem que ter. Tudo isso reforçado pela lingua solta do seu pai, Lavar Ball, que faz questão de dizer que, sim, Lonzo ser armador do Lakers já estava desenhado como seu destino quando os deuses do esporte o tocaram em outra encarnação.

Mas não é só a ladainha de Lavar que faz da chegada de Lonzo ao Lakers uma coisa quase que mística. O jogador surgiu no ápice do processo de reconstrução do time, justamente durante um hiato de estrelato do time que mais viveu de estrelas em toda a história da liga. Calhou do Lakers ter a segunda escolha, o Boston e o Philadelphia trocarem a primeira e a terceira posição e Ball se garantir como o armador que, se todo o plano der certo, vai carregar a franquia angelina pela próxima década.

Inegavelmente, parece o cara certo na hora certa. E até por isso todos os holofotes possíveis estão sobre ele. O antigo projeto de franchise players do Lakers, D’Angelo Russell, foi trocado justamente pela direção da franquia entender que ele não tinha o cacife para assumir este papel – algo que apostam que Ball tem. Uma responsabilidade que cai como uma bigorna nas costas de um garoto que nunca jogou uma partida profissional.

Do outro lado da quadra, onze anos mais velho, há treze jogando como profissional e com a banca de ter sido melhor jogador do mundo fora da NBA até poucos meses atrás, Milos Teodosic chega do outro lado do Atlântico para estrear pelo Los Angeles Clippers.

O sérvio não vai chegar com a mesma pressão de público e mídia de Lonzo, já que chega em um Clippers reformulado, mais discreto e já com dono (Blake Griffin) mas enfrentará a necessidade de defender a sua reputação.

Por mais que seja conhecida a dificuldade de jogadores escolados no basquete europeu se adaptarem de imediato nos Estados Unidos, Teodosic chega com a fama de ser o melhor de todos há alguns anos.

Ele também encontra um cenário divido no Clippers. Um exímio passador como ele é a peça chave para um time com tantos finalizadores, como Danilo Gallinari, Blake Griffin e Deandre Jordan. Ao mesmo tempo, Gallo, Blake, Austin Rivers, Patrick Beverley e Lou Williams adoram carregar a bola, criar seus próprios arremessos e organizar o jogo cada um à sua maneira, algo que aniquila o potencial de um organizador nato como Milos.

Além de tudo isso, chega com a responsabilidade de substituir o melhor armador nato da NBA na última década, Chris Paul. Mais até, foi o jogador que conseguiu, por um breve momento, mudar o status da franquia. Deixou de ser o pior time da história da liga para ser uma presença constante nos playoffs.

Dois jogadores com responsabilidades diferentes, mas com tamanhos parecidos, que hoje começam a ser colocadas à prova.

Siga o Dois Dribles no Twitter:

CompartilheShare on Facebook239Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on Reddit0Share on LinkedIn0Email this to someone